Os irmãos Potter - 2ª temporada
14 A ajuda de Teddy e a Quase fuga
Notas iniciais
No ministério, no departamento dos aurores…
— Acharam alguma coisa? – Teddy questionou se aproximando do cubículo de Harry.
— Olá Teddy, estou bem e você? – Harry disse tirando os olhos do trabalho que fazia e os direcionando para o afilhado, Teddy suspirou.
— Olá, padrinho! Então? Alguma coisa? – Teddy voltou a perguntar afobado.
— Não, infelizmente, não. – Harry suspirou cansado enquanto esfregava os olhos com as pontas dos dedos, parecia que ele não dormia a dias e Teddy percebeu isso.
— Padrinho, qual foi a última vez que você dormiu?
— Há quadro dias. – Harry confessou hesitante, Teddy franziu o cenho incrédulo.
— Tia Gina não tem feito a porção para dormir sem sonhos para vocês poderem dormir em paz? – Teddy lembrou-lhe.
— Venho trabalhando muito nesses últimos dias, desde que começaram a busca pelos meus filhos. Todos os dias em que chego em casa Gina está adormecida, ela deixa a minha porção na cabeceira da cama… e eu finjo que a tomo e continuo com o meu trabalho. Uso um feitiço vez ou outra para que Gina não perceba que eu não dormi nada.
— Padrinho! Se tia Gina souber ela te mata. – Teddy repreendeu-o.
— Eu sei, eu sei, eu só quero achar os meus filhos logo e todo tempo é precioso. – Harry tentou justificar.
— Todos sabemos que o tempo é precioso, mas é preciso que descanse, que durma, para poder fazer alguma coisa corretamente. Como irá fazer isso se não estiver lúcido?
— Teddy, são meus filhos que…
— E são meus “irmãos” e minha noiva que estão em perigo, padrinho. – Teddy interrompeu-o. – Que tal revezarmos? Eu fico com o turno de agora e você descansa, dorme um pouco em casa e depois volta, daí será o seu turno e a minha hora de descanso, o que acha?
Harry olhou profundamente para Teddy, pensado se o que ele lhe propôs era uma boa ideia, por fim soltou o ar pela boca e concordou com o afilhado.
— Tudo bem, irei para casa, te peço apenas uma coisa. – Harry se levantou, começando a juntar as suas coisas para ir embora.
— Certo, o que? – Teddy perguntou curioso.
— Não conte nada a Gina. – Harry falou com um pequeno sorriso igual ao de Alvo quando aprontava alguma coisa. – Deus sabe que ela me mataria se soubesse disso.
— Tudo bem, padrinho. – Teddy concordou aos risos.
— Te vejo mais tarde, Teddy.
— Até mais tarde, padrinho. – Teddy ocupou o lugar de Harry.
Seu padrinho saiu o deixando sozinho. Ele olhou para os lados e seus olhos acabaram parando nos cinco porta-retratos na mesa de seu padrinho, eram as fotos dos herdeiros Potter individualmente e uma de Harry e Gina.
Os olhos de Teddy fixaram-se em uma foto em especifica. A de Merliah. Ela lhe sorria encantadoramente, segurava sua vassoura em uma das mãos e com a outra lhe acenava uma vez ou outra, a menina usava o uniforme das harpias, o cenário à suas costas era o jardim da casa dos Potter. Teddy olhou para a mão direita de Merliah e soube que a foto fora tirada antes dele pedi-la em casamento, pois Merliah só tinha na mão direita a pulseira que ele lhe dera aos seus quinze anos.
Teddy pegou o porta retrato e sorriu com saudade enquanto encarava o rosto sorridente de sua noiva.
— Eu irei te encontrar, haja o que houver, eu irei te encontrar.
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Enquanto isso, em um lugar muito longe do ministério…
— Gente, eu não sei vocês, mas eu não estou sentindo as minhas pernas. – Alvo disse tentando mexer as pernas sem sucesso. – Isso é preocupante?
— Se você tiver algum ferimento na coluna ou recebeu algum tipo de feitiço nesse mesmo lugar, sim, é preocupante. – Merliah o respondeu.
