Notas iniciais
Ola! Finalmente a noite esperada! Espero que gostem!

– Thorin... Não é tão difícil assim! Você só precisa seguir a música – Disse Bilbo, tentando não rir do jeito desengonçado de seu marido.

– Eu estou seguindo a maldita música! Não vê? – Resmungou, o que fez o hobbit gargalhar. Afinal, ficar parados no meio do salão, tais como uma estátuas não era a definição de Bilbo de “dançar”.

– Certo, já chega! Vamos parar de dançar. – Bufou raivoso. Se podia ver o corar em suas bochechas, apesar da barba.

– Não seja bobo! – Disse o segundo rei, segurando a mão do outro, impedindo que este saísse – Você não sabe dançar, não é?

– Lógico que sei.

– Thorin, não tem nada errado em admitir isso. Digo, eu não vejo nenhum anão dançando! – Olhou em volta e, de fato, os anões estavam animados; comendo, bebendo e o mais próximo de uma dança, seria um andar cambaleante bêbado de alguns deles.

– Nós não costumamos dançar. Isso é um costume elfo!

– Ora, não é não! Hobbits dançam e homens também.

– ... — Thorin não sabia o que dizer, não gostava de admitir defeito algum.

– Eu te ensino! – Nisso, o menor pegou a mão grande do anão e a guiou para a sua cintura — Você deve me segurar assim.

– C-certo — Sussurrou Thorin, ainda meio incerto de como proceder. Bilbo pegou a outra mão livre do rei anão e segurou.

“O que devo fazer agora?” Pensou o anão inseguro. O hobbit parecia tão delicado ao seu toque. Estava acostumado com o jeito bruto de sua cultura, mas Bilbo não era assim. E se o assustasse? Se o machucasse?

– Agora vamos começar a dançar — Anunciou Bilbo – Você tem que mover os pés. Me imite!

Thorin tentou acompanhá-lo. Um passo para o lado e depois para o outro; não parecia ser tão difícil assim. Contudo, ele se achava meio bobo fazendo aquilo. Levantou os olhos para encarar Bilbo, este que parecia concentrado de mais em ensiná-lo, olhando para os pés e avaliando os movimentos do seu “aluno”.

“Fofo...” Pensou o rei anão “...e...” Deixou sua mão descer pela a cintura de Bilbo lentamente “...indefeso.” Estava quase chegando ao seu destino.

– Thorin II Escudo-de-carvalho Durin! – Bradou Bilbo irritado, pegando a mão do anão e colocando em uma posição segura, ou seja, acima de sua bunda – Eu vou julgar que sua mão escorregou acidentalmente. Não é mesmo?

– Sim, claro... — Riu seco Thorin.

“Eu terei outras oportunidades” Tentou se confortar em pensamento.

Os dois continuaram a dançar, quando aos poucos o anão foi relaxando e passando guiá-lo nos passos. Até que a “dança” não era tão élfica como ele imaginara antes. Era até divertida. Ou talvez fosse o seu parceiro de dança que tornava o ato divertido.

Bilbo levantou os olhos, encontrou os de Thorin e novamente o verde se perdeu dentro do azul. Embora continuassem a dançar, seus pés e corpos pareciam se movimentar sozinhos; O próprio salão em que se encontravam se perdera. Novamente estavam absorvidos em seu próprio mundo.

“Ele não é tão ruim quanto pensei... Acho que não posso julgar o livro pela capa, tão pouco alguém pela primeira impressão. Ele é rabugento, orgulhoso, um pouco egocêntrico... Mas é um bom governante e amigo. Pelo pouco que vi... Contudo, queria tê-lo conhecido em outras condições que não fossem através de um contrato e um casamento forçado” Pensou o jovem Bolseiro, ainda confuso com os seus sentimentos com relação a toda aquela situação. De início, imaginara que não poderia suportar o anão, mas estranhamente também se via atraído por ele. “Isso é tão... Confuso! Eu não entendo o que está acontecendo comigo!”

