Os irmãos Potter - 2ª temporada
24 Pequena batalha e Brian o menino órfão
Notas iniciais
— E então Potter’s, o que vão escolher? Ou vem conosco ou o que vocês têm de mais importante será morto. – Pansy voltou a falar quando os irmãos não falam nada com sua última sentença.
Rapidamente, os olhos de Teddy procuraram os de Merliah e ele não demorou nada para encontra-los. Ali, ele já via que ela fora atingida em cheio com sua presença.
— Não! – Teddy gritou chamando a atenção de todos para si, porém, ele só queria a atenção dos olhos castanhos que lhe olhavam com preocupação. – Liah, meu amor, não caia na pilha, não faça nada! Nós estamos bem, por favor não…
Teddy foi interrompido por Goyle, que lhe deu um soco no rosto derrubando-o no chão.
— Muito melhor do que com magia. – Goyle comentou esticando os nós dos dedos da mão com a qual havia socado Teddy. A raiva consumiu Merliah, Teddy voltou a se levantar com bastante dificuldade por conta de suas mãos presas junto a dos outros três.
— Eu estou bem, querida… está tudo bem. – Teddy falou cuspindo sangue.
— Soltem eles, Parkinson! Isso não tem nada a ver com eles, isso é entre nós, solte-os! – James esbravejava, suas mãos agora formavam pequenas bolas de fogo, seus poderes ficando cada vez mais fora do controle. Pansy ria em deboche à fala de James. Até que ela simplesmente parou de rir e um brilho de fúria surgiu em seu rosto, ela agarrou Hugo e apontou a varinha para a cabeça dele.
— Chega de joguinhos, crianças estúpidas! Ou venham com a gente, ou eles morrem! – Pansy gritou.
— Não, vocês não podem fazer isso! Nós estamos bem, não façam isso! – Hugo tentou fazer o mesmo que Teddy e ele sentiu a varinha de Pansy o apertar com mais força na garganta, o informando que ela estava ali, pronta para atacar. Hugo olhou para Lilian, com os olhos lagrimejados. – Está tudo bem, salvem o mundo, não deixem que peguem seus poderes… eu estou bem… diga aos meus pais e a Rose que eu os amo.
Quando Pansy já estava cansada de tudo aquilo, impaciente, ela proferiu a primeira palavra da maldição da morte, mas Lilian a interrompeu com um grito; um grito de desespero de agonia.
— Não!
E a terra sobre os pés de todos ali tremeu fortemente, levando todos que estavam ali ao chão. Quando o grito cessou, Lilian estava ofegante e todos, aos poucos, iam se levantando. A raiva consumia os irmãos.
— Já chega de ameaças! – Merliah esbravejou. Seus olhos ficaram brancos, um vento forte assola a todos ali, zumbindo nos ouvidos das pessoas, os pés de Merliah começaram a sair do chão, elevando-a aos céus, fazendo-a pairar sobre eles, seus irmãos apontaram as varinhas em riste.
— Como quiser, Potter. – Pansy apontou sua varinha ao mesmo tempo que os seus comparsas levantaram as suas.
Teddy, Melissa, Joyce e Hugo olhavam para aquilo sem poderem fazer nada. Os olhos de Teddy recaíram sobre Merliah, ele nunca havia visto a noiva tão… poderosa daquele jeito. Ele sabia que ela era uma excelente bruxa e que seus poderes do ar eram muito fortes, mas não sabia que era naquela proporção enorme. Joyce se forçou a prestar atenção em James, ele tentava, em vão, controlar os seus poderes, pequenas chamas estavam em suas mãos, mas, curiosamente, as chamas não queimavam sua varinha que permanecia firme em suas mãos.
Com um simples comando de mão, Merliah manda seus irmãos avançarem e uma pequena batalha começava.
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Jeniffer e Henry se assustaram quando o chão tremeu de repente derrubando-os no chão e quando as janelas da casa começaram a bater com um estranho vento que as acometeu. Ao escutarem fortes estrondos vindos do lado de fora, eles pularam de susto e Brian correu para a mãe completamente assustado.
