Os irmãos Potter - 2ª temporada
5 A Carta Misteriosa, O Tempo Passa e Primeira Viagem a Hogwarts - Alvo
Notas iniciais
Duas semanas depois....
— Crianças, hora de acordar! – Gina gritou das escadas – temos que ir a toca.
Dez minutos depois, os quatro desceram as escadas ainda um pouco sonolentos e foram em direção a cozinha, onde a mãe e o pai os esperavam com a mesa já pronta.
— Sei que vocês estão de férias e tudo, mas precisavam ter ido para cama tão tarde? – Harry perguntou olhando para a cara sonolentas dos filhos e para moleza com a qual eles começavam a comer.
— Estávamos nos divertindo muito, papai. – Lilian o respondeu começando a comer seus ovos com bacon.
— Os filmes estavam muito legais. – Alvo completou colocando um pouco de suco de abóbora em seu copo. – E as series que o Teddy nos recomendou também.
— Meu namorado tem bom gosto. – Merliah se gabou comendo uma torrada.
— Tão bom gosto que namora você, não é? – Gina comentou com um sorriso divertido.
— É claro! – Merliah respondeu com uma piscadela.
Logo eles começaram a realmente despertar e a conversa na mesa ficou muito mais animada e cheia de risos. Depois, eles se juntaram perto da lareira e depois da contagem eles viajaram via pó de flú para a toca.
Assim que chegaram, os irmãos entraram na bagunça de seus primos e Harry e Gina riram com a afobação deles.
— Vou ver se mamãe precisa de mim na cozinha. – Gina falou ela deu um selinho em Harry e foi para a cozinha onde encontrou sua mãe e suas cunhadas junto a panelas, pratos e comidas que flutuavam e se mexiam sozinhas. E ela logo se juntou a elas e as ajudou nos afazeres.
Depois de um tempo, onde Gina estava acabando de colocar uma torta de caramelo — a preferida de Harry e seus filhos – no forno e que ela havia ajudado a mãe a fazer, uma coruja parda entrou pela janela da cozinha e pousou em um lugar vago na mesa da cozinha. Angelina se aproximou da coruja e tirou a carta da perna que a ave esticava.
— Gina, é para você. – Angelina falou após checar o envelope.
— Para mim? – Gina indagou. Limpou as mãos sujas no avental que usava e se aproximou de Angelina, que ainda segurava as cartas em mãos. – Já estava na hora, não aguentava mais de ansiedade.
Gina rapidamente pegou a carta das mãos de Angelina e com a mesma rapidez ela a abriu e a cada palavra que lia, o sorriso de Gina aumentava. Quando ela terminou, ela parecia não caber em si de felicidade, parecia uma criança que havia acabado de descobrir que o natal havia chegado mais cedo. E saiu correndo da cozinha em direção a Harry na sala e lhe mostrou o conteúdo da carta, fazendo com ele ficasse do mesmo jeito que a esposa e os sorrisos quase não lhe cabiam no rosto.
— Angelina qual era o remetente daquela carta? – Molly perguntou curiosa.
— Dizia apenas que era do antigo time da Gina, As Harpias. – Angelina respondeu igualmente curiosa.
— O antigo time da Gina? – Audrey entrou na conversa.
— Acho que eu sei do que se trata. – Hermione se fez ouvir com um sorriso.
Todas na cozinha olharam para Hermione ansiosas.
— E não vai contar para a gente? – Fleur questionou ao ver que Hermione não falaria mais nada.
— Não quero estragar a felicidade de Gina, acho que ela vai ficar bem feliz em contar. – Hermione respondeu ainda mantendo um sorriso no rosto, dessa vez, misterioso. – Aliás, eu nem sei se é mesmo o que eu estou pensando...
— Está bem, esperaremos por Gina então. – Molly declarou ignorando os resmungos de suas noras curiosas.
Hermione e ela trocaram um sorriso cúmplice.
