— Ametista — sussurra ela.

Fechou a porta e ficou sozinha com o cadáver. A gata estava estirada na superfície do quarto.

— Pobre gata horrorosa, morreu no meu lugar. Tomou o meu veneno! -disse olhando fixamente para o animal.

Por mais alguns segundos, encarou o ser morto, e então caminhou até a janela, o sol estava se pondo. Uma ideia surgiu. Rapidamente Rebeca guardou o colar na própria mala que trouxera. Colocou uma luva velha e arrumou um pedaço de papel.

Ainda enojada com o odor de matéria morta que a invadia, além da aparência fúnebre do animal lhe causando profunda repugnância, Rebeca afastou a sensação e pegou as pequenas patas de Ametista. Olhando para cima, começou a puxar o cadáver para fora de seu quarto.

A gata foi arrastada até o corredor principal, e em frente à escadaria da casa foi finalmente deixada. Prosseguindo com o plano, Rebeca tomou uma caneta nas mãos e escreveu:

A CASA PARECE ESTAR ENVENENADA. SAÍ PARA TOMAR UM AR.

A PROPÓSITO, MEUS PESÂMES POR AMETISTA!

Pensar que a cidade de Lucena era segura à noite foi o quarto erro de Rebeca.

Notas finais
Oi, tudo bem? Espero que esteja apreciando a leitura! Sim? LEMBRANDO... E-book completo na Dona Amazon haha