Os Visitantes

25 Capítulo 25 O fim do pesadelo


Notas iniciais
Ta aquiii genteeee....Poxaaa Cabou :(
Aiiii, sem choro ta bom?
Olha saiba que foi maravilhoso escrever essa Fic, ainda mais com a opinião de todas e todos aqui.
Queroo agradecer a todos que leram...que recomendaram...favoritaram...Enfim, que sofreu comigo durante essa fic, e que não me jogaram Tomates uhasuhauhas
Tô triste, porém feliz por ter finalizado essa trabalho.
A todos vocês, um BEIJOOO.
E a gente se vê na minha próxima Fic viu. ** OS GOLPISTAS**
Boa leitura gentiii.

Seu corpo caiu para trás, por sorte, o isqueiro se apagou antes de tocar o chão. Levantei-me toda molhada, e com um cheiro forte de combustível pelo corpo, ainda apontava a arma para Vinci. Aproximei-me dele o observando de perto, ele esboçava caretas de dores.

—Eu disse que não queria morrer queimada, você não me deu ouvidos não é mesmo? Agora terá que aguentar as consequências

—De onde tirou essa arma garota?—Levantou a cabeça, olhando a arma em minha mão.

—Digamos que você se esqueceu de revistar o James, antes de matá-lo.

—Sua desgra...—Apertei novamente o gatilho, dessa vez acertei abaixo do seu peito. Ele gritou de dor.

—Acho que você não está em condições de me ofender, não é mesmo?

—Me mata logo então, atira na minha cabeça sua maldita.

—Ahh! E qual seria a graça? Preciso me divertir também—Eu iria agir como ele sempre fez, ele gostava de torturar as pessoas, pois o seu dia também havia chegado.

—Ficou corajosa agora foi?—O atrevido ainda conseguia rir da situação, aquilo me deixou enfurecida.

—Digamos que estou na vantagem agora, enquanto você está baleado e caído no chão, eu tenho uma arma, e um... —Me afastei indo pegar o facão, que ele havia deixado-o em cima do capô da picape.

—Pra onde vai?—Perguntou.

—Você já vai ver—Coloquei a arma presa na cintura, agarrei o facão em minha mão e voltei para próximo de Vinci— Agora tenho esse facão também. Vamos brincar?

—O que pensa que vai fazer garota? Seja boazinha, não faça nada que vai se arrepender.

—Não se preocupe, não vou ficar com remoço, por torturar um animal sem coração como você, estou com minha consciência limpa—Vinci ameaçou se levantar, porém antes que ele conseguisse fui mais rápida, voltei a pegar a arma, disparei em seu ombro—Acho melhor não ir para lugar nenhum—Avisei dando um assopro no cano da arma.

Ele se contorceu no chão, estava furioso, isso estava estampado em seu rosto, mas aquilo não me assustava, não mais. Eu estava na vantagem, não iria perder essa oportunidade. A oportunidade de fazê-lo pagar por todas as atrocidades que ele fez, tanto com Bob e James, quanto com as outras pessoas, que ele devia ter torturado.

—Você atira bem sabia?—Tossiu sangue, aquilo me deu um prazer imenso.

—Vamos ver então, o que eu posso fazer com esse facão—Jogava o objeto de uma mão para a outra, Vinci não estava gostando daquilo, seu rosto estava apavorado. Agora seria ele que sentiria medo, sentiria dor, saberia o que era sofrer.

—O que vai fazer garota?

—Nada demais, só isso aqui—Segurei o cabo do facão firme nas duas mãos, e o enfiei na barriga de Vinci, sair arrastando a lâmina por seu abdômen, até próximo do seu tórax—Ta gostoso não está?—Ele soltava grunhidos de dor—Isso é pelo Bob, se lembra bem como o matou não é mesmo? Jogou ácido dentro da barriga dele, pena eu não ter um pouco aqui comigo, iria fazer a mesma coisa com você, seu animal.

Retirei o facão, voltei a passá-lo pelas minhas mãos, pensava em qual local, iria feri-lo agora, lembrei do que ele havia feito com Lucy, havia arrancado os dedinhos do pé dela, e machucado sua perna, pois bem, aqui iria o troco.

Retirei suas botas, e cortei todos os dedos dos seus pés, tive o gosto de pegá-los nas mãos, para jogar em cima de Vinci.

—Olha quantos dedinhos, é bom não é? Ter os dedos cortados? Heim? Responde Vinci? Como é a sensação?—Nessa altura, ele nem me respondia mais, apenas se revirava no chão, uma poça de sangue estava de formando no asfalto.

Ainda não satisfeita, rasguei um pouco da sua calça jeans, com a ajuda do facão, deixei um pedaço da sua perna exporta, um pouco abaixo do joelho. Finquei o facão sem piedade sobre sua pele, sair rasgando na vertical, fazendo um corte reto, porém muito, muito profundo.

—Os dedos cortados, e a perna são por causa da minha irmã, não poderia esquecer o que vocês fez a ela, seu miserável de uma figa.

—Chega não aguento mais!—Implorou.

