Os Vingadores - Entre Herois e Aliens
35 Hospital
Notas iniciais
Assim que o Ben fechou a porta, Kevin ligou o carro indo em direção ao hospital mais próximo. Ben foi em direção a moto, colocou o capacete e seguiu na mesma direção que o carro. Gwen tirou o cinto da saia, ajudando a Nat a fazer um torniquete para conter o sangramento.
— Porque não quis que o Ben viesse? — Gwen perguntou.
— Ele estava muito nervoso — Nat respondeu
— E deixá-lo pilotar um moto nervoso foi uma boa ideia? — Gwen perguntou olhando-a
— Ele não vai correr — Nat respondeu e gemeu de dor quando o Kevin fez uma curva fechada — Ele só vai querer seguir o carro.
— Deu algo pra ele se concentrar — Gwen entendeu o que ela fez
— Foi preciso — Nat falou fechando os olhos
O corte era profundo, a cada movimento brusco do carro, o pedaço de vidro parecia afundar mais na perna. Kevin estacionou o carro na porta de entrada do hospital, Gwen desceu chamando um enfermeiro que levou uma cadeira de rodas e colocou a Nat dentro do hospital para ser atendida, instantes depois o Ben chegou, estacionou a moto e foi direto para a recepção onde a Gwen e o Kevin estavam.
— Como ela tá? — Ben perguntou se aproximando da prima
— Está sendo atendida — Gwen respondeu
— Fica calmo, ela vai ficar bem — Kevin falou olhando-o
— A recepcionista disse que a Natália vai precisar de uma muda de roupa e passar a noite em observação — Gwen falou e Ben assentiu
— As chaves da casa dela estão comigo — Ben falou olhando-a — Pode me ajudar a pegar o que ela vai precisar?
— Tudo bem — Gwen respondeu e olhou pro Kevin — Assim que trouxerem notícias dela me liga, tá bem?
— Pode deixar — Kevin falou e os Tennyson saíram
Ben subiu na moto entregando o outro capacete pra Gwen, assim que ela montou na moto, eles saíram em direção a casa da Natasha. Ben estacionou a moto em frente a garagem da casa dos Barton, eles desceram e Ben tirou a chave do bolso, destrancou a porta e entraram.
— O quarto deve ser no andar de cima — Ben falou acendendo a luz da sala
— Então vamos — Gwen falou e eles subiram a escada
Como não sabiam qual era o quarto tiveram que ir abrindo cada cômodo, até encontrarem. Gwen pegou uma mochila que estava pendurada no cabideiro estilo macebo, abriu o guarda-roupa procurando peças confortáveis, para não machucar o ferimento da perna. Ben procurou um cobertor e o colocou sobre a cama.
— Pode terminar de arrumar a mochila sozinha? — Ben perguntou olhando-a — Vou passar em casa e avisar aos meus pais que vou passar a noite no hospital.
— Para de se martirizar — Gwen falou olhando-o — Foi um acidente.
— Que eu causei — Ben falou olhando-a — Por minha culpa a Nat está no hospital.
— Não tinha como você saber que ela estava no píer — Gwen falou calma — Nem eu que estava próximo, consegui ver ela.
— A decisão de jogar o sapo do Dr Animal no píer foi minha — Ben falou olhando-a — É minha responsabilidade.
— Ben... — Gwen tentou falar, mas ele não deixou
— Nos encontramos lá fora — Ben falou saindo do cômodo.
Gwen suspirou pesadamente voltando a arrumar a mochila enquanto o Ben ia em direção a própria casa, informou que a Nat se acidentou no píer e que iria passar a noite no hospital caso ela precisasse de alguma coisa. Os pais por saberem que ela não tem parentes próximos, permitiram, Ben colocou um lençol na mochila, o carregador do celular, itnes de higiene pessoal e seguiu em direção a casa da Natasha.
Estava na sala próximo a bancada que ficava perto da porta, Gwen desceu a escada e Ben a olhou.
— Peguei alguns itens de higiene pessoal também — Gwen falou se aproximando
— Tudo bem — Ben respondeu e pegou a chave que estava na bancada — Vamos.
