Os filhos do inferno

20 Estrelas que não brilham mais.


Notas iniciais
Oii gente! Demorei, eu sei, mas digo em minha defesa que estava sem computador e sem celular pra escrever nem um "ponto" sequer. Infelizmente! Eu estou muito feliz com vocês, sério! Vocês são ótimos e me encheram de amor e carinho nos cometários perguntando pela fic. Eu já disse antes e repito: Nunca vou abandonar FDI ou excluí-la. Sei que muita gente ficou meio receoso com minha demora, mas a fic vai continuar firme e forte mesmo que a att demore. Vocês são os melhores leitores do mundo!! Nos vemos nas notas finais se vocês sobreviverem a esse capítulo!

Percy deu um salto para trás bem no momento em que a espada de Leo varria o chão onde seus pés pisavam a frações de segundos atrás.

– Espero que depois dessa batalha, você aproveite sua estadia no Hades, Perseus.

O estado de ambos os guerreiros era deplorável. Roupas rasgadas pelas espadas afiadas, Percy tinha a camisa chamuscada e o rosto coberto de fuligem enquanto Leo encontrava-se completamente molhado. Isso é claro, fora os cortes sangrentos por toda extensão dos corpos dos garotos.

– Eu aproveitarei. Preciso mesmo fazer uma visita a meu pai. – Respondeu o semideus com sarcasmo e logo avançou contra o outro.

As espadas chocavam-se com brutalidade.

Percy já se encontrava em uma situação difícil. A cada ataque violento de Leo, mas ele regredia. Suas mãos suavam, dificultando para que segurasse sua espada com firmeza para se defender e atacar. O calor proveniente do fogo invocado por Leo – que agora os cercava para que ninguém atrapalhasse a batalha -, estava incomodando mais do que o recomendável.

Já o Filho de Hefesto não se encontrava em uma situação muito diferente. As mãos molhadas – assim como todo o corpo -, não ajudavam muito. Ele tinha que vencer logo a batalha. Logo os reforços estariam chegando.

Percebendo as dificuldades de Percy, Leo investiu contra o garoto, girando o corpo em 360 º graus, visando decepá-lo em um só golpe. Bufou frustrado ao ouvir sua espada cortar o ar e antes que pudesse perceber, já estava no chão por conta de uma rasteira do semideus de olhos verdes.

Percy levantou-se rapidamente e colocou-se em pé com ambos os pés imobilizando o corpo de Leo e a espada em sua garganta, pressionando a arma com força até que um filete de sangue escorresse.

– Parece que você está prestes a fazer uma visita ao Hades, não é mesmo, Valdez? – Indagou O filho de Poseidon ironicamente.

Ω

O efeito do veneno passava pouco-a-pouco até que Atlas tivesse todos seus movimentos livres de qualquer paralisia e voltasse a enfrentar a caçadora com ataques brutais e violentos.

Phoebe nada podia fazer a não ser se defender. Não tinha a mínima chance contra seu pai, ela sabia. Sabia que a profecia falava diretamente dela, mas mesmo assim aceitou à missão.

– Que os deuses tenham piedade de você em sua sentença, Titã amaldiçoado. – Provocou a caçadora ao lançar uma flecha que acertou no cotovelo canhoto do titã.

– Não digo o mesmo, pois de ti, eu não terei piedade, ex-Hespéride.

E assim se seguia a batalha. Phoebe habilmente se desviava e fincava suas flechas em pontos estratégicos no corpo do titã.

Logo Ártemis já liberta, estava ao seu lado ajudando a caçadora a conter o titã e sua fúria, o atacando diretamente com sua lança.

Em um súbito, Phoebe partiu pra cima do titã para um combo de chutes e socos, mas teve que se afastar quase que imediatamente ao ser ferida pela espada do titã em um ponto já ferido de seu corpo.

A caçadora caiu de joelhos no chão com ambas as mãos nas costelas direitas, tentando estancar o ferimento.

Ártemis, percebendo que sua brava caçadora fora machucada, avançou mais contra o titã cada vez mais furiosa. Sua lança faria justiça indireta naquela noite. Logo o titã já estava onde ela queria de tanto fazê-lo regredir.

– Nico! Thalia! Soltem! – Girou Ártemis e ambos os garotos soltaram o céu, fazendo-o cair diretamente em Atlas. O titã teve de ajoelhar-se diante do impacto, mas com dificuldade, levantou-se novamente, agora já responsável por seu fardo novamente.

Deusa e semideuses pararam para olhar o titã, que gritava insultos a todos. Suas roupas estavam sujas e rasgadas, haviam flechas fincadas em várias partes de seu corpo, seu rosto marcado por socos e chutes e icor escorria de suas vestes.

– Phoebe! Vamos! – Disse a deusa em um súbito antes de sair correndo dali com Nico e Thalia para o local onde sua caçadora encontrava-se ainda ajoelhada e com lágrimas nos olhos.

Ω

Zoe e Annabeth lutavam fervorosamente. A primeira horda de monstros já havia sido completamente dizimada pelas garotas. Suas roupas estavam sujas de pó de monstros, cortes pelos corpos e suor escorria por suas peles alvas.