—Agora que as coisas estão ficando boas? Não mesmo, eu não paro por nada, você conseguiu despertar a fúria de dentro de mim, vamos continuar brincando, não é assim que você gosta? Pois então, vamos prosseguir. Agora vou vingar o meu namoradinho—Olhei friamente para suas duas pernas—Não sei qual eu arranco primeiro, o que você me diz Vinci?

—Sua estúpida, vai me enlouquecer desse jeito, não suporto mais.

—Vou cortar à direita primeiro—Ignorei o que ele havia falado—Se prepara ta? Pode doer um poquinho—Após dizer isso, ergui o facão bem alto, levando-o em direção a perna direita de Vinci, novamente tive que aguentar seus gritos ensurdecedores, a perna se desfez do corpo, imitei o que ele havia feito com a perna de James, segurei sua perna arrancada, e joguei sobre o rosto dele—Nossa! Pensei que você fosse mais forte, está gritando demais. Ainda falta uma certo?

Ele revirava a cabeça no chão, sua mão tentava proteger a outra perna, mas aquilo de nada adiantaria, eu iria decepá-la de qualquer jeito.

—Acho melhor tirar sua mão, ou vou cortá-la também, não se esqueça que a Lucy já cortou uma, posso muito bem corta essa outra também—Ele me ignorou, continuou com sua mão em cima da única perna que ainda restava—Ta certo, você quem quis assim—Cortei sua outra perna, e ainda tive o bônus de acertar sua mão em cheio, não consegui cortá-la, só arranquei quatro dedos, deixando apenas o polegar—Prontinho, vinguei o James também.

Joguei o facão no chão, não precisaria mais dele, revirei o rosto, meus olhos pararam em cima do galão de gasolina, uma idéia me passou pela cabeça, não hesitei em colocá-la em ação.

—Já se queimou Vinci?—Fazia questão de imitar as mesmas palavras, que ele usou comigo—Deve ser ruim a beça não é mesmo? Senti todo o corpo sendo tomando por chamas quentes. Credo, eu nem gosto de imaginar. Nunca matei ninguém queimado, acho que você será minha cobaia.

—Não Garota, não me queime, você já acabou com a minha vida, não está vendo? Nunca mais poderei andar. talvez eu nem resista e morra logo, logo, estou perdendo muito sangue, esqueça essa bobagem de fogo.

—Bobagem? Fala sério, Brincar com fogo me parece uma boa idéia, que tal tentarmos?

—Não, não faça isso, eu deixo você ir embora, fuja, aproveite, mas não precisa fazer isso comigo.

—Não quero mais fugir Vinci, não preciso mais, estou no comando agora, e vou fazer exatamente o que quero. Te queimar todinho...VIVO.

—Não precisa fazer isso Jessica—Enquanto ele falava, fui apanhar o galão, comecei a derramar o líquido em cima dele, molhava-o todinho—Para com isso garota, não precisa fazer isso, você não é má.

—Você tem razão Vinci, o único malvado aqui, é você, eu estou apenas me vingando, é bem diferente de maldade—Derramei até a última gota de gasolina, joguei o galão longe, e fui pegar o isqueiro que estava próximo dele, o mesmo tentou alcançá-lo com o braço, já que com a mão seria impossível, ele nem mais os dedos tinha, a não ser pelo polegar, o que não ajudaria em nada.

—Opa!—Segurei o isqueiro na mão—Isso aqui é meu agora—Acendi o isqueiro, uma chama alaranjada saiu do objeto—Foi um prazer te conhecer Vinci...Ops—Pausei—Na verdade foi um desprazer te conhecer, te desejo uma morte agonizante, que as chamas comam seu corpo todo, ou pelo menos o que sobrou dele, adeusinho—Me abaixei e encostei a chama do isqueiro no chão ensopado de gasolina, não demorou menos de um segundo e o fogo se estendeu até o corpo de Vinci, procurei me afastar o máximo que pude, não queria me queimar, afinal, meu corpo também estava molhado de gasolina. As chamas tomaram conta do corpo dele, seus gritos chegavam a causar arrepios, confesso que fiquei chocada com a cena, por mais que eu o desejasse morto, vê-lo sendo tomado pelas chamas, era quase como um filme de terror, me sentia bem, me sentia vingada, mas por outro lado, não gostava de ver aquilo.

Observei que as chamas estavam queimando o corpo de James também, não pude segurar as lágrimas, era ainda mais triste vê aquilo. Joguei o isqueiro no chão, virei de costas e comecei a caminhar, não queria mais ficar ali, não havia mais necessidade da minha presença, deixaria que ele morresse sozinho.

Eu já estava bem afastada, mas ainda conseguia escutar seus gritos, seu desespero. Não estava arrependida, estava triste, pois o que era para ser um acampamento entre amigos, se tornou um circo de horrores, não fiz nada mais do que me vingar. Ele procurou por aquilo, quem muito mal faz, uma hora acaba pagando da pior maneira possível. No final das contas, tudo estava acabado.

[...]

O dia já estava amanhecendo, eu continuava caminhando pela estrada, sentia um forte cansaço tomar conta do meu corpo, minha nuca ainda insistia em doer.

