Notas iniciais
Oiii povo! Gente, me desculpa a demora de postar E eu queria agradecer a todos que favoritaram e que estão acompanhando e aquelas que comentaram, realmente dá uma motivação Ai vai mais um, espero que gostem

Vou pra casa com a minha moto Harley Davidson nova. Quando entro, vejo um convite no chão da sala. Era um convite da empresa do meu pai, olimpos, pra ele ir a uma festa de não sei o que. Meu pai é dono de um dos setores da empresa: o setor da terrestre, como costumo chamar. Ele é dono de uma empresa de carros, caminhões, etc. A empresa tem vários setores, e os sócios dele são os donos de uma compainha aérea e de uma compainha marítima.

Deixo o convite em cima de uma mesinha que tem na sala e subo pro meu quarto. Preciso pensar no que fazer. Ou eu participo do crime ou eu tento pular fora. Só que se eu pular fora, terei problemas com o Minos e ele é da barra pesada. Sabia que não deveria ficar andando com esse tipo de pessoa, só que a vontade de me divertir foi mais forte e também de irritar meu pai. Ele não gosta muito de mim e minha madrasta Perséfone também não. Essas saídas misteriosas deixa ele bem nervoso.

A tarde se passa assim e quando percebo já são sete da noite. Coloco uma calça jeans preta, uma touca preta, um all star preto e uma camiseta preta, sem me esquecer das luvas pretas. Pego um celular que não é muito atual e tiro meu relógio e só coloco meu dinheiro na carteira, tirando identidade e cartões. É paranoia, eu sei, mas o anônimos fica num dos lugares mais perigosos da cidade, e não quero ficar sem documentos nem nada.

Pego meu skate e saio de casa. Pego um taxi e peço pra ele me deixar umas duas quadras do anônimos.

– Senhor, tem certeza que vai ficar aqui? – pergunta o motorista estranhando

– Sim, tenho – falo e estendo o dinheiro.

Saio do taxi, pego meu skate e vou pro anônimos me equilibrando no skate. Chego lá na porta, onde tem dois caras mal-encarados, todos tatuados e com músculos demais. Como eles já me conhecem, me deixam entrar. Mas no começo, eu só entrava com o Minos, senão me barravam.

Entro e estava uma bagunça total. Varias pessoas preenchiam o local. No momento tinha uma banda tocando alguma musica que não consegui identificar. Havia muitos bêbados e até mulheres em cima da sinuca quase nuas. É, gente bêbada não presta.

Consigo encontrar a turma perto de uma dessas mesas olhando concentrados pra uma mulher. E o maior cheiro de bebidas, cigarros, drogas, e musica alta preenchiam o ambiente.

– Eai Povo! – cumprimento

– Oi, Nico – cumprimenta Chris

– Bom, agora que todos chegaram, vamos começar a combinar – fala Minos – Ah, e antes que eu me esqueça, esse é Lee Fletcher – fala apontando pra um garoto, que não parece ser muito mais velho que eu.

– Vamos pra um lugar que dê pra conversar – fala Lee e o seguimos até um canto que não tinha muita gente.

– Bem, é o seguinte. Vamos soltar Cronos, um antigo amigo nosso – fala Minos indicando ele e Lee.

– Vamos fazer isso amanhã – fala Lee e eu me espanto, mas os outros parecem de boa

– Perai, amanhã? Não é muito pouco tempo pra planejar? — pergunto

– Não. Já temos tudo planejado – Lee fala – Como estou vendo aqui, vocês dois – diz apontando pro Luke e pro Chis – vão distrair os guardas e a policia. O plano eu passo depois. O emo vai dirigir – diz se dirigindo a mim — e você – fala apontando pro Ethan – vai ficar indicando se ninguém vem. Eu e o Minos vamos tirar ele.

– E esse é só o começo da operação toda. Eu não deveria contar pra vocês, mas irão nos ajudar com a parte mais importante do plano após a passagem – fala Minos e eu me assusto. Mais um crime?

