Notas iniciais
Lady: não vou nem pedir desculpas pelo atraso. ayooo chimichangas! notinha: nathy vai pegar umas férias deliciosas aqui no Br por três semanas. pode ser a possibilidade de novos capítulos - ou não :D só sei que, depois da demora, temos esse capítulo novo e mais um de Gamer Love! c:

Fili inspirou profundamente e expirou. Estava diante da porta do quarto de seus tios, ou seja, de Thorin e Bilbo. Não estava com medo de encontrar com seus parentes, apesar de durante a semana tê-los evitado; o que sentia era algo mais complicado. Sabia o quanto seu tio, o primeiro rei, estava defendendo-o no conselho — isso o deixava cheio de culpa e ressentimento. Além disso, acreditava que era ele quem devia enfrentá-los, demonstrar que não é por que amava um elfo que o tornava menos apto em ser o príncipe regente. Contudo, a verdade é que ainda não tinha coragem o suficiente... Temia fazer alguma besteira e que como consequência prejudicasse não só seu romance com Legolas, mas também toda a sua família. Quando foi que começou levar a sério sua função de príncipe herdeiro? Meses atrás estava aprontando travessuras com seu irmão e nem ligava muito para o que pensariam de si e as consequências... Aquela viagem ao Condado o mudou. Não... O amadureceu. Queria ser digno de ficar ao lado de Thorin, como também ao lado de Legolas, infelizmente ainda não acreditava que fosse forte e benemérito o suficiente.

– Então... Vai ficar encarando a porta pelo resto da tarde? – Inquiriu, já sem paciência, Kili – Se tens medo...

– Eu não tenho medo! – Resmungou, aborrecido.

– Frerin é fácil de lidar, principalmente quando não está chorando. – Comentou o príncipe mais novo – Bem, às vezes ele pode vomitra e fazer xixi em você, mas...

Sentiu uma pontada de culpa, afinal naquela semana não visitara o seu priminho; enquanto o seu irmão, era evidente que estava bastante presente exercendo o seu papel de “babá”. Kili estava tagarelando sobre as suas experiências com o novo príncipe Durin, relatos que não estimulavam Fili a se engajar na tarefa de cuidar do bebê. Já estava a ponto de fugir quando a porta se abriu subitamente. Um cheiro forte dominou o ar... Um cheiro de...

– Vou levar as fraldas para lavar! – Anunciou Drogo, que carregava uma cesta repleta de fraldas nada limpas. O hobbit nem tinha visto os dois príncipes na entrada – e nem poderia, já que sua visão estava obscurecida pela a pilha de fraldas – Ops... Perdão!

O jovem Bolseiro colidiu com Fili e Kili, deixando que algumas fraldas caíssem sobre os anões.

– Oi! – Disse o moreno, já se prontificando em ajudar o hobbit, nem ligando pelo fato de estar com panos sujos sob a roupa – Bom dia!

– Er... Bom dia, perdão... Digo... Eu não os vi! Sinto muito! – Corou o menor.

– Está tudo bem — Forçou um sorriso, Fili, ao passo em que retirava os tecidos sujos de si. Seu priminho conseguia sujar tantas fraldas assim? Em um só dia? Quis ignorar o terror que sentiu naquele momento.

– Os servos tinham levado algumas roupas para lavar e se esqueceram de um cesto, então... – O hobbit se explicou ainda embaraçado e muito vermelho.

– Ótimo! Sabes aonde é a lavanderia? – Inquiriu Kili, pegando o cesto das mãos do hobbit.

– S-sim, acho que sim, mas... Kili, eu posso muito bem levar sozinho! – Fez biquinho.

– E perder a oportunidade de te acompanhar nessa grande aventura? – Piscou o príncipe, maroto.

Aventura? Buscar a lavanderia? – Drogo deixou que um sorriso se exibisse em seus lábios.

– Oh, sim! Ao menos que não queria ficar a sós comigo?

– Mesmo em meio a fraldas fedorentas?

