Os escolhidos
35 Amor de irmãos
Notas iniciais
Meu nome é Steve...
–Dizem que Notch é um Deus Bondoso, e que... ele sempre faz tudo para ajudar nós humanos, que somos a sua criação. Mas hoje eu não acredito mais nele, não depois de tudo o que ele me fez.
Nasci em um pequeno povoado que todos conheciam como Aldeia da Noite, é o pior lugar para se viver no mundo todo hoje em dia, mas... Nem sempre foi assim. Ouve um tempo em que era possível caminhar pelas ruas e sentir a brisa do campo bater em seu rosto, sorrir pelo simples fato de existir e ter alguém te esperando em casa, alguém que você sabe que te ama e que sempre vai fazer de tudo para te ver feliz... eu era alguém... não precisávamos de muralhas para nos proteger e o mal diferente dos dias de hoje, ainda não habitava essa dimensão.
Meu nome completo é Steve Notch Persson, para mim, é um fardo carregar o nome desse demônio nas minhas costas, um “Deus” que tolera o sofrimento da humanidade, um suposto “alguém” que tem o poder de mudar tudo o que acontece e mesmo assim não faz nada! Minha história começa com o medo, o medo que sempre me seguiu durante todos os dias da minha vida...
Não sei o que aconteceu com meus pais de verdade, o que sei hoje é apenas o que me contaram, nunca me acostumei com esse “absoluto” que impuseram em mim de que é melhor esquece-los pois eles estão mortos, sucumbiram ao desespero e à agonia assim como todos da minha antiga aldeia.
A primeira lembrança que tenho de minha vida é uma bela manha de primavera que eu corria pelos campos floridos montados em meu porquinho de estimação....
“Anda Roinc! Ele está chegando perto!”
“Roic! Roinc!”
Sorria a todo instante olhando para trás com um olhar contente, fico feliz que minha primeira lembrança seja essa, pois as alegrias de minha vida são tão poucas que podem ser contadas usando os dedos de apenas uma mão.
“Steve! não adianta, eu sou um zumbi e vou te pegar!” Ele sorria e batia os pés na barriga do seu cavalo preto, tinha medo dele mas nunca disse isso para ninguém.
“não vai não! Anda Roinc! mais rápido!” Roinc voava baixo pelos campos floridos, a grama batida ficando para trás e o vento zunindo pelo meu rosto, o galope do cavalo dele chegando cada vez mais perto... cada vez mais perto... PERTO DE MAIS!
“aaah!”
“Te peguei maninho! Kkk...”
Caímos na grama verde, deitados, um do lado do outro... olhei para minha mão, ela estava cortada... não doía mas... me sentei na grama e ele fez o mesmo.
“nossa, você é muito descuidado Steve! se a mamãe ou o papai virem isso vão ficar uma fera com você, já te avisaram para não montar no Roinc...” ele brigou comigo, meu irmão mais velho é muito chato às vezes.
“Desculpa Harry...” Olhei para o chão tentando parecer arrependido... senti minha mão esquentar...
“o que você está fazendo... para com isso...” meus protestos eram em vão, ele já estava fazendo de novo...
“Hum, Desculpa Steve. Rsrs. Mas vai curar mais rápido assim.”
Harry estava sugando o sangue que escorria do machucado em minha mão, fiz cara feia, mas continuei admirando aquela cena, ele continuava me fitando nos olhos... Era nojento, nunca entendi por que ele fazia aquilo...
“pronto...” ele passou a língua no ferimento deixando somente o corte à mostra sem nenhum sangue. “acho que se você não apertar a mão do papai quando ele voltar do trabalho, não vamos ter problemas... rsrs”
“é... sim, Harry...” olhei pro corte tentando ver ele entre as mechas de cabelo que encobriam meus olhos azuis... estava ardendo agora mas nada exagerado.
“vamos Steve, já está ficando tarde e não vai demorar nada pra aparecer os ZUMBIS! Huararara...”
Eu ignorei a brincadeira nada engraçada dele, sou muito medroso até mesmo para brincar com essas coisas, montei no Roinc e ele em seu cavalo preto, fomos caminhando até nossa casa...