—Lucy???—Gritei o mais alto que consegui, quando avistei a mesma sentada no meio fio, com a cabeça em cima dos joelhos—Lucy??—Voltei a chamá-la. Ela levantou a cabeça, estava um pouco desorientada, pois demorou a me reconhecer.

—J-jessica? Ai meu deus, Jéssica??—Ela se levantou, e nós duas corremos uma na direção da outra. Abracei ela com todas as minhas forças, estava tão aliviada de tê-la encontrado, ainda bem que ela estava segura, beijei seu rosto vários vezes, lágrimas caiam dos nossos rostos, mas não era de tristeza, mas sim de alegria.

—Por que estava sentada ali sozinha Lucy?—Nos afastamos um pouco, mas eu continuei com meus braços em volta do seu pescoço.

—Não consegui seguir sem você, pensava que o Vinci podia ter feito algo de ruim contigo, eu simplesmente não consegui mais caminhar, então sentei ali, na esperança que você me encontrasse, mas o que aconteceu? Cadê o Vinci?—Perguntou curiosa.

—Morto! Eu o matei, foi difícil, nem sei da onde tirei tanta coragem, mas eu dei um jeito, acabei com a vida daquele cretino, não precisamos mais temer, estamos livres Lucy, livres—Voltamos a nos abraçar, era um abraço cheio de amor, de ternura, de afeto, jamais deixaria que nada de ruim acontecesse com Lucy, ela era tudo para mim. Perder Bob e James havia sido dureza, mas se eu perdesse Lucy, eu não suportaria, acho que escolheria morrer também.

—Vamos embora agora?—Ela soluçava muito.

—Sim, vamos para casa, vamos voltar para o aconchego dos nossos pais, mas me promete que vai tentar ser melhor com o papai, sabe que ele te ama, não seja tão dura, ta bom?

—Tudo bem, eu valorizo a vida agora, depois desse inferno que passamos, aprendi que devemos dar valor a quem realmente nos ama. Vou abraçar muito o papai quando voltarmos.

—Fico muito feliz Lucy! Bom, vamos pra casa, acabou o nosso pesadelo.

[...]

**Cena Bônus**

Graça a Deus conseguimos uma carona, um casal de idosos bem simpáticos, tinham nos ajudado, contamos que tínhamos sido assaltadas, afinal tudo que menos queríamos, era ter que tocar no assunto do Vinci outra vez.

O casal parou em um posto de gasolina de beira de estrada, o lugar era bem humilde, o senhor disse que iria encher o tanque, eu e Lucy ficamos dentro do carro, com a sua esposa. Eu estava tão aliviada, voltaria para casa bem, e o melhor, junto com minha irmã, tudo que ficou para trás era passado, eu queria esquecer. Claro que teria que contar tudo para meus pais, e para a polícia também, mas não queria pensar nisso, pelo menos não agora, a dor da minha nuca havia passado, apesar do meu nariz ainda doer um pouco.

Lucy estava deitada com a cabeça no meu ombro, e eu estava com a cabeça encostada no vidro do carro, estava olhando para a mata que cercava o posto de gasolina, era bem densa e com muitas árvores ao redor. Fiquei viajando naquela paisagem por alguns minutos, estava perdida em pensamentos. Senti meus olhos pesarem, pisquei algumas vezes, para me manter acordada, queria está ciente quando chegássemos em casa. Foi ai que senti uma forte sensação ruim tomar conta do meu corpo, juro que quase tive um treco, meu coração quase saiu pela boca, não acreditava que estava vendo Jack, o pai de Vinci.

Ele estava encostado em uma das árvores, sua expressão era totalmente fechada, nas mãos ele segurava um facão, eu reconheci aquele facão, fora o mesmo facão que Vinci havia usado para matar James, e eu para machucar Vinci. O velho mantinha um semblante assustador, estava quase me devorando com seus olhos, me encolhi no banco do carro, um nó se formou em minha garganta, era como se todo o pesadelo estivesse voltando.

—Vamos embora agora!— Olhei para frente, o velho senhor, já estava ligando o carro, olhou para trás e sorriu para mim, retribui o sorriso um pouco assustada ainda, quando voltei a encarar a mata, exatamente no ponto em que havia visto Jack, não o encontrei mais ali, ele havia sumido, evaporado.

Preferi não contar nada para Lucy, ela estava tão bem dormindo, não iria pertubá-la com aquilo, talvez tivesse sido alguma alucinação minha. Eu estava impressionada com tudo que havia passado nesses dias, devia ser isso, eu apenas tive uma impressão de tê-lo visto. Tentava me convencer disso.

O carro voltou a seguir o rumo da estrada, afastei aquele pensamento da minha cabeça, acabei vencida pelo cansaço, que falou mais alto, abracei confortavelmente Lucy, e deixei meus olhos se fecharem como cortinas

Notas finais
Muahahahahahahaha
Fimmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
Espero que tenham curtido a Fic, de verdade.
E espero que tenham gostado do final, foi meio clichê, mas acho que ficou Bão.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!