Os Vingadores - Entre Herois e Aliens
25 O Golpe
POV Autora
Semanas se passaram desde que haviam apagado a memória dela, como ela continuava agindo como se não lembrasse de nada, obedecendo cegamente as ordens, sem hesitar, sendo a arma que a KGB queria que fossem, sem apresentar remorso pelas suas ações.
Mas ela torcia para que eles fosse. apagar a memória dela novamente para não ter que repassar tudo que teve que fazer quando estava sozinha no quarto. A filha de Treykov, São Paulo, o incêndio do hospital, todas as vidas que foram perdidas no processo de cada missão, todos os inocentes que viu morrem por terem visto coisas demais.
E se sentia ainda pior, por ter que contar ao Dimitri tudo que fazia, para que quando apagassem a memória dela novamente, soubesse o que aconteceu ou não. Estava se preparando para mais um dia de treinamento, Victor não tentou uma reaproximação desde aquela noite e Natasha ficou um pouco aliviada, afinal sem aproximação entre eles, era menos chances dele ser usado para afeta-la.
Após o treino, foi avisada de que o diretor queria falar com ela. Retornou ao dormitório, tomou um banho rápido, colocou seu uniforme e foi até a sala do diretor. A porta estava aberta, ela se aproximou e bateu duas vezes para chamar atenção do diretor.
— Entre, agente Romanoff — ele falou e ela se aproximou — Você terá uma missão.
— Qual a missão, senhor? — Natasha perguntou simplesmente
— Existe uma possibilidade de ainda existir alguns documentos contendo alguns dados sobre o soro do Supersoldado que foi feito durante a 2° Guerra Mundial, dizem que a Hydra moveu essas informações para Budapeste — O diretor falou entregando a ela as demais informações da missão — Você irá como a 2° no comando, estará sob as ordens do Agente Armaturov.
— Sim, senhor — Natasha respondeu
— Ele já está selecionando, mas algumas dezenas de agentes qualificados para essa missão, o local estará muito bem guardado, nós precisamos desses arquivos — O diretor falou firme
— Se existir qualquer dado sobre o soro, será trazido para o senhor — Natasha falou convicta
— Muito bem, agora vá — O diretor falou e ela assentiu se retirando
Natasha retornou ao seu dormitório, trancou a porta e vasculhou todos os lugares procurando por escutas, após não encontrar ela pegou o dispositivo que usava pra se comunicar com o Dimitri.
— Dimitri? — ela chamou assim que ativou o comunicador
— Segundo contato em um dia — Dimitri comentou — Aconteceu alguma coisa?
— Aconteceu, finalmente vou vingar a morte da minha mãe e sair daqui — Natasha falou firme
— Diga quando, que deixarei tudo pronto para te tirar do país — Dimitir falou
— Você não vai me tirar daqui — Natasha falou deixando-o confuso — A missão começa em uma semana, preciso que me faça um favor.
— Do que precisa? — Dimitri respondeu
— Que entre em contato com a SHIELD — Natasha respondeu contando os planos para ele.
Dias Depois
Nos Estados Unidos
A agente Hill andava a passos rápidos pelos corredores da SHIELD segurando com firmeza o envelope nas mãos, sabia que o diretor Fury não estaria em reunião no momento, então simplesmente abriu a porta e entrou.
— Desculpe não ter batido, senhor, mas é urgente — a agente Hill falou se aproximando da mesa dele
— O que aconteceu? — Fury perguntou preocupado, nunca havia visto ela tão agitada
— Essa carta acabou de chegar, veio da Rússia e está endereçada ao agente Nathan Barton — a agente Hill falou e Fury praticamente pulou da cadeira para ver o envelope.
Abriu a carta e vi que estava escrita em russo.
"Nesta sexta-feira, a KGB irá realizar uma missão em uma antiga base da Hydra que supostamente tem arquivos sobre o primeiro teste do soro do super soldado feito no Caveira Vermelha. A missão está sendo liderada pelo Agente Armaturov e auxiliado pela Agente Natasha Romanoff"
Na cabeça do Fury de tudo que leu, apenas o nome da Natasha se repetia em sua mente, passou anos ouvindo o Nathan lamentar a morte da filha, mesmo que o seu filho Clint parecesse não se lembrar de nada que ocorreu na Rússia.
— Quem mandou isso? — Fury perguntou olhando-a
— Não sei, senhor — a agente Hill falou tentando conter a agitação — A carta não está assinada, sem selo, sem remetente, estava misturada com outros envelopes. Só tinha o nome do Nathan.
— Como saberemos se isso é real? — Fury questionou mais a si do que a ela
— E se for da pessoa que ajudou o Nathan a fugir da Rússia — a agente Hill sugeriu — Se ele consegue tirar pessoas de lá sem deixar rastros, conseguiria obter essas informações.