“MANHÊ CHEGUEI!” era o Harry, sempre fazendo barulho onde quer que chegue, ele era o filho perfeito segundo meus pais, não só por ser obediente a eles, mas pelas notas da escola também, era o melhor aluno do colégio mesmo com apenas quinze anos, já sabia de tudo sobre sistema de redstone, dispenses, ejetores, Pistões, placas de pressão e condutividade elétrica , tanto que foi ele quem armou dezenas de armadilhas em volta da nossa casa no meio da floresta. Eu estudo na mesma escola que ele, sou uma espécie de sombra, pois sempre fico debaixo da asa dele, as meninas caem de amores quando Harry passa , seus olhos são parecidos com os meus por isso as amigas idiotas dele sempre dizem, a cara de um focinho de outro, mesmo ele sendo cinco anos mais velho que eu...
Era uma manha de inverno, o céu nublado e ameaçava chover, as árvores não tinha nenhuma folha, estavam secas e sem vida e eu soltava uma fumacinha branca pela boca olhando de um lado para o outro, tudo vazio... sem cor... tudo era um misto de tons de cinza, afundei minha cabeça no cachecol de lã, eu estava sentado em um banco esperando o carrinho de mina que me levaria pra casa, estava retornando da escola para casa, e minha única companhia eram os sons que o Harry fazia com uma “amiga” dele, ele mandou eu espera-lo aqui e entrou na floresta com ela faz meia hora, jurava ter ouvido gritos e gemidos vindo do local onde ele acabara de entrar mas... eu ia obedece-lo, odiava quando quebrava as ordens e o Harry ficava com raiva de mim... eu esperava...
***
Alguns minutos depois aparece uma luzinha ao longe que vinha subindo os trilhos em minha direção... consigo distinguir três pessoas dentro do carrinho de mina, não demora muito eles chegam até mim.
“Hum... quer dizer que você está esperando o trem não é garoto?!” Perguntou-me um rapaz que parecia ter a idade do Harry, olhei para trás esperando que meu irmão aparecesse mas nada dele... estava sozinho.
“Sim...” respondi tímido, minha voz quase imperceptível, abraço meus livros com toda minha força quando um dos três garotos se aproxima de mim.
“Escuta aqui pivete, Passa os livros agora!” Eu entrei em estado de choque, minhas mãos apertaram ainda mais os livros quando senti uma coisa pontiaguda encostar em meu abdomêm.
“Eu não estou brincando, você parece um garoto bonzinho então não acho que vou precisar essa adaga, não é mesmo?”
Eu apenas balancei a cabeça assentindo, não me atrevia a olhar na cara daquele rapaz, senti alguma coisa puxando os livros e afrouxei os braços...
“ok, bom garoto. Rsrs. Acho que consigo umas dez barras de ferro neles! E nem pense de falar nada pra mamãe se não...”
“SE NÃO O QUE HEIN?!” Harry! Ele apareceu nesse exato momento para me ajudar!
“ORA ORA...” Ele tirou a adaga de mim e mostrou para o meu irmão. “quer se juntar a nossa festa?!” Ele fitou meu irmão de cima a baixo como se procurasse alguma coisa perdida em seu corpo. “acho que essas suas botas de ouro devem valer muito não é?!”
Ele soltou meus livros no chão...
“Sim elas valem!” Harry sorriu para o rapaz estranho, mesmo que sem arma alguma parecia bem confiante. Depois ele me encarou com seu velho olhar carregado de ordens, ERA PRA MIM CORRER ASSIM QUE DESSE!
“acho que eu quero elas...”
“e por que você não vem pegar?” Harry desafiou com muita coragem no olhar.
A essa altura ainda era tarde só que estava nublado, os três garotos começaram a se aproximar lentamente do meu irmão...
“Acho que é isso mesmo que vou fazer!”
Em um piscar de olhos o rapaz desferiu um golpe contra Harry que desviou para o lado muito rapidamente, ele segurou o braço do bandido e deu um chute em sua barriga, a adaga caiu no chão, Harry baixou a guarda depois do golpe, um deles vindo do nada e na covardia deu um soco no rosto do meu irmão que tombou para trás largando o braço do rapaz para poder por a mão no chão evitando a queda, um terceiro se preparava para dar um chute no Harry mas ele segurou a perna dele com a outra mão aproveitando a deixa para dar uma rasteira nele!
