Os Sete Pecados

8 Banhada pela luxúria


Notas iniciais
Olá! Aqui é a Misaki ^^ Agora que os capítulos contém hentai, vou explicar uma coisa: cada transa vai possuir as características do pecado respectivo, ela pode ser bem explícita ou mais tímida, pode ter os sentimentos mais expostos ou não, dentre tantas outras coisas... Então se você achar que foi meio frio ou sei lá, não se preocupe, pois terá sido proposital. Boa leitura.

Acordo com o corpo dolorido; parece que levei um soco no meio do peito. Bem... A agressão não foi física, mas ainda assim machucou. Pego uma aspirina e a engulo com o café. Ouço uma pancada vinda do apartamento ao lado, espio pelo olho mágico da porta. É Castiel indo trabalhar. Sento no chão com as costas na parede e suspiro.

Ótima ideia fazer coisas depravadas com seu colega de trabalho em uma confraternização da empresa. Mas também... O que Castiel tem haver com isso? Ele é só meu superior, não tenho qualquer relação pessoal com ele além de ser sua vizinha. É isso. Estou fritando meus neurônios à toa.

Respiro fundo e me recomponho. Me arrumo e vou para o trabalho decidida.

— Bom dia Diana. O que achou de ontem? – encontro com Melody no elevador.

— Hm... Bacana. Eu não sabia quem era “Shermansky”.

— Ah sim. Ela não fica muito na editora, aparece poucas vezes para reuniões com os líderes de cada setor. – Ela me olha mais de perto – você parece abatida. Aconteceu alguma coisa?

— Mesmo? Não, não. – Finjo cansaço. – Acho que só não tive tempo para descanso, pois a festa foi bem no início da semana.

— É difícil conseguir reserva naquele hotel, era o único dia disponível neste mês – Melody explica e olha para o relógio de pulso. – Bem eu já vou indo, hora de resolver os pepinos.

Dou um tchauzinho e sigo para meu escritório. Ligo o computador e já vou arrumando os papéis. Castiel está sentado na sua mesa dos fundos, com o reflexo da tela do computador nas lentes de seus óculos.

— Oi Diana, me desculpe por ontem. – Kentin se queixa – queria ter ficado mais tempo com você, mas nosso chefe é um monopolizador sagaz.

— Não se preocupe, no fim pude conversar um pouquinho com cada um – dentre outras coisas.

— Claro – ele ainda parece tristonho.

— Kentin...

— Senhorita Sinner, o expediente já começou – Castiel me adverte em tom grave, encarando-me duramente.

Ai está ele, com todo seu mau humor estampado nas fusas. Se fosse um dragão, aposto que estaria soltando fumaça pelas narinas. Resmungo e pego a agenda telefônica, muitos autores nos deram seus contatos ontem, deixando Kentin sobrecarregado, então decido dar uma mão para ele. Terminamos as ligações e eu passo a ajudar Dajan com os relatórios de venda, o que é constrangedor, apesar dele agir normalmente. Mas o que me intimida são os olhares frios que Castiel me lança sempre que estamos juntos. Me pergunto se ele disse algo a Dajan.

Meio dia. Hora do almoço. Desta vez decido ir comer fora, quero ter sobre mim o mínimo possível da ira de Castiel.

— Está indo almoçar? – Priya se apressa ao meu lado.

— Sim, mas sinceramente não sei onde – digo olhando um panfleto de gastronomia.

— Então vem comigo.

Seguimos a avenida por dois quarteirões e dobramos a direita em uma rua de paralelepípedos. Paramos em frente a um restaurante japonês e meu estomago ronca.

— Sushi?

— Não esquenta, eles servem pratos quentes também – Priya me puxa para dentro do estabelecimento.

A comida é servida em Buffet por quilo, pego de tudo um pouco, mas evitando coisas pesadas. Priya e eu dividimos uma jarra de limonada e ela me conta sobre suas viagens ao oriente.

— E teve a vez do terremoto. Eu fiquei decepcionada – ela come seu último sashimi.

— É mesmo a sua cara – dou risada.