Quando tudo já estava pronto e a hora do almoço enfim chegara e todos já estavam juntos na mesa, Gina decidiu que estava na hora de contar o que a deixara tão feliz e que contagiara Harry.
— Família! Eu tenho um comunicado a fazer. – Gina ficou de pé e anunciou com um sorriso enorme no rosto.
— Por favor, não nos diga que está gravida de novo. Essa casa não aguenta mais crianças. – Jorge falou antes que ela pudesse dizer alguma coisa, fazendo todos rirem.
— Não, Jorge, não estou gravida. A fábrica fechou desde que Lilian nasceu. – Gina respondeu com um pequeno sorriso. – Antes de eu anunciar a novidade, Liah, poderia se aproximar?
Merliah, totalmente surpresa e curiosa, levantou-se de seu lugar e foi para o lado da mãe.
— Bem, filha, eu tenho uma surpresa para você. – Gina falou sorrindo e ela entregou a carta que havia recebido para a filha.
— Pelas as barbas de Merlin! – Merliah exclamou, a boca dela boquiabriu-se e seus olhos se arregalaram em surpresa. Isso tudo foi em um segundo, até que no segundo seguinte Merliah se jogou no colo da mãe e as duas começaram a pular de felicidade enquanto se abraçavam.
— Harry, pode nos explicar o que está acontecendo? A reação delas está me assustando. – Jorge perguntou curioso.
— Gina conseguiu um teste para Merliah entrar para as Harpias. – Harry esclareceu com um sorriso.
— E não são só para as Harpias, querida, eu mandei cartas para todos os times que são meus amigos, mas as Harpias me mandaram a resposta primeiro.
— Muito, muito, obrigada, mamãe! – Merliah estava que não cabia em si de felicidade.
— Claro que eu me certifiquei que eles não estavam apenas aceitando fazer testes com você por conta de mim e de nosso sobrenome. – Gina conversou. – Todos eles assistiram a um vídeo seu jogando em Hogwarts.
— Obrigada, obrigada! – Merliah continuou agradecendo e abraçou a mãe novamente e espalhou beijos por todo o rosto de Gina. Depois que ela a soltou, várias pessoas se aproximaram para desejar boa sorte nos testes.
— Para quando é o teste, querida? – Arthur perguntou.
— Para quarta. – Merliah respondeu ainda com um sorriso enorme.
— Ela está igualzinha a você quando foi fazer o teste para as Harpias. – Harry sussurrou para que apenas Gina ouvisse.
— Então isso quer dizer que ela está muito, muito feliz. – Gina afirmou.
— Sim, ela está. – Harry concordou sorrindo.
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Nos outros dias na semana, Gina recebeu as cartas dos outros times que estavam faltando mandar respostas, e em todos Merliah teve a chance de fazer um teste. Nas duas semanas seguintes ela passou os dias fazendo testes e mais testes para todos os times. Ela acabou passando em três times, entre eles, as Harpias e os Chudley Cannons. O que gerou um pequeno conflito entre sua mãe e seu tio Rony. Ele alegava que o time dele merecia jogadores como Merliah e sua mãe alegava que era ela quem tinha que escolher e dizia os prós e os contras de cada time. No fim, Merliah acabou escolhendo o antigo time de sua mãe, que ainda só havia meninas e que ela havia se identificado.
Gina tentou esconder a alegria fulminante da escolha, mas foi em vão. Ela parecia uma adolescente ao saber da notícia que sua filha havia escolhido seu antigo time.