— Eu não estou ferido. – Alvo respondeu como se fosse óbvio.
— Então você está ótimo. – Merliah concluiu.
— James, dá para parar de se mexer? – Lilian pediu. – Está me incomodando.
— Tem certeza que não é preocupante? É sério, é como se eu não tivesse pernas. – Alvo continuou, alheio ao que acontecia a Lilian e James.
— Sim, Alvo, eu tenho certeza. – Merliah revirou os olhos para a tolice do irmão. – Você só está assim por que não exercitou as pernas.
— James, pare! – Lilian pediu outra vez, ficando cada vez mais irritada com o irmão mais velho.
— Então…, meu sangue está preso nas minhas pernas? – Alvo arregalou os olhos.
— Bom… eu acho que sim, ele não está circulando direito. – Merliah o respondeu.
— Merlin! Eu posso morrer!?
— Disso eu não sei. – Merliah disse começando a achar graça do desespero do irmão mais novo.
— Como não sabe? Você é a mais inteligente de todos nós! – Alvo disse em meio a seu desespero.
— Obrigada pelo elogio, Al, mas isso não significa nada, eu não sou curandeira.
— Eu sei que você não…
— Gente! – James interrompeu-o chamando a atenção dos irmãos fazendo com que todos o ouvissem e com que Lilian parasse de reclamar sobre ele.
— O que? – Todos responderam ao mesmo tempo.
— Estou livre! – James disse levantando as mãos acima da cabeça.
— O que!? – Os outros três olharam para ele de olhos arregalados completamente surpresos.
— Goyle me irritou bastante. – James falou passando as mãos pelos pulsos. – As cordas queimaram.
— Esplêndido! Finalmente seu temperamento serviu de alguma coisa! – Merliah disse com um grande sorriso no rosto.
— Não me provoca, eu posso deixar todos vocês aqui e ir embora. – James ameaçou começando a desamarrar Merliah.
— Você nunca faria isso. – Merliah respondeu.
— Não duvide de mim, maninha. – James avisou terminando de desamarrar Liah com um sorriso maroto no rosto.
Merliah recebeu aquilo com alivio, seus pulsos relaxaram ao não terem mais as cordas para prendê-los.
— Primeira parte concluída. – Alvo falou enquanto era desamarrado por James e Lilian era desamarrada por Merliah. – E agora o que vamos fazer para sair daqui?
— Irei usar os meus poderes para tentarmos pegar nossas varinhas. – Merliah o respondeu.
— Certo… qual é o plano? – Lilian perguntou fazendo com que todos olhassem para Merliah, ela, porém, apenas revirou os olhos.
— Eu acabei de dizer.
— E como iremos fazer isso, gênia? – Alvo questionou.
— Eu não sei, está bem? – Merliah respondeu começando a ficar impaciente. – Vocês já ouviram falar que mais cabeças pensam melhor do que uma? É o que os trouxas dizem.
— Nós não somos trouxas. – James disse. – Somos bruxos, haja como uma.
Merliah revirou os olhos exasperada.
— Ok, eu não tenho um plano concreto. – Merliah confessou fazendo com que os seus irmãos olhassem para ela incrédulos. – Mas, eu sugiro que a gente faça de tudo para que consigamos pegar nossas varinhas e sair daqui sem nenhum de nós quatro mortos.
— Ok…, alguém me amarra de volta? – Lilian pediu sentando-se novamente em sua cadeira e oferecendo os pulsos.
— O que? O plano não é ruim. – Merliah indignada.
— Não é ruim? É péssimo, Liah! – Alvo opinou. – É o que nós viemos fazendo desde que chegamos aqui.
— O que vocês querem? Eu já irei revelar que sei usar os meus poderes. O que sugerem? Que eu tire o ar de seus pulmões e os faça entregarem as varinhas? – Merliah falou e os outros se entreolharam realmente considerando a ideia. – Eu estou brincando!
— Ok, não faça brincadeiras desse tipo. – James pediu e Merliah revirou os olhos outra vez.
— Gente… – Lilian se fez ouvir e todos olharam para ela que estava perto da porta. – Eles estão voltando.
