Os irmãos Potter - 2ª temporada
21 O sequestro de Teddy, Um pouco de alivio e a Irritação da água
Notas iniciais
Teddy não foi despertado por magia e sim por um belo balde cheio de água.
— Acorde, Lupin! – Ele ouviu alguém proferir aquilo em tom de ordem. Em primeiro momento ele ficara atordoado, sua vista embaçou e ele pisca várias vezes para voltar a enxergar.
Em sua frente, uma forte luz impedia Teddy de ver os rostos das pessoas em sua frente; sim, pessoas, pois ele via suas silhuetas.
— Silêncio!— Ele nada pôde fazer quando o feitiço foi lançado para que ficasse calado.
— Como foi tudo? – Uma voz feminina e meio infantil perguntou.
— Deu tudo certo, não esperávamos tantos, mas demos um jeito neles. – Os outros dois soltaram risadas. – Vimos Lupin no meio deles e achamos que iria gostar que trouxéssemos ele para cá.
— Ele é apenas um mestiço imundo…, um dos piores, é filho de um lobisomem e tem sangue trouxa misturado com sangue puro. O que eu iria querer com ele? Além de vê-lo morto, é claro. – Proferiu a voz infantil e cheia de ódio. Lupin quis deixar de lado todo o seu princípio de não bater em mulheres (pois ele tinha certeza que era uma mulher a dona da voz) e voar no pescoço daquela mulher, porém, estava preso.
— Não está lembrada? Teddy Lupin é o noivo da mais velha dos Potter. – Uma nova voz masculina pronunciou-se.
— Oh! Como pude esquecer? É claro! Obrigada, crianças, fizeram um ótimo trabalho. Lupin será bastante… útil.
Pela primeira vez na vida, Teddy não gostou nada de ser útil.
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Em algum lugar no deserto de Gibson…
James voltou a despertar e teve certeza que Jennifer e a casa aconchegante não era nenhum sonho. Ele havia sido resgatado, mal podia acreditar naquilo. Ele estava muito fraco ainda, haviam lhe dado alimento e água. A única pessoa que ele havia visto era Jennifer e ela parecia ser uma boa pessoa, porém, tudo o que queria era ter forças para falar sobre seus irmãos, que eles corriam perigo e que tinham pessoas atrás dele, além do pequeno detalhe, James não sabia se eram bruxos e não tinha ideia onde estava sua varinha já que também haviam trocado suas roupas e a varinha estava no bolso do casaco. Mas, de alguma forma, ele tinha que pedir ajuda, seus irmãos dependiam dele.
Sua atenção foi chamada para a fresta da porta do quarto, onde estava um garotinho, que espiava-o curioso. Ele arregalou os olhos quando viu que foi descoberto.
— Olá! – James disse, fraco e com um sorriso. – Pode entrar… estou meio entediado aqui, pode me ajudar com isso?
Tímido, o menino entrou calado no quarto e se aproximou de James, parando em frente a cama, os dois se encararam.
— Como se chama? – James perguntou.
— Brian. – Respondeu o garotinho tímido.
— Brian…, sabe em que pais estamos? – James questionou. O menino com toda a sua inocência, franziu o cenho.
— Austrália. – Brian, por fim, o respondeu.
Austrália! Então ele estava em um deserto na Austrália, Merlin! Ele desejava que seu pai não demorasse para descobrir aquilo.
— Brian, aqui é muito longe da cidade? – James continuou com as perguntas.
— Demora um montão para chegar lá. – Brian o respondeu enquanto reafirmava o que disse com a cabeça.
Certo… aquilo era um problema.
— Jeniffer? Ela é sua mãe? Pode chama-la? – James pediu e o menino corou.
— Na verdade…, não era para eu estar aqui, mamãe não vai gostar. Ela me proibiu de incomodar o senhor. – Brian informou- o, completamente nervoso.
— Eu vou falar com ela, não se preocupe. – James tranquilizou-o, dando uma piscadela marota. – Agora, por favor, vá chama-la.
O pequeno garoto saiu correndo do quarto, a procura da mãe. James então tentou sentar-se na cama e, com bastante dificuldade, ele conseguiu. E com os olhos, inspecionou o lugar onde estava com cuidado.
A cama era de solteiro e macia, o quarto era pequeno e de paredes beges, tinha uma janela com longas cortinas laranjas a sua direita. Em frente a sua cama haviam duas cadeiras acolchoadas e que pareciam confortáveis, um pequeno guarda-roupas de madeira e um cesto com suas roupas que estava usando em outrora.
