Os Vingadores - Entre Herois e Aliens
33 Decisões
Uma semana se passou, Ben chegou a ir na casa dos Barton para falar com a Nat, mas estava vazia. Ele estranhou, afinal ela não havia mencionado que iria sair.
"- Para de besteira, foi um beijo, vocês não estão namorando" — Ben se repreendeu em pensamento
A verdade é que não conseguia esquecer aquele beijo, nenhuma outra garota havia mexido com ele daquela forma. Era como se alguma coisa o levasse sempre a pensar nela. Ben, acordou cedo e como havia feito na última semana, sentou na cama olhando pela janela observando a casa dos Barton.
Ele levantou para fazer sua higiene pessoal, tomou banho pra tentar aliviar seus pensamentos, teria que ir até a oficina do Kevin para tentar descobrir o próximo lugar de ataque dos cavaleiros eternos. Desceu para tomar café da manhã com os pais.
— Tô indo ajudar o Kevin na oficina — Ben falou ao terminar de comer
— Tudo bem, meu filho — a mãe respondeu
Ben levantou se despediu dos pais e pegou as chaves, caminhou até a garagem, ligou a moto e saiu dando uma última olhada na casa dos Barton. Seguiu em direção a oficina do Kevin, ao chegar estacionou ao lado e entrou tirando o capacete, cumprimentou um dos funcionários, que também era um Encanador e se dirigiu para os fundos, onde havia uma porta oculta, semelhante a que havia na casa da Natasha. Usou o ominitrix para liberar o seu acesso e entrou no elevador que logo começou a descer.
— Chegou cedo — Gwen falou olhando-o
— Acordei um pouco mais cedo — Ben respondeu se aproximando
— Isso é um verdadeiro milagre — Kevin provocou
— Algum progresso? — Ben perguntou olhando os monitores
— Até agora nada — Gwen falou com cansaço — Há mais de uma semana, não conseguimos encontrar nenhum rastro do Cavaleiros Eternos.
— Eles não podem simplesmente ter sumido — Ben murmurou para si mesmo e sentou
Depois de duas horas de buscas, Bem estava alheio ao que acontecia a sua volta, com sua mente o levando a ruiva de olhos verdes.
— Ben? Ben? — Gwen o chamou o trazendode volta a realidade
— Foi mal — Ben falou se ajeitando na cadeira
— Tava pensando em quê? — Kevin perguntou olhando-o intrigado
— Nada — Ben fingiu estar lendo algo no monitor
— Ben, você não me engana — Gwen falou e usou os poderes para virar a cadeira dele na direção dela — O que aconteceu? Você parece distante há alguns dias.
— Não é nada — Ben respondeu tentando mover a cadeira, mas foi impedido
— Se você não me falar, vou ter que descobrir de outra forma — Gwen falou com seus olhos emitindo o brilho rosado
— Acho que tô gostando da minha nova vizinha — Ben admitiu e Kevin riu
— Uma garota está te deixando assim? — Kevin provocou
— Que vizinha? — Gwen perguntou curiosa
— Ela se mudou há alguns dias pra casa dos Barton — Ben explicou — Mas tem uma semana que ela simplesmente sumiu.
— Porque não liga pra garota? — Kevin perguntou olhando-o
— Não tenho o número dela — Ben respondeu olhando-o
— Ela é bonita? — Kevin perguntou curioso e recebeu um tapa no braço da namorada — Aí, foi mal.
— Ela é perfeita — Ben respondeu com sinceridade
— Então você não tem chance — Kevin falou zombando
— Não foi o que o beijo dela me disse — Ben rebateu simplesmente
— Você beijou a garota? — Kevin perguntou surpreso e Ben assentiu
— Não consigo tirar ela da cabeça — Ben falou passando a mão pelo cabelo de forma nervosa
— Como ela se chama? — Gwen perguntou
— Natália Barton — Ben respondeu e suspirou — Vou dar uma volta, se descobrirem alguma coisa me avisem.
O casal assentiu e Ben se retirou. Ao sair da oficina, subiu em sua moto e começou a pilotar sem rumo certo, era pouco mais das 10h, o sol estava quente, o dia abafado então decidiu se refrescar, seguiu em direção ao Sr. Sorvete, estacionou e se direcionou para uma das mesas, uma garçonete se aproximou, anotou o pedido dele e saiu para preparar, Ben ficou mexendo no celular enquanto aguardava.
— Por favor, assim que tiver um tempinho preencha esses dados pra atualização do estoque, tudo bem? — Ben ouviu a voz familiar e se virou vendo a Nat.
— Natália? — Ben chamou e ela se virou para olha-lo
— Ben — Nat respondeu sorrindo e se aproximou — O que faz aqui?
— Vim tomar um milkshake — Ben respondeu enquanto ela se aproximava — Onde esteve?
— Tive um problema familiar para resolver — Nat respondeu e indicou a cadeira em frente a ele — Posso?
