Os Visitantes

1 Capítulo 1 A Viagem


Notas iniciais
Hum...Esta história eu já tenho faz um ano e resolvir postar aqui, espero que gostem, comente, critiquem, enfim a opinião aqui é muito importante.


07h30min da manha e minha irmã já esta pulando em cima de mim para eu acordar.

—Acorda Jessica dorminhoca, esqueceu que dia é hoje?

— Nossa é assim que você acorda sua irmã, desse jeito nem vou ter disposição pra encarar o dia de hoje.

—Desculpa é que to animada demais com esse nosso acampamento, vai ser muito divertido.

—Também espero que seja Lucy.

Decidir me levantar, já que minha irmã mais nova não me deixaria dormir sequer mais cinco minutos.

—Então já sabe o que vai levar pro acampamento? Eu já fiz minha mala, comprei uns biquínis lindos para usar, cada um mais lindo que o outro maninha..

—Eu nem tive tempo ainda de decidir o que vou levar, mas já que você está aqui vai ajuda não é?

—Mas é claro nem precisa perguntar duas vezes te ajudo sim.

Passei a manhã inteira com minha irmã no quarto decidindo o que colocaria na minha mala, já que meu estilo e o dela são bem diferentes, minha irmã Lucy é mais extrovertida apesar de ser a mais nova, ela é minha única irmã e somos bem apegadas uma com a outra, minha irmã gosta de mini-saias coisa que não faço muita questão de usar, também adora biquínis, já eu prefiro um short e uma camiseta folgada, ela adora fazer tratamento de pele, ir ao salão quase toda semana e ama ir ao shopping fazer compras, e advinha quem sempre tem que ir com ela, eu mesma, mas faço isso com todo carinho possível.

Moramos em Seattle, nossos pais se mudaram para cá quando ainda éramos crianças então não tivemos tanta dificuldade para nos habituarmos, Fazemos o ensino médio eu estou no último ano e pretendo ir para faculdade de Harvard, Já minha irmã ainda não se decidiu, talvez ela seja modelo, pelo menos é uma de suas opções.

Estamos no verão, ou seja, férias, mais faltam duas semanas para o início das aulas, então minha irmã e eu combinamos de ir acampar junto com mais dois amigos, o James e o Bob, eles são nossos amigos da escola, minha irmã passou a semana passada quase toda falando nesse passeio, e eu até imagino o motivo, ela não diz mais eu sei que ela gosta do Bob, só não que admitir.

—Pronto maninha mala feita! E agora que tal ligarmos pros garotos, pra avisar que já estamos prontas

—Não acha que ainda ta cedo demais Lucy, eu nem to arrumada preciso tomar um banho, e pelo que eu vejo você também não está pronta

—Tem razão, não posso aparecer feito uma molambenta, vou lá tomar um banho e ficar bem bonita, espero que você faça o mesmo, pra não decepciona o James— Lucy deixou escapar um sorrisinho no canto da boca.

—Por favor, sem graçinhas, vou nesse passeio pra me divertir não pra arrumar paquera, e você vai logo tomar seu banho, que eu vou tomar o meu.

—Tudo bem, não está mais aqui quem falou, até logo mana—Lucy saiu do quarto com o ar de que iria aprontar alguma pra cima de mim, mas deixei isso pra lá, fui até o banheiro tomar meu banho.

Depois de tomar um banho maravilhoso, alguém bate na minha porta, imaginei que poderia ser Lucy, mais era minha mãe, trazendo uma bandeja que continha umas torradas leite e um mamão ainda estava com meu roupão, mas nem liguei afinal era minha mãe que tinha entrado.

—Oi filha? Como dormiu?—minha mãe colocou a bandeja em cima da cama e sentou-se ao meu lado.

—Oi mãe, dormir bem sim, que dizer só não dormir mais porque a Lucy acordou com os cachorros hoje, mas tirando isso eu tive uma boa noite de sono.

—Sua irmã como sempre impaciente, falei pra ela te deixar dormir mais um pouco, afinal você está dormindo muito tarde, sabia que isso não faz bem não é filha?

—Tava estudando mãe, as provas finais estão quase ai e não quero tira notas ruins

—Eu sei meu amor, só que pra fazer essas provas você tem que está bem descansada, bem alimentada—minha mãe olhou para a bandeja como se quisesse dizer que tinha que comer tudo àquilo que ela havia trago.

—Ta certa mãe, vou me cuidar a partir de agora, se isso faz você se sentir bem.

—Não falo por mim minha querida e sim por você, vejo que quase não sai de casa, quando chega do colégio passa o dia inteiro em casa, não sai com seus amigos, não vai para festas quando sua irmã te chama, olha ela vive saindo, sua irmã sabe curtir a vida, diferente de você, que se não se cuidar vai ficar uma velha sem graça com um monte de livros não mão.