– Bilbo. Está tudo bem?

– Oh! Sim. Só estou pensando e... — Bilbo se calou ao perceber que Thorin tinha falado com ele, mas não em língua comum.

– Sabia. Você entende a língua dos anões! Bem que desconfiei, devido a forma como reagiu ao que Glorin falava...

O pequeno hobbit engoliu em seco. Tinha entrando em outra encrenca?

– Quem te ensinou? Balin? Dwalin? Ou foram Kili e Fili?

Bilbo negou com a cabeça.

– Eu aprendi sozinho. S-sempre fui bom com línguas... E.. Por favor, não os puna! Eles não sabem que eu sei Khuzdûl.

– Por que eu iria puni-los?

– Não é proibido que outros seres que não sejam anões aprendam a língua sagrada? – Perguntou, confuso com a reação nada irada do primeiro rei.

– Sim, de fato é. Mas eu não vejo mal algum em você aprender; na verdade, seria sua obrigação! Você é o segundo rei de Erebor, pelo menos no seu discurso de momentos atrás se comprometeu a me ajudar no governo. Para isso terá que aprender a nossa língua!

– Bem... Balin disse que o conselho não iria aceitar que eu aprendesse.

Thorin suspirou longamente, momentaneamente parecia ter ficado cansado. Bilbo ficou receoso se tinha entrado em um assunto proibido ou delicado para ser discutido.

– Tens razão. O conselho poderia não aceitar; o que vimos hoje, o que Glorin falou, trata-se de um pensamento comum compartilhado entre os membros do conselho, que são formados pelos mais ricos comerciantes e nobres. Eles não concordaram com a Aliança e irão ver você como um empecilho ou mesmo como alguém que a função seria tão somente gerar herdeiros da linhagem de Durin. Apesar de eu ser rei, não posso simplesmente ir contra ao conselho... Eles são a parte financeira que mantém Erebor, principalmente agora, que ainda estamos reconstruído o nosso reino. Não posso simplesmente expulsá-los, apesar de muitas vezes eu desejar fazer isso! – Explicou o primeiro rei.

– Serei punido, então?

– Não! Eu ainda sou o rei e eles me devem obediência. Mas eles não precisam saber, ainda, que aprendestes a língua dos anões!

– Verdade. Além de que isso pode ser uma vantagem para mim; eles poderão falar, eu vou fingir que não entendo e depois posso usar o que eles falaram contra eles mesmos! – Arquitetou o hobbit, arrancando uma risada rouca de Thorin, o que fez Bilbo maquinar um biquinho irritado com aquela reação.

– Isso até que é um bom plano, Bilbo –Sorriu o primeiro rei – Mas tente não se meter em mais confusão... Torna mais difícil de eu te proteger.

– Eu não preciso de proteção! – Resmungou o menor.

– Ora, não? – Falou em um tom incrédulo — Você por acaso sabe lutar?

– Não, mas... – Bilbo mordeu o lábio inferior, meio irritado com aquele fato. Não queria ser uma donzela a ser protegida, não gostava de parecer frágil e muito menos de ser tradado daquela forma. Sabia que era um Breeder e que as pessoas já o viam como uma mulher, mas isso não era verdade. Ele ainda era homem, só que apresentava a capacidade de engravidar; fora isso, não era diferente de qualquer outro hobbit macho do Condado! Além disso, sua mãe era a prova de que as mulheres não são passivas e fracas.

– Vou pedir para Dwalin te dar algumas aulas — A fala de Thorin fez o menor se sobressaltar. Tinha ouvido corretamente?

– Aulas? Aulas de quê?

– De combate, lógico! Não poderei estar presente ao seu lado todo o tempo, e mesmo que tenha guarda-costas, isso não garante que você esteja totalmente seguro.

– Mas eu sou um Breeder. Eu não deveria...

– Bilbo? Você quer ou não quer ter aulas?