– Vixi, segunda parte? Não sei se vai dar não. Meu pai já está começando a desconfiar das minhas saídas – falo – E do jeito que ele é, é capaz de chamar a policia pra me seguir

– Ah, mas então arrume argumentos, pois agora que já esta dentro, não vai escapar – Minos ameaça

– Vou tentar, mas se a coisa esquentar, vou precisar de tempo pra enrolar ele – falo, mentindo

– Nico, você tem um grande potencial. Sei que você consegue enrolar seu velho. Não vai dar pé atrás, vai? – fala Minos

– Não... – falo hesitando

Depois disso, passo no bar e pego uma cerveja. Nunca bebi muito, mas hoje estava tão cheio de problemas que acabei bebendo a garrafa toda. Depois peço uma vodca. Bebo a garrafa toda novamente.

Uma coisa lá no fundo diz pra mim parar, mas eu não paro e peço mais bebidas. Pare, a Bianca não ia gostar de te ver assim – minha consciência alerta. Bianca, minha irmã mais velha, morreu há dois anos num acidente. Foi atropelada por um bêbado.

A lembrança me faz parar subitamente. Por ela, vou me controlar. Só que nesse ponto, eu já estava “alegre”. A musica estava alta demais e varias pessoas dançavam numa pista de dança. Outras estavam jogando sinuca e apostando. E eu, em meio a tudo isso, tentava pensar racionalmente.

– Nico! Cara, vamos apostar! – alguém me chama e eu só consigo me ver indo até a sinuca e começando a apostar.

– Aposto mil! Eu ganho essa droga! – grito e começo a jogar.

Após o jogo, em que perdi tudo, o cara vem me cobrar a grana. Só tinha colocado 500 na carteira e já tinha gasto 30 no bar.

– Puts, cara. Só trouxe 470 – falo e vejo o cara ficando com raiva

– Você quer é me roubar! – ele fala já com os punhos cerrados

– Não! Calma ai! – falo

– Calma ai é o caramba! Vocês, levem o nanico aqui lá pra fora. Temos que acertar algumas coisas – ele grita pra dois caras, tão grandes e fortes quanto ele e tão tatuados como ele vem até mim e me seguram.

Os caras me arrastam pra fora do galpão, lá pros fundos. Eu vou apanhar com certeza, penso.

– Calma ai, gente, eu pensei que tinha mais dinheiro. Amanhã eu te trago com juros, mas não me bata, por favor – falo. Ok, soou gay, mas e dai? Eu não quero apanhar.

– Olha, não venha querer bancar o espertinho pra cima de mim. Eu quero meu dinheiro – ele fala estendendo a mão e eu tiro minha carteira e tiro todo o dinheiro de lá: 470 dólares.

– Ah, cara. Ninguém se faz de espertinho pra mim não – ele fala – Ou eu não sou o braço direito do chefe da gangue das cobras.

Quando o cara disse isso, eu paralisei. Gangue das cobras. Uma das gangues mais perigosas que tem no anônimos.

Os caras riem quando ele estala os dedos e de repente vejo minha vida passar todinha, desde quando era criança até agora. Ele começa e me dá um soco no nariz, que começa a sair sangue. Ele começa a me bater e me dar pontapés e já estou caído no chão, ensanguentado. Acho que vou morrer aqui. Mas ai uma ideia atravessa minha mente.

– Espera! Eu consigo seu dinheiro! – consigo falar com todas as minhas forças

– Agora? – ele pergunta e eu faço sinal de positivo com a mão – Eu quero juros. Três mil.

– Está bem. Calma ai – falo e consigo pegar meu celular. Entro no Messenger e vou direto na Thalia:

– Thalia, me passa seu numero de celular agora – falo

– Pra que? – ela pergunta

– Só me passa – peço urgentemente e ela escreve.

– Tá demorando muito! – o cara berra

Ligo pra Thalia que me atende:

– O que você quer seu imbecil desgraçado? – ela atende

– Preciso de você. Traga três mil dólares a... – falo o endereço

– O que? Por que?

– Só me trás. Senão eu vou morrer e você me deve por causa do plano – falo sério e ela dá uma gargalhada

– Fala sério, Di Angelo. Acha mesmo que eu vou sair a essa hora pra te emprestar dinheiro?

