Notas iniciais
Ola, Bem, realmente estou inspirada para escrever essa história! Não sei por que, mas não vamos reclamar, não é? Obse: Em negrito é a linguagem dos anões!

– Isso não deve estar certo! – Resmungou Bilbo, levantando a coroa que caiu de sua cabeça e cobriu os seus olhos. Ela era muito grande, sempre estava escorregando e isso o incomodava. Depois da cerimônia de casamento, quando Thorin finalmente parou de beijá-lo, houve a cerimônia de coroação. Agora era oficial: ele era o segundo rei de Erebor, com direito a coroa e tudo mais.

– Não se preocupe... Depois eu irei diminui-la. – Sussurrou Thorin ao seu lado, este que parecia conter o riso toda vez que a coroa caia sobre os olhos do menor. Afinal, de certa forma era fofo observar o seu esposo ficar irritado com coisas triviais. O rubor em suas bochechas, seu olhar impaciente, e toda vez que se assustava quando a coroa escorregava... Isso era adorável.

– Tsc. Será que eu não posso ficar sem ela? Horas atrás... Quando você adentrou naquela sala quando eu estava me trocando, fingindo que era um servo, reparei estavas sem coroa! – Continuou a resmungar o menor.

– Eu não estava fingindo ser um servo! Um rei não tem que usar uma coroa o tempo todo, somente em ocasiões especiais, tal como cerimônias e festas formais. Feito esta! – Explicou, indicando o grande salão em que se encontravam. Tratava-se de uma área formada por um piso de dois níveis, onde o mais baixo se concentrava o povo de Erebor, sentados em longas mesas repletas de comida e bebida. Festejavam a coroação e o casamento com canções, se embebedando, dançando, fazendo guerra de comida... Ou seja, sendo anões em todos os sentidos. O segundo piso, localizado um pouco acima do primeiro, se encontravam os nobres e ricos membros de Erebor, estes que continham mais a sua animação. Bebiam em suas taças e pouco comiam; Bilbo sentia que eles não estavam nada felizes com o acontecimento.

– E quando esta festa vai acabar? – Perguntou, segurando a coroa em sua cabeça para impedir que ela caísse.

– Logo. A não ser que queira já se retirar para o nosso quarto, para a nossa noite de núpcias. — Provocou Thorin, vendo o rubor se espalhar no rosto do menor.

– E-e-eu... Quero ficar mais tempo na festa! Aliás, estou com fome! –Anunciou nervoso, abaixando os olhos e esquecendo a coroa, que novamente caia.

O rei anão conteve uma risada, afinal, seu esposo o divertia. Era estranha aquela sensação, de certa alegria e relaxamento. Mesmo que tenha conhecido Bilbo há poucas horas, sentia que podia relaxar perto do menor. Talvez fosse algum tipo de magia dos Breeders? Ou uma habilidade especial dos Hobbits por serem pequenos e fofos... Além de atraentes?

“Pare de pensar essas coisas, Thorin Escudo-de-carvalho!” Pensou irritado consigo mesmo. Tinha que se controlar, pelo menos por enquanto...

– Vamos comer algo e...

Majestade! Minhas felicitações! – Um anão de barba cinzenta se aproximou do casal. Apresentava muitas joias; cada dedo tinha mais de um anel, havia broches em seus cabelos e barbas, de ouro e de prata. Bilbo achou aquilo muito ostentador, afinal aquele anão tinha mais joias que Thorin!

– Glorin... – Acenou Thorin para o anão. O hobbit não gostou muito do fato do outro anão nem sequer parecer notar a sua presença.

Hoje, sem dúvida, foi um dia memorável para Erebor! Nossa primeira festa, também... Afinal, desde que retomamos essa montanha, nem tivemos tempo para uma festa como essa! Uma pena! – Falou o anão em Khuzdûl. Aquilo estava irritando ainda mais o jovem segundo rei. Será que ele estava fazendo de propósito, sabendo que ele não deveria saber a língua sagrada dos anões?

“Bem, pior para ele... Porque eu entendo o que está dizendo!”

Não fizemos uma festa porque Erebor estava praticamente destruída, sem falar que perdemos muitas vidas para reconquistá-la. Poderíamos comemorar quando pudéssemos nos restabelecer... Conquistar Erebor só foi o primeiro passo para uma longa jornada de reerguer o reino dos anões! – Thorin parecia meio cansado em dar aquela explicação. Como poderiam festejar sobre uma montanha parcialmente queimada, cheia de cadáveres novos e antigos? Aquilo não fazia sentindo.