Eles saíram da casa apagando as luzes e a trancando, Ben foi em direção a garagem e apertou o botão do chaveiro, a porta se abriu revelando o carro da Natasha, ele desativou o alarme em seguida.
— Vai usar o carro dela? — Gwen perguntou enquanto ele colocava as mochilas no banco traseiro
— Ela está com a perna machucada, vai ser mais confortável para ela do que a moto — Ben falou colocando a moto na garagem
Gwen apenas ficou em silêncio, observando o primo, nunca havia visto o Ben tão preocupado alguém.
— Tá realmente apaixonado por ela — Gwen falou quando ele se aproximou do carro
Ben ignorou entrando no carro, Gwen entrou em seguida, ele deu a partida saindo da garagem, apertou o botão do chaveiro fazendo o portão da garagem se fechar e dirigiu em direção ao hospital.
— Se realmente gosta dela, vai ter que contar sobre quem somos — Gwen falou olhando-o
— Não é tão simples — Ben falou enquanto dirigia
— Acha justo deixá-la no escuro? — Gwen perguntou
— Claro que não — Ben respondeu — Só preciso pensar em como vou contar.
Ben estava dirigindo em direção ao hospital, quando o celular da Gwen tocou.
— Oi, Kevin... Sim, já estamos chegando... Tudo bem, eu aviso... até mais — Gwen falou e encerrou a ligação
— Avisar o quê? — Ben perguntou preocupado
— A Natália já foi levada para o quarto — Gwen falou guardando o celular — Ela está bem, só um pouco sonolenta devido a medicação.
— Tá bem — Ben falou se sentindo um pouco aliviado
Em poucos minutos eles estavam no hospital, eles foram até a recepção se informarem onde era o quarto e seguiram até lá. Quando entraram, viram a Nat deitada no leito usando as roupas do hospital, Kevin estava sentado no sofá mexendo no celular.
— Obrigado por ter ficado — Ben falou atraindo a atenção do amigo que simplesmente assentiu
Ben caminhou em direção ao leito e colocou as mochilas na cadeira próxima.
— Já estamos indo, se precisar de alguma coisa ligue — Gwen falou enquanto o namorado se aproximava
— Tá bem, obrigado — Ben falou olhando-os e eles saíram
Ben olhou novamente para a Nat que estava dormindo tranquilamente. Pegou as mochilas, colocando no sofá, abriu a dela tirando o coberto mais quente e a cobriu mantendo-a aquecida. Ele sentou na cadeira ao lado do leito, segurou a mão dela sem desviar o olhar.
— Me perdoe — Ben sussurrou fazendo carinho na mão dela — Não queria que se machucasse.
Ben apoiou o braço na maca, deitou a cabeça a o observando esperando que ela despertasse, aos poucos o cansaço o dominou e ele adormeceu, ainda segurando a mão da ruiva. No meio da madrugada, o remédio já havia passado o efeito, Natasha ouviu o celular vibrar no criado mudo ao lado da maca, ela abriu os olhos vendo a ligação de um número bloqueado.
Ela sentiu o toque na mão e olhou na direção, vendo o Ben dormindo desconfortavelmente na cadeira. Natasha se surpreendeu ao vê-lo ali, a última vez que alguém ficou ao seu lado quando estava no hospital, foi a família West, após o torneio seletivo da KGB. Se sentiu acolhida, como a muito tempo não sentia, foi trazida de volta a realidade quando ouviu seu celular vibrar novamente, ela esticou a mão livre e atendeu.
— Romanoff — ela falou baixo para não acordar o Ben
— Soubemos da aparição dos alienígenas no píer — Fury falou sério — Quais as atualizações?
— Estava no píer quando aconteceu — Nat respondeu e olhou para o Bem — Infelizmente, não consegui fazer contato. Eles aparecem e somem em segundos.
— Descubra sobre eles e se são uma ameaça — Fury falou firme
— Sim, senhor — Natasha respondeu e encerraram a ligação
Ela colocou o celular de volta, olhou o cobertor que estava sobre si, não demorou para reconhecer, ela moveu a perna, sentindo o incômodo do local do corte, nada que ela já não estivesse acostumada ao longo dos anos de treino. Cuidadosamente afastou a mão do Ben e se sentou na cama, moveu a perna machucada, logo depois a outra. Estava quase descendo da cama quando notou o Ben se mexer
— Natália? — ele chamou levantando a cabeça e a viu sentada — O que aconteceu? Está sentindo alguma coisa?