— Me desculpe pela invasão do meu filho, ele não devia… – Jeniffer falava assim que entrou no quarto, James a interrompeu.
— Não foi culpa dele, eu o chamei aqui, precisava perguntar algumas coisas, pedi para que a chamasse. – Ele explicou.
— Precisa de alguma coisa? Sente alguma dor? – Jeniffer perguntou prestativa.
— Estou fraco, mas está tudo bem. – James a assegurou e em seguida apontou para o cesto com suas roupas. – Preciso do meu casaco.
— Está com frio? – Jeniffer indagou lhe entregando o casaco.
— Não é nada demais, eu preciso ficar sozinho… obrigado. – James respondeu evasivo. Ela sorriu gentil e se retirou.
James procurou nos bolsos e achou sua varinha e a de seus irmãos, ele deixou a sua de lado por um momento e focou apenas nas outras três.
— Eu consegui ajuda como me pediu, Liah, vai ficar tudo bem. Eu vou ajudar vocês, nós vamos voltar para casa logo. – James falou com as varinhas. Seus olhos desviaram para a pulseira dourada em seu pulso direito. – Para o que você serve? Tia Hermione é muito esperta, ela não faria algo defeituoso… você deve servir para alguma coisa.
Ele sacudiu o braço como se aquilo fosse fazer algo acontecer… nada.
— Eu preciso de ajuda! Funcione coisa inútil! – James falou ainda sacudindo o braço. – Funcio…
Ele mesmo se interrompeu quando uma luz vermelha começou a piscar. Ele parou e observou a luzinha, que se transformou em seu nome completo e começou a piscar aceleradamente.
— Oh… e agora o que você está fazendo? Porque começou a piscar? Merlin para o que você…?
— James!?
Ele paralisou e arregalou os olhos para sua pulseira que ainda piscava o seu nome. Ele conhecia aquela voz… e como estava com saudade dela.
— Mãe!? Mãe, é você!? – James indagou, mal acreditando no que estava ouvindo, seus olhos começando a lagrimejar.
— Oh, meu amor! Sim, é a mamãe! Você está bem, meu filho? Por Merlin, me diga como está. – Gina disparou emocionada.
— Eu estou bem, tá tudo bem comigo. – James respondeu emocionado.
— Filho, onde você está? – James ouviu agora a voz do pai, ele também parecia emocionado. – Sabemos que eles trouxeram vocês para a Austrália, nós vamos atrás de vocês.
— Eu não sei…, não sei, eu… pai… eu fugi, apenas eu consegui escapar, eu não pude trazer meus irmãos comigo, porque… – James começou a falar porém teve que parar seu choro, estava dificultando sua fala. – Eles os machucaram, eles também me machucaram… só que… eu estava menos ferido, meus irmãos estavam fracos e Liah… Merlin, Liah! É a mais machucada de todos nós, ela… ela me obrigou a escapar sozinho, eu não queria, eu não queria deixá-los, pai, mãe, eu não queria…
— Está tudo bem, Jay. Você fez bem em obedecê-la, continue. – Era agora a voz de sua tia Hermione que soara da pulseira, lhe dando a certeza que seus pais não ficaram nada bem com o que ele acabara de dizer.
— Eu fugi, corri pelo deserto até a exaustão, estava com fome, cansado, meus poderes estavam fracos até que uma família, provavelmente são trouxas, me encontrou desmaiado e agora estou na casa deles me recuperando. – James continuou sua história.
— Deserto? Que deserto, James? – Perguntou Hermione.
— Eu não sei, não faço a menor ideia! Eu nem sabia que na Austrália existe deserto. – James replicou.
— Está bem…, não tem problema. Iremos rastrear você, filho, se proteja e não tire essa pulseira do braço em hipótese alguma. – ele voltou a ouvir a voz do pai.
— Sim, pai, pode deixar. – Ele ouviu seu filho falar através da pulseira de Gina.
Um silêncio profundo se instalou quando a transmissão da pulseira acabou. Eles não se encaravam, apenas olhavam para o vazio, cada um com seus pensamentos. Gina e Harry ainda estavam muito emocionados apenas por escutar a voz de um de seus filhos. James estava bem, só precisavam encontrá-lo na tal casa da qual ele falara… o mais rápido possível, antes que as pessoas erradas encontrassem ele. Outra coisa também preocupante era seus outros filhos. James havia lhes dito que eles estavam machucados, a ponto de não conseguir fugir.