— Claro — Ben respondeu e ela sentou — Está tudo bem com a sua família?
— Agora está — Nat respondeu e ela parecia bem mais relaxada do que se lembrava — Na última semana foi como se eu tivesse descoberto mais de mim mesma, entende?
— Isso significa que você está bem? — Ben perguntou e ela sorriu
— Como eu nunca estive — Nat respondeu sorrindo
— Senti sua falta — Ben soltou sem ao menos pensar — Digo... eu...
Nat começou a rir pelo constrangimento dele.
— Não precisa se corrigir — Nat falou olhando-o — Também senti sua falta
— Quando voltou? — Ben perguntou tentando deixar o constrangimento de lado
— Cheguei hoje cedo, mal deixei as coisas em casa e vim trabalhar — Nat respondeu mexendo no celular — Não posso demorar, tem muita coisa pra resolver no escritório.
— Tudo bem, não quero te causar problemas — Ben falou olhando-a — Poderia me dar seu número? Assim podemos manter contato.
— Claro — Nat falou pegando o celular que o Ben colocou sobre a mesa e digitou o número o salvando em seguida — Pronto. Agora eu preciso ir, nos falamos depois.
Ela começou a se afastar indo em direção ao escritório, quando o telefone tocou, era um número que ela desconhecia, mas atendeu.
— Alô? — Nat falou curiosa
— Era só pra saber se o número estava certo — a voz do Ben soou pelo celular e ela se virou para olha-lo
— Porque daria o número errado? — Nat falou olhando-o — Sabe onde eu moro.
Ben sorriu no mesmo momento que a Nat e encerraram a ligação. Ela entrou no escritório salvando o contato dele, o pedido do Ben foi servido, Ben recebeu uma mensagem da Gwen informando que iriam retornar a busca mais tarde. Ao terminar o milkshake, ele foi em direção ao balcão para pagar a bebida, estava indo em direção a moto quando seu celular tocou indicando a chegada de uma nova mensagem, tirou o celular do bolso e no visor mostrava o contato recém salvo da Nat. Ele abriu a mensagem.
"Tem planos para o almoço?"
"Até agora não"
"Quer almoçar comigo hoje?"
"Claro, que horas?"
"Nos vemos às 12h30min?"
"Tudo bem. Te pego, às 12h30 min, até mais tarde."
"Até"
Ben foi subiu na moto, colocando o capacete em seguida, ligou e acelerou. Seguiu o caminho de volta para casa, estacionou em frente a casa e entrou praticamente correndo.
— Sem correr na escada, Ben — Sandra gritou da sala
— Desculpe, mãe — Ben falou subindo os degraus com calma
— Posso saber o motivo da pressa? — Sandra questionou
— Me convidaram pra almoçar — Ben respondeu do meio da escada olhando-a
— Posso saber com quem? — Sandra perguntou intrigada
— Natália — Ben respondeu
— A nossa vizinha? — Sandra perguntou sorrindo e Ben assentiu um pouco constrangido — Gosto dela, é uma boa garota. Vai se arrumar, mas sem correr pela escada.
Ben subiu, se encaminhou para o quarto, tomou um banho, vestiu uma calça jeans azul, camisa preta e o casaco verde com uma lista branca e o número 10 estampando. Sentou na cama, calçando o par de tênis, se olhou no espelho satisfeito com o seu reflexo. Quando o relógio marcou, às 12h, subiu na moto e seguiu em direção ao Sr. Sorvete, em menos de trinta minutos estava estacionando na sombra de uma árvore, aguardou pouco tempo e viu a Nat saindo do estabelecimento com algumas bolsas em mãos, ela olhou em volta procurando-o com o olhar, quando o encontrou se aproximou deles.
— Não tive tempo de fazer o almoço antes de sair — ela falou parando ao lado dele — Então pedi de um restaurante, tudo bem?
— Sem problemas — Ben respondeu entregando um dos capacetes a ela
Nat o colocou e subiu na garupa.
— Para onde vamos? — Ben perguntou olhando-a por cima do ombro
— Para minha casa — Nat respondeu e rapidamente ele seguiu o percurso
Subiu em frente a garagem dos Barton, Natasha desceu da moto primeiro e foi em direção a porta da entrada começando a destrancar a porta, não demorou para o Ben acompanha-la.
— Vou pegar o suco — Natasha falou colocando as bolsas na mesa
Enquanto ela ia a cozinha, Ben decidiu tirar as vasilhas do almoço de dentro das bolsas para ajuda-la. Pouco tempo depois ela retornou para a sala de jantar, colocando a louça e a garrafa de suco sobre a mesa. Ela dividiu os itens e eles começaram a se servir, eles almoçaram conversando trivialidades sobre o primeiro dia se trabalho dela. Ao terminarem, limparam a louça, se serviram de suco e sentaram no sofá da sala.
— Me conta — Nat falou olhando-o — O que aconteceu na semana que eu estive fora?