– Sim! – Respondeu rapidamente – Eu sempre quis ter. Mesmo que um hobbit não seja um guerreiro por natureza, mas sim, eu gostaria de aprender e ser útil!

– Bom. — O primeiro rei assentiu com a cabeça – Depois veremos como irá se organizar o seu horário...

Bilbo sentiu seu coração ficar leve, estava feliz. Thorin não o estava tratando como uma “mulher” e isso o alegrava muito. Além disso, ele o tinha defendido e também ao seu reino.

“Ele não é nada do que imaginei.” Sentiu uma certa culpa por ter pensado que seria um bruto e sem-coração.

– Thorin... — Sussurrou baixinho, fazendo o rei abaixar os olhos para encará-lo.

– O que?

– Eu queria agradecer. Por, bem, ter me defendido. Foi muita gentileza sua! Eu não estou acostumado a ter alguém que faça isso. Eu sempre tive que me defender sozinho. Quando meus pais morreram, não tinha mais ninguém que eu pudesse me apoiar, e além disso meu pequeno primo Drogo precisava de minha proteção; acabei me acostumando a lidar com os meus problemas sozinho.

– Eu não sou muito diferente de você... – Sussurrou Thorin, o que fez Bilbo fitá-lo confuso. Mas antes que pudesse perguntar, o anão parou de dançar – Eu aceito as suas desculpas.

– Você deveria também se desculpar. — Acrescentou Bilbo, afinal, não tinha ainda esquecido sobre o primeiro encontro deles.

– Pelo quê?

– Ora, por ter sido bruto, dizendo que eu sou seu!

– Mas eu não estava mentido, Bilbo. Você é meu! – Falou com aquele tom possessivo que lhe era característico – Não estava sendo bruto, só falando o óbvio. Todos devem saber a quem você pertence. – Nisso, sua mão tocou o broche com o símbolo de escudo que Bilbo detinha no final de sua trança. Seus olhos se focaram nos do menor que, por sua vez, engoliu em seco – E eu me lembro muito bem que você também disse que eu era seu.

Bilbo ficou corado completamente com aquela afirmação. Abriu e fechou a boca sem saber o que dizer.

“E-eu só queria fazer ele provar do próprio remédio. Eu não esperava que ele iria me beijar ou até gostar!” Pensou desesperado.

Thorin aproveitou o momento para roubar mais um beijo do menor. Nunca se cansava de fazer aquilo, adorava o gosto adocicado dos lábios e boca de Bilbo... Era viciante.

– Hum... — Bilbo gemeu baixo fazendo o anão rosnar. Queria sentir e ouvir mais daqueles gemidos.

– Hummm! – Agora o hobbit dava pequenos tapinhas no peitoral de Thorin, o fazendo se afastar, contrariado.

– O que? — Bradou Thorin.

– Esqueceu que estamos em público? – Perguntou ofegante e embaraçado. De fato, por alguns momentos eles tinham esquecido onde de fato estavam: ainda no salão, rodeados por todos os anões de Erebor.

– Já beijamos em público antes. — Thorin não parecia importar com a audiência – Já se esqueceu da nossa cerimônia de casamento?

– Sim, mas... Eu não gosto muito disso. Todos estão olhando!

O rei anão suspirou longamente, mas depois sorriu. Bilbo não gostou nem um pouco daquele sorriso.

– Mas se for em um local fechado, fora do olhar dos nossos súditos, está tudo bem?

Antes que Bilbo pudesse responder, se sentiu puxado para o colo de Thorin.

– O q-que pensa que está fazendo? – Reclamou esperneando, porém o primeiro rei nem parecia se importar com as tentativas inúteis do hobbit de escapar.

– Te carregando.

– Mas por quê?!

– Acho que já chegou o momento de irmos para o nosso quarto.

– Não! Eu... Eu ainda quero dançar e... — Agora Bilbo estava nervoso. Não sabia que desculpa poderia dar ao outro.