James já estava começando a encher o saco de Alvo sobre ele ir para a Sonserina e que aquela era a pior casa, deixando Alvo chateado e com medo de cair na tal casa e decepcionar sua família, que apenas tinham Grifinórios. Apesar disso, Alvo estava muito ansioso para ir pela primeira vez à Hogwarts, queria conhecer todos os lugares da escola, ter sua própria varinha, aprender os feitiços que ainda não conhecia e também quem sabe fazer novos amigos? Teria os seus primos, que assim como ele, iriam pela primeira vez e aqueles primos que já haviam ido mais de uma vez e James, mas quem sabe ele não poderia fazer amigos que não fossem de seu próprio sangue? Ele iria adorar conhecer novas pessoas de sua idade, queria também conhecer o povoado de Hogsmeade, sabia que seu primeiro passeio iria demorar para acontecer, mas só saber que esse momento estava mais próximo o animava.
Em agosto, quando seus pais saíram junto a ele e seus irmãos para o beco diagonal para comprar os materiais dele e de James e novos uniformes para os dois, ele estava tão animado, que não parou quieto nem quando estavam lhe tirando as medidas do uniforme. Quando ganhou sua varinha foi que ele pareceu ainda mais animado e ansioso para usá-la. E a noite, Harry e Gina tiveram um pouco de dificuldade na hora de dormir de tão agitado que ele estava.
Lilian, com toda essa agitação pré-Hogwarts, ficava cada vez mais chateada por não poder ir à escola junto aos irmãos e primos. E parecia piorar a todo momento em que o assunto Hogwarts era tocado. Perguntava aos pais o porquê que ela não poderia ir também, e Harry e Gina, com toda a paciência do mundo, sempre diziam que ela ainda não tinha idade suficiente, o que a entristecia e fazia com que árvores e flores brotassem em todos os lugares possíveis.
Juntando todos esses acontecimentos, eles estavam vivendo uma vida normal novamente e não podiam estar mais felizes.
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1 de setembro de 2017....
Chegara a hora tão esperada por Alvo. Estava ansioso e com saco cheio de James e Merliah, que resolveram o incomodar novamente sobre a casa das serpentes e que ele poderia provavelmente cair nela.
— Mãe! Liah e Jay estão fazendo de novo! – Lilian contou olhando os irmãos importunarem Alvo.
— Já chega, vocês dois! Antes que Alvo… — Harry reclamou, mas antes que ele terminasse de falar, gotas de chuva caíram no para-brisa do carro. – ...faça chover.
— Parem com isso, estão fazendo ele mudar o clima! Os trouxas irão estranhar. – Gina ralhou com os filhos.
— Desculpe, mamãe. – Merliah E James se desculparam.
— Agora comportem-se, todos vocês. – Gina mandou.
— Sim, mamãe. – Todos os quatro responderam.
Depois da bronca de Gina, eles ficaram quietos, mas a chuva que Alvo provocava ainda existia, porém em pequenos chuviscos. Quando Alvo começou a se acalmar, aos poucos, o clima de outono voltou. Certo que ainda estava ansioso, mas não queriam que os trouxas questionassem porque choveu tão de repente.
Logo eles chegaram a estação de king’s Cross, desceram do carro e James aproveitou para importunar o irmão quando seus pais e Merliah se ocupavam em tirar os malões e as gaiolas com as corujas, muito indignadas por estarem presas por tanto tempo, e o fato de que Lilian distraía os pais quando recomeçara a perguntar e a choramingar porque não podia ir junto aos irmãos o ajudou bastante.
— Não vai demorar e você também irá. – Disse Harry a Lilian, que ainda choramingava agarrada ao braço do pai enquanto ele empurrava o carrinho de alvo.
— Dois Anos! – Fungou Lilian. – Quero ir agora!
Os passageiros olhavam curiosos para as corujas quando a família se encaminhou em ziguezague para a barreira entre as plataformas nove e dez. Apesar do barulho reinante, A voz de Alvo chegou aos ouvidos de Harry; seus dois filhos tinham retornado a discussão começada no carro.
— Não quero ir! Não quero ir para a sonserina!
— James, dá um tempo. – Pediu Gina.
— Eu só disse que ele talvez fosse. – Defendeu-se James rindo do irmão mais novo. – Não vejo nenhum problema nisso. Ele talvez vá para a sonse....
