Os irmãos Potter - 2ª temporada
27 De volta para casa
Notas iniciais
Por causa do estado de James eles desistiram de leva-los para o St. mungus, pois não conseguiriam sair do país com ele daquele jeito, então os aurores da Australia o levaram para o hospital bruxo da cidade mais próxima.
Seus pais foram na frente com James em uma aparatação acompanhada. Hermione e Rony levaram Lilian e Alvo junto à um punhado de aurores, Merliah iria se aproximar de Luna e Rolf, quando sentiu braços fortes circularem o seu corpo e um perfume amadeirado lhe invadir as narinas.
— Teddy… – Merliah sussurra ao corresponder o abraço e enterra o rosto na curva do pescoço dele.
— Eu fiquei com tanto medo de te perder dessa vez. – Teddy murmura no mesmo tom, desfazendo o abraço, mas mantendo sua testa colada na dela.
— Eles quase conseguiram dessa vez…, mas eu estou bem. – Merliah diz passando as mãos pelos seus cabelos. Teddy fechou os olhos e aos poucos os fios mudam do castanho sem vida para o azul de quando estava perto dela e o sorriso de Merliah se abre imediatamente.
— Lupin! Vamos. Temos que levar a senhorita para o hospital. – Um dos aurores se fez ouvir, Luna e Rolf não estavam mais ali. Teddy concorda com um aceno de cabeça, mas não se afasta de Merliah, apenas estica o braço para o auror e todos eles aparatam dali.
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Meses depois…
Seu corpo pesava e ele se sentia exausto como jamais estivera, sua cabeça latejava e ele sentia seu corpo quente, tentou abrir os olhos, mas isso parecia uma tarefa que lhe exigia muito. tentou outra vez, abrindo-os lentamente e um teto muito branco entra em seu campo de visão. Estava em um hospital.
Ele tentou se mover e sua cabeça latejou como se tivesse sido atingido fortemente por um balaço e então soltou um pequeno gemido de dor, chamando atenção da pessoa sentada ao seu lado.
— James! Querido, como se sente? – era sua mãe, um grande alivio tomou conta dele, lembrou-se de que seus pais os haviam tirado das garras dos raptores, então seus irmãos e ele estavam a salvos.
— Mãe… – Sua voz saiu rouca e fraca pela falta de uso e então uma pequena crise de tosse tomou conta dele, sua mãe rapidamente o ofereceu um copo de água, que ele foi tomando devagar.
— Está melhor? – Gina perguntou voltando a se sentar ao seu lado.
— Sim.
— Como está se sentido? – Gina repete a pergunta de antes.
— Cansado, muito cansado…, minha cabeça também dói.
— É normal na sua condição. – Gina replica com a sombra de um sorriso nos lábios.
— Minha condição? – James a olha confuso, Gina sorri.
— Você conseguiu, meu filho. Conseguiu controlar seus poderes, o ciclo se fechou. – Gina explica. James a encara por uns instantes sem falar nada.
— Consegui? – Ele indaga incrédulo.
— Sim! – Gina confirma ainda sorrindo orgulhosa. – Feche a mão e os olhos, se concentre e respire fundo.
Ele faz o que ela pede.
— Agora abra a mão. – Ela manda e ele o faz, também abrindo os olhos. E lá estavam pequenas chamas dançando por entre os dedos de James, que observou para aquilo admirado.
— Essa é a reprodução de todo o seu poder. – Informa Gina. – É lindo, não é?
— Sim… – James concorda com um pequeno sorriso, ele volta a fechar a mão e as chamas somem.
— Viu? Você já consegue controlar. – Gina constata mais uma vez e o sorriso de James aumenta.
— Isso é tão bom. – Ele comenta e Gina sorri orgulhosa. Eles foram interrompidos pela chegada de outra pessoa no quarto.
— James, você acordou! – Harry murmura indo praticamente correndo até a cama do filho. Como James não era de muito afeto, Harry o pede permissão para abraça-lo, e o filho consente.
— E meus irmãos? Como eles estão? Estão bem? – James questiona quando se soltaram do abraço e notou que não só sentia a falta dos pais como também estava sentindo falta de seus irmãos naquele momento.
— Estão bem, conseguiram se recuperar bem e já estão de volta à Londres – Harry o informou.
— Então ainda estamos na Austrália? – James deduziu pelo que Harry disse.
— Sim…, seu caso era extremamente delicado, meu filho, não podíamos te locomover muito, imagine viajar pra outro país. – Gina o explicou.
— Entendo…, quanto tempo estamos aqui? Digo… a quanto tempo fiquei desacordado? – James indagou ao lembrar do tempo que Merliah ficara desacordada.
— Você ficou mais tempo que sua irmã, seis meses. – Gina o respondeu, também lembrando de Merliah, e em seguida ela se abaixou e quando ressurgiu, estava com uma caixa em mãos. – Temos algo para você.