— Mas e você? Resolveu aquela questão dos sete pecados?

— Queria acreditar que sim, mas parece que só me afundei ainda mais no problema – fico brincado com a pedra de gelo no copo vazio.

— Se você precisa compartilhar algo, sou um túmulo lacrado – Priya me olha como se já soubesse de alguma coisa, estava apenas esperando pela minha confirmação.

Concordo que preciso desabafar, guardar isso só para mim está me fazendo alucinar. Remexo o canudinho mais uma vez e decido contar.

— Eu quase dormi com Dajan ontem – falo, mas a indiana não parece surpresa – e recebi um oral, de uma mulher – os olhos dela brilham.

— Uau. Me convidem da próxima vez – ela sorri, mas então volta a ficar séria quando percebe minha cara abismada. – Mas foi bom?

— Pior que sim. Eu nunca me imaginei fazendo algo do tipo – coloco as mãos no rosto, escondendo meu constrangimento.

— Se te serve de consolo, já fiz coisas bem – ela faz sinal de aspas com os dedos – piores – ergo as sobrancelhas e ela continua – viajei muito, conheci várias culturas, muitas pessoas e tive diversas experiências. Nem todas foram boas, confesso, mas pude me satisfazer com a maioria delas. E não me arrependo de nada.

Fico pensando por um momento. Priya realmente parece muito segura de si, ela é bonita, inteligente e tem um olhar extremamente erótico. De repente um arrepio me percorre a pele quando a imagino em uma transa. Espanto o pensamento impuro e vou pagar a conta.

— Obrigada, por tudo.

— Disponha – ela pisca amigavelmente. – Tenho que ir pagar algumas contas no banco, a gente se vê mais tarde.

Ela segue em direção à rua dos bancos e eu volto para a empresa. O dia passa sem mais problemas.

O expediente termina e não querendo voltar tão cedo para casa, paro em um bar no meio do caminho.

— Uma doze de Campari, por favor – peço ao barman, me sentando em um dos bancos altos sem encosto.

O belo homem pega a garrafa da prateleira e me serve o Bitter em um copo baixo e largo, com duas pedras de gelo. O lugar está pouquíssimo movimentado, algumas pessoas sentadas nas mesas dos cantos conversam baixinho. Fico observando o barman secando os copos, ele me revela um sorriso branco e insinuante, sem perceber meu corpo responde ao floreio.

— Posso te acompanhar? – olho para o dono da voz sensualizada que interrompe meu flerte. Dakota está com os cabelos soltos; as mangas da camiseta estão dobradas até os cotovelos, deixando visível a tatuagem em seu pulso esquerdo. Faço um gesto para que se sente no banco ao meu lado. – O que aborrece uma bela mulher para que ela beba sozinha em um bar? – ele pergunta e pede algo para beber.

— Só estou precisando relaxar um pouco, pensei que talvez o álcool pudesse fazer isso.

— Claro... – o barman lhe entrega um drink de Gim com água tônica.

— Mas e você, Dakota? – aponto para sua bebida fraca – não me parece o tipo de pessoa que frequenta bares.

— Realmente não gosto muito do sabor do álcool, bebo só para entorpecer um pouco os músculos cansados – ele molha os lábios. – Por que ainda insiste em me chamar de Dakota? Todo mundo me chama de Dake.

— Não sou todo mundo – digo rispidamente.

— Ai! – ele finge dor, colocando a mão sobre o lado esquerdo do peito.

— Desculpa, não foi o que quis dizer... – Viro minha segunda dose de álcool – acho que só pessoas íntimas devem se chamar por apelidos.

— Ora. Já tivemos nossas aventuras – ele sorri maliciosamente.

Remexo-me desconfortável no banco ao relembrar de nosso encontro na sala de arquivos.

— Bem... – ele retoma a conversa – talvez eu conheça um bom jeito de relaxar.

— Tenho dúvidas sobre seus métodos, mas vamos lá, me conte.

— Uma casa de Swing – Dakota diz sem delongas.