Não me contive e comecei a sorrir minha mãe também não conseguiu porque depois que terminou de falar começou a sorrir, peguei uma torrada e olhei minha mãe me olhando.

—Eu vou acampar mãe isso já não está bom, vou sair de casa, não era o que a senhora queria—minha mãe se levantou e deu uma volta olhando o quarto parou em frente a um retrato onde eu e minha irmã estávamos brincando em um parque, eu toda suja se areia e minha irmã com uma pá jogando areia em mim, ela pegou o retrato e veio novamente em minha direção, se sentou e disse:

—Eu gostava dessa época em que vocês eram apenas crianças e que dependiam de mim pra tudo, pra comer, pegar um brinquedo, para levá-las a escola, as festinhas de aniversário—segurei a mão da minha mãe e peguei o retrato.

—Mas crescemos mãe e você não pode ficar sempre olhando pra gente, você tem sua vida e não pode ficar se preocupando desse jeito com minha irmã e eu, já somos bem crescidinhas, e se o seu medo é que sairemos de casa e esqueceremos você, está muito enganada, vamos dar muito trabalho pra você mãe, a senhora vai cansar de tanto que vamos aprontar—minha mãe abriu um sorriso de orelha a orelha.

—Eu espero que realmente você esteja falando sério, porque vai ser muito difícil se livrar da mamãe aqui—minha mãe me deu um abraço bem apertado e um beijo na testa—agora vê se come tudo viu garota quero te ver bem alimentada, pra encarar esse acampamento.

—Pode deixa mãe—deu uma mordida na torrada que até tinha esquecido que estava segurando.

Minha mãe sorriu outra vez e saiu do quarto, eu terminei de comer a torrada que parecia não acabar mais, olhei para a bandeja e pensei em comer mais uma torrada, mas achei melhor tomar o copo de leite.

Fui me trocar, peguei uma camiseta com mangas longas e uma jeans desbotada, e me vesti rapidinho, fiz um rabo de cavalo e peguei a bandeja que ainda continha duas torradas e o mamão, sair do quarto e desci as escadas. Na cozinha, minha mãe estava sentada na mesa falando no celular, ela quando me viu com a bandeja me olhou com um que queria dizer “menina porque não comeu tudo” Mas nem dei tempo dela terminar sua conversa e me dar um sermão, deixei a bandeja em cima da bancada e sai de fininho.

Subi até o quarto da minha irmã, ela ainda estava se arrumando,sentei em cima da cama e fiquei olhando ela.

—Nossa maninha você vai com essa roupa?—ela passou seus olhos por toda minha roupa

—O que foi, estou confortável, e nem vem com essa de querer me produzir, eu vou assim e pronto.

—Desisto de você Jessica, definitivamente desisto—tive que segura à gargalhada, minha irmã sempre foi meio maluquinha e exagerada mais querer ir pra um acampamento de mini-saia uma blusa quase top e um salto que meu deus era mais alto que tudo, já era demais.

—Diz ai to demais não é? O Bob vai ficar maluco.

—Porque você não fala de uma vez que gosta do Bob?

—Pra que? Pra ele fica se gabando prefiro não contar, na hora certa eu falo pra ele até Lá, fico jogando charminho pra ele.

—Então ta Lucy, me diz que a senhorita já ta pronta?

—Só mais cinco minutinhos ta bom?

—Que seja só não passa disso, vou te espera lá em baixo

Minha irmã era sempre assim, toda vez que marcávamos de sair ela sempre demorava mais do que combinávamos, já estava virando o corredor quando minha irmã deu um grito atrás de mim falando:

—O que você está calçando? Não me diga que vai com suas pantufas

Olhei para meus pés, eu ainda estava com minhas pantufas, nem havia me preocupado com o que caçar, eu sempre era assim meio esquecida era comum isso acontecer comigo—Obrigada por avisar mana eu vou tirá-las agora mesmo. Entrei no quarto e pegue um par de tênis velho que estava debaixo da cama, passei a mão neles e calcei.

—Agora eu estou pronta Jessica—Lucy estava com uma mala que mais parecia que ele iria pra Londres, paris e não para um simples camping. —então vamos mana.

Peguei minha mala, na verdade era uma mochila, eu não estava levando muitas coisas, só o necessário para passar um final de semana—ai vamos nós—disse minha irmã saindo do meu quarto.

Lucy foi logo dar um abraço em nossa mãe que estava com uma caixa de mantimentos—aqui está pra vocês não ficarem comendo qualquer comidinha por ai, comida de mãe é sempre a melhor—Lucy pegou a caixa e foi abrindo indo pra porta de entrada, eu por minha vez fui me despedir da minha mãe

—Vê se você se diverte um pouco nesse passeio tudo bem?