– Eu já me acostumei com o cheiro... E, ficando ao seu lado, nem ligo para qual tarefa tenho que fazer. Por mais suja e desagradável que seja.

– Isso era para ser um tipo de flerte, para me conquistar? – Apesar do tom de voz não ter saído como o planejado, o rosto de Drogo denunciava as sobrancelhas franzidas.

Kili exibiu um grande sorriso.

– Talvez... E estou conseguindo?

– Veremos. – O hobbit piscou um olho e, já começando a andar, buscando sair do corredor. Kili o seguiu prontamente com um imenso sorriso bobo estampado no rosto.

Fili rolou os olhos por se sentir um intruso naquele “momento íntimo”. Esperava que não fosse tão meloso assim ao lado de Legolas... Sentiu outra pontada no peito — saudades. De certa forma, sentia ciúmes por seu irmão estar tendo a oportunidade de flertar e estar do lado da pessoa que gostava, sem precisar se preocupar com olhares críticos de outros anões.

– Fili? – A voz de Bilbo fê-lo sobressaltar, o segundo rei o estava observando da porta – A que devo a honra de sua visita? Já estava ficando preocupado... Não aparecia nas refeições e ao menos vinha para tomar o chá das quatro. Não precisa ser um gênio para saber que você está nos evitando. Eu até entendo você evitar o seu tio Thorin, sei que não quer ter aquela conversa sobre o Legolas com ele, mas evitar a mim? Isso eu não entendo!

Fili engoliu em seco. Já tinha visto Bilbo irritado algumas vezes, principalmente em relação ao seu tio e sabia o quanto o hobbit podia ser assustador. Talvez o poder do segundo rei só fosse comparado ao de sua mãe, princesa Dís, quando esta ficava furiosa.

– Desculpe... – Disse em um sussurro. Culpa e embaraço o dominavam, não devia se sentir tão incapaz e inseguro daquele jeito. Mas, infelizmente, sentia como se tudo escapasse por seus dedos — Legolas ter ido embora, as críticas constantes do conselho, os olhares curiosos e julgadores do seu povo. O que podia fazer? Fugir? Como seu próprio irmão enfatizou, seria total idiotice.

Bilbo o abraçou de súbito e o gesto pegou o príncipe desprevenido, de modo que o anão não soube muito bem como corresponder.

– Está tudo bem. Lembre-se de que somos uma família. Estamos aqui para te apoiar e proteger. Não precisa carregar todo esse peso em seus ombros.

Fili sentiu lágrimas nos olhos, mas forçou para que elas não vertessem além, afinal, se o seu irmão ou qualquer outro membro da companhia o visse desta forma seria alvo de piadas. Um guerreiro anão não demonstra fraqueza!

– Eu realmente sinto muito. Não devia ter me afastado e... Eu fui um total idiota. – Murmurou, e suas mãos finalmente tomaram iniciativa de abraçar o hobbit.

– Parece que ser idiota é algo que herdou de seu tio. Na verdade, parece que os Durins machos compartilham dessa característica. Não precisa se sentir mal por causa disso. Culpe seus ancestrais!

O príncipe anão soltou uma baixa risada.

– Você sabe que Frerin também é um Durin, não é mesmo?

– Que Yavanna interceda sobre o meu filho para que ele não herde isso! Creio que o fato de ele ser parte Bolseiro irá salva-lo.

Nisso o abraço foi desfeito, Bilbo deu um grande sorriso e Fili, instintivamente, correspondeu.

– E o que está esperando? Entre! – Mandou, dando espaço para que o outro, por fim, adentrasse no quarto do casal real.

Oh! Príncipe Fili! – Uma voz infantil o surpreendeu, olhou para baixo e logo percebeu a presença de Gimli, que o observava sorridente e segurando um biscoito de chocolate.

Gimli? O que está fazendo aqui? – Perguntou na língua dos anões, tendo em vista que o garoto não sabia muito bem falar a língua comum.

Não soube? Sou o protetor do príncipe Frerin! Sou o seu guarda! – Disse estufando o peito, todo orgulhoso.