– É sério, Thalia – falo

– Cara, ta demorando muito! – o cara fala e tira o telefone da minha mão, chutando-o pra longe. Ele ri sadicamente e completa: — Vamos ver o que eu faço com você.

POV´S THALIA

Estava tranquilamente mexendo no celular quando o Di Angelo pede o meu numero e me liga pedindo três mil. Que louco. Obvio que não vou sair a noite pra emprestar dinheiro pra ele. Até que ouço a voz de um cara e a ligação cai.

Não acredito que vou fazer isso – penso e me levanto correndo.

Pego as chaves do meu carro e minha carteira, que por sorte eu tinha pego dinheiro no banco, minha mesada acumulada que eu guardei antes que Hera fosse lá e pegasse.

– Onde você vai? – ouço Hera gritando pra mim – Não quero ir ter que te buscar na delegacia se for presa!

– Nunca te ligaria! – grito e saio sem dar explicações a ela.

Vou pro meu carro e ponho o endereço no GPS. Ele só pode estar brincando. É um dos lugares mais perigosos de Nova York. Ele me paga. No entanto, vou dirigindo que nem uma louca até o endereço.

Chego até um galpão abandonado onde parecia haver um festa, pelo barulho e as luzes.

Onde você quer que eu vá, Di Angelo? – pergunto a mim mesma.

Saio do carro e vou entrar no lugar, no entanto, dois caras enormes, tatuados e mal-encarados me param.

– Onde pensa que vai? – um pergunta

– Meu namorado tá me esperando – falo

– E você pensa que vai entrar? Só com seu chefe – ele fala e tira um cassetete da calça – Quer tentar?

Saio da entrada e decido averiguar o lugar, ver alguma janela por onde eu possa passar.

Chego aos fundos do galpão e vejo uns caras batendo em alguém com muita gente em volta. O Di Ângelo anda em lugares muito seguros, pelo jeito. Não me seguro, e por algum motivo, chego mais perto da briga. Me assusto ao ver o Di Ângelo deitado no chão, apanhando de três caras enormes.

– NICO??!!- grito pra ele e o povo se afasta, pensando que vai vir mais treta.

Chego perto e vejo o Nico quase inconsciente com sangue jorrando do nariz e ele cheio de hematomas. A camiseta, ou o que um dia foi uma camiseta, estava jogada do lado.

– Para!! – grito pros caras e eles me olham confusos, mas me ignoram e continuam a espancar o Nico — Eu trouxe!

Quando falo isso, ele param e falam:

– Olha, o marmanjo tem uma garota – o maior deles fala

– Larga ele! – eu falo

– Me dá o dinheiro primeiro! – ele fala e eu pego minha carteira. Tiro todo o dinheiro. Lá se vai a minha mesada acumulada. Dou o dinheiro pra ele, que conta como se tivesse torcendo pra ter menos do que o pedido.

– Solta ele. Ela me deu os três mil e mais quinhentos de brinde – o cara fala e os outros soltam o Nico.

A galera já tinha se dispersado ao ver que a briga acabara.

– Da próxima vez, você morre e eu caço sua garota e mato ela também – o cara ameaça e vai embora com os outros.

Nico estava no chão, sangrando e com hematomas. Ótimo. O que faço agora?

Um garoto, que não aparentava ser muito mais velho que eu, se aproxima. Acho que ele era o único que não tinha ido embora.

– Quer ajuda? – pergunta e eu me surpreendo por ter uma alma boa. Mas hesito. Vai saber quem ele é – Me chamo Chris. Sou amigo do Nico

Que ótimos amigos o Nico tem, penso ironicamente

– Só preciso levar ele pro meu carro — falo

Ele me ajuda a levantar o Nico e nós dois vamos carregando ele pro meu carro. O garoto parece se surpreender quando vê o meu divoso carro, mas não fala nada. Ele põe o Di Ângelo na parte de trás do carro

– Valeu pela ajuda – agradeço

– Sem problemas – ele fala e entra no galpão de novo

Tiro as luvas dele e levo uma delas no nariz, pra tentar estancar o sangramento.