— Feliz aniversário, filho. – Harry falou. – Esse presente é meu e de sua mãe.
James pega caixa pequena das mãos da mãe e a abre com um sorriso, dentro, um bracelete de couro com chamas entalhadas cuidadosamente.
— Maneiro…, eu adorei, obrigado mãe, pai. – James os agradeceu verdadeiramente satisfeito com o presente.
— De nada, querido. – Gina respondeu alegre.
Eles ouviram uma batida na porta e em seguida uma curandeira entrou e se aproxima deles com um sorriso acolhedor.
— Olá, Potters. – Ela os cumprimenta e depois dirige o olhar para James. – Sr. Potter, como se sente?
— Cansado e minha cabeça dói…, estava mais dolorida, mas a dor diminuiu. – James respondeu.
— Oh, sim, isso é normal. – Ela anota algo em sua prancheta e volta a olhar para ele. – Faremos alguns exames e se estiver tudo ok você será liberado ainda hoje.
— Certo. – James concordou.
Ela então pede para que Gina e Harry os dê privacidade e em seguida começa a examina-lo com sua varinha, terminando sua tarefa pouco tempo depois.
— Volto mais tarde com o resultado e, se tiver tudo ok, com a sua alta também. – Ela sai e Harry e Gina voltam a ficar ao lado do filho.
Enquanto o tempo passava, eles iam conversando, matando a saudade ou o informando como os outros três Potter estavam, Gina também obrigou James a comer o almoço que o hospital servia, e, fazendo cara feia, ele comeu a comida sem gosto sob o olhar atento de sua mãe. Já quase no final do dia a medibruxa volta anunciando que estava tudo bem com ele e que estava de alta.
Depois disso, eles arrumaram as coisas de James para irem embora. James se sentia ótimo, apesar do cansaço se sentia bem com seu banho tomado e roupas confortáveis.
Seu pai havia dito que tinha conseguido uma chave de portal de volta para Londres, então primeiro eles passaram no hotel que Gina e Harry estavam hospedados para depois aparatarem para o ministério da Australia, não precisaram esperar por muito tempo e logo foram chamados para pegarem a chave de portal, que os levariam para o departamento de viagens do ministério de Londres.
Antes de mais nada, Harry lança em torno deles o feitiço da ilusão, ele não queria que o centro das atenções fosse para a volta deles, queria apenas chegar em casa em paz com sua esposa e filho. Já no ministério em Londres, eles foram para uma lareira para voltarem à mansão Potter, James foi na frente.
Ele sentiu seu corpo ser jogado para frente quando enfim aterrissou em sua casa e ele mal havia levantado quando se sentiu ser laçado por braços finos, prendendo-o em um abraço.
— James! Você voltou! – Merliah o abraçou, não se importando se estava se sujando com as cinzas no corpo do irmão. – Ficamos tão felizes quando mamãe nos mandou o patrono dizendo que vocês estavam voltando!
Ele retribuiu o abraço se sentindo aliviado de sentir a irmã ali com ele, não demorou e ele foi cercado por mais três corpos o abraçando. Lilian, Alvo e Teddy.
— Está bem, está bem! Chega dessa melação, eu já estou me sentindo sufocando. – James brinca.
Os outros o solta rindo.
— É… o James voltou. – Alvo constata.
— Só o irmão de vocês vai ser recepcionado? – Gina e Harry já tinham voltado, e só então eles também foram abraçar os pais.
Um clima animado preencheu a sala dos Potter, risos e falas altas eram ouvidos nos corredores, eles ficaram naquilo por bastante tempo matando as saudades uns dos outros.
— Ei! Tem uma coisa para você lá no jardim. – Merliah se fez ouvir ao voltar do lado de fora, ela tinha desaparecido do círculo de conversas que tinha se formado por alguns minutos.
— O que está aprontando, Liah? – James indagou desconfiado.
— Não é nada…, considere como uma surpresa de aniversário. – Merliah disse mantendo o mistério.
— Está bem… – James se levanta e se dirige para o lado de fora da casa, os sons das risadas e das vozes da sua família ficaram abafados.
Ao longe no jardim, ele via o que lhe aguardava. Ruiva, sorridente e linda…, muito linda.
Joyce, assim que o viu se aproximar, correu em sua direção pulando nos braços de James o abraçando e afundando a cabeça na curva do pescoço dele ao mesmo tempo que James consegue segura-la pela cintura, ele sentiu as pernas de Joyce entrelaçarem seu quadril o prendendo por inteiro a ela em um abraço.
— Eu não estou acreditando…, eu fiquei com tanto medo de te perder… – Joyce disse com a voz abafada pelo pescoço dele.
— Eu voltei. – James a assegura, apertando-a mais em seus braços. – Estou finalmente em casa.
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