James, porém, viu o olhar da mãe e se calou. Os seis Potter se aproximaram da barreira e Merliah se aproximou de James e falou para que apenas ele ouvisse:
— Pegue mais leve, é o primeiro ano dele.
James, porém, lançou um olhar ligeiramente arrogante para o irmão por cima do ombro, olhou novamente para Merliah e deu-lhe de ombros. James então apanhou o carrinho que a mãe levava e saiu correndo. Um instante depois, tinha desaparecido.
— Vocês vão escrever para mim não vão? – Perguntou Alvo aos pais capitalizando imediatamente a ausência momentânea do irmão.
— Todo dia se você quiser. – Respondeu Gina com carinho.
— Todo dia não. – Replicou Alvo depressa. – O James diz que a maioria dos alunos recebe cartas de casa mais ou menos uma vez por mês.
— Escrevemos para James e Merliah três vezes por semana no ano passado. – Contestou Gina.
Alvo olhou para a irmã como se tivesse pedindo sua afirmação, Liah sorrindo, respondeu:
— É verdade, maninho. Não se preocupe, não ficará sem notícias nossa. – Merliah o respondeu e bagunçou ainda mais os cabelos do irmão. – Eu também te mandarei cartas descrevendo todos os meus treinos e o meu primeiro jogo.
Alvo sorriu com aquilo.
— E você não acredite em tudo que James lhe disser sobre Hogwarts. – Acrescentou Harry. – Ele gosta de brincar, o seu irmão.
Alvo apenas acenou com a cabeça para o pai. Lado a lado, eles empurraram o segundo carrinho e ganharam velocidade. Ao alcançarem a barreira, Alvo fez uma careta, mas a colisão não aconteceu, desde que seu pai lhe contara a história de seu segundo ano, Alvo sempre receava que algo desse errado.
No lugar da colisão, a família emergiu na plataforma nove e meia; estava encoberta pela densa fumaça clara que saia do expresso de Hogwarts. Vultos indistintos pululavam na nevoa, em que James já desaparecera, e ao olhar para o lado, Harry descobrira que Merliah havia feito o mesmo.
— Onde eles estão? – Perguntou Alvo, ansioso, espiando os vultos brumosos pelos quais passavam ao avançar pela plataforma a procura de Rose, Hugo e seus tios.
— Nós os acharemos. – Tranquilizou-o Gina.
Mas o vapor era denso, e estava difícil distinguir os rostos das pessoas. Separadas de seus donos, as vozes ecoavam anormalmente altas. Harry pensou ter ouvido Percy discursar sonoramente sobre o regulamento para uso de vassouras, e ficou feliz de ter um pequeno pretexto para não parar e cumprimentar.
— Acho que são eles, Al. – Disse Gina de repente.
Um grupo de quatro pessoas que estava parado ao lado do último vagão emergiu da nevoa. Seus rostos só entraram em foco quando Harry, Gina, Lilian e Alvo estava em cima deles.
— Oi! – Disse Alvo parecendo imensamente aliviado.
Rose que já estava usando as vestes de Hogwarts recém compradas deu-lhe um sorriso.
— Afinal, conseguiu estacionar direito? – Perguntou Rony a Harry. – Eu consegui. Hermione não acreditou que eu pudesse passar no exame de motorista dos trouxas, não é mesmo? Achou que eu ia precisar confundir o examinador.
— Não pensei, não. – Replicou Hermione. – Fiz a maior fé em você.
— Pois eu confundi mesmo. – Sussurrou Rony para Harry quando juntos embarcaram o malão e a coruja de Alvo no trem. – Só me esqueci de olhar pelo retrovisor externo, e cá entre nós, posso usar um feitiço super sensorial para isso.
De volta a plataforma, eles encontraram Lilian e Hugo entreditos em uma animada discussão sobre a casa para qual seriam selecionados quando finalmente fossem para Hogwarts e Harry sorriu pela filha não estar mais tão triste por não poder ir junto aos irmãos.