—Vou fazer o possível, prometo—dei-lhe um abraço bem forte.

—Vamos Jessica ou vamos acabar nos atrasando—gritou Lucy La de fora.

—Vai logo se não vai se atrasa mesmo, há não se esqueça de se despedir de seu pai, ele está na agência.

—— pode deixar mãe eu passo sim— Minha mãe nos acompanhou até a porta e eu levei minha mochila, o veiculo que seria o meio de transporte da nossa aventura, era um carro meio velinho mais dava pra encarar mais uma. Entrei no carro e minha irmã já estava com o som ligado, ela não perdia tempo mesmo, gostava de uma boa bagunça, liguei o carro e comei a sair da garagem, eu e minha irmã acenamos para nossa mãe que ainda permanecia parada na porta de casa sorrindo para gente.

Depois que virei o quarteirão, vi minha irmã pegando seu celular

—Vai ligar pra quem?

—Pra quem que você acha maninha para os garotos, vou avisar que estamos indo buscar eles.

—ta, mas primeiro vou passar na agência pra nos despedirmos do papai.

—Por mim tudo bem.

Enquanto minha irmã tagarelava com o Bob no celular eu me direcionava até o trabalho do papai, ele trabalhava em uma agência de contas na cidade, e não podíamos sair sem antes dar um beijo nele. Eu de certa forma era mais apegada com meu pai do que com minha mãe, não que eu gostasse menos da minha mãe, de forma alguma, só que eu e meu pai concordávamos em muitas coisas e ele também sempre me dava apoio em tudo que eu fazia, por isso gostava dele, ele sempre era otimista não importava a situação e isso fazia dele um homem digno e leal aos seus princípios.

Estacionei o carro em uma vaga que estava vazia e falei pra minha irmã que eu ia falar com nosso pai, ela continuava no celular e disse que já iria descer eu sair do carro e entrei na agência, meu pai estava encostado em uma bancada conferido alguns papéis, quando me viu ficou surpreso.

—Jessica, você por aqui mais que visita boa minha filha.

—Que bom que gostou pai, na verdade estamos indo para aquele acampamento que te falamos.

—Lembrei, a sua irmã também vai?

—Vai sim, ela ta La no carro, mas ela vem aqui se despedir.

—Espero que se divirta minha filha, você quase não sai, então tem que aproveitar quando rola um programa assim.

—Bem pai não vai começa com esse assunto que você quase não sai pra lugar nenhum, ta parecendo à mamãe.

—Opa tudo bem eu paro por aqui então, olha quem vem ai pensei que não fosse se despedir Lucy—Lucy estava vindo em nossa direção ainda com o bendito celular na mão, ela não vivia sem um aparelho de celular.

—Não viaja pai, você sabe que eu venho não é? To aqui pronto viu não sair fugindo não.

Minha irmã como eu tinha sua preferência, pra mim ela não gostava muito de papai, sei La talvez por papai pegar muito no pé dela, ela preferia mamãe, assim como eu preferiria meu pai, mas no fundo meu pai só queria ser um exemplo tanto pra mim quanto para Lucy, no fundo os dois se amavam e só ficavam se bicando por terem os gênios fortes.

—Não pensei que você tinha fugido só que talvez não quisesse se despedir de mim.

—Mas não fugir to aqui, como seus olhos podem ver.

Tive que entra na conversa antes que aquilo virasse uma discussão familiar.

–—Gente, por favor, ta tudo bem, Acho melhor irmos Lucy como você mesmo disse, não vamos nos atrasar.

—Então vão com muito cuidado, Preste atenção em tudo que estiverem fazendo, entenderam meninas.

—Não somos mais crianças pai—rebateu Lucy.

Fiquei ali parada olhando meu pai e minha irmã, naquela cena cômica, e antes que pudesse vira outra coisa peguei o braço de Lucy e disse:

–—Vamos Lucy, tchau pai se cuida viu estamos de volta no Domingo

—Tchau Filha, aproveitem afinal hoje ainda é sexta, ainda tem muitos dias pela frente—meu pai ficou olhando Lucy que o encarava, mas não acabou dizendo, mais nada. —Tchau Lucy e vê se não apronta nada por lá.

Lucy acabou dando de ombros e foi na frente, eu olhei pro meu pai e acenei outra vez, logo depois sair da agência. Entrei no carro onde Lucy estava com uma cara fechada, dessa vez eu liguei o som e coloquei uma música bem agitada, olhei para Lucy que ainda estava com uma expressão de emburrada, mas logo que me viu curtindo o som, olhou pra mim e sorriu, seguimos a viagem, a próxima parada era a casa de nossos amigos.



Notas finais
É isso ai, espero que gostem, comentem e até o próximo Cap:)