— O que está acontecendo? – Jeniffer perguntou abraçando o filho. – O que eles estão fazendo lá fora?
— Eu não sei, mas o menino James pediu para que ficássemos aqui. – Henry respondeu com as palavras de James surgindo em sua mente “proteja Jeniffer e Brian”— Temos que nos proteger.
Ele mal terminou sua fala quando um baque alto demais vindo do lado de fora foi escutado por todos, os estrondos aumentaram e um grito foi ouvido.
— James! – Brian gritou assustado e tentou correr para o lado de fora. Henry e Jeniffer correram atrás dele, Henry o agarrou antes que ele fosse totalmente para fora e o casal paralisou com o que viram que estava acontecendo do lado de fora de sua casa.
Feitiços voavam para todos os lados, os irmãos se defendiam como podiam, não estavam perdendo, longe disso, porém, Pansy, Goyle, Blasio e os outros encapuzados estavam em maior número e isso dificultava a ação dos irmãos. Liah, voando sobre eles usando seus poderes e lançando feitiços de defesa com sua varinha, era realmente de grande ajuda.
Teddy, Hugo, Melissa e Joyce estavam no meio daquela pequena guerra, eles faziam de tudo para desviar dos feitiços que voavam perigosamente perto deles, o que era muito difícil por ainda estarem presos uns aos outros.
Uns dos bruxos encapuzados caiu do lado deles desacordado… ou morto, eles não sabiam. Teddy pensou rápido e pegou a varinha do homem.
— Alorromora. – Pronunciou Teddy apontando a varinha para as fechaduras das correntes que os prendiam e os quatro, que estavam presos, se viram livres. Teddy analisou a situação, procurando alguma forma para sair dali. Merliah percebeu que os quatro estavam libertados e se aproximou de onde estavam.
— Proteja-os! – Merliah pediu para Teddy e depois olhou para um ponto atrás deles. Merliah mexeu a mão como se estivesse limpando algo sujo e Teddy olhou para onde a menina olhava e viu um encapuzado voando para longe deles. Teddy sorriu ao olhar de novo para ela. – Eu cuido disso, eu cubro vocês até chegarem na casa.
Sendo assim, Merliah foi protegendo-os até que chegassem na varanda da casa, onde a família de trouxas ainda olhava sem saber como reagir. Liah derrubava, prendia e lançava longe qualquer um que chegasse perto dos quatro que corriam no meio da batalha, até que eles chegaram, sem qualquer novo ferimento, à casa dos trouxas.
Os raptores, depois de um tempo, começaram a ganhar. Merliah estava se esforçando demais usando sua magia e seus poderes do ar, sem estar totalmente curada. O uso exagerado de seus poderes estava fazendo com que ficasse cada vez mais fraca e a altura em que estava voando sobre eles abaixava cada vez mais, contudo, Merliah continuava pairando sobre eles, se esforçando o quanto podia. James, Lilian e Alvo estavam ficando cansados da batalha, nunca haviam duelado por tanto tempo antes e tudo isso estava caindo como vantagem para os raptores.
James lutava ferozmente com dois encapuzados, comprometido pelo cansaço, ele já estava agindo no automático, e ainda conseguiu derrubar um deles e atordoar o outro, um terceiro oponente apareceu e parecia muito melhor duelista que os outros dois e estava vencendo James quase de lavada, ele usava a técnica de cansar James ainda mais, por conta disso, James acabou se descuidando de sua luta e o homem se aproveitou disso e sorrateiramente lança um flipendo em James, que lançou James fortemente contra uma árvore.
— James! – Brian gritou assustado, ele se desvencilhou dos braços da mãe e correu para o meio da batalha atrás de James, todos que estavam na varanda se desesperaram com o menino correndo para o meio da batalha. Henry agiu sem pensar duas vezes, ninguém conseguiu segura-lo, era seu filho que estava em perigo, então foi sem pestanejar que ele corre atrás do filho, Jeniffer tentou correr atrás do marido, porém foi segurada por Melissa e Joyce.