Ora sim, mas... Enfim, o que importa é que podemos comemorar! Além da festa, conseguimos algo muito maior... – Nisso, o anão lançou um olhar rápido sobre Bilbo, este se viu confuso. O que ele queria dizer com aquilo?

Thorin olhou para o seu hobbit e depois para o anão.

O que quer dizer com “conseguimos algo maior”? – Perguntou, como se estivesse lendo as dúvidas que passavam na mente de Bilbo.

Ora, Majestade, eu até devo dizer que não apreciava muito em restaurar essa “aliança”. Afinal, você sabe que minha família é comerciante e nós pensamos muito antes no custo e benefício financeiro antes de tomar qualquer decisão. Então, sinceramente, ajudar um reino que estava praticamente arruinado só iria causar prejuízo!

Bilbo puxou levemente o manto de Thorin. Nem tinha notado que sua mão segurava a capa do primeiro rei, mas aquela ação — o fato de apertar o tecido entre os seus dedos e fechar o punho — era o que o impedia de dar um soco naquele anão, naquele momento. Thorin percebeu a ação do menor e levantou levemente a sobrancelha intrigado, mas sua atenção se voltou para o dito anão comerciante, que parecia que não tinha acabado o seu discurso.

Agora vejo que estava errado! Essa aliança irá nos trazer grandes lucros! O reino do Condado tem uma área muito grande que não foi explorada... Podemos aplicar a exploração de metais naquelas colinas e criar um segundo núcleo de reserva mineral, além de nossa montanha! Sem falar que, devido à localização do Condado, seria um ponto estratégico para o comércio em uma nova área da Terra Média, levando-se em conta que nossos produtos são mais consumidos pela cidade de Dale e de Esgaroth e delas partem para o resto do nosso mundo. Mas temos muitos gastos para chegar a locais mais distantes! O Condado pode ser a solução; só temos que mudar alguns anões para lá, construir um interposto comercial e lucrar!

Bilbo mordeu o lábio inferior, contendo a fúria que o dominava. Ele queria usar o Condado para seus próprios desejos ambiciosos? Quem disse que ele teria direito de escavar as colinas? Alterar o vida simplista e bucólica dos hobbits?

E quanto aos hobbits? Não acho que eles irão aceitar tais... Digamos... Mudanças. – Falou o primeiro rei, recebendo um acenar com cabeça de Bilbo, como se concordasse com a afirmação.

O que tem eles? Ora, trata-se de um povo sem ambição... Na verdade, eu não sei como sobreviveram tanto tempo aguentando os orcs. Se não fosse o fato deles terem Breeders no meio deles, acho que nem nossos antepassados teriam dado atenção. Na verdade, devemos sentir pena deles; um povo que não cresceu em termos de império, que não sabe usar armas, se prendem a terra... Coitados – Nisso, ele deu um longo suspiro e sorriu para Bilbo – Pena que a lei diz que só os da linhagem real podem se casar com os Breeders. Eles são mesmo belos, adoraria ter um para mim... Na verdade, eles até poderiam ser uma boa alternativa para os anões de Erebor, já que a maioria das anãs morreram. Um Breeder poderia servir para repovoarmos toda a montanha, só basta fazer ele deitar com cada um de nós. Se as lendas com relação a fertilidade deles for verdade, lógico...

“Agora foi demais! Esse anão, além de insultar minha raça... Teve a ousadia de...” A trilha de pensamentos dele não se findou, pois Thorin tinha dado um soco no anão a sua frente.

Todos paralisaram, a música silenciou. Vários olhos estavam voltados para eles. Bilbo engoliu em seco. Não esperava aquela relação por parte do primeiro rei...

Majestade? – Glorin estava confuso, massageando a bochecha avermelhada devido ao golpe.