Fiquei orgulhoso de meu irmão, ele lutava muito bem! Quando crescer desejava do fundo de minha alma ser igual ele! Mas... Antes que eu pudesse vibrar de fato algo deu errado... meu orgulho se converteu em tristeza...
Assim que meu irmão deu a rasteira ele levou um chute no rosto que o jogou para longe, os três se recuperaram e o bandido se levantou do chão.... meu irmão estava um pouco desorientado devido ao golpe mas se levantou, tarde de mais... quando ele deu por si seus braços estavam imobilizados por duas pessoas e na sua frente estava um dos infratores....
“você se acha um herói não é mesmo?!” Ele deu um murro na barriga de meu irmão que soltou um urro de dor e depois abaixou a cabeça. “Mas quero dizer que você vai apanhar na frente do seu irmão! Pra ele ver com seus próprios olhos o que acontece com quem tenta dar uma de espertinho!” um deles segurou no cabelo do meu irmão e ergueu seu rosto. O covarde começou a golpear o Harry no rosto!
Eu caí com minhas mãos no chão, chorando... conseguia ver os pingos de água salgada caindo na terra e sumindo... meu irmão, meu herói... ele estava apanhando, seu rosto estava se desfigurando na minha frente e eu não posso fazer nada... sou muito covarde...
Posso ouvir o som dos ossos do rosto do Harry quebrando, seus urros abafados... Um ódio começou a crescer dentro de mim, olhei para a frente e vi aquela cena... com meus olhos repletos de lágrimas me ergui do chão e comecei a andar na direção deles, Harry me viu e começou a balançar a cabeça em desaprovação... não me importei, de repente pisei em alguma coisa no chão... ela fez um som de metal trincando, A ADAGA! Me abaixei lentamente e apanhei a mesma do chão, e voltei a andar...
“ora ora... quer dizer que você quer se juntar à festa também pivete?! Sem problemas, vocês dois vão morrer aqui!”
O garoto que batia em meu irmão veio em minha direção e segurou em meu braço, eu não tive tempo para pensar, em um movimento rápido e preciso finquei a adaga em seu pulso!
“aaaaah!!!!”
Ele soltou um grito agoniante de socorro e dor! Tinha atingido sua veia e o sangue jorrava igual água!
“o que você fez seu louco?!!!” Um deles perguntou largando meu irmão e vindo para cima de mim, eu corri dele mas antes que pudesse me distanciar ele segurou no meu cachecol e me derrubou no chão, quando caí pude ver que um dos garoto socorria o rapaz com o pulso cortado, o mesmo rapaz que segurava meu irmão enquanto ele era espancado, e mais atrás dele... meu irmão! O HARRY! Ele vinha caminhando lentamente com um galho de madeira na mão! Não tive tempo de ver o que aconteceu depois, pois o meu agressor me ergueu do chão segurando na gola de minha camisa...
“Você esfaqueou meu amigo né seu garotinho de merda?! Anda cadê a faca?! Cadê?!” ele me olhou fixamente nos olhos, eu estava em estado de choque, não raciocinava direito.
“ELA ESTÁ AQUI!” em outro movimento preciso e seguro finquei a adaga no peito dele!
“aaaah!” Ele caiu com a mão no coração segurando o cabo da faca que estava enfiada em seu peito, era questão de tempo até ele morrer.
Me levantei do chão e peguei meus livros, quando estava prestes a correr vi Harry vindo em minha direção, ele me arrumou tudo direitinho, verificou se eu estava machucado e depois em um desespero e nervosismo enorme, entramos em um carrinho de mina!
***
Chegando em casa ele não cumprimentou ninguém, foi direto para o quarto, antes de chegarmos em casa ele falou que não era para contarmos nada do que tinha acontecido para ninguém nem mesmo nossos pais, por que se não estaríamos cheios de problemas, mesmo eu sabendo que o culpado de tudo aquilo era eu!
Passaram-se quatro dias e os ferimentos do rosto do meu irmão cicatrizaram, e pela primeira vez eu achei que tudo aquilo tinha terminado, mas, como descobrimos naquele mesmo dia, não era bem assim.
*toc, toc*
“Hum? O que vocês querem aqui?”
“desculpa lhe incomodar, somos soldados, e viemos lhe fazer umas perguntas, podemos?!”
Eu escutei aquele movimento vindo do cômodo de baixo e desci as escadas, fiquei perplexo ao ver os soldados ali, e eles muito mais ao me verem!
