Os irmãos Potter - 2ª temporada
17 O deserto de Gibson e Salvando os irmãos Potter custe o que custar
Notas iniciais
— O que vocês estão querendo me dizer? — Gina levantou-se de onde estava no pequeno sofá da sala de Hermione no ministério e pôs-se a andar de um lado para o outro. – James foi o único que fugiu? O que significa? Vocês acham que os outros podem estar…
Ela parou de andar e olhou para eles espantada. O que acontecera com seus filhos? Como será que estavam?
— Nós não sabemos. As pulseiras podem ter quebrado de alguma forma. – Hermione disse tentando acalma-la para ela não começar a entrar em desespero. Gina a encarou nos olhos, custando a acreditar.
— Isso pode mesmo acontecer? Elas podem quebrar? – Gina questionou, estava tão focada em Hermione, que não percebeu quando ela trocou um rápido e discreto olhar com Harry, que estava de pé atrás da esposa olhando sério para Hermione. Harry rapidamente viu o que ele não queria ver no olhar de Hermione. As pulseiras não podiam quebrar.
— Bom, apenas eles mesmos podem fazer isso. – Hermione ponderou.
— E por que eles fariam isso? – Gina replicou com rapidez.
— Talvez eles não perceberam. – Hermione tentou seguir a razão.
— Você mente muito mal, Mione. – sussurrou Rony para que apenas a esposa o escutasse. Ela cutucou lhe as costelas como resposta e Rony completou em um tom mais alto. – O que importa é que achamos o sinal de onde eles estão. – Tentava de algum modo tirar a tensão que se instalara com a enrolação de Hermione, que o olhou agradecida pela mudança do rumo da conversa.
— Que seria? – Gina perguntou ansiosíssima, queria achar seus filhos logo.
— Na Austrália. – Harry a respondeu num tom sério. – No deserto de Gibson.
— Em um deserto? Eles levaram quatro crianças para fora do país? – Gina questionou.
— Não usaram os métodos trouxas. – Harry falou, estava estranhamente calmo com toda aquela situação. – Aparataram.
— Deixe-me adivinhar, somos nós que vamos usar? – Rony se pronunciou.
— Sim, seria o jeito mais seguro já que não conhecemos o lugar. – Harry confirmou. – Se aparatarmos corremos o risco de estrunchar.
— Ok. Hora de arrumar as malas. – Rony declarou e pontuou com um beijo no topo da cabeça de Hermione.
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Enquanto isso, na Austrália, em algum lugar no deserto de Gibson…
James abriu os olhos e em sua frente só via areia, estava caído no chão, sentia-se cansado, muito cansado. Levantou-se devagar, tentando sentar-se, respirava com dificuldade, tentando regula-la, olhou ao redor para analisar onde estava. Não tinha nada ao seu redor, exceto areia e poucas árvores e arbustos, parecia que o mundo inteiro havia sumido e que só havia sobrado ele, não havia nada ao redor. Nada.
— Onde é que eu estou? – James se perguntou. Ainda estava um pouco atordoado – Eu morri?
Isso aqui não parece o céu…, ou o inferno. Foi ai que as memorias começaram a surgir em sua cabeça e ele lembrou-se de tudo que aconteceu. Seu ataque aos raptores e sua fuga, deixando seus irmãos para trás e então lhe veio o cansaço, suas pernas cederam e ele havia caído, chorado e desmaiado. Agora se encontrava ali, perdido, sem ter a menor ideia de onde estava. Encontre ajuda.
— Encontrar ajuda. – James repetiu as palavras da irmã mais velha enquanto se levantava. Onde raios iria encontrar ajuda? Estava completamente sozinho. – Talvez encontre alguém que more a uma distância enorme daqui… tenho que sair daqui.
Ele se levantou com bastante dificuldade, para, em seguida, começar a arriscar a dá alguns passos vacilantes em direção a uma das solitárias árvores que tinham naquele lugar.
Os seus pensamentos, ao praticamente se jogar na árvore quando a alcançou, estavam completamente voltados para seus irmãos, ainda presos e debilitados… assim como ele está.
James olhou para a pulseira em seu pulso, em completo desespero e raiva. Aquilo não era para ajudar a protege-los? Normalmente, ele não sentia raiva de seus pais, ou tios, ou qualquer outro tipo de sentimento ruim em relação a eles, mas agora, olhar para aquela pulseira brilhando em seu pulso com o seu nome talhado nela lhe dava uma raiva que nunca sentira. Haviam mentido para eles? James estava cego pela raiva, percebendo que suas mãos já tinham bolas gigantes de fogo James tentou se acalmar, só conseguiu se acalmar um pouco, prova disso era que suas mãos estavam com pequenas chamas dançando por entre seus dedos.