Glorin, filho de Gognus. Sua família serviu a Erebor por muitos anos, eu agradeço todo o apoio de sua linhagem para reconstruir nosso reino, mesmo que... Quando o dragão invadiu a montanha, sua família foi a primeira a fugir para as Montanhas Azuis, deixando de lado seus irmãos anões que clamavam por amparo. Lógico que como um bom rei que sou, analisei essa atitude como medo e desespero. Lhes dei uma segunda chance quando os convoquei para expulsar o dragão, mesmo que vocês não tenham comparecido à batalha em si, e ao invés disso enviaram ajuda do ponto de vista financeiro, oferecendo armas e armaduras. Quando ganhamos, você, Glorin, veio ao meio encontro pedindo para que sua família retornasse a Erebor e eu aceitei. Vocês não viram o sofrimento da batalha, nem sentiram nas mãos o sangue dos nosso companheiros, mas eu respeitei isso. Eu tentei perdoar, pois é isso que um bom rei faz; tenta entender seus súditos, tenta ver o lado positivo! Mas... Esse foi o limite da minha tolerância. E eu vou falar em língua comum em respeito ao meu esposo. Eu me comprometi em restaurar a Aliança não com intuito de me aproveitar dos hobbits. Meus antecessores podem ter cometidos muitos erros, mas uma coisa eu me lembro com relação ao meu avô: ele respeitava o Condado. Achava que era dever de Erebor manter puro um dos poucos reinos em que a simplicidade ainda existia, onde não havia reis e exércitos. Viviam de forma totalmente alheia ao que acontecia em toda a Terra Média. Antes dele ser consumido pela a doença, ele falava muito da necessidade de conhecer o Condado, de passar o último de seus dias naquelas terras. Eu o admirava e respeito seus sonhos! Meus antecessores viam o Condado como um reino aliado e amigo. E eu não vou explorá-los ou tratá-los como inferiores!

Se Bilbo estava surpreso antes, agora estava totalmente sem fala. Não esperava que Thorin defendesse seu povo. Seu coração bateu forte com aquilo. Um sorriso se fez em seus lábios. Talvez estivesse errado com relação a Thorin.

– Além do mais... O seu segundo rei agora é um hobbit, e acredito que ele não gostaria de ver o seu reino inferiorizado desta forma. Ele tem autoridade de rei, tal como eu tenho. O que impede que ele te puna pela a forma que falou sobre as terras e sobre ele próprio?

Ora... Eu... – Glorin tentou buscar uma desculpa. Olhou para os lados e notou um olhar reprovativo lançado por muitos anões.

– Pare de falar em Khuzdûl! – Rosnou Thorin, que já avançar sobre o débil anão. Contudo, foi impedido por pequenas mãos que seguraram o seu braço. Notou que seu esposo o segurava.

– Eu posso entender a insegurança e até a descrença com relação a mim. -Começou a falar o hobbit – Não sou um anão, não sei muito sobre a cultura ou política de vocês... Não sei minerar, tampouco lutar. Mas como falei antes para Balin e Dwalin quando os encontrei, estou disposto a aprender! Não quero ser só um acessório bonito para ficar ao lado do primeiro rei. Quero ajudar! Vocês podem se perguntar o porquê. Erebor vai se tornar o meu segundo lar e... — Corou um pouco, virando o rosto para não encarar Thorin – Vai ser o local aonde terei meus filhos. Como não posso querer o bem estar do reino o qual irei viver e passar o resto dos meus dias? Só peço que me deem uma chance e que respeitem a minha origem como hobbit... E o Condado!

O som do bater de palmas começou a soar. O primeiro foi Balin, depois Dwalin, seguido por Kili e Fili. Logo todos os anões do primeiro andar do salão aplaudiram e lançavam gritos de incentivo. Bilbo ficou meio embaraçado com o efeito de seu pequeno discurso. Uma mão pousou sobre o seu ombro. O menor percebeu que era Thorin e o embaraço só aumentou.

– Glorin, acho que deves desculpas. — Falou o primeiro rei para o comerciante.

– P-peço perdão, Majestade...

– Não a mim.

O comerciante voltou seus olhos para Bilbo, que se sobressaltou. Podia se ver ódio e rancor neles.

– Peço perdão... Majestade. — Falou por fim, fazendo uma reverência.

– Bom. Agora saia! Não quero que a festa do nosso casamento seja arruinada por sua causa. – Ordenou Thorin. Glorin fez uma nova reverência e saiu. Pouco tempo depois, a música retornou, bem como a festa.

Bilbo suspirou. Em menos de um dia já tinha causado tantas confusões? Isso foi um recorde.

– Ainda com fome? – Sussurrou Thorin bem perto da sua orelha, fazendo o menor corar.

– Er... Bem... Sim...

– Vamos.