A raiva quase dominou Harry quando pensou em seus filhos machucados, mas se controlou naquele momento por conta de Gina. Porém, não sabia se poderia se controlar quando estivesse de frente das pessoas que machucaram seus filhos e que com sua ambição de poder estavam colocando-os em risco de morte. Gina, por outro lado, sentia apreensão, aflição e preocupação. Seus filhos estavam machucados, precisavam dela. Precisavam da mãe deles…, constatou isso com o tom da voz de James, queria abraça-lo e protegê-lo em seus braços, seu coração se despedaçou quando percebeu que seu filho chorava. James, assim como ela, era difícil chorar por alguma coisa e demostrava o seu sentimento de outra maneira, portanto, naquele momento, ela entendeu que se seu filho estava chorando, só podia estar realmente muito frágil.
Os pensamentos de Gina e os sentimentos de Harry foram interrompidos quando uma coruja entrou no quarto pela janela e pousou na cadeira ao lado de Harry, a coruja lhe esticou a pata, suas penas estavam uma bagunça, pelo jeito, ela havia feito uma longa viajem até ali. Harry pegou a carta, os outros três observavam ele.
— É Andrômeda. – informou Harry aos outros, estava confuso, porque ela lhe mandaria uma carta com poucos dias em que estava fora?
— Abra-a. – Rony incentivou-o.
Eles observaram Harry lendo a carta, ele encarava-a e não podiam ver seus olhos e expressão, então eles estavam temerosos quando os olhos de Harry apareceram mais escuros de raiva.
— Sequestraram Teddy, os desgraçados pegaram o Teddy! – Harry informou-os, tremendo de raiva.
Rony passou a mão pelos cabelos nervosamente, Hermione levou as mãos a boca e Gina foi em direção a Harry, ela colocou as mãos em seu rosto e o fez olha-la nos olhos, ela tinha um olhar duro e determinado.
— Não se preocupe, querido, iremos pegá-los. – Gina o assegurou. Ele deu-lhe um beijo na testa e a abraçou, enterrando o rosto nos cabelos ruivos de sua esposa.
— Harry? – Hermione o chamou olhando para a pulseira que tinha em seu pulso, ele se afastou um pouco de Gina e olhou para a amiga.
— O que houve, Mione? – Harry indagou, ele já estava calmo, porém, ainda muito tenso.
— O sinal de Liah, Alvo e Lilian voltou. – Hermione disse, encarando-os nos olhos agora.
— O que!? – Gina falou, não acreditando no que estava ouvindo, seus filhos haviam conseguido fugir?
— Eles conseguiram fugir. – Rony disse lentamente, Harry abriu um enorme sorriso e olhou para Gina.
— Nós iremos salva-los, meu amor, nossos filhos irão ficar bem. – Harry falou colocando as mãos delicadamente no rosto da esposa, que também abriu um sorriso.
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No meio do deserto de Gibson…
— Foi uma ótima ideia você ter irritado o Alvo, Liah. – Lilian declarou. Ela limpava os ferimentos da irmã com um pedaço do uniforme de treino da mesma. – Agora temos água o suficiente para podermos ao menos limpar seus ferimentos.
— Espera, você fez de propósito? – Alvo perguntou indignado.
— Não se briga com alguém enfermo, Al… e não, eu não fiz de propósito, eu realmente estou…
— Não comece de novo, Potter! – Alvo esbravejou olhando emburrado para a irmã mais velha e em seguida apareceu mais água no buraco na terra no qual Lilian afundava o pedaço de pano. Lilian escondeu o seu sorriso.
— Logo você realmente estará bem, maninha. Você já dormiu, já estou limpando os seus ferimentos, descansará mais um pouco para irmos… seria bem melhor se eu tivesse como fazer uma poção para dor ou que eu pudesse ter minha varinha em mãos para um feitiço curativo… – Lilian falava como uma verdadeira curandeira, Merliah sorriu ao perceber aquilo.
— Se James não tivesse levado também nossas varinhas, ele tinha mesmo que ter pego as quatro? – Alvo ainda estava muito emburrado. – Estamos desprotegidos agora!
— Para de reclamar, Alvo. Do jeito que estávamos, tenho certeza que ele achou que não iríamos conseguir fugir e pegou nossas varinhas para não entrega-las aos sequestradores, além de que, não estamos desprotegidos. Eu consigo controlar meus poderes, eu sou nossa defesa. – Merliah o respondeu, sua voz já estava mais forte.
Alvo queria dize-la que do jeito que ela estava não tinha como proteger ninguém, no entanto, apenas com o olhar que recebeu de Lilian, ele engoliu o que iria dizer. Afinal, desde os cinco anos de Lilian ele aprendeu, na prática, que não se deve nunca, nunca, jamais, em hipótese alguma, irritar Lilian Luna Potter.
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