– Bilbo... Se ficarmos aqui eu irei beijar mais e mais. – Falou Thorin em um tom baixo e rouco – Ao ponto de não poder mais me controlar... Eu já estou no meu limite.

Aquelas palavras e a intensidade do olhar do outro fizeram o pequeno hobbit se encolher e paralisar. O primeiro rei não estava brincando. Além disso, não podia fugir do inevitável. Tinham se casado e o próximo passo era a noite de núpcias. Pode ter negado tal fato até o momento, tentando esquecer qual seria o final daquela noite... Mas agora não tinha mais como impedir que o seu destino ocorresse.

– Então? – O anão estava impaciente esperando que o menor falasse algo que o impedisse, ou continuasse a espernear.

– Está bem. – Sussurrou quase inaudível, contrariado.

O rei sorriu e começou a andar saindo do salão. Ninguém os interrompeu; alguns até assobiaram e incentivaram, o que fez Bilbo corar ainda mais.

“Que Yavanna me ajude...”

~TKATC~

O quarto era amplo, com piso de mármore. Havia uma grande lareira com o fogo aceso, iluminando parcialmente o local. E também uma grande cama no centro. Bilbo engoliu em seco.

– Não tive tempo para colocar muitos móveis... — Explicou Thorin, colocando o menor no chão depois de carregá-lo até ali — Na verdade, acho que o quarto só precisa mesmo de uma cama e já exerce a sua função.

– Isso não é nada adequado! Um quarto tem que ser um lugar confortável, pois é onde irá restabelecer suas forças depois da jornada diária! –Começou a criticar alarmado o pequeno hobbit – Temos que mudar isso! Colocar mais móveis! Poltronas! Sofás! Uma estante de livros! – Colocou as mãos na cintura, analisando criticamente o espaço quase vazio que constituía o quarto. Thorin conteve uma risada com a atitude do menor.

– Realmente temos que mudar isso... Afinal o quarto é nosso agora. -Concordou o anão, retirando a capa e deixando que ela caísse no chão. Isso sobressaltou o hobbit, que talvez tivesse lembrando o que realmente foram fazer ali.

– S-sim, c-claro. — A luz da fogueira iluminava as feições do jovem Bolseiro, deixando explicito o rubor em sua pele branca.

Thorin começou a retirar a túnica azul que usava, enquanto Bilbo dava passos para trás. O peitoral musculoso e cabeludo do anão agora era evidente e o hobbit tentou desviar o olhar, entretanto, tal ação se tornara bem difícil.

– Bilbo... Seria interessante que você também tirasse a roupa.

– E-eu... Vou tirar sim. – Falou com a voz fraca o menor, irritado por ser manipulado daquela forma. Suas mãos trêmulas tentavam retirar a túnica que usava. Bilbo se assustou ao sentir as mãos grandes e ásperas de Thorin sobre as suas, auxiliando a retirada da vestimenta.

A túnica de Bilbo caiu ao chão. O hobbit tentava cobrir o peitoral nu com as mãos, ainda não encarando o seu marido, que estava a sua frente.

– Não devia ter vergonha de mim. — Riu o anão, acariciando de leve a bochecha completamente vermelha do outro.

– Eu não tenho vergonha. Eu só... Digo... Eu nunca fiquei nu na presença de outra pessoa que não fosse o Drogo.

– Devo ficar com ciúmes deste Drogo? – Rosnou Thorin, ao saber daquela informação.

Bilbo finalmente riu, apesar da tensão e do nervosismo que sentia.

– Drogo é meu primo. Ele é 4 anos mais novo que eu! Eu o considero um irmãozinho mais novo.

– Ah, entendi. — O anão corou levemente, se sentindo um idiota por ficar com ciúmes daquela forma. Na verdade, era a primeira vez que ficava com ciúmes.