Me engasgo com a pedrinha de gelo. Ele dá uns tapinhas em minhas costas. Até o barman se espanta, percebo isso pelo leve aperto de seu colete cor de vinho repuxado pelos músculos das costas.

— Você não precisa necessariamente transar, pode apenas assistir a outras pessoas – o loiro atrevido explica.

— E o que te faz pensar que esse tipo de lugar me agradaria? – pergunto me fazendo de ofendida.

— Não estou supondo nada, Diana, e isso não é um bordel. É apenas um lugar onde pessoas com desejos em comum se permitem desfrutar dos prazeres da carne – ele deixa uma nota sobre o balcão e se levanta pra sair – e então?

Meu coração acelera. A ideia parece absurda, mas a curiosidade grita dezenas de vezes mais alto. Dakota parece aquele tipo de homem clichê que tem em todo filme universitário: lindo e sarado, mas com papo pouco inteligente. No entanto devo admitir que a perfeição de seu corpo subjuga este último fato. Pago minha conta e o acompanho, que sorri contente. Ele pega a chave do carro e desativa o alarme de um Cadillac Escalade 2015 branco, não consigo manter a boca fechada, o automóvel é monstruoso. Entro e me afundo no banco, sinto como se estivesse dentro de uma nave.

— Parece confortável – Dakota dá partida e, apesar do tamanho, o carro quase não faz barulho.

— Eu não sou nenhuma Maria-gasolina, mas posso dizer que já me sinto um pouco mais relaxada.

O loiro ri de minha expressão verbal.

— Mas me diga – ajeito minha postura – esse carro não custa uma fortuna?

— Realmente. Só consegui comprar depois de acumular algumas premiações no surf – Dakota responde entre uma troca de marcha.

Olho para ele surpresa, mas então tudo parece óbvio. Claro que ele só podia ser surfista; cabelo loiro queimado pelo sol, pele bronzeada, tatuagens, sotaque australiano. Um perfeito ícone da luxúria.

— Não me olhe com essa cara, parece uma adolescente boba.

— Já deve estar farto delas, não? – lhe dirijo um olhar inquisidor.

Ele se limita a me responder com um simples “tss-tss”.

— Chegamos – ele diz estacionado abruptamente.

Provavelmente ele dirigiu rápido, mas acabei nem notando por causa dos excelentes amortecedores. Dakota abre a porta para mim e me estende o braço. Olho para cima, lendo o letreiro de néon vermelho: Maison Doux Désir. Não sei dizer se parece uma boate ou um motel. Ultrapassamos a entrada e uma música dançante e envolvente vibra em meus ouvidos; a primeira ala é uma espécie de danceteria, há poltronas nos cantos, um pequeno palco e um mini bar, Dakota fala rapidamente com a atendente que lhe entrega uma chave.

— Viu? Dá até pra dançar – ele me puxa para perto e embala o corpo na batida da música.

Olho ao redor e vejo pessoas aos amassos nos sofás; uma mulher fantasiada de enfermeira sexy faz pole dance em um canto iluminado por um globo de luz enquanto alguns homens a observam com tesão. Há todo tipo de gente ali, casais hétero, homossexuais, pansexuais... E ninguém parece incomodado, todos curtem tranquilamente o que estão fazendo.

— Vem. Vou te mostrar as salas – Dakota me puxa pela mão, me guiando por um corredor pouco iluminado.

Entramos na primeira sala à esquerda, é silenciosa e aconchegante, há algumas pessoas sentadas em poltronas aveludadas e parecem assistir a algum espetáculo. Olho mais a frente e vejo cabines de vidro com pessoas se relacionando dentro delas.

Seguimos em frente até uma sala com buracos na parede; Dakota me explica que são para colocarmos as mãos e tocarmos nas pessoas que estão se pegando ali dentro, também conta que às vezes um espertinho coloca o pênis para fora, que causa tanto risadas quanto pequenos sustos.