Fili olhou de relance para Bilbo em busca de confirmação, mas o hobbit só sorriu e assentiu com a cabeça.

– Eu pensei que você deveria ficar de guarda e não comendo os biscoitos que acabaram de sair do fogo.

Gimli olhou para o biscoito meio comido que tinha na mão e rapidamente o escondeu atrás de si.

Frerin está seguro. Eu estava... Verificando o peri... Perim...

– Perímetro. – Ajudou Fili, já risonho. O garoto devia prestar muita atenção nas conversas de seu pai, Glóin, e outros anões da guarda. Todavia, será que ele sabia o significado daquelas palavras?

Isso! – Sorriu, os dentes sujos de chocolate ficaram a amostra.

– Oh! Céus... — Bilbo rolou os olhos – Só não “verifique o perímetro” perto da cozinha, sim? Senão, não teremos biscoitos o suficiente para o chá!

Gimli mordeu o lábio inferior, talvez se sentindo culpado por sua “falta de profissionalismo” como guarda real de Frerin. Bilbo lhe deu um cafuné afetuoso.

– E, lembre-se, deve falar a língua comum! Esse foi o trato, seu pai só te deixou aqui para... “Trabalhar” como guarda, se você estivesse estudando a língua comum. Para isso, deve treinar.

– S-sim. – Falou o menor, com certa dificuldade.

O segundo rei riu.

– Pode comer o seu biscoito.

Gimli, avidamente, pegou o seu tesouro escondido e enfiou inteiro na boca. Bilbo balançou a cabeça em desaprovação; ensinar a um anão boas maneiras parecia ser uma tarefa praticamente impossível.

– Venha, Fili. – Chamou. Bilbo estava se encaminhando para uma porta lateral, construída recentemente que interligava o quarto dos reis ao quarto do bebê, logo ao lado.

Um choramingo fora ouvido. Fili logo identificou seu priminho, deitado em no berço entalhando por Thorin; sabia disso por ter ajudado o tio nessa tarefa. O quarto era bastante aconchegante. Havia pilhas de brinquedos nos cantos, provavelmente presentes dos membros da companhia. Contudo, Frerin parecia se concentrar no dragão de pelúcia que segurava com suas mãozinhas gordas.

– O que foi, bebê? Ficou chateado por ter sido deixado de lado por seu guarda real? – Provocou o hobbit.

– Eu não o d-deixei de lado! – Se defendeu Gimli, fazendo biquinho.

– Lógico que não. – Riu Bilbo indo amparar o filho, mas logo paralisou e lançou um olhar a Fili.

– Bem, acho que é a sua vez e cuidar dele.

– Hã? C-como assim? – Gaguejou.

– Frerin acabou de tomar um banho, precisa ser vestido. Creio que você é perfeito para o trabalho!

Fili abriu e fechou a boca sem saber o que dizer; era aquilo que ele mais temia.

– Ora, não seja dramático. É algo bem fácil! – Bilbo o puxou pelo o pulso, o forçando se aproximar do berço. O bebê estava envolvido com uma manta alaranjada, seus cabelos negros estavam úmidos. O seu priminho se remexia todo, bastante ativo.

– Er... Eu nunca... Fiz algo assim antes...

– Então, essa é uma ótima oportunidade para aprender.

Fili engoliu em seco — sabia que não tinha escapatória, estava encurralado.

– O que eu devo fazer? – Inquiriu por fim, resignado.

– Primeiro tire a manta. Vou pegar o casaco e as fraldas para você.

Parecia ser uma tarefa simples. Ele era um anão guerreiro, príncipe de Erebor; vestir um recém-nascido não deveria ser um encargo difícil. Com cuidado, retirou a manta. Frerin parecia não ter gostado muito, afinal sua fonte de calor fora retirada. O bebê começou a chorar... Ou a gritar. Fili não sabia muito bem, tendo em vista o quão forte eram as cordas vocais do principezinho.

– E-ei... Não chore... — Fili o pegou no colo e começou a balançá-lo devagarzinho. O que deveria fazer? Estava quase entrando em pânico. Todavia, uma antiga lembrança ressurgiu em sua mente. Uma canção...

