Os Vingadores - Entre Herois e Aliens
5 Nova Vida
POV Natasha
Sonho ON
Eu ouvi um barulho na porta da frente, fui obrigada a me esconder no armário de casacos com fundo falso na sala. Ao entrar no compartimento, a porta foi aberta, três homens entraram arrastando a minha mãe que estava amarrada.
— Revirem a casa e encontrem a garota — um dos homens ordenou
Os homens começaram a entrar em todos os cômodos, revirar todos os cantos a minha procura, o homem que ficou na sala com a minha mãe começou a procurar na cozinha, ao retornar ao comodo ele viu o armário, pude ouvi quando ele tocou a porta do comodo e prendi a respiração para evitar fazer qualquer ruido, conseguia ouvir com clareza o homem movendo os cabides de lugar puxar as caixas para ver se encontrava alguma pista.
— Reviramos a casa inteira, nem sinal da garota — um dos homem falou, fazendo o que aparentemente era o líder se afastar do armário.
— Mas encontramos alguns equipamentos em curto no quartinho dos fundos — falou o segundo cara.
— Onde eles estão? — o líder perguntou a minha mãe
— Eu não sei — ela respondeu quando tiraram a mordaça, sua voz demonstrava cansaço, dor e tristeza
— Não minta — minha mãe recebeu um forte tapa no rosto, o barulho me fez tremer levemente — Onde estão os outros Romanoff?
— Eu já disse... — Minha mãe cuspiu o sangue da boca — Eu não sei.
— O que você falou a sua filha no mercado? — o líder perguntou
— Dei a ela cinco minutos pra escolher o lanche que ela quisesse, mas ela não voltou — minha mãe mentiu e com o restante de força gritou — O QUE VOCÊS FIZERAM COM ELA?
— Você é boa, mas não iremos cair na sua conversa — o líder falou olhando-a — Eu irei encontrar a sua família, com ou sem sua ajuda
— Eu já disse que eu não sei — Sasha insistiu olhando-o, abri um pequeno espaço do esconderijo para ver o que acontecia
— Receio que terei que encontra-los sem a sua ajuda — o líder levantou, pegou a arma e atirou duas vezes no peito da minha mãe.
Cobri a boca com a mão, para não emitir som enquanto as lagrimas escorria pelo meu rosto. Vi a minha mãe tombar para o lado respirando com dificuldade.
— O que fazemos? — um dos homens falou
— Coloquem fogo na casa — o líder guardando a arma — E vamos sair daqui.
Os homens saíram, comecei a abrir meu esconderijo, mas parei ao ouvir o barulho da porta, um dos homens entrou, subiu a escada e começou a despejar gasolina no andar superior e foi descendo, jogou sobre a parede e alguns acendeu um esqueiro e jogou não chão onde havia gasolina e quando eles estavam quase saindo, sem querer fiz um barulho dentro do compartimento, um dos homens voltam e bateram no armário até a porta se revelar mostrando a menina, no instante seguinte senti uma mão tocar meu ombro
Sonho OFF
Acordo assustada sentindo minha mão em meu ombro, por reflexo me viro e sem olhar chuto a pessoa que me segurava na barriga, ao cair eu escuto apenas um gemido de dor, olho para ver quem me segurava e era... Victor!? Me levanto de pressa da cama ajudando e já me desculpando.
— Ai meu Deus, Victor eu sinto muito, eu não queria te chutar — digo ajudando-o a se levantar
— Está tudo bem, seu chute é bem forte pra sua idade — ele disse fazendo uma leve careta de dor.
— O que veio fazer aqui? — perguntei curiosa.
— A mamãe mandou te chamar pro jantar, mas... — ele olha para cama como se lembrasse de algo e disse — Você teve um pesadelo, não foi?
Olho para ele surpresa pela pergunta e assustada ao lembrar do sonho e respondo.