Annabeth olhou ao redor. Atlas já segurava o céu novamente, Percy pressionava a garganta de Leo com a espada, Nico, Thalia, Ártemis e Phoebe estavam ajoelhados no chão.

– Zoe, chame Percy. Não podemos mais ficar aqui. Não vamos conseguir lutar contra todos os monstros. É hora de ir!

A caçadora assentiu e saiu dali a passos rápidos até Percy.

– Saia de cima dele, Perseus. – Disse a garota assim que estava perto o suficiente. O semideus obedeceu prontamente e colocou-se ao seu lado, dando tempo para que o Traidor de levantasse.

Assim que ele o fez, Zoe atirou uma flecha certeira em sua perna, fazendo-o cair no chão novamente com a coxa sangrando. O círculo de fogo, já desfeito, deixava apenas uma marca de cinzas pelo chão.

– Eu poderia tê-lo matado, Zoe. – Resmungou Percy limpando suas roupas.

– Reclame depois. Precisamos nos reunir com os outros para irmos embora. – Respondeu Doce-Amarga puxando o guerreiro pela mão para onde se encontrava sua deusa e os outros.

Aproximaram-se assim logo se espantando com o que viam.

Phoebe estava deitada no chão, mais pálida que um papel e um ferimento que não parava de sangrar em suas costelas.

– Pelos deuses! O que aconteceste contigo, irmã de batalha? – Respondeu Zoe se ajoelhando sobre a garota.

Ártemis mais que depressa tirou a blusa de Phoebe para que pudesse fazer um tipo de ata e amarrou-a no ferimento da garota fortemente. Percy e Nico desviaram os olhos.

Annabeth e Thalia seguravam suas lágrimas. Zoe não fazia menção de querer chorar e Ártemis chorava silenciosamente.

– Não adianta... – Sussurrou Phoebe fracamente e logo após voltou a tossir. – Há... veneno...

– Phoebe foste envenenada? – Perguntou Ártemis com lágrimas nos olhos. Ao longe, Atlas riu da desgraça de sua própria filha.

– A mordida... – Sussurrou Annabeth. – Ela foi mordida pelo dragão.

Todos olhavam para aquilo chocados. A brava caçadora lutara com um titã, mesmo ferida e sabendo que suas chances seriam nulas.

– Vamos levar-te até Apolo, Phoebe. Vais ficar bem, minha brava caçadora. – Respondeu Ártemis acariciando o rosto da filha de Atlas docilmente.

– Eu fui-te fiel... – Phoebe tossiu – Servi-te bem, Lady?

– Foi-te minha melhor caçadora. – Sussurrou Ártemis ajeitando os cabelos de Phoebe atrás da orelha. – Que seu descanso seja o melhor nos Campos Elíseos, filha de Ártemis.

A caçadora fechou seus olhos e deu um suspiro cansado antes de finalmente ir-se. Ártemis beijou-lhe a testa e com cuidado retirou seu diadema.

– Honrou-me dignamente, Phoebe. – Disse a deusa no ouvido do corpo morto da caçadora e ele lentamente foi sumindo até que não houvesse mais nada onde estava seu cadáver.

A brava caçadora cumprira sua missão.

Saíram de seu transe quando uma dracaenae arranhou as costas de Zoe e a caçadora atirou no monstro de maneira precisa.

– Precisamos ir embora. – Disse Annabeth limpando os olhos com as costas da mão. – Já está amanhecendo.

– Como iremos? – Perguntou Zoe.

– Viagem das sombras. – Respondeu Nico sem delongas e pegou a mão de Annabeth.

Percy logo pegou a mão de Zoe e Thalia a mão da deusa. Logo as sombras os consumiram e eles estavam de volta à entrada do Acampamento Meio-Sangue.

Pela barreira o Acampamento encontrava-se em completo caos. Os campistas corriam de lá pra cá. Bianca e Clarisse ditavam ordens a todos.

Zoe, Percy e Ártemis logo passaram a barreira, restando apenas Thalia e Nico no topo da montanha olhando tudo de longe.

– A vida é tão efêmera... – Disse Thalia como se em transe.

– Sinto tanto por Phoebe. – Respondeu Nico.

– Eu queria te falar isso... Porque eu não sei se vou sobreviver a tudo isso. – Disse Thalia finalmente olhando para o guerreiro.

– Isso o que?

– Que eu gosto de você. – Respondeu a filha de Hades e então Nico finalmente olhou para ela. – E eu só queria que você soubesse.

A guerreira deu de ombros e começou a caminhar, mas logo o filho legítimo de Hades puxou-a pelo pulso trazendo-a mais para perto.

– Eu gosto de você também. – Sussurrou o guerreio no ouvido da Grace antes de finalmente acabar com a distância entre eles, selando seus lábios.

Notas finais
Vivos ainda? Gente, deve dizer que doeu muito em mim a morte da Phoebe. Ela era minha caçadora favorita :'( E esse Thalico, hein? Muito mel pra vcs? Minha amiga me deu a ideia de fazer uma segunda temporada de FDI, vocês leriam? Se eu perceber que terei um bom número de leitores, vou fazer. Preciso que me respondam, pois, caso haja, isso irá alterar o "final" dessa fic para a segunda temporada. Me respondam nos comentários, por favor! Beijooos