Vários feitiços eram lançados por todos os lados, Henry se concentrava apenas em tirar seu filho dali, estava desesperado focando seu olhar no menino que corria até James caído. Henry viu Brian chegar até James, que olhou para o menino confuso e preocupado, o olhar de James e Henry se chocam e foi apenas por um segundo, pois James olhou assustado para um ponto atrás de Henry, que parou e olhou para onde James olhava. Foi tudo muito rápido, James ainda tentou levantar a varinha só que a luz verde foi mais rápida e atingiu Henry em cheio e ele caiu… morto.
Um grito ensurdecedor, cheio de dor e agonia foi ouvido. O grito de James foi escutado por todos, uma onda enorme de fogo surgiu consumindo a tudo que vinha pela frente, era como fogo maldito, tinha vida própria e crescia e avançava cada vez mais, alguns encapuzados haviam sido engolidos pelo fogo de James. Ele havia perdido o controle, o sentimento de perda o havia consumido, o grito e o fogo colocavam a dor de James para fora. Merliah desesperou-se, James estava sem controle e do jeito que estava ele podia acabar matando algum inocente. Mesmo sabendo que podia não funcionar, Merliah tentou apagar o fogo que, perigosamente, estava se aproximando da casa, usando seus poderes do ar e ela conseguiu apenas afastar parte do fogo, o suficiente para que não encostasse na casa até que James cessou seu grito e apertou Brian fortemente em seu colo. Com o esforço a mais que Merliah teve que fazer, desfalecera.
— Aresto momentum. – Teddy falou apontando a varinha para Liah, impedindo-a de cair bruscamente daquela altura no chão.
Um silêncio ensurdecedor pairou sobre eles. Jeniffer em desespero, com o rosto banhado em lágrimas, corria até o corpo do marido. James se levantou com Brian e se aproximou do corpo de Henry, Brian viu que a mãe estava correndo até eles, porém ela nunca os alcançou. Jeniffer fora atingida no peito, por acidente, pelo feitiço que estava destinado a James… diante dos olhos perplexos de todos, Jeniffer também caíra morta. Pansy revirou os olhos como se nada daquilo importasse.
— Chega dessa brincadeirinha estúpida. – Pansy se fez ouvir. Ela olha para seus comparsas — Peguem os Potter e os levem para o esconderijo.
Os homens a obedeceram e pegaram o corpo desacordado de Merliah e desacordaram James, Lilian e Alvo e os levaram dali Teddy e os outros nada puderam fazer. Teddy até poderia, mas estava em desvantagem e não queria que mais nenhuma vida fosse perdida ali, então apenas ficou assistindo a tudo, impotente. Um dos homens se aproxima de Pansy.
— O Potter e o resto de sua gangue de ouro, descobriram sobre a casa e estão vindo para cá. – Pansy soltou uma sequência de palavrões.
— Amarrem os que sobraram. – Pansy mandou e soltou um sorriso maldoso. – E mandem um recadinho para o Potter.
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Duas horas depois…
Hermione havia chamado a Armada de Dumbledore, e Harry convocado os aurores da Austrália para ajuda-los como reforço. Como iriam apenas investigar a casa e seus ocupantes apenas, Harry, Rony, Hermione, Gina junto a Luna e seu marido, Tobias Scamander, iriam até a casa. Os aurores australianos haviam ficado no hotel investigando onde poderia estar o esconderijo dos raptores dos irmãos Potter.
Hermione havia “treinado” Rony, Harry, Gina, Luna e Tobias para que fossem com cautela falar com os trouxas, não que eles já não tivessem acostumados, mas não custava reforçar. Estavam preparados para o interrogatório, mais nada poderia os preparar para o que encontraram quando chegaram na suposta casa.
A casa estava inteira, apenas algumas telhas estavam fora do lugar, ao contrário do lado de fora, onde tudo estava destruído, as árvores e arbustos carbonizados, fumaça cobria o ar do local, dando um ar fúnebre para a localização. Foi quando viram em meio àquela fumaça corpos carbonizados e o cheiro de carne queimada chegou forte aos narizes deles.