Visitamos mais algumas salas e percebo que todas as paredes têm proteção acústica, o chão é forrado por carpete escuro, os estofados são vermelhos e tanto o metal das maçanetas quanto o da estrutura dos móveis, é dourado. Fico espantada e maravilhada ao mesmo tempo. Em uma sala mais distante, um casal pratica o Kama Sutra e eu fico fascinada com a flexibilidade deles.

— Eu pedi um quarto particular para nós – ele gira uma chave dourada nos dedos e abre a porta de uma suíte. O quarto possui as mesmas cores que os outros cômodos; as paredes são de uma cor cinza médio; o chão é feito de piso preto com veios dourados; os móveis são da mesma cor escura, mas o estofado das cadeiras, as poltronas eróticas e a cama são de um vermelho vibrante. – Você pode relaxar na banheira se quiser.

— Obrigada – deixo a bolsa numa cadeira e coloco a banheira para encher, despejando alguns dos sais perfumados disponibilizados.

Dakota sai por alguns minutos e eu aproveito para me despir e mergulhar na água quente, quando emerjo me deparo com seus lindos olhos a me desejar. Ele abre uma garrafa de espumante e me entrega uma taça quase cheia, se senta ao lado da banheira e com o dedo indicador coloca uma bolinha de espuma em meu nariz.

Dou risada e estico as pernas para fora; Dakota acompanha cada um de meus movimentos; ele morde os lábios com força, fazendo um filete de sangue escorrer pelo canto.

— Você se cortou – pego o lenço que sempre levo em meu terninho e limpo sua boca.

O surfista loiro segura minha mão e beija os nós dos meus dedos. Sem pensar duas vezes o puxo pelo colarinho e me amarro aos seus lábios pecaminosos, a água da banheira derrama-se para fora molhando sua camisa social. Ele solta os botões e se livra dela, assim como dos sapatos, das meias e do cinto; como um convite, ele coloca minhas mãos no cós de sua calça, abro o zíper e em um único puxão levo duas peças de roupa para baixo.

Meus olhos se detêm na protuberância majestosa que se ergue a minha frente. Dakota entra na banheira e me faz sentar sobre ele. Agarro seu pescoço e o beijo cheia de desejo, suas mãos apertam minha bunda com força, pressionando meu quadril contra seu membro rígido. Rebolo sobre ele, provocando-o; ele puxa meus cabelos para trás e morde meu pescoço; grito com a dor, mas gemo com o prazer.

Guio sua glande com a mão até minha entrada, sento com certa brutalidade, fazendo Dakota arfar. Começo com movimentos lentos para que a lubrificação retorne; aumento a velocidade e por fim estou a cavalgar sobre aquele alazão dourado. O barulho da água caindo sobre o piso reverbera pelo quarto juntamente com nossos gemidos ritmados.

Meus seios vão para cima e para baixo, às vezes roçando no rosto de Dakota que aproveita para lamber ou mordiscar meus mamilos. Em um último movimento, faço-o me penetrar por inteiro, aperto seus ombros musculosos com as unhas e sinto minhas pernas amolecerem.

— Vou gozar – ele avisa.

Desmonto e começo a masturbá-lo com as duas mãos, em poucos segundos sinto-o estremecer e sei que o trabalho está feito.

Saio da banheira e tomo uma ducha para tirar a espuma do corpo. Visto um roupão e deixo que Dakota também se enxágue. Assim que termino de me vestir ele sai do banheiro com uma toalha envolta da cintura, se aproxima e deposita um beijo delicado em meus lábios entreabertos.

— O que você achou do meu modo de relaxamento?

— De fato, eficaz – respondo.

Ele se arruma, devolve a chave a recepcionista e embarcamos no carro. Em alguns minutos estamos de volta à avenida onde moro, Dakota para em frente ao meu prédio e se oferece para me acompanhar, mas nego.

Ultimamente há homens demais entrando e saindo do meu apartamento.

— Você pode relaxar sempre que precisar, talvez da próxima vez possa experimentar outras coisas – ele acaricia minha bochecha.

— Tentador – abandono seu toque e desço do carro. – Obrigada... Dake.

Notas finais
É... Talvez eu tenha sim um fetiche por banheiras rsrs. Beijos :*