Os irmãos Potter - 2ª temporada
2 O julgamento, A volta para casa e a Mudança de Merliah
Notas iniciais
Seria hoje o julgamento dos raptores de seus filhos, e tinha que admitir, estava muito ansioso para vê-los em Azkaban sem previsão de volta.
Nesse momento estava no tribunal sentado na plateia ao lado de Rony, que parecia estar compartilhando da mesma ansiedade que a sua. Não demorou muito e, a porta do final da sala se abriu e por ela passaram Pansy, Blasio e Goyle, os três sendo segurados por aurores muito bem treinados e armados com suas varinhas.
Os aurores colocaram cada um em uma cadeira no meio do tribunal e as correntes nos braços das mesmas os prenderam ali e o julgamento começara.
Durante o julgamento inteiro, os três mostraram puro ódio por estarem ali, tudo culpa daquelas crianças estupidas, mas eles não iriam desistir assim tão fácil. Ah, não iriam mesmo.
O julgamento terminou e foi determinado que eles seriam presos por usarem magia negra, raptar e torturar crianças. Quando os aurores se aproximaram, as cadeiras os soltaram e os aurores os agarraram pelos braços, os arrastando dali em direção a Azkaban.
Antes de atravessar a porta, Pansy olhou para trás em direção ao olhar de Harry, que permaneceu o julgamento inteiro em completo silêncio e bastante sério, e então ela mostrou um sorriso malvado.
— Não pense que acabou, Potter! Nós iremos atrás de seus filhos! Não pense que acabou! – Ela gritou o ameaçando enquanto estava sendo arrastada por dois aurores.
Harry a encarou enquanto ela sumia porta afora e esperava com todas as forças que todas aquelas palavras não fossem verdade e que seus filhos não corressem perigo de novo.
— Não se preocupe, cara. Ela não pode fazer nada em Azkaban. – Rony tentou tranquiliza-lo.
— Espero que esteja certo, Rony. – Harry o respondeu ainda sem desgrudar os olhos da porta pela qual os réus haviam saído junto aos aurores.
Rony tinha que estar certo. Ele precisava estar certo.
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Poucos meses depois....
Merliah Potter estava feliz e ao mesmo tempo triste por ter, enfim, terminado seus estudos.
Feliz porque finalmente poderia trabalhar no que mais sonhava em fazer e poderia usar magia a vontade sem o rastreador.
E triste porque nunca mais voltaria a estudar na escola de magia e bruxaria de Hogwarts, onde fez várias amizades, tanto com alunos quanto com os professores que lhe ajudaram a esconder seus poderes e muitas vezes a ajudavam a se manter na linha. Especialmente Hagrid e o professor Longbottom, ela já tinha uma certa amizade com eles por conta das visitas que faziam em sua casa, mas acabou ficando mais forte quando foi para a escola.
Sentiria falta das brincadeiras que fez ali. Sentiria falta até mesmo das detenções, tanto das ruins tanto quanto das boas que ela fazia com Filch e Hagrid. Aliás, ela tiraria um tempo para visitar o velho amigo de seus pais e tios que acabou virando o seu também. Sentiria falta dos passeios a Hogsmeade, das aulas e de todo o castelo e suas propriedades.
A única coisa que Merliah não sentiria falta era o Quadribol. A menina sonhava em ser uma grande artilheira, assim como a mãe, que sempre a apoiou nessa escolha. Merliah sempre amou voar em uma vassoura, ela tinha certeza que tinha certa influência de seus pais no meio, mas sempre amou o esporte e não resistiu a ele.
Nesse momento estava, junto a James, se despedindo de seus primos.
— Nos vemos domingo na toca. – Roxy disse despedindo-se.
— Nos vemos domingo. – Liah E James responderam ao mesmo tempo.
Eles se afastaram e foram a procura de seus respectivos pais no meio de toda aquela gente e da completa bagunça e balbúrdia que estava na estação. James e Merliah fizeram o mesmo e começaram a procurar por sua família.
Não demorou muito e eles encontraram a mãe junto aos dois irmãos mais novos, que correram na direção deles os abraçando fortemente.
— Jay, Liah! – Os menores exclamaram ao vê-los.
— Pirralhos! – James respondeu sorrindo e os abraçando de volta.
— Meus marotinhos, que felicidade! – Merliah falou também sorrindo e devolvendo o abraço.
— Crianças, deixem um pouco dos dois para mim! Eu também morri de saudades. – Gina se fez ouvir, aproximando-se dos dois filhos mais velhos e os abraçando fortemente.
— Também sentimos saudades, mamãe. – Merliah falou no ouvido de Gina, e ao sair do abraço Merliah olhou para os lados como se estivesse procurando alguma coisa. – Onde está o papai?