Começou a cantar, apesar de saber que não seria muito bom nessa atividade. Para a sua surpresa, aos poucos, Frerin se acalmou.

– Então, você conhece essa música também ? – Bilbo já lhe entregava uma camisa de cor verde e uma fralda limpa – Thorin canta para Frerin quase todas as noites...

– Oh... — Fili sorriu – Tio Thorin também cantava essa música para Kili e eu quando éramos pequenos.

O príncipe colocou novamente o bebê no berço e, com certa dificuldade, colocou a camisa no pequeno. Frerin balançava os braços, afoito. Um bebê deveria ter tanta energia assim?

– Seu tio ama vocês... Disso você nunca deve duvidar.

Aquela observação meio que pegou Fili de surpresa.

– E-eu sei que ele nos ama, mas...

– Ele continuará amando, mesmo que tenhas um caso com um elfo. – Bilbo tocou levemente os ombros tensos do príncipe. Fili forçou um sorriso.

– Tio Thorin odeia os elfos... Eu devo tê-lo o decepcionado. – Tentava agora colocar a fralda. Frerin balançava as pernas, tornando a tarefa ainda mais difícil de ser realizada.

– Drogo me contou sobre a sua jornada. Você foi um líder; Thorin não pode sentir decepção, e sim, orgulho.

– Mesmo assim... Eu me sinto um inútil. Por minha culpa, Tio Thorin está tendo problemas com o conselho.

Bilbo deu uma risada seca.

– Uma coisa você tem que ter certeza: seu tio sempre terá problemas com o conselho! Quanto a isso, não precisa se culpar... Se você quer ser útil, pare de fugir de sua responsabilidade. És o príncipe herdeiro, seu tio o escolheu como seu sucessor! Mostre a todos que o primeiro rei não te escolheu em vão!

Fili sentiu uma estranha energia o preenchendo e a apatia que sentia antes fora substituída por um desejo de luta. Queria provar o seu valor. Não podia ser só um observador de tudo que ocorria, teria que intervir, teria que participar.

– Sim, você está certo. Mas... – Em parte, o conselho de Bilbo o ajudaria a lidar com os anões de Erebor, mas e quanto aos elfos de Mirkwood?

– Recebeu alguma notícia de Legolas? – O primeiro rei deveria ter algum tipo de poder sobrenatural, pois conseguiu facilmente ler as preocupações de Fili.

– Já faz uma semana que ele se foi... Uma semana sem nenhuma informação. Legolas não iria me deixar nesta apreensão, iria arranjar um jeito de mandar notícias! Sei que faria! Se até agora ele não mandou...

–... Algo deve ter acontecido, não é mesmo? – Bilbo assumiu uma postura pensativa, talvez analisando a situação e pensando em uma solução. Enquanto isso, Fili terminava de vestir o principezinho. Sentia como tivesse cumprindo uma grande missão, tal como a eliminação uma frota de orcs. Será que deveria se sentir tão feliz assim por ter conseguido vestir um bebê?

– O que devo fazer? – Perguntou, ansioso. Se alguém poderia encontrar uma solução, esse alguém seria o segundo rei. Porém, o momento de raciocínio fora interrompido com a abertura abrupta da porta do quarto principal.

– Bilbo! Adivinha o que, ou melhor, quem eu trouxe!? – Era a voz de Dwalin.

– Shhh! Não fale assim tão alto, pode acordar o bebê! – Agora era Ori que falava.

Bilbo rolou os olhos. Anões não compreendia a necessidade de bater na porta e anunciar a sua presença antes de invadir um local que deveria ser privado.

– Vamos continuar essa conversa daqui a pouco... – Disse, se direcionando para a origem daquela algazarra.

Fili o acompanhou, com Frerin em seu colo.

Dwalin trazia consigo Kili e Drogo. Os dois jovens estavam corados e abaixaram os olhos quando Bilbo os encarou.

“Oh... Estão encrencados.” Pensou o príncipe mais velho com um meio sorriso no rosto.