— Sim, mas como você soube? — perguntei sem olha-lo
— Quando eu entrei eu te vi agitada, vi lagrimas escorrerem pelos seu rosto enquanto dormia, então eu decide te acordar — ele fala me olhando com preocupação
— E como eu te agradeço? Te dando um chute na barriga — falo tentando amenizar o clima tenso que estava ali — Me desculpa Victor, juro que foi sem querer.
— Eu já disse pra não se preocupar — Victor fala
— Mas... — fui interrompida pelo Victor
— Está tudo bem, sei que foi por causa do sonho — ele fala em tom compreensivo — Agora vamos jantar?
— Eu já vou descer, te vejo daqui a pouco — digo com um sorriso discreto
— Ok, a gente tá te esperando na sala de jantar — ele estava quase saindo quando eu disse
— Victor? — ele parou e olhou pra mim — Não conte a ninguém o que viu aqui, por favor.
— Tudo bem, será o nosso segredo — disse saído do meu quarto e fechando a porta atrás de si.
Fui ao banheiro, fiz minha higiene, e lavei o meu rosto e fui para cozinha, ao chegar lá encontro todos sentados a mesa me esperando, me sento no lugar vago entre o Victor e o Fernando, começamos a jantar em silêncio, depois de alguns minutos o Sr. West disse:
— Semana que vem você volta para a escola — ele disse me encarando — Já entrei em contato com a direção da sua escola.
Quando ele disse isso, senti um nervosismo consumir todo o meu corpo e parece que o todos perceberam isso.
— Algum problema, querida? — disse a Sra West — Parece preocupada.
— É que... é que eu não quero voltar para minha antiga escola — disse tentando controlar o nervosismo.
— Por que não? — a sra West peguntou intrigada
— Tudo é muito recente, uma hora tinha tudo e de repente perdi aqueles que amava — falei me controlando para não perder o controle dos meus sentimentos — Não quero que todos me olhem com pena
— Tudo bem Natasha, se você quiser podemos te colocar em outra escola — disse o Sr. West me deixando aliviada — Se você quiser pode estudar na mesma escola que os meninos.
— Posso? — Disse dando um leve sorriso — Vai ser bom chegar numa escola nova conhecendo alguém.
— Também notei que você se interessa por artes marciais, se você quiser, posso matricula você com eles. — Ele diz me olhando
— Eu iria adorar, Sr. West — digo a ele — Obrigada
— Pronto amanhã eu peço sua transferência e matriculo você com eles nas aulas extracurriculares — disse West
— Obrigada! — disse me levantando da mesa retirando os pratos que sujei
— Deixa que eu faço isso — diz a senhora West
— Eu ajudo a senhora — disse olhando-a
— Não precisa se preocupar fique com os meninos na sala
— Eu já estou acostumada, fazia isso direto com a... — Meu pequeno sorriso se desfez dei um breve suspiro e disse — Minha mãe
— Está bem então. Vamos? — ela disse com um sorriso nos lábios tentando me animar um pouco
Nós estávamos indo em direção a cozinha quando vejo alguém se aproximando
— Três pessoas podem terminar com esse trabalho com rapidez — ouço o Fernando dizer
— Quatro então faria mais rápido ainda. — diz Victor se aproximando de mim
— Com certeza — ela parecia surpresa pela reação deles e deu um sorriso orgulhoso para os dois
— OK! A senhora ensaboa, Fernando enxágua, eu seco e Victor guarda. — Eu disse olhando para ela e me virei para os meninos — Vocês concordam?
— Por mim tudo bem — Victor disse
— Por mim também — foi a vez do Fernando
Fomos até a cozinha e arrumamos tudo, ao terminarmos ficamos assistindo TV, até que dei o meu primeiro bocejo, em seguida ouço a senhora West dizer.
— Bom já está ficando tarde e vocês vão para cama agora.
— aaaaaaaaaaaah! — eu, Victor e Fernando dissemos ao mesmo tempo, nos entre olhamos, o que resultou em uma crise de riso em nós três.
— aaaah nada! Vamos que amanhã terão um dia cheio, precisam descansar.