— Se você não for para a Grifinória, nós o deserdaremos. – Ameaçou Rony. – Mas não estou pressionando ninguém.
— Rony! – Hermione o repreendeu.
Lilian e Hugo riram, mas Alvo e Rose ficaram muito preocupados e Al fez com que os bebedouros próximos explodissem e água voasse para tudo quanto era lado.
— Rony, olha só o que você fez! – Gina reclamou furiosa, ela virou-se para o filho e a sobrinha, e disse ao mesmo tempo que Hermione. – Ele não está falando sério.
— Vocês viram Merliah e James? – Harry indagou procurando os filhos com o olhar em meio aquele monte de gente e fumaça.
— Depois que colocou o malão e a coruja nesse mesmo vagão, James sumiu, já Merliah... ainda não a vimos. – Hermione o respondeu.
— Não se preocupe, querido, devem ter ido conversar com um dos primos. – Gina falou se aproximando dele.
— Você deve ter razão. – Harry concordou fazendo com que Gina sorrisse.
Rony atraiu a atenção de Harry quando ele acenou discretamente com a cabeça para um ponto a uns cinquenta metros. O vapor tinha rareado por um momento, e três pessoas estavam paradas destacando-se contra a nevoa em movimento.
— Veja só quem está ali.
Draco Malfoy estava parado com a mulher e o filho, um sobretudo escuro abotoado até o pescoço. Seus cabelos já revelavam entradas que salientavam o seu queixo fino, o novo aluno parecia com Draco tanto quanto Alvo parecia com Harry. Draco viu Harry, Rony, Hermione e Gina olhando para ele, deu um breve aceno com a cabeça e se afastou.
— Então aquele é o pequeno Scorpius – Comentou Rony em voz baixa. – Não deixe de supera-lo em todos os exames Rosinha, graças a deus você herdou a inteligência da mãe.
— Rony, pelo amor de deus. – O tom de Hermione mesclava seriedade e vontade de rir. – Não tente indispor os dois antes mesmo de entrarem na escola!
— Você tem razão, desculpe. – Mas incapaz de se conter, ele acrescentou. – Mas não fique muito amiga dele, Rosinha. Vovô Weasley nunca perdoaria se você se casasse com um puro sangue.
— Ei!
James reaparecera e pelo seu rosto, evidentemente estava fervilhando de novidades.
— Merliah, está lá trás! – Disse ele, sem fôlego, apontando por cima do ombro para as gordas nuvem de vapor. – Acabei de ver! E adivinhem o que ela está fazendo? Se agarrando com Teddy! Foi por isso que ela estava tão animada para vir conosco.
Ele ergueu os olhos para os adultos, visivelmente desapontado com a falta de reação.
— Qual é gente nenhuma reação? Sério? Nenhuma demonstração de ciúme, pai? – James questionou. – Ta legal, continuando, eu me aproximei dos dois e perguntei o que Teddy estava fazendo aqui...
— Você interrompeu os dois? – Indagou Gina. – Você é igualzinho ao Rony...
— .... E Teddy disse que estava se despedindo dela antes de ir para o trabalho e depois os dois me mandaram dar o fora. – James completou.
— James Sirius Potter, seu estragar prazer filho de uma mãe! – Merliah também reaparecera, o rosto vermelho de fúria e as mãos fechadas em punho.
— Eu não fiz nada. – James falou levantando as mãos em rendição.
— Você atrapalhou a mim e a Teddy, e ele só tinha apenas alguns poucos minutos antes de voltar para o quartel dos aurores.
— Me desculpe? – James disse sem parecer que realmente se arrependia, Merliah apenas lhe olhou furiosa.
— Ah, seria ótimo se Liah e Teddy se casassem. – Sussurrou Lilian enlevada. – Então Teddy ia realmente fazer parte da nossa família!
