Os anjos não devem fazer pactos.

2 Capítulo 2- Meu castigo e o coração corrompido.


Notas iniciais
Ela tinha feito um pacto, talvez aquele fosse seu castigo divino, mas a que ponto teria chegado a pobre anja Levy?

POV Gajeel

Divertido, há muito tempo eu não me divertia tanto, desde que eu virei essa porcaria de demônio pelo menos, só que agora com aquela ingênua e minúscula criatura tremendo de medo diante de mim, sim, eu estava realmente me divertindo.

Logico que quando ela demostrava força me irritava, aquele minúsculo ser tinha que ter medo de mim, final eu sou um demônio, e nada me diverte mais do que ver o que é puro ruir diante dos meus olhos.

POV Autora.

Gajeel aperto-a com força junto ao corpo apenas para senti-la se debater mais um pouco, ele riu, e quando a soltou, foi apenas para ver a expressão de medo em seu rosto.

– Pense bem antes de abraçar um demônio de novo.- disse entredentes.

Ela encarou-o assustada, porem logo retomou a posse, não queria parecer fraca diante dele, isso o irritou, ele queria que ela tivesse medo, não sabia bem o porque, queria ver seu pequeno corpo contorcendo-se de pavor ou ouvir sua vozinha fina gritando por socorro, mas Levy não estava disposta a dar-lhe esse gostinho, não, ela ficaria firme até o fim.

– O que você vai querer?- disse sorrindo.

A calma de sua voz era tanta que não transmitia nenhum temor, coisa que o incomodou muito, afinal ela estava diante de uma demônio, tinha que no mínimo ter um pouco de receio.

– Por que não esta com medo?- disse irritado, seu orgulho estava ferido.

Ela sorriu.

– Com pacto ou sem pacto, ainda sou um ser puro...- disse sem disfarçar a alegria. — ...e você não pode me fazer nenhum mal verdadeiro enquanto eu continuar assim.

Ele grunhiu e serrou os punhos, mas ela apenas riu fraco como se tentasse consola-lo, Gajeel não gostou.

A passos lentos e pesados ele se aproximou da anja, Levy sentiu seu coração acelerar e virou de costas, não queria que aquele demônio percebesse o quanto ela estava assustada. Quando chegou bem perto de Levy, apoiou seu queixo no ombro dela e aproximou a boca da orelha.

– E se você não fosse mais tão pura anjinha? – sua voz, sua proximidade, Levy não pode evitar o arrepio que lhe subiu pela espinha, mas ela tinha que se controlar, tinha que ser forte.

– Isso nunca vai acontecer. — disse como o máximo de calma possível.

– Ha é? – ele passou o braço em volta do pescoço dela e levou a mão até seus grandes olhos castanhos, tapando-os. – Pois então é hora de você cumprir o pacto.

Levy engoliu seco, fazendo-o abrir um largo sorriso e mesmo que Levy não pudesse vê-lo ela ainda podia sentir a aura maligna que começou a cerca-la.

– Quero suas asas...- sussurrou.-... anjinha.

Levy nem teve tempo de responder, seu corpo foi invadido por uma onda de dor inimaginável, ela não sabia oque estava acontecendo, mas logo a dor se tornou tão grande que sua consciência começou a se esvair.

Ela caiu inconsciente logo depois.

–x-

Aos poucos seus sentidos foram voltando, ela ainda estava cansada demais para abrir os olhos, mesmo assim uma coisa chamou sua atenção, ela estava com frio, “anjos não sentem frio!” pensou “mas também não sentem dor.” Completou ao sentir uma terrível pontada nas costas. Levy estava prestes a abrir os olhos quando ouviu passos se aproximando dela, rapidamente ela avaliou sua situação chegando a conclusão que seria mais seguro para ela fingir ainda estar dormindo.

– Não me enche Lily!- era a voz do demônio.

– Eu só quero entender seus motivos. – disse outra voz que ela não reconhecia. – o que você fez a esse anjo é um pecado terrível Gajeel! – “então esse é o seu nome demônio.” concluiu Levy.

– Não é pra tanto gato estupido. – grunhiu. – Ela ainda tem uma das asas, além do mais eu precisava que ela ficasse um pouco mais humana, de outra forma não seguiria nem ao menos toca-la se quisesse.

Novamente, Levy sentiu aquele sorriso assustador cerca-la, “o que ele fez comigo?” lamentou-se, o dono da outra voz bufou de irritação.

– Então é tudo por isso?- disse irritado. – o que você pretende fazer com essa criança desgraçado? Somente poluir a mente dela como os outros ou quer arrancar sua pureza a força? Ou sera que tudo isso é apenas para transforma-la em sua própria súcubo?

Ele se calou por alguns segundos e apesar da ira na voz de seu companheiro ele não conseguiu deixar de pensar, realmente aquela não paresia ser uma má ideia, afinal desde que ele pós os olhos nela, tão pura e inocente, sentiu um desejo intenso de saber como seria vê-la com maldade nos olhos, desejo, luxuria, ira e tantos outros sentimentos pecaminosos, a ideia simplesmente lhe paresia deliciosa. E novamente Levy pode senti-lo sorrir, aquele sorriso perverso que ele reservava apenas para ela.

– Gi hi hi, mais que isso Lily...- Gajeel disse afastando-se.-... Eu vou corromper o coração dela.

“Corromper meu coração?” pensava “Deus, isso é meu castigo?” agora não tinha mais volta ela estava presa a Gajeel pelo pacto...

Mais tarde, quando os dois foram embora Levy abriu os olhos e se sentou, e fraquejando em seu pequeno momento de solidam ela começou a chorar, ali mesmo jurou nunca mais choraria, pelo menos enquanto Gajeel estivesse preso a ela e agora só sobraram coisas para ela lamentar.

– Minhas asas...

Notas finais
Oi povo! Num sei se esse cap ficou muito bom, mas mandem seus comentários e opiniões pra que o próximo seja muito melhor, ok? Também queria agradecer os comentários da Luna e Gigi dragnell! Valeu fofas!!! E valeu pra todo mundo que favoritou a fic!!! Enfim, comentem, me deixem saber que estão ai, beleza? Kissus de chocolate pra todos!