— Ele teve que trabalhar, queridos. Mas não se preocupem, à noite ele volta, não foi nenhuma viajem de última hora. – Gina respondeu.
— Tudo bem, mãe. – James e Merliah responderam juntos mais uma vez.
— E então, vamos? Estou morrendo de fome. – James apressou-os já começando a andar.
— Novidade. Quando não está com fome? – Merliah comentou divertida.
— Olha quem fala! – James respondeu revirando os olhos. – Esqueceu que também somos Weasley’s? Temos pretensão a comer uma quantidade infinita.
— E como vamos? Todos aqui sabemos que a mamãe não sabe dirigir. – Merliah ignorou a fala de James.
— Nós fizemos aparatação acompanhada e fomos parar em um beco aqui perto. – Alvo a respondeu.
— Foi horrível! Odeio aparatar, mamãe. – Lilian se manifestou.
— É realmente desagradável, querida. Mas é a única maneira de voltarmos para casa nesse momento. – Gina respondeu.
Lilian fez biquinho em desgosto.
Eles deram as mãos e Gina os tirou dali, levando-os para casa.
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À noite...
James estava escutando música pelo celular, em seu quarto quando ouviu a mãe gritar anunciando o jantar.
— Crianças, o jantar estar pronto! Desçam antes que esfrie!
— Não foi você que fez o jantar, não é? – Liah questionou descendo as escadas junto aos irmãos.
— Não consigo mais enganar vocês como antes, não é? – Gina se entregou com um pequeno sorriso no rosto, e fingiu uma cara de frustação que fez Lilian rir.
— Não mesmo! – Jay respondeu rindo. – Sabemos que quem faz a comida é monstro, ou o papai.
— Posso não ter o mesmo dom culinário de seu pai ou de monstro, mas sei cozinhar alguma coisa. – Gina retrucou.
— Mas não foi você, não é? – Merliah voltou a perguntar.
— Não. – Gina finalmente respondeu revirando os olhos para os filhos e em seguida sorriu. – Foi o seu pai.
Os olhos de Jay e Liah brilharam de felicidade e pura saudade e eles abriram um sorriso.
— Onde ele está? – James perguntou ansioso.
— Na cozinha, terminando de pôr a mesa. – Gina o respondeu.
Jay e Merliah entreolharam entre si e seus irmãos mais novos e os irmãos saíram praticamente correndo em direção a cozinha, onde o pai se encontrava com a mesa já posta.
Os dois mais velhos se jogaram nos braços de Harry e o abraçaram fortemente, estavam morrendo de saudades do pai. Harry os abraçou de volta sorridente e cheio de saudades dos filhos mais velhos.
— Desculpem por não ter ido buscá-los na estação hoje. – Harry pediu ainda no abraço.
— Não se preocupe, papai. Você estava ocupado não tinha como ir. – Merliah o respondeu quando saíram do abraço.
O resto do jantar seguiu cheio de conversas animadas e divertidas. Finalmente a família Potter havia voltado ao normal desde aquele incidente no ano passado, onde a vida deles mudou bastante.
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Um pouco mais tarde, no quarto de Merliah...
Merliah saiu do banheiro já vestida com o pijama, pronta para dormir, apontava a varinha para os cabelos e eles instantaneamente secaram e se transformaram em uma trança. A menina entrou em seu quarto e se olhou no espelho da penteadeira que possuía desde criança e que lhe era muito útil, como agora, em que liah percebera o quanto mudou desde o ano passado, tanto fisicamente, como psicologicamente.
Seu rosto e corpo mudaram, ela parecia ter emagrecido mais e ter ganho mais curvas. Seus seios, cochas e bunda ganharam mais volume, seu rosto antes de feições delicadas e completamente inocentes se transformaram em traços fortes e bem feitos. Sua expressão ficou mais dura e a única coisa que lhe dava algum sinal de inocência eram as sardas pontilhando o seu rosto e sua boca. Seus olhos castanhos, nariz e sorriso ficaram ainda mais idênticos com os da mãe, que era a sua cópia ruiva.
Apenas uma coisa diferenciava uma da outra, os cabelos de Merliah eram negros e rebeldes iguais aos do pai, agora possuíam uma mecha branca entre eles, que de acordo com sua mãe, nunca sairia dali, enquanto a sua mãe possuía longas madeixas ruivas com uma das mechas mais vermelha do que as outras.
Merliah ficou analisando sua nova “eu” e gostou do resultado. A menina já não era mais menina, agora era uma mulher.
Ela fechou uma das mãos, respirou fundo e em seguida ela a abriu, e pode ver um pequeno redemoinho girando na palma de sua mão.
Ela sorriu de orelha a orelha, era realmente muito bom toda aquela mudança.
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