Aquela pulseira havia sido feita por sua tia Hermione, ela não costumava errar no que fazia, então, onde estava os seus pais e seus tios? Por que não apareceram até agora? Aquele treco havia quebrado? Seus olhos se recaíram nas letras que irradiavam em sua pulseira. “Sinal detectado. Pedido de ajuda enviado”. Ele ficou olhando para aquilo de olhos arregalados, um peso pareceu sair de seus ombros, sentiu um grande alivio. Sua família estava vindo ajudar.
— Por favor, não demorem. – James se deixou cair sentado ainda encostado na árvore. Ele fechou os olhos. – Por favor, não demorem… venham antes que seja tarde demais.
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Pouco depois, na casa dos Potter…
— Eu já disse, Harry Potter, eu vou junto! – Gina estava muito furiosa. Será que não entendia que ela tinha que ir? – Nem você, nem meu irmão, nem mesmo o chefe de auror nenhum vai me impedir de ir atrás de meus filhos e, além disso, Hermione também vai junto.
— Gina, deixe de teimosia. Iremos a outro país, não queremos chamar a atenção… e pode ser perigoso. – Harry tentou argumentar.
— É sempre perigoso, Harry, nossa vida é perigosa. – Gina falara aquilo sem pensar, no calor do momento, mas, mesmo assim, o rosto de Harry ficou sombrio. Gina se retraiu ao perceber o que falara. Ela abriu a boca para falar, porém Harry fora mais rápido.
— Diga… diga o que está coçando para sair de sua boca, diga que nossa vida é perigosa e sempre será por minha culpa, que a loucura de Pansy e seus comparsas foi motivada por que eu matei o lorde deles… vamos, diga, Ginevra!
Ginevra. Aquilo, junto a tudo que ele disparara contra ela, a enfureceu de uma maneira que não era possível explicar. Ela tentou se acalmar.
— Diga! – gritou Harry estressado ao extremo. Harry continuou com suas palavras raivosas e até magoadas. – Não consegue? Deve ser porque a culpa também é sua… por conta de seus poderes, nossos filhos são especiais e poderosos, são um imã para pessoas gananciosas e perigosas. Um imã para a morte.
Os olhos de Gina não lagrimejavam enquanto ela e Harry brigavam, foi a primeira vez que estava acontecendo, sua vista embaçou, mas ela ainda encarava Harry nos olhos de cabeça erguida.
— O que disse? – A voz de Gina saiu completamente irreconhecível. Harry percebera o que fez, mas ainda continuava magoado pela insinuação da esposa. Gina se aproximou mais, cada passo parecia uma facada, ou pior, lava de um vulcão em lenta erupção.
Harry sabia que se ela quisesse podia mesmo virar um vulcão ambulante jogando lava para todos os lados.
— Eu vou a essa maldita viagem, eu vou salvar os meus filhos, custe o que custar, Potter. Ninguém vai me impedir, porque, como você disse...
Gina abriu uma das mãos e chamas surgiram envolvendo sua mão por inteiro. Harry olhou da chama para os olhos castanhos de Gina que queimavam igualmente, ela, porém não tirou os olhos dele.
— Eu tenho uma vantagem. – Ela completou e fechou a mão e a chama sumiu. Rapidamente, Gina virou de costas para Harry, sem diminuir a velocidade, ela pegou a mala que deixara em cima da cama e sua varinha na cabeceira e saiu em uma velocidade impressionante, batendo a porta fortemente ao passar.
Harry não fez nada, já havia feito coisa demais. Ele pegou outra mala esquecida na cama e voltou a arruma-la, devagar, querendo prolongar o momento em que estava ali sozinho e não tendo que encontrar Gina de cabeça cheia novamente.
Enquanto andava pelo quarto para pegar o que precisava, seus olhos bateram em uma foto na cabeceira da cama. Eram seus filhos. Ele congelou, estava em frangalhos… e se eles não tivessem o sobrenome Potter? Se eles não tivessem aquele poder? Harry não sabia. E não devia pensar daquele jeito, nenhuma vida é perfeita e, apesar de tudo, de sua maldita fama e da herança de Gina para os filhos, ele era feliz; tinha a mulher que amava ao seu lado e filhos maravilhosos, ou assim ele esperava… que tivesse, caso fosse tarde demais. Rapidamente espantou aquele pensamento da cabeça.
Harry pegou a foto e a olhou, seu coração se despedaçou ainda mais e sentiu vontade de chorar naquele momento. Engoliu o choro, seus filhos na foto estavam felizes, saudáveis e, principalmente, vivos. Não podia perder tempo, algo podia estar acontecendo com eles, algo muito ruim.
Harry devolveu a foto e, com determinação, deixou de lado aquela enrolação. Fechou sua mala, pegou sua varinha e, sem diminuir a velocidade, deixou o quarto para trás.
Ele tinha que salvar seus filhos, como Gina dissera, custe o que custar.
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