– Nós não estávamos fazendo nada de errado! – Kili começou a se defender – Só levávamos as fraldas sujas de Frerin para a lavanderia!

– Ah! E por acaso a lavanderia era em seu quarto, vossa alteza? – Dwalin disse com um tom divertido. As sobrancelhas de Bilbo arquearam e logo se voltaram para Drogo que no momento mordia o lábio inferior, evidentemente embaraçado com a situação.

– Estávamos só pegando um pequeno desvio. – Deu os ombros, como fosse a explicação mais lógica.

– Drogo? – O primeiro rei ignorou os comentários do anão – O que realmente ocorreu?

– E-eu... Só... Não fizemos nada sério. – Admitiu baixinho.

– Isso! – Interveio Kili – Só foi um beijo...Ou dois...Ou três...-Riu nervoso.

“Meu irmão é um idiota...” Pensou, acabando por se sentir envergonhado também pela atitude de Kili, que definitivamente deveria aprender a ficar quieto. Drogo parecia compartilhar de essa opinião, pois lançou um olhar mortal para o amante e ainda lhe chutou a perna, arrancando um grunhido do mesmo.

Bilbo negou com a cabeça e massageou a testa.

– Eca! Beijo é nojento! – Opinou Gimli, que detinha na mão mais outro biscoito.

– Nem é tanto assim... Na verdade é algo maravilhoso. — Falou Ori. Isso surpreendeu a todos, que se voltaram para o tímido bibliotecário que corou, tal como um tomate.

Dwalin exibiu um estranho sorriso de satisfação.

– Yavanna me dê paciência... — Suspirou Bilbo – O que mais falta ocorrer?

Aquela pergunta era para ser retórica, mas foi respondida com a entrada triunfal de Thorin. O primeiro rei estava literalmente bufando de raiva.

– O que todos estão fazendo aqui? – Perguntou, confuso – Enfim, não importa! Tenho que me arrumar... — Rangeu os dentes – Onde está minha coroa?

– Pode esperar um pouco, senhor Escudo-de-Carvalho. Posso saber para que todo esse alvoroço? – Perguntou o hobbit, colocando as mãos na cintura.

– Você também tem que se vestir. Terá que comparecer. Na verdade, toda a família real tem que comparecer. – Resmungou, parecia uma criança mimada que fora forçada a fazer algo que não queria.

– Para que ocasião? – Insistiu Bilbo.

Elfos... — Falou com desprezo – Uma comitiva élfica, vinda de Valfenda.

– Lorde Elrond! – Disse alegre Drogo, mas logo abaixou os olhos ao ver a expressão irritada de Thorin.

– Certo, certo. Pode parar com esse drama! Lembre-se do que eu disse sobre ser cordial com nossos aliados e visitantes? Isso inclui ser educado, simpático e, por Yavanna, tente não rosnar ou falar palavrões na língua dos anões na frente deles.

Thorin rolou os olhos. Fili e Kili suprimiram uma risada.

– Agora, vá tomar um banho e...

– Banho? – O primeiro rei agora parecia horrorizado – Eu não preciso...

– Não pense em discutir comigo, Thorin!

Resmungando, o rei anão se dirigiu ao banheiro, mas antes se voltou aos sobrinhos.

– Vão se arrumar também, eu disse que toda a família real tem que comparecer! – Seu olhar se reteve em Fili – E eu soube que, antes, essa mesma comitiva passou por Mirkwood... Quem sabe trazem alguma notícia. Não que eu me interesse pelas fofocas élficas.

Fili sentiu uma excitação incontrolável tomar conta de si. Isso significava que poderia ter notícias de Legolas!

– Obrigado, tio — Falou, exibindo um sorriso.

– Que seja. – Resmungou, voltando para o banheiro e fechando a porta fortemente atrás de si.

Bilbo sorriu e depois piscou para o príncipe anão. Fili devolveu o sorriso. Seu tio o estava apoiando! Isso era um grande alívio.

Notas finais
Lady: MDS QUEM QUER DWORI NAO SOU SÓ EU NEEE