Os dois seguiram para perto da mesa onde estava posta uma grande variedade de comidas. Bilbo tentava esquecer o que tinha acontecido anteriormente. Não queria pensar sobre possíveis inimigos que iria enfrentar no futuro... Aquele comerciante provavelmente tinha se tornando um deles.

– Esse aqui é um dos meus especiais! Filé de javali! – Um anão bastante gordo se aproximou deles, oferecendo um prato com extremamente grande pedaço de carne. Bilbo gostava de carne, lógico, contudo aquilo era demais.

– Oh! Bombur! – Thorin saldou o amigo – Bilbo, este é o cozinheiro real.

– Ah, prazer — Sorriu o hobbit.

– É um prazer finalmente te conhecer, majestade. Mas devo dizer que precisas comer mais! Veja como é pequeno e magro! Vamos mudar isso! –Entregou o prato de filé de javali e começou enchê-lo com outros comidas na mesa, em sua maioria carne.

“Por Yavanna! Eles são carnívoros? Cadê os vegetais?” Pensou aflito, olhando de relance para Thorin, que parecia concordar com os atos do cozinheiro.

Bilbo tentava comer um pouco; pelo menos, o gosto parecia melhor que as “comidas” que Dwalin fazia durante a viagem.

– Gostou? – Perguntou Bombur, ansioso.

– S-sim... Devo dizer que tem um gosto diferente do que estou acostumado, mas gostei sim! Aliás, também gosto de cozinhar!

– Sério? Quem sabe você possa visitar a cozinha e trocar algumas receitas! Eu adoraria provar a comida do Condado! – Falando isso, Bilbo percebeu que ele já salivava.

“Gostei dele!” Pensou se divertindo com aquele novo companheiro que tinha conhecido.

– Thorin... — Uma voz desconhecida os interrompeu – Vim trazer minhas felicitações ao novo casal.

Era um elfo, tinha cabelos de um loiro prateado. Muito alto e esguio, parecia ter uma coroa rústica, semelhante a galhos de arvores finos e retorcidos, dando um aspecto elegante.

– Thranduil... — Rosnou o rei anão.

– Oh! Você é o pai do Legolas... Oh! Perdão... Digo... Majestade! – Falou Bilbo corando um pouco devido a sua indiscrição. Thorin não parecia muito animado com a presença do rei dos elfos de Mirkwood.

– Meu filho me falou muitas coisas sobre você, Majestade... – Falou o elfo sorrindo para o hobbit.

– Espero que coisas boas — Devolveu o sorriso Bilbo.

– Espero que ele não esteja metendo o nariz de elfo dele nos nossos assuntos! – Resmungou Thorin.

– Meu filho não faria algo assim! – Disse o elfo, em uma expressão de ultraje – Ainda mais porque não perderíamos tempo espionando. Vocês anões são previsíveis!

– O que disse?

– Thorin! – Bilbo segurou o marido pelo braço, tentando acalmá-lo.

– Quem te convidou aqui? – Resmungou o primeiro rei.

– Somos aliados, ou esqueceu? Desta forma, sou automaticamente convidado para tais eventos.

– Quem disse?

– Eu digo!

“Eles parecem meio infantis deste jeito!” Pensou Bilbo, balançando a cabeça de forma reprovativa. Agora os dois “rivais” se encaravam em uma silenciosa guerra de olhares.

– Francamente... – Resmungou outra voz, e desta vez Bilbo conhecia.

– Legolas! – Sorriu o hobbit para o amigo, que devolveu o sorriso. Contudo era difícil de conversar com os dois reis ali, prontos para se atacarem.

– Er... Pai! Por que não provamos um vinho dos anões? – Disse o príncipe elfo, em uma tentativa para apaziguar a situação.

– Bom! Gostaria de provar. Assim posso comparar com o nosso vinho e confirmar o quanto os nossos são melhores! – O rei pegou o copo oferecido pelo filho, ignorando o rei anão.

– O que você disse sobre os nossos vinhos? S-seu...

– Ah! Thorin, eu quero dançar. – Interrompeu Bilbo, puxando o rei anão pelo o braço.

– Bilbo! – Resmungou irritado.

– Por favor! – Fez biquinho e o rei logo corou. Como poderia resistir a isso?

– Tsc.Que seja... — Concordou, se deixando ser puxado pelo o menor.

Antes de ir, Bilbo acenou um adeus para Legolas, que riu. Parece que o jovem segundo rei evitou que um conflito ocorresse entre os dois reis.