— Prepare uma força tarefa, iremos para lá — Fury falou simplesmente
— Sim, senhor — Hill começou a se afastar, mas se deteve — Senhor, acredita que pode ser ela?
— É o que iremos descobrir — Fury falou olhando-a — Mande para essa missão o agente Barton.
— O senhor acha que ele está pronto para uma missão? — Hill perguntou preocupada — O garoto perdeu o pai a menos de um mês.
— Ele pode não se lembrar da vida dele na Rússia, mas a Natasha pode — Fury falou firme — Se realmente for ela, vai reconhece-lo.
— E se não for? — a agente Hill questionou
— A trataremos como a qualquer inimigo — Fury falou firme, a agente Hill assentiu e saiu da sala para dar início a organização da missão.
Sexta-feira, 22h37min
Budapeste — Hungria
Todos os agentes da KGB, estavam a postos, cerca de 45 agentes. Era uma base bem guardada, muitos homens treinados e armados. Armaturov deu o comando e todos os agentes seguiram para assumirem o controle da base.
Há alguns quilômetros dali, a força tarefa da SHIELD se aproximava, seguindo todas as ordens.
— Agente Barton, você terá uma missão especial — a agente Hill falou olhando-o
— Qual a missão? — ele perguntou ajustando o fio do seu arco
— Existe uma agente da KGB, ela é a segunda no comando dessa missão — Hill falou simplesmente — O nome dela é Natasha Romanoff.
— Tenho ordens para matar? — Clint perguntou ajeitando o arco
— Apenas se ela oferecer resistência — agente Hill falou simplesmente e Clint assentiu.
Em poucos minutos a KGB já haviam matado boa parte da equipe de segurança, os que eles não mataram ficaram gravemente feridos, o agente Armaturov ordenou que todos ficassem a postos, afinal o alarme de invasão havia sido acionada e em breve chegariam reforços e apenas autorizou que a agente Romanoff o acompanhasse para procurar os supostos documentos. Natasha se aproximou dos computadores, sentou em uma das cadeiras e começou a mexer dizendo que talvez tivesse algum arquivo que pudesse direcionar melhor a busca, o agente Armaturov assentiu e foi revirar alguns arquivos, quando Natasha viu que ele se afastou acessou as câmeras de segurança e notou que os agentes que estavam na entrada estavam caídos, continuou a sua busca e viu que os agentes da SHIELD já estavam no prédio, teria no máximo 15 minutos até que alguém descobrisse e informasse o Armaturov, desligou os computadores depois que descobriu que os arquivos foram destruidos quando um cano inundou e destruiu tudo há pelo menos dez anos e foi ajuda-lo.
— Os computadores estão limpos — Natasha mentiu mexendo nos arquivos próximos de onde ele estava
Eles passaram alguns minutos procurando cada pasta de arquivos, descartando no chão as que não interessasse.
— Acho que achei alguma coisa, parece um fundo falso — Natasha mentiu fingindo tentar abrir o "fundo falso" — Não consigo abrir.
— Deixe-me tentar — Armaturov se aproximou e quando colocou um braço na gaveta do arquivo pra procurar o espaço do tal fundo
Natasha fechou a gaveta de metal do arquivo com força quebrando o braço dele, que gritou de dor.
— O que fez? — Armaturov falou tirando o braço quebrado da gaveta, puxou a arma com braço bom, mas Natasha rapidamente o desarmou.
Sem pensar duas vezes o desarmou, tirou o comunicador dele o quebrando em seguida.
— O que pensa que está fazendo, agente Romanoff? — ele perguntou tentando entender o que acontecia
— Retribuindo o que fez anos atrás com a minha mãe, pouco antes de por fogo na minha casa — Natasha falou com frieza e um sorriso maldoso
— O quê? — ele murmurou se afastando a medida que ela se aproximava
— Eu me lembro perfeitamente daquela noite, por anos aquela cena voltou a minha mente enquanto dormia — Natasha falou em um tom tranquilamente assustador — Ainda consigo ouvir a voz dela dizendo que não sabia onde estava o meu pai e meu irmão e logo em seguida você batendo nela.
— Vasculhamos a casa — ele falou surpreso — Você não estava lá
— Não só estava, como assisti a tudo — Natasha falou começando a ataca-lo
Natasha estava em vantagem, não só porque ele estava com o braço quebrado, mas pelo fato dela agora ser mais forte, mais rápida, mais ágil. Ele pegou uma faca do seu uniforme e tentou ataca-la, enquanto Natasha desviava habilmente dos seus golpes, em uma brecha na sua defesa, Natasha o desarmou, chutou seu peito, fazendo-o bater contra a parede cair sentado, gemendo de dor por causa das costelas que quebraram devido ao impacto. Com dificuldade, ele levou a mão no bolso e pegou um papel e o abriu começando a ler.
