Os Sete Lugares Para Se Ficar Com O Malfoy
5 O Salão Principal
Notas iniciais
Hermione levantou-se cedo naquela manhã, graças ao Draco, ela ficou imprestável o resto da noite, e por dormir tão cedo e bem, acabou levantando 6hrs. Fechou os olhos e se deixou deliciar pela sensação que seu corpo ainda exalava. Depois de uns minutos assim, ainda avaliava a doidice que era aquilo. Draco era um ótimo parceiro sexual. Era gentil e agressivo nos momentos certos e os corpos deles se conectavam como nunca. Além disso, a sensação que ele deixava durava um dia inteiro... E a fazia se sentir ótima consigo mesma.
Nem ver Rony ter terminado com Lilá e estar desolado, abalava o seu bem estar. Agora ela não queria saber dele, o corpo de Draco calava qualquer outro sentimento ou sensação.
Gina mexeu-se na cama e virou para amiga. A ruiva estava em um conflito bem grande, e só podia compartilhar com ela:
– Mione... sei que está acordada.
– Hmmm – Murmurou a castanha sorrindo.
– O Blás me chamou pra sair no próximo fim de semana de Hogwarts...
– Isso quer dizer daqui uma semana...
– Isso mesmo. Eu não sei se aceito... Ele parece ser legal, ele é ótimo no... hum... você sabe...
– Então está pensando em que? Gina, você tem 16 anos. Daqui um ano vai ser uma adulta, tem que começar a fazer escolhas. Tem que parar e ver o que quer no futuro, e um parceiro está incluído nisso.
– Ah é, senhorita futuro. Quero saber quem você tem em mente... – A ruiva falou em genuína curiosidade. O primeiro que que passou em sua cabeça foi Draco.
– Olha... eu não sei. Talvez eu ainda o conheça sei lá.
As duas continuaram a conversar até dar a hora de tomar banho. Hermione pegou sua lingerie preta rendada, e tomou a poção que a impediria de engravidar. Lembrou-se de onde seria a experiência de hoje... Meu Merlin, como fariam aquilo? O Salão estava sempre lotado.
Ela estava pensando, que talvez tivesse que pular essa etapa do plano. Ela se dirigiu com Gina para o Salão Principal, totalmente imersa em pensamentos. As duas chegaram lá e se surpreenderam ao notarem uma loura linda entrando e sentando ao lado de Rony. A garota estava maquiada de forma a destacar seus olhos azuis, seus longos cabelos louros, estavam totalmente lisos e amarrados em um meio rabo de cavalo, os lábios estavam rosados e brilhantes.
– Aquela é a Luna? – Hermione perguntou em dúvida.
– Acho que é... Ela foi se sentar com a gente. Rony está babando nela – Hermione não sentiu nada demais.
Talvez a paixão que sentia pelo Rony, se quebrou quando Lilá chegou, e agora ela estava impregnada demais de Draco, para se lembrar de que um dia gostou dele. As duas se encaminharam para a mesa da Grifinória, mas foram interceptadas por Blás.
– Talvez, vocês queiram se juntar a nós.
Gina e Hermione se entreolharam, foi como se compartilhassem um segredo. Sem nenhum sinal de concordância aparente, as duas seguiram Blás até a mesa. Hermione sentou-se ao lado de Draco e reparou que eles estavam na ponta mais distante da mesa, e que todos se mantinham dois metros longe.
Hermione estreitou os olhos para Draco:
– No que você está pensando? – Ela falou baixo.
– Você vai ver.
Gina e Blás sentaram-se um pouco distantes e se envolveram em uma bolha quase particular. Hermione sorriu de lado, esperava mesmo que Gina seguisse seu conselho. Ela se serviu de torradas e suco, e começou a comer. Ela notou Draco, sentava-se ereto, com uma expressão divertida e mastigava com classe:
– Nossa até pra comer você mantém a pose. – Ele sorriu
– Eu sou assim Hermione. Meio esnobe, digamos, mas fui criado assim – Ele deu de ombros, como se não fosse nada.
Eles voltaram a se concentrar no café. Hermione estava distraída com o que ele disse, e tarde demais, notou a mão de Draco deslizando para dentro de sua fina calcinha.
– Tecido interessante... – Ele murmurou – Aposto que com um puxão rasga.
Hermione tentou não ficar vermelha. Os dedos dele acariciaram de leve a entrada, fazendo-a relaxar e encharcar sua delicada calcinha.
– Draco, o que está pensando?
– Estou pensando Hermione, que eu nunca vivi nada mais excitante na minha vida, do que esses momentos que tive com você. Estou pensando que não consigo mais fechar meus olhos sem imaginar sua expressão ao gozar. Estou pensando que quero muito te proporcionar essa adrenalina louca que você procura, comendo você aqui, enquanto tomo café.
Hermione notou a mudança de expressão dele, de decidida a hesitante. Ele esperava um sinal dela. O corpo de Hermione clamou o dele, os sentimentos dela se embaralharam, os pensamentos foram nublados pela excitação. Ela nada disse, apenas desceu a mão a calça dele, e o sentiu duro como aço, ele já estava melado... ela deslizou a mão pela extensão do membro dele.