– E-eu também nunca fiz... Algo como o que iremos fazer. — Falou baixinho envergonhado em falar sobre aquele assunto e levantou os olhos para fitar Thorin – Você já fez?

– Fiz. — Respondeu o anão – Eu já tive relações com outros humanos e anões. Mas isso foi há muito tempo e não significaram nada para mim, somente saciar a necessidade do momento. E em muitas destas situações eu estava muito bêbado para me lembrar do que de fato ocorreu...

– Ah... — Bilbo sentiu uma certa pontada em seu coração. Além de ser inexperiente, não era a primeira vez para Thorin. Isso, de certa forma, o deixou inseguro e triste.

– Bilbo... — As mãos do anão seguram delicadamente o rosto do hobbit, o levantando e forçando a encará-lo – Para mim essa é como fosse a primeira vez também. Eu não quero te machucar e temo te assustar; algo que nunca senti com relação aos meus outros amantes... Eu nunca liguei para o que eles pensavam de mim... Ou o que eles sentiam. Além disso, nunca senti tamanho desejo como eu sinto hoje.

– D-desejo? – Sussurrou Bilbo. Seu coração começou a bater rápido novamente. Suas pequenas mãos se colocaram sobre as do anão em seu rosto.

– Sim. Desde que te vi você me enfeitiçou. Quero te fazer meu! Quero te beijar, te tocar e provar de todo o seu corpo. Parece loucura, eu sei.

– Não é. Digo... — Já estava começando a ficar ofegante. Seu corpo estava reagindo de uma forma muito estranha, pois sentia calor mas ao mesmo tempo correntes elétricas frias desciam por sua espinha – E-eu... Me sinto estranho perto de você.

– Espero que seja um estranho bom... — Sorriu Thorin, aproximando-se do rosto do menor.

– É um estranho... Bom. — Concordou Bilbo em um sussurro.

Os lábios se tocaram, e novamente o beijo foi iniciado. Entretanto, ao contrário dos anteriores, este tinha maior quantidade de desejo. Thorin mordiscou o lábio inferior do menor, que soltou um gemido de dor e de prazer. O anão aproveitou o momento para adentrar sua língua naquela cavidade doce e viciante do hobbit.

Os dois, ainda sem cessar o beijo, andavam em direção a cama. Quase tropeçando nos próprios pés, Bilbo colidiu com a borda da cama, caindo sobre ela, e Thorin logo o acompanhou.

– Hum... Botas. — Reclamou o menor, entre os lábios do anão – Vai sujar a cama.

O primeiro rei se afastou, uma linha tênue de saliva unia as duas bocas ofegantes.

– Vocês hobbits se importam com coisas tão tolas. — Resmungou, enquanto retirava rapidamente as botas e as lançava para um canto qualquer do quarto. Logo voltou a beijar o menor, suas mãos navegando pelo o corpo pequeno como estivessem tentando memorizar cada canto através do tato. Chegou até a barra da calça de veludo de Bilbo e puxou delicadamente para baixo.

– Hum... — Gemeu o menor, mas não impediu as ações do maior. Bilbo afundava suas mãos na cabeleira escura de Thorin adorando acariciá-la, era tão sedosa. Thorin emitiu um murmúrio que poderia indicar que gostava daquela carícia.

A calça foi tirada, e subitamente o jovem Bolseiro pôde sentir o frio nas suas partes intimas, o deixando consciente da sua atual nudez. Corou ainda mais. Thorin se afastou um pouco, cessando o beijo, para observar o seu esposo. Corpo magro, pele alva levemente rubra devido ao embaraço, boca avermelhada e úmida indicando o beijo trocado recentemente... Os olhos desciam pelo o corpo sem pelos do hobbit, passando pela a barriga, virilha. No meio das pernas, o membro do menor estava ereto e um liquido branco escorria. Era tão delicado. Aquilo fez Thorin rosnar de desejo e luxúria.

As pernas foram cruzadas por Bilbo, que corava até as orelhas pontudas, devido àquele olhar faminto de seu marido.