— Estou bem — Nat respondeu olhando-a — Só preciso ir ao banheiro.
— Não deve forçar a perna por causa dos pontos — Ben falou se levantando
— Estou bem, o banheiro não é longe — Nat falou se aproximando da beirada da cama
— Deixa eu te ajudar — Ben falou se aproximando e deu apoio pra ela descer
— Obrigada — ela falou aceitando o apoio.
Quando seus pés tocaram o chão, Ben percebeu o corpo dela se arrepiar devido ao contato com o piso frio.
— Se quiser, vestir alguma coisa mais quente tem roupa na mochila — Ben falou olhando-a
— Quem trouxe? — Natasha perguntou olhando-o
— Eu. Fui na sua casa com a Gwen — Ben falou ajudando-a a caminhar — Desculpe ter ido sem falar com você antes.
— Tudo bem, obrigada — Natasha parando em frente a porta do banheiro — Acho que vou aceitar a roupa.
— Vou buscar — Ben falou e ela assentiu entrando no banheiro
Ben foi até a mochila, tirando uma conjunto moletom, caminhou até a porta do banheiro, bateu levemente e aguardou. Poucos tempo após ter batido, a porta se abriu e ele entregou a roupa. Quando Nat entrou fechando a porta, Ben voltou indo em direção a mochila, estava prestes a fechar quando notou um par de meias grossas, ouviu a porta do banheiro ser aberta, olhou na direção e viu a Nat fechando o zíper do casaco enquanto mancava para não forçar os pontos.
— Devagar — Ben falou caminhando a passos rápidos para ajuda-la
— Deveria voltar pra casa — Natasha falou se apoiando nele — Seus pais devem estar preocupados com você.
— Avisei onde estaria — Ben respondeu ajudando a se sentar
— Na sua casa conseguiria descansar melhor do que nessa cadeira — Natasha falou se sentando na cama
— Eu não vou a lugar algum sem você — Ben falou firme o que surpreendeu a Nat
Ele desviou o olhar voltando a pegar o cobertor para facilitar quando ela fosse se cobrir.
— Tem meias na mochila, caso queira — Ben falou ajeitando o cobertor na cama
— Porquê? — Nat perguntou olhando-o
— Está fazendo frio — Ben respondeu simplesmente
— Porquê escolheu ficar? — Nat reformulou a pergunta
— Porque me importo com você — Ben respondeu olhando-a — Eu realmente gosto de você, Natália.
Ben sentou na cama ficando frente a frente com a Nat
— E eu não me perdoaria se alguma coisa pior tivesse acontecido com você naquele píer — Ben falou olhando-a nos olhos
— Não se culpe — Natasha falou olhando-o — A decisão de voltar lá foi minha.
— Se eu não tivesse te levado lá hoje... — Ben começou a falar
— Aquele garoto teria se machucado — Natasha falou — Você ter me levado lá, salvou a vida daquela criança.
— Isso poderia ter custado a sua — Ben falou olhando-a
— Mas não custou — Natasha falou olhando-o e segurou a mão dele — Não se penalize por algo que não aconteceu.
— Quando algo assim acontecer novamente — Ben falou olhando-a — Quero que fuja, se afaste do local o mais rápido que puder.
— Não é pra tam... — Nat começou a falar
— Me promete isso, Natália — Ben pediu ficando um pouco aflito — Por favor.
— Tudo bem — Natasha falou mesmo não sendo verdade — Serei mais cuidadosa.
— Obrigado — Ben falou e abraçou
Nat ficou um pouco surpresa, mas retribuiu o carinho.
— Tenta descansar um pouco — Ben falou ao desfazer o abraço
— Tá bem — Nat deitou e Ben a cobriu — Vai pro sofá, será mais confortável do que a cadeira.
— Tudo bem — ele falou ajeitando a cobertor
Ben já estava se afastando quando Natasha segurou o pulso dele, fazendo-o parar, com a mão livre segurou o casaco e o puxou levemente, Ben se inclinou e Nat deu um selinho demorado.