— Ele já aparece para jantar quatro vezes por semana, as vezes dorme lá em casa, aparece nos almoços de domingo na toca, além de namorar Merliah. – Disse Harry. – Por que não o convidamos para morar conosco de uma vez?
— É! – Concordou James entusiasmado. – Eu não me importo de dividir o quarto com o Alvo...Teddy poderia ficar com o meu!
— Ou melhor ainda, ele poderia ficar no meu quarto comigo. – Merliah sugeriu sorrindo e também com o mesmo entusiasmo.
— Não. – Disse Harry com firmeza. — Você e Al só dividirão um quarto quando eu quiser ter a casa demolida. E nem pense nisso, Merliah Potter.
Ele consultou o velho relógio arranhado que, no passado, tinha pertencido a Fabio Prewett.
— São quase onze horas, é melhor embarcarem.
— Não se esqueça de transmitir a Neville o nosso carinho! – Recomendou Gina a James ao abraça-lo.
— Mamãe, não posso transmitir carinho a um professor!
— Mas você conhece Neville...
James revirou os olhos.
— Aqui fora sim, mas na escola ele é o professor Longbottom, não é? Não posso entrar na aula de Herbologia falando em carinho...
E balançando a cabeça para a tolice da mãe ele sapecou um pontapé em Alvo.
— A gente se vê, Al. Cuidado com os testrálios.
— Pensei que eles fossem invisíveis, você e Liah disseram que eram invisíveis!
James, porém, riu apenas permitiu que a mãe o beijasse, deu no pai um rápido abraço e se sentiu ser puxado por Merliah para um canto.
— O que está acontecendo com você estes dias? – Merliah questionou.
— Não está acontecendo nada. – James a respondeu evasivo. – Porque?
— Tem agido estranho com todos, até mesmo comigo. – Merliah falou. – E você não para de amolar o Alvo.
— Não tem nada de errado acontecendo comigo. Agora eu tenho que pegar o trem. – James respondeu, ele deu um rápido abraço nela e depois fez o mesmo com Lilian. – Vejo vocês no natal.
Ele saltou para o trem que se enchia rapidamente. Eles o viram acenar e sair correndo a procura de Joyce, Fred e seus outros amigos.
— Não precisa se preocupar com os testrálios. – Disse Harry a Alvo. – São criaturas meigas, não tem nada de apavorante. E de qualquer modo, você não irá para a escola de carruagem, irá de barco.
Gina deu um beijo de despedida em Alvo.
— Vejo vocês no natal.
— Tchau, Al. – Disse Harry e o filho o abraçou. – Não se esqueça que Hagrid o convidou para tomar chá na próxima sexta-feira, avise a James, Hagrid também o convidou. Não se meta com pirraça. Não duele com ninguém até aprender como se faz. E não deixe James enrolar você.
Merliah se aproximou dele também.
— Boa sorte lá dentro, maninho. – Merliah o desejou abaixando-se e ficando parcialmente na altura dos olhos do irmão. – Hogwarts é um lugar muito legal, assim como eu e James, você fará amigos sem ser nossos primos e eles serão muito especiais para você, e se der sorte, terá uma amizade bastante forte com eles, assim como a amizade do papai com o tio Rony e a tia Hermione que dura até hoje. Você irá adorar as visitas a cabana do Hagrid, tente não fazer careta para os bolinhos e os biscoitos dele, você saberá o porquê. Por favor, faça com que o James volte ao normal e aprontem à beça por mim, só não sejam pegos, principalmente pelo zelador, ele dá detenções horríveis. Independente da casa em que ficar, meu irmão, aproveite o máximo.
Alvo havia escutado a todo o pequeno discurso da irmã com bastante atenção e ele sorriu quando ela o abraçou.