— Merlin, o que…? – Harry olhava ao redor, pasmo, sem entender como tudo aquilo havia acontecido, como aquele cenário de fim de guerra havia surgido… o que teria acontecido?
— James… – Gina falou com pesar olhando para os corpos queimados, seu filho não era um assassino, ela tinha certeza que ele perdera o controle de seus poderes e que aquilo poderia assombra-lo para sempre. Ela analisou os corpos e um pensamento horrível lhe surgiu – Alguns deles é…?
— Não, James não machucaria os irmãos. – Harry contrapôs, olhando duramente para a esposa.
— Ele perdeu o controle, Harry! Olhe ao seu redor, ele saiu do controle! – Gina argumentou, ela estava assustada e preocupada com os filhos. – Pode ter… acontecido um acidente.
— Gente… achei dois corpos que não estão… carbonizados. – Rony, o grupo analisa os corpos achados por Rony – Eles são…
— O casal de trouxas. – Hermione completou lembrando-se da foto que tinham do casal, ela se abaixou ao lado da mulher e fechou os olhos dela.
— Porque só a casa está praticamente intacta? – Harry observou.
— Talvez James a tenha protegido. – Luna supôs.
— Vamos entrar. – Harry declarou e então os seis, com as varinhas firmas, entraram cautelosos na casa e se espalharam ao entrar.
Quando Harry, Rony e Hermione chegaram na cozinha da casa, tiveram uma surpresa.
— Hugo!? – Hermione exclamou com os olhos lagrimejados e correu até o filho que estava amarrado à Teddy, Melissa e Joyce, todos com uma fita adesiva na boca. Hermione, Harry e Rony desamarraram eles e, sem perder tempo, Hermione abraçou forte o filho. – Você está vivo! Merlin, você está vivo! Eles te feriram?
— Não, mãe eu estou bem. – Hugo respondeu enquanto ela o examinava de cima a baixo, Rony se aproximou deles e também abraçou o filho.
— Gente… olhem quem eu achei. – Gina chegou na cozinha segurando um garotinho nos braços, ele escondia o rosto no pescoço de Gina e era evidente que o menino chorava. – Este é Brian.
— Teddy, relatório. – Harry pediu voltando o olhar para o afilhado, Teddy suspirou e abaixou o olhar.
— Eles nos usaram como isca. Queriam que Liah e os irmãos voltassem com eles em troca de nossa vida. – Começou Teddy – Eles quase aceitaram, até que… ameaçaram a vida de Hugo.
Hermione apertou o filho contra ela ao ouvir aquilo, Teddy continuou:
— Lilian saiu do controle na hora, o chão tremeu…, depois Liah ficou realmente irritada e aí ela usou os poderes do ar e a varinha ao mesmo tempo, e eles começaram uma batalha no lado de fora.
— Está tudo queimado lá fora, o que aconteceu? – Harry quis mais detalhes. Teddy olhou para Brian e abaixou o tom de voz.
— O menino…, ele viu James se ferir e correu para o meio da batalha, o pai correu atrás dele, só que uma maldição da morte o atingiu antes de chegar até o menino, foi quando James saiu do controle e... vocês devem ter visto o que ele fez… Liah não deixou que o fogo chegasse na casa, quando o fogo baixou a mulher correu até o homem, mas um feitiço que era para James a atingiu em cheio no peito... e foi isso…, Pansy se irritou e mandou apagar os irmãos e o levarem para o esconderijo, nos amarrou aqui e depois de um tempo vocês chegaram.
Um silêncio reinou sobre eles por alguns minutos, não sabiam o que dizer. Luna entrou na cozinha e entregou um pedaço de papel para Harry.
— Isso é para você. – Ela disse ao entregar o papel. Harry leu o conteúdo do bilhete.
“Espero que tenham gostado da surpresa, não precisamos mais deles, já pegamos os seus pestinhas.
Ps: Eu disse que voltaríamos,Potter. ”
Harry amassou o bilhete com força e chutou uma cadeira próxima, ele não podia acreditar que seus filhos estavam de novo presos.
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