Nós nos levantamos e subimos as escadas Victor nos desejou boa noite e foi para o quarto dele ao lado do meu
— Vá se deitando que eu já volto, vou pôr a Natasha na cama — ela disse para o Fernando
Fomos ao meu quarto me deitei confortavelmente na cama e ela me cobriu, me deu um beijo em minha testa, me desejou boa noite e saiu. Após a saída dela, senti falta das vezes que minha mãe ficava comigo até eu dormir. Senti uma lagrima escorrer, fechei os olhos e acabei adormecendo lembrando da minha família.
Ao dormir dessa vez eu sonhei lembrando do dia do acampamento com meu pai e do meu irmão, acordei e senti meu travesseiro molhado sentei secando as lagrimas. Quando vi uma sombra de baixo da minha porta, me levanto devagar e me aproximo, chegando perto da porta vejo a sombra se afastar, eu abro a porta sem fazer barulho e olho no corredor e vejo o Victor.
— Victor? — eu o chamo
— Oi? — ele parecia nervoso por ter sido pego no corredor
— O que está fazendo acordado? — perguntei curiosa
— Eu... eu... — ele desvia o olhar como se estivesse procurando as palavras certas — Fui ao banheiro
Ele respondeu aparentando ter certeza do que disse, mas eu comecei a rir
— Do que você está rindo? — pergunta sem entender
— Você é bom, mas precisa melhorar suas desculpas — digo cruzando os braços
— Do que você tá falando — ele ficou nervoso, sabia que ele havia entendido
— Não insulte a minha inteligência, tá na cara que está mentindo. — disse conseguindo controlar os risos
— Eu não estou mentindo — ele se defendeu
— Sério? — pergunto sarcástica — Então me explica com vi sua sombra de baixo da minha porta se o banheiro é para o outro lado?
— O que você estava fazendo acordada até agora? — pergunta querendo claramente mudar de assunto.
— Nem vem com essa pro meu lado — digo me afastando do batente da minha porta e indo pro corredor — É mais fácil me dizer a verdade.
— Eu sempre demoro a dormir, e eu... — olho pra ele pedindo para que continuasse — Acabei ouvindo você chorar, então fui ver como você estava.
— Você ouviu? — olho pra ele surpresa e pergunto — Porque?
— Porque o meu quarto é ao lado do seu — ele fala como se fosse obvio.
— Não isso — digo revirando os olhos — É que mal nos conhecemos, e você se preo...
Fui interrompida por ele.
— Eu sei, é que... — ele olha para as outras portas do corredor e diz — Aqui não é o melhor lugar para conversarmos, vem.
Ele diz, indo em direção ao meu quarto e eu o sigo. Entro e ele encosta a porta, sinto ele me seguir com o olhar até eu me sentar na minha cama, enquanto ele pega a cadeira da minha penteadeira. Ele traz a cadeira e senta na minha frente e diz me olhando.
— Você se parece com ela — eu o olho confusa — Não fisicamente, mas o seu jeito, sua voz, o modo de pensar, de agir, tudo nos faz lembrar dela
— Dela quem, Victor? — ele respira fundo e se encosta na cadeira
— A minha irmã. — Ele me olha e eu vejo tristeza no seu olhar
— O que aconteceu com ela? — perguntei ainda tentando assimilar o que foi dito
— Ela tinha a sua idade, morreu há uns seis meses — percebi uma lagrima escorre pelo canto do olho — Atropelada por um motorista bêbedo, morreu na hora.
— Qual era o nome dela? — perguntei querendo saber mais do assunto
— Melanie — ele responde abaixando o olhar
— Porque não vi nenhuma foto dela? — perguntei intrigada — Porque ninguém fala dela?
— Depois que ela morreu, minha mãe entrou em depressão e ficou a base de tranquilizantes por uns meses, porque toda vez que ela via algo da Mel, ela se desesperava e começava a gritar por ela.