– Não sei por que alguém que evidentemente tem mais classe que Thorin... Aceitou casar com ele! – Resmungou Thranduil, bebendo o vinho de uma vez.

– Pai, acho que eles fazem um belo par... São até fofos! — Legolas logo notou um certo anão de cabelos loiros escondido por trás de uma das pilastras do salão, gesticulando para que ele viesse ao seu encontro. O jovem elfo conteve um riso –Pai, se importa se eu sair um pouco?

– Não, pode ir! Me traga mais um pouco deste vinho horrível!

– Se é horrível, por que quer mais? – Perguntou o elfo, em um tom provocador.

– Ora, não me questione. Só me traga mais!

– Certo, pai — Riu e saiu correndo para ir ao encontro de Fili na pilastra.

O príncipe anão olhou para os lados, para ter certeza que ninguém os estava espionado.

– Isso é algum tipo de encontro secreto? – Perguntou Legolas.

– Bem... De certa forma, sim. Desculpe. Isso te irrita ou de chateia de alguma forma? – Perguntou com um tom culpado na voz.

– Não muito. Se você tivesse em Mirkwood, eu provavelmente faria a mesma coisa! Aliás, isso é bem mais interessante... – Falou o elfo com um sorriso nos lábios, o que fez o outro ficar desconfiado.

– Interessante... Como?

– Será muito mais divertido. Ora, você que entende de travessuras, não eu! –Disse Legolas, corando um pouco.

– Hum? Você quer fazer alguma travessura? Depois que me chamou de infantil há alguns dias?

– Não diria uma travessura em si... Mas talvez, pudéssemos explorar Erebor... Sei lá! Se não quiser, não precisa vir. Eu exploro sozinho!

– Oh, se acalme princesa! Eu te acompanho sim. — Riu Fili.

– Me chame de princesa de novo e você morre... Anão! – Rosnou.

– Quero ver você tentar... Elfo! – Piscou divertido. Pegou a mão do elfo antes que começassem a brigar. Legolas sorriu e deixou ser guiado pelo outro.

Os dois jovens escaparam do salão de festas ainda com as mãos dadas e não pareciam se importar muito com o fato.

~TKATC~

– Thorin é esquentado... — Suspirou Dwalin, bebendo sua taça de cerveja e sujando sua barba com o líquido – Não sei como Erebor conseguiu se manter sem a nossa presença!

– Thorin pode ser cabeça-quente, isso é verdade, mas ele sabe se controlar... Mas sobre o que aconteceu hoje, eu não o culpo por perder a cabeça! – Disse Balin, acariciando sua longa barba – Na verdade, eu até achei algo bom...

– Bom?! – O seu irmão quase cuspiu a cerveja que bebia – Como assim bom?

– Isso só mostrou que Thorin está começando a se importar com Bilbo e não o vê somente como um objeto de barganha trocado por um contrato. Ele está querendo protegê-lo! Sei que nosso primeiro rei tem um bom coração, mas também sei o quanto é teimoso, rancoroso e como é difícil ele desenvolver confiança em alguém... Isso tudo é resultado do nosso estilo de vida depois da queda de Erebor. Foi ele que sofreu mais! O fato dele sorrir ao lado de Bilbo demonstra que Thorin também pode agir como um jovem anão enamorado. Eu fico feliz... Ele perdeu grande parte da juventude vagando pela Terra Média. Sendo humilhado e sofrendo! Mesmo quando conquistamos Erebor... Acho que ele ainda não se sentia totalmente feliz.

– Concordo. — Dwalin sorriu com aquelas palavras. Olhou para o Bilbo e Thorin, que se encontravam meio afastados dali. O hobbit ria alto e parecia tentar ensinar o anão a dançar. Mesmo daquela distância, Dwalin podia ver o corar no rosto do primeiro rei.

– Sempre haverá aqueles que não concordarão com a situação... Mas a vida é feita de obstáculos; nós seremos capazes de ultrapassá-los e assim cresceremos! – Falou Balin, pegando sua caneca de cerveja.

– E estaremos ao lado deles para protegê-los!

– Tem razão irmão, estaremos...

Notas finais
A vida de Erebor não será facil para Bilbo. Outra coisa, não pensem que depois da noite de nupcias a história irá acabar! Teremos Mpreg!! Ainda tem o Kili e o Fili com seus romances!! Teremos muita confusão pela frente... Espero que tenham gostado!! Beijos!