“esse é o seu filho?!”
“sim é ele...”
Eu abaixei minha cabeça e cruzei minhas mãos... ia ser preso, com certeza um daqueles garotos tinha sobrevivido e contado tudo para a policia.
“Mocinho venha aqui! Queremos falar com você!”
A voz daquele soldado me amedrontou, minhas mãos suavam e minhas pernas ficaram bambas de tanto pavor que aquele momento me causara...
Já sabia que ia ser preso, e portanto, o mínimo que poderia fazer era ajudar a policia e dizer o meu crime...
“não precisam perder o tempo de você...”
“FUI EU QUEM MATEI AQUELES PUTOS! PODEM ME PRENDER!”
“Harry?!” eu e minha mãe dirigimos nossos olhares para as escadas, Harry estava lá estático, seu olho ainda tinha uma pequena cicatriz e estava abatido ainda, provas irrefutáveis!
“PRENDAM ESSE GAROTO! É ELE!”
Dois soldados partiram para cima do Harry e imobilizaram meu irmão na mesma hora, ele não reagiu, saiu de casa rindo e olhando para mim...
“NÃO FOI ELE! FUI EU! EU QUEM ESFAQUEOU AQUELES RAPAZES! POR FAVOR PAREM...” Eu berrava insistentemente para que soltassem meu irmão, minha mãe me abraçou por trás e me segurou, tudo o que podia fazer era chorar.
“olha que inocente, tentando proteger o irmão...” disse um dos soldados enquanto meu irmão era levado embora.
“Steve para com isso! Você não tem que levar a culpa pelo que seu irmão fez!” minha mãe dizia isso insistentemente para mim.
Passei as duas horas seguintes tentando convencer minha mão de que o culpado era eu mas, não adiantou, eles não me escutaram, as semanas seguintes foram pura frustação e tristeza, principalmente para mim, o Harry, o prodígio em que todos acreditavam era um assassino, jogar um futuro fora desse jeito, muitas pessoas vinham em casa ajudar minha mãe, mas com o tempo esqueceram ele, e tudo o que ele representava para todos, depois de alguns meses ele praticamente deixou de existir, falar dele era proibido na minha casa e ninguém nem sequer ousava tocar em seu nome na escola, foi a pior coisa que me aconteceu, senti a loucura bater à porta.... toda noite tinha sonhos horríveis, e também, tinha alguém falando em minha mente sobre algo de escolher, alguma escolha que eu deveria escolher, o escolhido... não aguentei, em uma noite eu me levantei da cama, aqueles sonhos tinham se tornado muito intensos ultimamente, olhei para o céu e meus olhos brilharam... UMA LUA VERMELHO SANGUE ESTAVA BEM DIANTE DE MIM!
***
–aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!!!
–amor?! O que foi?!
–Não Saphire... eu... só tive um pesadelo. -Steve olhou para o chão e ficou com um olhar perdido, estava só de cueca e embrulhado pela metade.
–hum... está bem amor, te entendo. –Saphire olhou para o corpo de Steve e viu ele naquela situação, sem camisa e todo definido, era tentação de mais para ela resistir...
–Steve, eai lindo, uma segunda rodada?
–Saphire... eu não sei... –Steve coçou a cabeça e encarou sua parceira de cama.
–ah vai... você vai adorar, vai ser melhor que a primeira, prometo, e dessa vez fico de quatro pra você. –Saphire mordeu os lábios e suas bochechas coraram. Com uma calma de dar inveja ela abaixou o cobertor e deixou os seus belos seios macios às amostra, era um convite para Steve que não pensou duas vezes e se aproximou de Saphire, deixou seu corpo cair sobre o dela, começou sugando lentamente um seio e apertando o outro, Saphire gemeu e fechou os olhos sentindo depois disso a mão de Steve deslizar por sua coxa direita... hum... a mão dele foi subindo até chegar onde ela queria, A feiticeirinha não ficou atrás, percebeu o volume que crescia entre as pernas de Steve roçando na sua pele e foi lentamente deslizando sua mão até lá, sentiu o instrumento dele... gemeu ainda mais de prazer quando começou a esfregar a mão nele sobre a cueca, ele tinha tido uma ereção ali com ela, era inimaginável, Surreal, finalmente ela tinha conseguido o que queria...
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