— Boa noite — Nat falou olhando-o nos olhos
— Boa noite — Ben respondeu e deu um breve selinho
Nat sorriu discretamente quando ele começou a se afastar, Ben tirou as mochilas do sofá, colocando na cadeira, tirou o cobertor e deitou no sofá olhando para o teto. Lembrando do medo que sentiu de perde-la naquele píer, olhou novamente na direção dela que agora estava com os olhos fechados tentando descansar mais um pouco.
"- Acho que estou me apaixonando por ela" — Ben pensou antes de fechar os olhos e tentar dormir novamente
A luz do sol entrou através da pequena abertura da cortina, incomodado ele abriu os olhos, lembrou onde estava e olhou na direção da ruiva que estava sentada na cama tomando o café da manhã que haviam trazido para ela
— Bom dia — ela falou enquanto ele se sentava
— Bom dia — Ben falou notando que ela havia trocado de roupa — Acordou há muito tempo?
— Há uns 40 minutos — Nat respondeu simplesmente
— Porquê não me acordou? — Ben perguntou intrigado e se aproximando
— Você estava dormindo tão tranquilo, que não quis atrapalhar — ela respondeu com sinceridade
— Era melhor ter me acordado do que correr o risco se abrir os pontos — Ben falou sentando na cama ficando de frente pra ela
— Os enfermeiros já trouxeram as muletas — ela falou indicando o local ao lado — Parece que serão minhas companheiras pelas próximas duas semanas.
— Duas semanas? — Ben perguntou olhando-a
— Foi o que disseram — Nat respondeu simplesmente — Deixaram seu café no centro.
— Tá bem — Ben falou se levantando — Só preciso ir ao banheiro antes.
Ele pegou a mochila dele e foi para o banheiro, fez a higiene matinal e retornou. Nat estava mexendo no celular enquanto ele tomava café da manhã. Ben havia terminado, quando o médico entrou no quarto.
— Bom dia, senhorita Barton — o médico falou se aproximando olhando a prancheta
— Bom dia, Dr — Nat respondeu e Ben se aproximou
— Como passou a noite? — ele perguntou olhando-a
— Bem — ela respondeu simplesmente
— Dores? — ele perguntou olhando-a
— Apenas muscular e uma pequena gastura no local dos pontos — Nat respondeu
— Muito bem — o médico falou se aproximando — Deixe-me ver com está o ferimento.
Nat levantou um pouco a saia do vestido para o médico, abrir o curativo e avaliar o ferimento. Ben se aproximou observando o corte.
— Nenhum sinal de inflamação — o médico falou tranquilamente — Irei ensinar a manter o local limpo, a trocar o curativo e darei a liberação para ir pra casa.
— Na verdade, eu já sei — Nat admitiu olhando-o
— Tudo bem — o médico falou entregando o material do curativo — Poderia refazer?
Nat simplesmente pegou e começou a cuidar de local ferido e fez o curativo, Ben observava cada movimento.
— Irei assinar o documento da alta — o médico falou olhando-a e saiu
— Onde aprendeu? — Ben perguntou olhando-a
— Onde eu morava, era obrigatório saber fazer esse tipo de coisa — Nat respondeu ajeitando o vestido que usava
— Não vai poder se esforçar muito pelos próximos dias — Ben falou sentando ao lado dela
— Vou dar um jeito — Nat falou tranquilamente
— Posso ajudar — Ben sugeriu simplesmente
— Seus pais não irão gostar muito se você estiver sempre na casa da vizinha — Nat falou se encostando na cabeceira
— Eles não irão reclamar se eu disser que estou cuidando da minha namorada — Ben falou um pouco temeroso
— Não estamos namorando — Nat falou olhando-o
— Podemos começar — Ben falou olhando-a
— Se estiver falando isso por culpa do que aconteceu ontem... — Nat começou, mas foi interrompida
— Estou te pedindo em namoro porque gosto de você — Ben falou firme — Sei que nos conhecemos a pouco tempo, que não nos conhecemos tão bem, mas... Eu gosto de você.
— Tá bem — Nat falou olhando-o
— O quê? — Ben perguntou
— Podemos tentar — Nat falou olhando-o e ele sorriu
Essa seria uma chance de recomeço para a Natasha, uma chance de ser feliz.
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