— Passado — Armaturov falou e Natasha o olhou confusa — Escolhida
Natasha começou a sentir uma leve gastura na cabeça.
— Noventa — Armaturov falou e Natasha sentiu uma forte pontada na cabeça — Recomeço.
— Para — Natasha falou levando as mãos a cabeça, virando de costas para ele, lutando para não perder a memória
Ela sentiu algo dentro de si despertar, uma força que nunca havia tido antes.
— Vermelho — Armaturov falou firme, vendo como as palavras a atingiam — Dez
— EU MANDEI PARAR — Natasha gritou, em um movimento ela se virou direcionando sua mão e um raio rosa foi disparado acertando poucos centímetros acima da cabeça do Armaturov
— Como...? — ele perguntou assustado, nunca havia visto algo como aquilo antes.
O brilho rosa que emanava dos olhos Natasha foi se apagando, assim como o brilho que envolvia a sua mão. Ambos ficaram assustados, Natasha olhava as próprias mãos, tentando entender o que aconteceu, até que o barulho de uma explosão fez todos o andar tremer. Natasha sabia que seu tempo estava acabando.
— Não irão chegar a tempo pra te ajudar — Natasha falou pegando a própria arma, disparou duas vezes contra o estômago dele, se aproximou pegando o papel das mãos deles e sussurrou com ódio — Aproveite seus últimos minutos.
Natasha deu as costas, saindo da sala e sabia que quando qualquer um da SHIELD a visse seria atacada. E precisava ser rápida se quisesse sair com vida tinha que usar de todo seu conhecimento para isso.
"- Agente Armaturov, agente Romanoff, homens estão invadindo o prédio" — um agente informou pelo comunicador — "Mais do que eu força de resgate padrão, parece uma força tarefa"
— Percebemos, nós fomos atacados aqui e... — antes que ela completasse as portas da escadaria se abriu
Homens armados saíram e assim que a viram começaram a atirar. Ela correu e se escondeu entre as pilastras enquanto atiravam, rádio comunicador havia sido atingido, gora estava realmente sozinha, pegou um pequeno dispositivo com gás lacrimogêneo no seu traje e jogou na direção deles. Puxou a sua arma e começou a revidar.
Muitos ficaram feridos, alguns conseguiam lutar ainda, Natasha notou que as habilidades taticas e de luta eram superiores a ds equipe de resgate padrão, pouco tempo depois eles estavam inconscientes, só então ela viu que era uma equipe de agentes da SHIELD. Ela olhou os próprios equipamentos.
Como deveria ser uma missão simples o armamento deles não foi pesado. Só restavam pra ela dois pentes, para as armas. Seguiu o caminho sempre atenta, estava indo em direção a escadaria principal por onde ela veio, mas se virou quando ouviu.
— Agente Romanoff? — Clint falou do outro lado do corredor
Natasha o olhou por alguns segundos, mas correu quando ele direcionou a arma na direção dela e disparou. Ela disparou na direção dele que se escondeu atrás de uma parede enquanto ela se escondia atrás de um armário de carvalho.
— Porque todos que me veem tentam me matar? — Natasha perguntou alto para ele ouvir
— Você é agente da KGB, não é? — Clint rebateu com uma pergunta
— Então é por causa das organizações? — Natasha perguntou simplesmente — Que alívio, estava começando a achar que era pessoal.
— Não se preocupe, somos profissionais — Clint respondeu a provocação
— Estou em desvantagem — Natasha falou alto para que ele ouvisse enquanto procurava uma saída — Sabe quem sou, mas não sei quem é.
Ela correu em direção a uma parede que seria uma proteção melhor, ele percebeu a movimentação e disparou novamente enquanto ela corria pra se esconder. Ele não disparava pra matar, só pra deixar sem saída.
— Sou agente da SHIELD — Clint respondeu alto — Clint Barton
— Barton? — Natasha murmurou surpresa, lembrou do rosto do rapaz, era pouco mais velho que ela, sorriu e murmurou novamente — Nick.
— Não quero machuca-la, só estou aqui para te levar — Clint falou olhando-o na direção dela esperando uma brecha, qualquer sinal de hostilidade e para acabar com aquilo — Só quero que se entregue e poderemos sair sem problemas.
— Sério? — perguntou com sarcasmo — Já vi esse truque, foi segundos antes de um agente atirar na cabeça de uma criança.
— Te garanto que não somos como a KGB — Clint falou firme
— Deixa eu adivinhar, tenho que largar as armas e ir até você com as mãos pra cima? — Natasha perguntou
— Exatamente — Clint respondeu
— Enquanto você aponta sua arma em minha direção? — Natasha falou e riu — Sem chance.