Como não sei nada desses bags de curativo, vou pro banco do motorista e dirijo até um hospital, correndo, que não fica muito longe da minha casa. Inclusive é do setor de saúde da empresa olimpos. Quem cuida dessa parte é meu tio Apolo.

Chego no hospital e vou pra emergência correndo. Alguns médicos de plantão se encarregam de pegar o Nico e levar pra uma sala enquanto eu preencho uma ficha e entrego pra recepcionista.

– Senhorita Grace, por aqui, por favor – um médico fala e eu o sigo até uma sala onde o Di Angelo está com um curativo enorme no nariz e vários outros espalhados pelo abdômen – Ele só fraturou o nariz, o resto foram só pancadas e arranhões, coloquei pra estancar o sangue.

– Valeu Grace – ele fala envergonhado

– Ta me devendo – falo – Doutor, já podemos ir pra casa?

– Já podem sim. Vou só tirar os curativos, pois o sangue já deve ter estancado – o doutor fala e eu saio da sala. Minutos depois o Di Ângelo aparece com uma camiseta branca, só com o curativo do rosto

– Vamos logo, seu otário – falo carinhosamente e vou pro carro com ele me seguindo.

– E ai? Onde é a sua casa? – pergunto assim que sento no volante

– Por que quer saber?

– Idiota. Pra mim te deixar lá, acéfalo

– Nós não vamos pra lá – ele fala e eu o olho confusa – Vamos pra sua casa

– O QUÊ?! TA MALUCO? BEBEU? – grito

– Sim, eu bebi. Mas é por que não posso chegar em casa assim. Meu pai me mataria

– Ótimo. Vou te deixar lá agora mesmo

– Engraçadinha. Vamos logo pra sua casa que eu to com sono

Que folgado. Primeiro me tira do meu quarto, do meu computador pra ir socorrer ele e agora me OBRIGA a levar ele pra minha casa?

– Por que eu faria isso? — indago

– Porque você precisa de mim no seu plano, e eu sou o único que toparia participar de algo assim – ele fala convencido

– Posso achar outro — falo

– Ah é? Então procure alguém que tope ser seu namorado e fique com risco de ser expulso da escola, por que eu sei que vai aprontar por lá.

Infelizmente ele tem razão. Então, irritada vou pra minha casa. Estaciono o carro em frente a minha casa e falo:

– Olha aqui. É melhor você entrar em silencio por que eu sai escondida

– E você ta com medinho da mamãe te flagrar? – o acéfalo debocha – Cadê o espirito rebelde, Grace?

– Cala a boca. Vai logo, não to a fim de ouvir aquela maldita voz agora

Vamos para os fundos da minha casa, onde fica a entrada de serviços. A porta, obviamente estava trancada. Procuro no meu bolso uma chave que tenho de reserva mas não acho. Que bosta. Devo ter esquecido na correria.

– E ai? Você abre a porta ou não? – o idiota pergunta

– É... esqueci a chave lá dentro – falo

– Não acredito! – ele fala

Paro por um instante tentando pensar em algo.

– Quer saber? – ele fala – To cansado de ficar aqui. Dá licença – ele fala e me empurra de frente da porta.

– Tão delicado quanto um cavalo – ironizo

Ele pega alguma coisa no bolso, faz alguma coisa na porta e... a porta abre. Ele arrombou a porta. PERAI... ele arrombou a MINHA porta.

– Como você fez isso com a MINHA porta? – pergunto

– Vamos entrar logo – ele fala e entra na MINHA casa sem a menor cerimônia.

A casa está escura e ficou até com um clima meio sinistro... eu ein. Silenciosamente nós subimos as escadas e consigo achar a porta do meu quarto.

Abro a porta, entro e quando ascendo a luz, vejo Hera na sentada minha cama. É, parece que não foi dessa vez que eu escapei.

Notas finais
Então?? Gente, comentem, favoritem, acompanhem, por favor Coloquem se gostaram, sugestões etc... estou aberta a tudo Tentarei postar o próximo o mais rápido o possivel Bjjsss