Os caminhos de um destino
12 O plano
Estávamos a mais de 200 km/h seria impossível abrir a porta para me jogar do carro, até porque as travas estavam trancadas automaticamente. Stefan mantinha seus olhos fixos na estrada, não parecia que havia ninguém ali com ele, era como se eu nunca tivesse existido.
— Onde estamos indo? – Eu exigi pela milésima vez, ele não respondeu. – Por que você está com a Katherine? – Eu insisti mudando a linha de perguntas. Ele manteve sua expressão superior, resoluto em me ignorar.
— Por que você desligou Stefan? – Eu questionei tocando em seu braço, que ele afastou assim que sentiu meus dedos, me olhando sem vontade. – Você tem ideia do quanto é irritante? Cala a boca, por favor! – Ele gritou
— O que? – eu estava perplexa, ele nunca havia sido rude dessa forma comigo. Isso me fez querer chorar, mas também me encheu de ira. – Irritante é o que me tornei para você agora? Você prometeu me proteger dela agora você está fazendo exatamente o que ela quer! Teve a coragem de me dizer que me amava e que não ia desistir de mim. Que belo hipócrita você é! – Eu gritei de volta.
Ele riu sem humor. – A vida é irônica não é mesmo? Tão irônica quanto você... Se escuta por um minuto Elena. Se for propiciar um pouco de silencio e paz dentro deste carro eu vou responder as suas três perguntas. Mas só isso. Não brinque comigo! – Ele me olhou fixamente para ter certeza que eu havia compreendido a ameaça implícita na sua fala. Eu ainda estava perdida no que ele quis dizer sobre eu ser irônica, mas tentei prestar atenção no que ele iria revelar.
— Estamos indo para o Colorado. Eu e Katherine estamos fazendo um trabalho. E eu desliguei a humanidade a pedido de um amigo meu. – ele disse curtamente.
Eu fiquei quieta como ele havia exigido tentando colocar sentido em suas declarações. As três coisas tinham que estar conectadas. A mesma pessoa que ”pediu” que ele desligasse a humanidade havia mandado ele atrás de mim para me levar ao Colorado. A questão era como essa pessoa fez isso e por que. Nesse mesmo momento pensei no envolvimento de Katherine, mais cedo Stefan havia mencionado que ela cuidaria de Edward. Ele disse que podia ler mentes, que Alice poderia ver o futuro. Isso seria o suficiente para protegê-los? Senti meu coração disparar, em todo lugar que eu estava a destruição me perseguia. Eu não poderia manter ninguém intacto? Coloquei minha cabeça entre as mãos desejando sumir.
Nesse momento o carro parou. Quando olhei para cima Stefan já estava abrindo a porta e me carregando para dentro de um grande galpão abandonado. Estava absolutamente escuro só foi possível caminhar porque ele acabou me guiando ao segurar meu braço, quando ele me soltou eu pude ouvir o som de uma grade se fechando. Me sentei me curvando em uma bola esperando pelo pior.
— Elena? – Era uma voz fraca e familiar que reconheci imediatamente. – Damon? Perguntei engatinhando totalmente perdida.
— Estou em outra cela, mas ainda posso te ver. – Ele me disse soando mais perto do que da ultima vez.
— O que estamos fazendo aqui? – Eu perguntei com alivio. A emoção não condizia com a situação, mas eu estava muito feliz por ter ele comigo.
— Eu pergunto a mesma coisa. Pensei que você estivesse em um lugar melhor. – Ele disse com uma risada fraca e eu fiz uma careta – A ideia era essa, mas as coisas mudam não é mesmo? — Damon sentiu o ressentimento em minha voz.
— Ele desligou por minha causa. Nós tentamos armar uma emboscada para o Klaus e deu merda.
— Quem é Klaus? – Eu indaguei me perguntando como ele poderia ser o “amigo” que Stefan havia mencionado, eu nunca havia ouvido falar nele. – Por que vocês fizeram isso a ele? – Como ele poderia ter tanto poder sobre eles e Katherine?
— Imagine o demônio, agora acrescente um sotaque ridículo. – Ele suspirou e continuou – Ele é basicamente um dos primeiro vampiros da terra.
— E o que ele quer de mim? – Perguntei olhando para o escuro. – Essa é uma boa pergunta. – Damon respondeu.
Nesse momento as luzes se acenderam. Primeiro fiquei cega pega claridade instantânea, depois que foquei meus olhos pude vê-la.
— Carol? – nada mais fazia sentido, ela estava exuberante como sempre, todavia quando encontrou meu olhar não pareceu se importar. Com os braços em sua cintura o homem ao lado dela me olhava com desdém, se este fosse o Klaus ele não chegava nem perto do ancião que imaginei. Ele suspirou e depois sorriu — Eu sempre fico impressionado com o poder da natureza. A sensação de Déjà vu é cômica, sempre há um guarda-costas... Mas não se preocupem em breve tudo estará acabado. – Ele me disse. Quando olhei para o lado pude ver Damon realmente, ele estava péssimo, parecia extremamente machucado, a cela dele estava coberta de sangue.
— O que você quer de nós? – Eu gritei ficando em pé. – E qual a sua parte nisso Caroline? – Ela havia sido transformada em vampira e desligado a humanidade também? Quem fez isso com ela? Se todas as alternativas estivessem erradas como ela poderia estar nos vendo nessa situação e simplesmente ignorar?
— Essa é a chance dela aparecer Elena. Você sabe que ela nunca gostou de viver à sua sombra. – Damon disse com um sorriso zombeteiro embora sua boca estivesse toda cortada e seus dentes manchados de sangue.
Nesse momento como um vulto Klaus estava apareceu dentro da cela de Damon o levantando pela camisa. – Agora você está passando dos limites. Minha paciência não é tão grande assim. – Klaus ameaçou com pura fúria em sua voz.
Stefan, que eu nem havia reparado que tinha voltado para o galpão, falou: — Não perca seu tempo Klaus. Temos outras coisas a fazer, Katherine teve uma complicação. — Quando Klaus se virou para olha-lo tudo aconteceu muito rápido, eu não consegui acompanhar tudo com meus olhos humanos, mas de relance pude ver que Damon tinha escondido consigo uma espécie de adaga, no menor momento de distração ele a apunhalou no peito de Klaus que caiu no chão. Enquanto Stefan se vinha a seu encontro Caroline o atacou pelas costas com uma seringa que só podia conter pura verbena.
— Bom trabalho loira. – Damon cumprimentou vindo me tirar da cela enquanto Caroline amarava o corpo de Stefan. Eu não conseguia falar nada pelo estresse da situação, de repente o celular de Damon tocou e ele soltou a mão que tinha em meu rosto para atender.
— Entendo. – Ele disse. – Nós vamos nos separar agora. – Ele respondeu uma pergunta que não pude ouvir e Caroline me tirou dos braços dele me carregando para fora do galpão.
— Carol, onde estamos indo? E Damon? E Stefan? – Eu perguntei atordoada sendo levada em direção a outro carro.
— Eles vão ficar bem, nós vamos ficar bem, não se preocupe. – Ele me disse. Quando chequei quem era o motorista do carro de fuga fiquei ainda mais emocionada.
— Bonnie?
Ela sorriu calidamente para mim. – Você realmente achou que a bruxa ia ficar de fora?
Eu chorei de emoção, eu estava a salvo, pelo menos naquele momento, com minhas melhores amigas. Mas a que custo? O que estava acontecendo? Eu comecei a formular a primeira pergunta quando Bonnie freou bruscamente e um homem veio em nossa direção.
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