– Uau... você me quer mesmo... – Ela sussurrou.
– Muito... – A voz dele ficou rouca. A mão dele, que ainda estava no sexo dela, puxou rapidamente a calcinha e ela se desfez.
Hermione passou para o colo dele, casualmente, para que ninguém notasse o movimento. Mas na hora em que o membro pulsante dele deslizou pela sua gruta, ela suspirou e esqueceu que estavam no meio do Salão Principal, na hora do café.
– Vamos fazer com calma dessa vez – Ele sussurrou no ouvido dela.
Os dois começaram a se mexer minimamente, cada vez ele entrava mais fundo. Sem a euforia e a rapidez das primeiras vezes, Hermione pôde apreciar a quentura do corpo dele, a forma como ele deslizava calmamente suas mãos pelo corpo dela, o perfume que ele usava... Ela inspirou o cheiro dele. Cheirava à madeira nova, mesclada a mentol. Talvez Draco gostasse se coisas com hortelã e menta. Ela apoiou suas costas no peito dele, e sentiu a respiração dele subir e descer, notou a aceleração do coração dele, e mordeu os lábios para conter o gemido.
Draco, por sua vez, apreciava Hermione com as mãos. Passou de modo lento e furtivo, seus dedos por todo o corpo dela, mesmo por cima do tecido, ele podia sentir a maciez da pele. Notou que ela se arrepiava quando ele passava por certos lugares. O cheiro açucarado e cítrico dela, o invadiu. O perfume o deixava em um torpor excitante... Tudo nela era excitante, até o som dos gemidos abafados. Por fim, ele parou as mãos na cintura dela, e os conduziu em um ritmo lento e delicado.
As pessoas, realmente não notavam os dois. Estavam todos alheios às suas próprias questões. Luna, por exemplo, tentava atrair a atenção de Rony, e podemos dizer que ela estava se saindo maravilhosamente bem. Ele até a chamou para sair no próximo fim de semana. Pansy, avaliava Harry. Notou que ele ainda não comia direito, e pareceu distante... Então, finalmente, resolveu mandar o bilhete, que reescrevera tantas vezes, para ele. Agora notava a sua reação ao ler.
“Harry,
Eu realmente adoraria lhe conhecer melhor. Aceita dar uma volta comigo no fim de semana em Hogsmead?
– Pansy”
Blás e Gina conversam animadamente, e as vezes trocavam beijos furtivos. Ela aceitara sair com ele.
E com tudo isso, mal percebiam o casal que estavam cada vez mais perto do ápice. Hermione mordia os lábios para abafar os gemidos, e não ajudava muito ao ouvir os gemidos atrevidos do parceiro, tão perto de seu ouvido. Os dois continuaram, de forma lenta e torturante, até que o clímax aconteceu. E dessa vez foi mil vezes melhor... Foi mais longo, mais prazeroso. Os dois fecharam os olhos e a única coisa que sentiam eram seus corações baterem descompassados e o prazer invadir cada poro. Os dois sorriram largo.
– Uau... – Ela disse.
– Uau. – Ele concordou.
Assim que recuperaram devidamente os sentidos, eles trataram de se recompor. Ao dar a primeira chamada para o início das aulas, os dois estavam perfeitamente intactos, como se nada houvesse acontecido. O que não era bem verdade.
Hermione seguiu para sala de Aritmancia, com as pernas bambas e o coração pulando. Pela primeira vez tivera um orgasmo total de sensações... O olfato, o tato, a audição, até o paladar... Tudo estava repleto com Draco. Ela quase tinha certeza que nutria sentimentos por ele, quando estavam assim. O que não faz sentido nenhum, já que só se passaram alguns dias. Mas pensando no discurso que ela mesmo fizera, Draco era a única pessoa, por hora, que ela podia pensar. Não apenas por causa do sexo, mas da conveniência... Ela lidava com ele desde os onze anos e o conhecia como não conhecia nenhum garoto, fora seus colegas de Casa.
Draco seguia para sua aula totalmente satisfeito. Ele nunca havia experimentado fazer sexo dessa maneira... Lento, cheio de toques e mais sensações do que movimentos. Ele não conseguia mais não pensar em Hermione... Ele a conhecia há anos, não podia negar isso. Sabia das expressões dela, do que não gostava ou do que gostava, do que a fazia feliz ou não... Ele sabia, não porque reparava, mas porque era inevitável. Foram sete anos convivendo nos mesmos corredores, nas mesmas aulas, nos mesmos bailes e eventos... E claro, os dois já brigaram, discutiram, e tiveram momentos quase amigáveis. Eram colegas de turma, que se diziam inimigos, mas não era bem assim. Ele apenas implicava, porque eram de casas diferentes. Ela estava em todas as memórias dele, desde os onze anos, e ao tocá-la como ele fez, ver como ela reagia a ele, sentir o prazer que ela lhe proporcionava... Não sabia se conseguia imaginar viver, em um mundo onde ele não a visse todos os dias.
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