Notas iniciais
Hnm... Segundo capítulo, aproveitem! >3

Todos acompanharam o policial apressado, que os levou a praia da cidade. A praia estava agitada devido ao movimento de vários homens de fardas, policiais locais, ao se aproximar, detetive Kimura e Inspetor Sebastian se deparou com o corpo de uma garota, as nove garotas de preto se aproximaram.

O corpo deitado na areia era o de uma garota, trajando roupas cor de rosa e com cabelos negros. Junto dela havia uma caixinha de suco, esmagada, e na areia estava escrito: “Objetivo” e a palavra terminava em seu dedo, dando a impressão de que foi ela mesma que escreveu.

- Primeiro aquelas duas, agora Amelia...

-Então quer dizer... Que essa é a décima garota?

-Sim, mas um crime foi cometido...

Alguns policiais, inspetor Sebastian e detetive Kimura estavam todos envolta do corpo, tentando deduzir a cena.

-O que esse suco e esse objetivo podem significar? – Perguntou Kimura para os outros.

Todos estavam analisando, tentando entender a aquele crime e discutindo suas opiniões, menos as garotas de preto, que estavam apenas observando, até mostravam um pouco de frieza, sendo que o corpo mórbido no chão era quase como uma irmã para elas.

-Inspetor! Inspetor! – Interrompeu as discussões, o mais fiel dos funcionários de Sebastian – Uma senhora na cidade tem algo a dizer sobre o Senhor Grito.

-Temos que fazer uma autópsia aqui, não temos tempo para gastar com as memórias de uma velha senhora... – respondeu o inspetor.

-Mas pode ser importante, Inspetor!

-Senhor Kimura, pode ir com ele enquanto terminamos aqui? – Sebastian virou-se para o detetive ao fazer o pedido.

-Claro. – Disse o detetive partindo com o outro homem em direção a casa de uma velha senhora que tem algo para contar.

Enquanto o funcionário de Sebastian, que trajava um terno azul, e o detetive Kimura saiam da praia, passaram pelo lado de duas das garotas de preto que estavam conversando isoladas, com olhares um tanto vazios, eram Laura e Nichole. Passaram rápido e as vozes estavam abafadas, mas o detetive tentou ouvir. O que conseguiu ouvir da conversa foi:

“-Essa é a versão errada...

-Eu sei, mas fazer o que...” – era isso ou algo assim que ele ouviu, mas não tinha certeza.

Estavam em uma casa grande, a velha senhora convidou o detetive a sentar-se, e assim o vez, a senhora sentou-se em outra cadeira e o homem de ternoficou em pé mesmo. A senhora começou a explicar o que tinha a dizer:

-O Senhor Grito gostava muito de assistir desenhos com seu filho.

-Parece que essa senhora recebeu uma coleção de vídeos do Senhor Grito enquanto ele estava vivo, detetive. – Explicou o homem de terno.

-Deixe-me colocar algum para o senhor assistir... – Continuou a senhora, colocando um vídeo logo em seguida. – Pena que eu não posso entender nada.

-“Isso é Japonês!” – na hora, pensou o detetive. – “É verdade, Anton Kimura era Japonês e talvez possa ter ensinado algo ao filho”

-Isso parece ser Japonês ou alguma língua ocidental, você pode entendê-la detetive? – Perguntou o homem de terno.

-S... Sim, é japonês, eu entendo.

-Tem algum significado importante?

-Não, nada de mais. – Ia respondendo o detetive sempre no mesmo tom e com o olhar desviado.

O dia estava no seu fim, Kimura não conseguia pensar direito ainda. Estava hospedado na grande mansão onde moravam as, agora, nove garotas.

O detetive estava na parte de trás da casa, o por do sol pintava o ambiente de laranja, o detetive estava tentando refletir.

“Os bens do senhor Kimura e doze garotas de preto... Não, agora são nove. Eu vi garotas de preto na praia, eram as mesmas, tenho certeza! Elas estavam na praia, e agora apareceu um corpo morto na praia... Provavelmente alguma dessas garotas é culpada... Elas são perigosas! Mas como eu posso provar isso? E se eu provar... Alguma delas pode tentar me impedir de descobrir a culpada!” – Ele estava pensando distraído, quando do seu lado passa Laura, uma das garotas de preto, e ela carregava um faca em sua mão e a faca estava manchada de sangue.

-O... O que?

- Detetive, como você está hospedado aqui, faremos um jantar especial!

-Ah... Ah sim...

-Estávamos matando a galinha agora a pouco.

-Ah! En... Então por isso a faca?

-Sim!

-Claro, eu irei adorar comer com vocês.

Passou mais um dia sem avanços no trabalho do detetive. A mansão era constantemente envadida por policiais procurando evidências.

O detetive passeava bastante pela mansão tentando chegar em conclusões, mas passava principalmente pelos gramados.

A noite caiu, o detetive estava observando o lago na parte de trás da casa, com o olhar distante, mas não estava sozinho, estava junto de Laura, Eleanor, Angela e Katharina.

-Você deve nos achar estranhas, não é detetive? – Perguntou Laura falando em um tom melancólico, enquanto revirava algumas pedrinhas na beira do lago.

-Vocês não são filhas ou familiares do falecido Sr. Kimura, não é? – O detetive respondeu com outra pergunta.

-Na verdade viemos para cá como modelos para as pinturas e esculturas do Sr. Kimura. – Respondeu Eleanor.

-Pelo menos é como deveria parecer... – Comentou Katharina.

-Como assim? – O detetive ficou surpreso. – Como deveria parecer?

-Na verdade, éramos todas amantes do mestre. – Explicou Katharina.

-A... Amantes?!

-Você fica surpreso, mas se pensar bem, não é tão incomum que garotas com a nossa idade estejam envolvidas em relações amorosas... – Completou Angela com sua voz rouca e triste.

-Isso pode ser verdade, entretanto...

-Doze é muito, você deve estar pensando... – Terminou Angela, segurando o próprio braço.

-Nós também achamos estranho no começo... – Continuou Laura.

-Enfim... E quanto a você, porque se tornou um detetive? – Eleanor, a mais otimista das garotas, mudou de assunto.

-Bem... Eu não acho que isso seja necessário...

-Nós já falamos sobre nós... E queremos saber sobre você! – Insistiu Katharina.

-Querem saber sobre mim...?

-Sim queremos.

-Eu não me conheço muito bem... –Começou a falar, olhando para a lua – eu não sei se sou apto a viver nesse mundo, se a minha existência realmente tem alguma importância. Por isso entrei nesses casos, para provar que minha vida vale à pena. Por isso me tornei um detetive.

Laura sorriu pela primeira vez na história.

Na mesma noite, algo inesperado aconteceu.

-AAAAAAAHHH!!!!! – Essa voz era de Elizabeth.

Charles:

\"Charles!!

Do comecinho da história :)