– Não cubra algo que é tão belo. – Rosnou o anão, abrindo as pernas do menor, expondo novamente a visão que queria. Bilbo emitiu um gritinho surpreso.

– T-Thorin... -Arfou – I-isso... Isso não é justo.

– O que? – As mãos ásperas do maior desciam pela as pernas do hobbit, apalpando as coxas e descendo cada vez mais.

– V-você... Ainda... Tem as suas calças. E eu...

– Quer me ver nu, Bilbo? É isso? – Sorriu.

– E-eu só... — Gaguejou envergonhado o menor, mordendo o lábio inferior sem saber como se expressar – Não precisa tirar se não quiser. Tolo! –Resmungou.

– Vou conceder o seu pedido. – Os olhos de Bilbo seguiram as mãos do anão, que agora abandonaram suas pernas e seguiam para as calças evidentemente apertadas do primeiro rei. O menor engoliu em seco quando as palavras de Kili na viagem do Condado a Erebor logo vieram a sua mente. Será que era mesmo verdade?

Thorin logo retirou as calças, revelando a sua grande ereção de coloração escura e pulsante. O hobbit corou ainda mais, era realmente muito grande. Como aquilo iria caber nele? Estranhamente sentiu sua boca salivar e seu corpo tremer de excitação.

– Gostou do que está vendo?

O menor nada disse, lábios tremiam.

– Ah... T-Thorin... M-me beija. — Pediu choroso e decidido o menor. O coração do anão acelerou com aquele pedido fofo. Quem era ele para negar? Desceu sobre o corpo do menor, o beijando. Bilbo o abraçou, seus corpos se chocaram. Podiam sentir o bater do coração de ambos, quase que em sincronia. Rápidos e fortes.

Thorin movimentou o quadril, colidindo as ereções, o que gerou gemidos por parte do menor. Aquele atrito era como uma espécie de choque elétrico que se propagava por todo o corpo do pequeno hobbit. O anão continuou a se movimentar e Bilbo, aos poucos, começou a acompanhá-lo. A sensação que sentia era deveras boa. O calor que sentia em seu corpo aumentava ainda mais.

– Você é tão lindo, Bilbo – Falou Thorin ao seu ouvido. As palavras ditas na língua dos anões pareciam tão fortes, que causavam arrepios no menor.

– T-Thorin... — Murmurou.

A cama começou a se movimentar em consonância com o casal. Bilbo gemia cada vez mais alto. O anão estava adorando as expressões de prazer que o menor fazia. Beijou o seu pescoço e mordiscou, deixando marcas vermelhas e roxas ao longo da pele branca.

– A-ah... Thorinachoquetenhoqueiraobanheiro! — Tropeçou nas palavras quando conseguiu forças para dizê-las. Thorin ignorou a fala de Bilbo e continuar a se movimentar, agora mais rápido e quase animalesco.

– Algo vai sair... — Murmurou assustado o menor. Nem conseguira terminar de falar, quando chegou ao seu limite e acabara por gozar. Um líquido branco sujou ambos os corpos. Thorin sorriu ao sentir o liquido quente advindo de seu esposo.

– Você nunca ejaculou antes? – Perguntou o anão, vendo a confusão nos olhos verdes de Bilbo enquanto este observa o líquido.

– E-eu... Nunca... Bem, eu não tive... Oportunidades. — Disse envergonhado. Seus pais morreram quando ele ainda era um adolescente, além disso, com o Condado em guerra constante contra os orcs, não tivera oportunidade de “aprender” sobre essas coisas.

– Sou seu primeiro... — Sorriu o anão, acariciando o rosto avermelhado do outro – Não sabe como isso me deixa feliz.

– Tolo. — Resmungou embaraçado o hobbit abaixando os olhos; grande erro. Além de notar o líquido branco sobre o seu corpo, pôde notar o membro ainda ereto do anão. – T-Thorin, você...