— Olhando para ela, nem parece que... — ele me olha com certa preocupação, acho que o meu rosto era uma mistura de choque com compreensão — Ela vê em mim a filha que perdeu.
— Você é esperta — ele me olhava com um pouco de espanto pela minha dedução, então tive certeza que havia acertado. Então ele pergunta brincando — Tem certeza que tem apenas cinco anos?
— Victor!? — digo jogando uma almofada nele, ele segura e começa a rir, eu logo em seguida.
— Me desculpa — ele diz ainda rindo, ele se controla e diz — É que as vezes você fala e pensa como se não fosse mais criança.
— Acho que é um efeito colateral — digo e desvio meu olhar — Amadurecer antes do tempo.
— Sinto muito, não devia ter... — Eu o interrompo
— Está tudo bem Victor — digo dando um pequeno sorriso.
— É que depois de te ver brincando, rindo, conversando com a gente — ele diz me olhando nos olhos — Acabei esquecendo do que você passou há poucos dias.
— Meus pais não gostariam de me ver triste — digo olhando-o
— Os meus vivem dizendo isso — ele diz e sorri — Acho melhor você dormir
— Só eu? — pergunto com um tom brincalhão e ele ri
— Será que você tem jeito? — ele diz colocando a cadeira de volta e nós dois rimos
Ele já estava indo em direção a porta e eu digo
— Victor? — eu o chamo e ele se senta ao meu lado na cama
— O que foi? — ele diz me olhando
— Você me vê como irmã que perdeu, não é? — pergunto com um pouco de medo de como ele reagiria, ele desvia o olhar e diz
— Sim, como você me lembra ela, acabo agindo meio que por instinto — ele volta a me encarar e diz — Mas porque está me perguntando isso?
— Nada, apenas... curiosidade
Olho para o outro lado me lembrando do meu irmão, lembro da gente correndo pela casa, subindo nas arvores, um implicando com o outro. Essas lembranças me fazer sorrir.
— O que foi Natasha? — ele pergunta me tirando dos meus pensamentos
— Nada demais é que... — olho pra ele que parece um pouco confuso e digo — Acho que também vejo em você o irmão que perdi.
Ele sorrir no momento em que pronuncio a palavra irmão, ele fazer um sinal discreto mas percebo o que ele quer, então me ajoelho na cama ficando de frente para ele e dando um abraço, quando isso acontece não consigo evitar as lagrimas lembrando do meu irmão, quando as lagrimas atingem o ombro de Victor ele se afasta pra me olhar e pergunta
— Porque está chorando Natasha? — ele pergunta secando meu rosto e eu respondo
— É que... finalmente um pouco de alegria depois do que passei — digo com um sorriso no rosto.
— Sei bem como é isso — ele também sorri e olha pro relógio e diz — Já está tarde, acho melhor a gente ir dormir.
— Concordo — e em seguida acabo bocejando.
Me deito na cama e o Victor me ajuda a me cobrir, ele me dá um beijo na testa e acabo sorrindo lembrando que o meu irmão fazia isso e ouço ele dizer
— Boa noite Tasha — ele diz se afasta
— Boa noite Tinho — eu digo e ele parou e se virou pra mim
— O que quer dizer Tinho? — ele me pergunta em um tom brincalhão
— Eu ia te chamar de Vitinho, mas era muito grande e eu estou com preguiça. — digo com um sorriso sarcástico
— E quando eu deixei você me chamar assim? — ele pergunta rindo
— No exato momento em que você me chamou de Tasha — digo rindo e em seguida falo — Agora me deixa em paz que eu estou com sono
— Eu venho ajudar e é assim que agradece? — pergunta sarcasticamente
Eu pego outra almofada e jogo em sua direção ele desvia e sai do quarto
— Vai ter volta Tasha — escutei ele dizer antes de fechar a porta
Começo a rir e me deito de novo, mas dessa vez foi um sono calmo, sem pesadelos ou sonhos, apenas tranquilidade me permitindo finalmente descansar depois dos últimos dias.
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