— Me mande cartas de seus dias em Hogwarts, quero saber de absolutamente tudo. É uma troca justa pelos meus treinos e jogos não acha? – Merliah disse sorrindo. – Eu vou sentir saudades, marotinho número dois.
Ela deu mais um beijo e um abraço e foi rapidamente dar um abraço em Rose antes que ela entrasse no trem.
— E se eu for para a sonserina?
O sussurro foi apenas para o pai e Harry percebeu que só o momento da partida poderia ter forçado Alvo a revelar como o seu medo era grande e sincero.
Harry se abaixou de modo a deixar o rosto do menino ligeiramente acima do dele. Dos seus quatro filhos, apenas Alvo herdara os olhos de Lilian.
— Alvo Severo. – Disse Harry baixinho para ninguém mais exceto Gina poder ouvir e ela teve tato o suficiente para fingir estar acenando para Rose que já estava no trem. – Nós lhe demos o nome de dois diretores de Hogwarts. Um deles era da sonserina e provavelmente foi o homem mais corajoso que já conheci.
— Mas me diga...
— ... então, a sonserina terá ganhado um excelente estudante, não é mesmo? Não faz diferença para nós Al, mas se fizer para você, poderá escolher a grifinória em vez da sonserina. O chapéu seletor leva em consideração a sua escolha.
— Serio?
— Levou comigo.
Ele jamais contara isso a nenhum dos filhos e notou o assombro no rosto de Alvo ao ouvi-lo agora, entretanto, as portas estavam começando a se fechar ao longo do trem vermelho e os contornos indistintos dos pais se aglomeravam ao avançar para os beijos finais e as recomendações de última hora, Alvo pulou para o vagão e Gina fechou a porta do compartimento dele. Os estudantes estavam pendurados nas janelas mais próximas. Um grande número de rostos tanto dentro quanto fora do trem parecia estar virado para Harry.
— Por que eles estão nos encarando? – Perguntou Alvo enquanto ele e Rose se esticavam para olhar os outros estudantes.
— Não se preocupe. – Disse Rony. – É comigo, sou excepcionalmente famoso.
Alvo, Merliah, Rose, Hugo e Lilian riram. O trem começou a se deslocar e Harry acompanhou-o olhando o rosto magro do filho já iluminado de excitação, Harry torceu para que não houvesse nenhuma enchente em algum lugar. Continuou a sorrir e acenar embora tivesse a ligeira sensação de ter sido roubado ao vê-lo se distanciando dele, sensação essa que ele já conhecia por ter acontecido o mesmo com Merliah e James quando eles partiram pela primeira vez a Hogwarts e tinha certeza que seria o mesmo, ou até pior, com Lilian.
O último vestígio de vapor se dispersou no ar de outono. O trem fez uma curva, a mão erguida de Harry ainda acenava adeus.
— Ele ficará bem. – Murmurou Gina.
Ao olha-la, Harry baixou a mão distraidamente e tocou a cicatriz em forma de raio em sua testa.
— Sei que sim.
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No dia seguinte, eles haviam recebido a coruja de Alvo dizendo-lhe o quanto estava feliz por estar em Hogwarts. Havia feito amigos novos como Merliah disse que faria, havia adorado seu primeiro dia de aula, apesar de quase ter se perdido, havia amado todos os lugares que já havia visto do castelo. Gostou da discrição dos professores quanto aos seus poderes e de James, principalmente das tentativas de escondê-los, Alvo nunca esqueceria de quando estava no barco no lago negro olhando para o imenso e lindo castelo e fez com a água do lago ficasse um pouco violenta e Hagrid disse que era apenas a lula gigante dando boas vindas e deu-lhe uma piscadela. Nunca esqueceria do momento em que foi selecionado para uma das quatro casas de Hogwarts, o chapéu havia demorado cerca de 3 minutos antes de se decidir.
Não importava a casa que Alvo ficasse, Harry e Gina estavam orgulhosos do filho e com muita alegria, eles sorriram quando souberam da felicidade do filho.
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