Os quatro correram novamente para as cadeiras e fingiram que estavam amarrados. Pansy, Goyle e Blasio apareceram no lugar.
— Olá, pirralhos. – Pansy cumprimentou-os.
— Pirralhos? – James questionou, as mãos voltando a esquentar.
— Ele tem razão, Pansy. – Blasio falou enquanto se aproximava de Lilian. – A única pirralha aqui é a Lilian.
Lilian lançou um olhar atravessado para Blasio e todos sentiram o chão tremer um pouco.
— Parem de provoca-los. – Goyle pediu completamente nervoso. – Como vocês acham graça nisso? Pretendem nos matar? Eles são perigosos quando estão irritados.
— Os únicos que ficarão sem vida aqui não somos nós, Goyle, não se preocupe. – Pansy declarou olhando malvadamente para os quatro irmãos.
— O que está querendo insinuar? – Alvo indagou.
— Que no final, quem sairá sem vida são vocês quatro. – Pansy respondeu enquanto cometia o erro de se aproximar de Liah.
— Não mesmo! – Merliah disse enquanto, com toda a fúria que possuía, dava um soco em Pansy, fazendo-a cair no chão. Seus irmãos reagiram no mesmo momento.
James, com muito gosto, deu um soco em Goyle e logo outros socos vieram em seguida. Alvo, com a ajuda de Lilian, tentava imobilizar Blasio. Os irmãos faziam de tudo para recuperar suas varinhas que estavam com os três raptores.
— Sai de cima de mim, garota! – Pansy gritou quando Merliah ficou em cima dela.
Liah iria lhe dar um soco e tentar pegar sua varinha e a de James. Isso, contudo, não aconteceu, pois Pansy acabou conseguindo revidar, atingindo Liah na boca, fazendo com que a menina sangrasse e Liah vacilou para o lado, fazendo com que Pansy conseguisse ficar por cima dela. Por mero impulso, Merliah esticou as mãos no peito de Pansy e no mesmo instante seus poderes a protegeram e Pansy ficou sem ar. Merliah compreendeu o que ela própria estava fazendo, então quando Pansy caiu ao seu lado sem conseguir respirar, ela se levantou com uma das mãos estendidas para Pansy, mantendo a mão meio fechada, prendendo a respiração da mulher.
— Você mentiu! – Blasio gritou ainda evitando ser imobilizado por Lilian e Alvo. – Você sabe controlar seus poderes! O que está fazendo com ela?
— Preocupado, Blasio? Não se preocupe, sei controlar e não irei matá-la se pararem de relutar e devolverem nossas varinhas. – Merliah mandou, fazendo aquilo com que brincara.
Relutantes, eles pararam de lutar contra os irmãos e jogaram as varinhas no chão. – Goyle pegou as varinhas que estavam com Pansy e as jogou no chão, nos pés de Liah.
Merliah iria se abaixar para pegar as varinhas, essas, porém, voaram para o mais longe de seu alcance possível e logo em seguida Merliah foi ao chão ao ser estuporada por Dolores. Antes que os outros três se quer reagissem, ela estuporou-os e também foram ao chão. Pansy voltou a respirar desesperadamente, Blasio e Goyle olhavam para os lados aturdidos.
— Não posso nem sair por dez minutos, – Dolores falou olhando para eles com um olhar “gentil” e com um sorriso infantil. – Que vocês quase perdem as crianças.
— Dolores, você… você chegou? – Goyle perguntou.
— Não, sou um fantasma. – Dolores respondeu. – É obvio que cheguei! Você está bem, Pansy?
— Estou… estou melhorando. – Pansy respondeu com dificuldade.
— Descobri onde está a profecia. – Dolores falou com um enorme sorriso. – Ela realmente existe, nem sei como não pensei nesse lugar antes.
— Não pensou em que lugar? Onde está? – Blasio perguntou com ansiedade e curiosidade.
— No ministério. – Dolores respondeu olhando diretamente para eles, enquanto balançava a varinha e os irmãos foram colocados nas cadeiras e foram amarrados novamente. – No departamento de mistérios.
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