– Ainda não acabou. – Falou o anão simplesmente, se afastando do menor e indo para o criado-mudo ao lado da cama, abrindo a gaveta. Retirou um pequeno pote com um líquido transparente dentro.

– O que é isso?

– Um óleo... Vai diminui a dor.

– Dor? – Bilbo ficou assustado.

– Não se preocupe, serei gentil. Prometo!

Bilbo apertou um dos travesseiros contra o seu corpo.

– Promete mesmo?

– Sim. O que mais quero é te proteger. E quero que sintas prazer... Não vou mentir, irá doer no começo, mas vai sentir prazer também.

O hobbit inspirou fundo e depois expirou.

– Se doer muito... Eu juro que você dorme fora do quarto! – Falou o menor, com olhar irritado.

Thorin não pode conter a risada.

– Como quiser, meu rei... — Sorriu ao ver um biquinho formado nos lábios rosados do seu esposo – Devo te pedir para virar de costas... E ficar de quatro na cama.

– Hã? Por quê?

– Essa posição doí menos.

Bilbo não precisou ser falado duas vezes. Logo se virou e ficou de quatro, empinou a bunda e escondeu o rosto no travesseiro, envergonhado com a posição. Já Thorin, estava adorando aquela visão. O bumbum fofo e empinado de Bilbo a sua disposição; o que mais poderia desejar? Acariciou a pele branca e deu um tapa de leve, vendo o local ficar avermelhado.

– Ah! T-Thorin! – Reclama.

– Lindo – O anão agora deu um beijo de leve no local batido e depois lambeu; desta vez Bilbo não reclamou, ao invés disso gemeu baixo, abafado pelo o travesseiro.

O primeiro rei continuou a beijar o local descendo para o espaço entre as nádegas. Bilbo estremeceu quando sentiu a língua dele passar de leve em sua entrada.

– A-ah... — Suas pernas tremiam. Aquilo era tão estranho e ao mesmo tempo tão bom.

A língua adentrou em seu interior.

– Ah, Thorin! – Gritou surpreso. Seu membro começou a ficar ereto novamente. O anão não parou de chupá-lo. Como ele poderia sentir tanto prazer de um local como aquele? Se Bilbo não estivesse tão imerso no prazer estaria morrendo de vergonha.

O anão parou o que fazia, mesmo que estivesse se deliciando com os gemidos constantes de Bilbo, precisava de mais.

– Ah? – O segundo rei se virou de relance, parecia irritado por Thorin ter interrompido o ato.

– Shh... Não se preocupe. logo terá algo bem mais gostoso dentro de você, meu hobbit... — Disse o rei, abrindo o pote e pondo o líquido pela pequena passagem.

– A-ah... F-frio... — Choramingou

Thorin massageou a entrada com o liquido, com cuidado adentrou um dos dedos no interior do menor, o que resultou em mais gemidos de Bilbo.

“Frio...” Pensou o jovem Bolseiro quando sentiu o líquido adentrar no seu interior, contudo, logo depois uma onda de calor se iniciou.

– T-Thorin... Quente... Me sinto quente!

– Parece que Oin colocou um pouco de afrodisíaco — Observou o anão, continuando a penetrá-lo com os dedos, fazendo um movimento de entrada e saída vagarosamente.

– Ah, T-tho... AH! – Gemia o hobbit. Aquilo era tão bom.

– Tsc... Sinto muito, mas...Não posso aguentar mais! Você é tão lindo e me provoca demais – Rosnou o anão, retirando bruscamente os dedos do interior do outro. Bilbo ficou confuso novamente pela a falta do prazer que estava sentindo momentos atrás. Thorin jorrou o resto do liquido em seu membro pulsante.

– Thorin? – O menor perguntou estranhando a demora.