— É só uma precaução — Clint falou simplesmente
— Tenho uma proposta melhor — Natasha falou
— Então vamos ouvi-la — Clint disse normalmente
— Vamos sair juntos, ambos armados e de frente um pro outro, guardamos nossas armas e nos aproximamos pacificamente — Natasha falou
— Uma prisioneira armada? — Clint debochou — Não vai rolar.
— O prédio tá cheio de agentes locais e da KGB, teremos que lutar se queremos sair com vida — Natasha falou tranquilamente
— Porque eu deveria acreditar que lutará contra sua própria organização? — ele perguntou sem entender
— Porque quando eles souberem o que fiz, me matarão — Natasha respondeu com sinceridade — Estou dependendo de você para sair viva daqui e você dependendo de mim para lidar com a KGB. Teremos que confiar um no outro.
— Confiar em quem abateu sozinha um equipe nível 7 da SHIELD? — Clint perguntou ironicamente
— Foi legítima defesa, eles atiraram primeiro — Natasha rebateu — Mas você tem ideia melhor?
— Como saberei que não vai tentar me matar na primeira oportunidade? — Clint falou
— Me faço a mesma pergunta, mas preciso acreditar que vai cumprir a sua palavra — Natasha respondeu alto e sussurrou a última parte — Porque eu não conseguiria machucar meu próprio irmão.
— No três? — Clint perguntou disposto a arriscar
— No três — Natasha confirmou
A contagem iniciou e no três ambos saíram dos seus esconderijos, ficando expostos um para o outro no corredor. Cada um, em um lado frente a frente, lentamente eles guardaram suas armas e começaram a se aproximar.
— Cumpriu sua palavra — Clint falou
— É a única coisa que me restou — Natasha respondeu quando eles pararam no meio do corredor.
De onde ela saíra após deter os agentes.
— Estou com a agente Romanoff, estamos de saída — Clint falou no comunicador, mas logo em seguida eles ouviram um barulho no corredor.
Olharam na mesma direção e viram o Armaturov apoiado na parede, segurando uma arma começando a direcionar para a Natasha, rapidamente Natasha e Clint puxaram suas armas e fizeram um disparo.
A bala do Clint acertou o ombro, a da Natasha acertou o peito, atingindo o pulmão. Ele caiu no chão e eles se aproximaram, viram que ele começou a sufocar e devido aos ferimentos na barriga tudo estava ainda pior.
Clint olhou o homem com o mesmo desprezo que a Natasha, Clint direcionou a arma mais uma vez.
— O que vai fazer? — Natasha perguntou olhando-o seriamente
— Esse infeliz matou o meu pai — Clint respondeu com ódio, deixando a Natasha sem reação
— Não! — Natasha falou desviando a arma da direção do arma e Clint se afastou apontando a arma pra ela
— O que aconteceu lutar contra a sua organização? — Clint perguntou com ódio no olhar e ela entendia isso melhor do que ninguém
— Ele matou a minha mãe quando tinha 5 anos, tive que assistir ela morrer — Natasha falou deixando uma lágrima correr — Por isso atirei nele, pra que ele morresse lentamente.
— Eu vou apontar minha arma pra ele novamente e você não vai desviar dessa vez — Clint disse com firmeza — Depois do que ele fez a você deveria desejar acabar logo com isso, tanto quanto eu.
— Eu quero — Ntasha falou se aproximando ignorando a arma — Mas depois dele ter destruido a nossa família, ele merece sofrer antes de morrer.
— Alguma ideia? — Clint falou abaixando a arma
— Abre a boca dele — Natasha disse simplesmente e Clint fez o que ela pediu
Tirou um pequeno dispositivo explosivo do cinto, carga suficiente para causar estrago em uma maçaneta. Colocou na boca dele a fechando em seguida, esperou alguns segundos e quando abriram a boca dele viram que tinha engolido, se afastaram alguns metros e Natasha estendeu o acionador pro irmão.
— Faz as honras — Natasha disse simplesmente
Clint pegou e apertou enquanto ambos olhavam o Armaturov, viram o corpo dele se impulsionar levemente e ele gritar de dor. O sangramento na barriga ficou mais intenso, sangue começou a escorrer da boca.
— Um braço quebrado, costelas trincadas, um pulmão furado, um estômago explodido e os órgãos em volta lesionados — Natasha falou — Ele terá no mínimo três minutos de pura agonia antes de morrer.
— Ele merecia mais — Clint falou e a olhou — Mas por na circunstância, é o melhor que teremos.
— É — Natasha falou olhando o Armaturov se engasgar com o próprio sangue
— Vamos embora — Clint falou e ela o acompanhou.
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