— Nada. Bellwood não é o lugar mais agitado do mundo — Ben respondeu
— Isso explica porque a agência de emprego disse que mais de cinquenta pessoas haviam dispensado a vaga — Nat brincou e ele riu
— E você? — Ben perguntou — Como foi com a sua família?
— Foi... esclarecedor — Nat respondeu após pensar um pouco
— Como assim? — Ben perguntou olhando-a
— Encontrei a minha avó, achava que ela estava morta, mas... — Nat falou e fez uma pequena pausa antes de voltar a olha-lo — Ela me contou mais sobre a minha família, meus pais e isso de certa forma, me fez ver quem eu sou e quem quero ser.
— Quem você quer ser? — Ben perguntou e tomou um gole do suco
— Quero ser como meus pais, lutar pelo que acredita e fazendo o que é certo — Nat respondeu com sinceridade
— E quem você realmente é? — Ben perguntou realmente curioso e ela desviou o olhar sorrindo levemente
— Isso é um pouco complicado — ela respondeu voltando a olha-lo
— Estou disposto a descobrir — Ben admitiu sem ao menos pensar nas palavras
— Cuidado com o que deseja, Tennyson — Nat falou olhando-o nos olhos — Algumas escolhas, nos levam a um caminho sem volta.
— Quem disse que eu quero voltar? — Ben respondeu se aproximando de vagar
Ele rompeu a pequena distância entre eles e a beijou. Involuntariamente seus corpos foram se aproximando, às mãos da Nat foram em direção a nuca do Ben, que instintivamente colocou as mãos na cintura dela, aprofundando o beijo. A atração e o desejo que sentiam um pelo outro era inegável, levados por isso, seus corpos começaram. Natasha sem romper o beijo se sentou no colo do Ben, ficando de frente para ele. Uma das mãos dele começou a deslizar pela lateral do corpo dela indo em direção ao quadril enquanto a outra a puxava para mais perto mantendo seus corpos juntos, rompendo o beijo apenas quando o celular da Nat tocou os trazendo de volta a realidade. Ambos ofegantes, Natasha tirou o celular do bolso, desativando o alarme.
— Meu horário de almoço está terminando — Ela falou guardando o aparelho enquanto tentava regular a respiração
— Eu te levo — Ben falou um pouco ofegante
— Obrigada. E-eu... — Ela falou começando a sair do colo dele — Vou lavar os copos e podemos ir.
Ela pegou os copos que estavam na mesa de centro e foi em direção a cozinha, Ben permaneceu sentado, sentindo seu coração bater descompassado, ainda inebriado pelo beijo que trocaram. Nunca em seus dezenove anos, outra garota havia mexido com ele dessa forma. Em poucos dias a ruiva foi capaz de dominar completamente seus pensamentos, mesmo sem conhece-la direito. Ele observou, Natasha secando as mãos, desde que saira da sala ela evitava olha-lo, ele se levantou indo até ela.
— Natália? — Ben chamou se aproximando dela
— Já terminei — Ela falou guardando o pano de prato
— Desculpa — Ben falou e ela o olhou — Passei dos limites, deveria ter me controlado.
— Você não fez nada de errado — Nat falou olhando-o — Quis aquilo tanto quanto você.
— Então, porque está assim? — Ben perguntou olhando-a
— Porque estou começando a gostar de você, por isso estou sendo sincera com você — Nat admitiu olhando-o — E se formos continuar com isso, terá que me aceitar, meu passado, minha história, meus segredos.
— Todo mundo tem uma bagagem — Ben falou olhando-a
— Mas ninguém tem uma bagagem como a minha, não quero brincar com você — ela falou olhando-a — Seguir em frente será uma escolha sua, mas esteja ciente de que poderá haver consequências.
Era a primeira vez que a via tão séria, seus olhos mostravam uma preocupação, não parecia temer por si mesma, mas por ele.
— Você não é a única pessoa que tem segredos, Natália — Ben admitiu, também precisava ser sincero — Se envolver comigo pode ter um certo risco.
— Não sou do tipo que tem medo do perigo — ela falou olhando-o e ele se aproximou um pouco mais dela
— Tem certeza? — ele perguntou olhando-a nos olhos
— Ficaria surpreso — Ela respondeu com um discreto sorriso nos lábios
— Então acho que não temos problema — Ben falou olhando-a
— O questão agora é saber se ainda irá pensar assim quando souber meus segredos — ela falou deixando transparecer os seus receios
— Então me conte — Ben pediu com firmeza e ao mesmo tempo carinho
— Não é algo que eu consiga contar em algumas frases — Natasha falou
— Independente do que tenha a me dizer — Ben falou olhando-a — Eu quero correr o risco.
Ele selou seus lábios em um beijo carinhoso, ele precisava admitir, estava gostando da ruiva e mesmo intrigado com as palavras dela, estava disposto a ficar ao lado daquela que em pouco tempo foi capaz de habitar constantemente seus pensamentos, mesmo que pra isso tivesse que revelar ser os alienígenas que atuam pela região.
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