– Bilbo... – Arfou o anão, se posicionando na entrada do hobbit e começando a penetrá-lo. Bilbo mordeu o lábio inferior ao sentir algo grande adentrando dentro de si. Felizmente não doeu tanto, deveria ser devido ao líquido, contudo era muito desconfortável. Thorin continuou a penetrá-lo, esperando que aos poucos Bilbo se acostumasse com o seu tamanho. Por fim, tinha adentrado completamente.

– Perfeito... – Arfou novamente o anão. De fato era a perfeição, podia sentir o interior de Bilbo o comprimindo, aconchegante. Thorin tinha que se controlar para não começar a se mover e estocar brutalmente o menor.

– Bilbo... Estás bem? Eu... Vou me mover...

– M-Mover? – Sussurrou Bilbo, ofegante.

– Sim. Assim – Nisso, movimentou-se, saindo e entrando no menor para exemplificar o fato. O pequeno hobbit gritou de prazer. Aquilo só serviu de incentivo para Thorin continuar e assim ele o fez; começou a estocar no interior do hobbit, de início devagar, e depois rapidamente. A cama remexia em sincronia.

– Y-Yavanna... — Arfou o hobbit choroso. Lágrimas rolavam dos seus olhos enquanto sentia imenso prazer; nunca tinha imaginado que poderia ser algo assim.

– Mahal... – Rosnou Thorin, puxando o quadril de Bilbo para próximo de si e o penetrando ainda mais profundo. Bilbo gritou sentindo algo dentro dele ser pressionado.

– Encontrei o seu ponto... – Disse o anão, agora concentrando suas ações naquele determinado ponto recém descoberto.

– N-não... Não dá — Choramingou o hobbit – D-de... De novo... V-vai sair. Eu... tenho que...

– Eu também. – Um das mãos do anão buscou o membro ereto e gotejante do menor e começou a masturbá-lo.

– T-Thorin...

– Isso... Grite o meu nome.

– Thorin! – Choramingou o menor. Estava chegando ao seu limite, e o anão podia sentir isso também, pois o interior de Bilbo começou a comprimi-lo ainda mais.

– Go-gozar... — Arfou.

Goze para mim, Bilbo! – E assim o fez. O pequeno hobbit ejaculou nas mãos do primeiro rei e este, após mais algumas estocadas, derramou seu gozo no interior do seu esposo.

Thorin caiu por cima de Bilbo, exausto. O menor pareceu não se importar, pois ele mesmo estava tentando recuperar o fôlego. Os únicos sons no quarto eram a respiração ofegante de ambos e o crepitar das chamas na lareira.

– Bilbo... — Chamou o primeiro rei mas não obteve resposta. Logo o anão saiu de dentro do menor e deitou ao seu lado. o abraçando. Notou que o hobbit tinha adormecido. Thorin suspirou e não pôde esconder o sorriso em seus lábios. Aquilo tinha sido muito além do que tinha sequer imaginado. Não fora satisfação unicamente devido ao sexo, mas algo dentro dele tinha despertado... Era algo novo e ao mesmo tempo gratificante.

Seus olhos começaram a ficar pesados. Desde da conquista de Erebor passava a maior parte das noites acordado trabalhando; queria recuperar o seu lar, ajudar o seu povo, sentia-se inquieto. Que apesar de anos buscando reconquistar a sua terra, a morte do dragão não fora o suficiente... Faltava algo que fizesse Thorin realmente chamar aquela montanha de lar. Estranhamente, com a chegada de Bilbo esse sentimento começou a aflorar. Se sentia relaxado e seguro como há muitos anos não sentia.

Finalmente desistiu de lutar e se entregou ao sono.

“O que é isso que sinto...?” A pergunta se perdeu em sua mente quando esta mergulhou no mundo dos sonhos.

Notas finais
Os dois ainda não sabem ainda se estão apaixonados ou não... Eles aos poucos vão descobrir seu sentimentos ao longo dos outros capítulos. Tenho que responder aos comentários kkk Eu leio todos mas tenho que responde-los também!