Os Sete Lugares Para Se Ficar Com O Malfoy
3 A Biblioteca
Notas iniciais
Hermione acordou agitada. Ainda não havia conseguido assimilar o prazer e a loucura que era, ter feito sexo com Draco. Suas pernas ainda estavam bambas, seu corpo ainda mantinha parte do orgasmo sensacional que tivera. Ela simplesmente, não conseguia parar de sorrir. Ele era tipo um guru do sexo.
Gina, percebera todo esse comportamento estranho, mas não conseguiu um tempo para falar com ela, até agora. Hermione, saia do banheiro e estava sorrindo como se estivesse curtindo uma piada particular:
– Tudo bem Hermione, já pode me dizer o que significa esse sorriso besta – A ruiva exigiu. Desde quando sua amiga lhe escondia as coisas?
– Não é nada Ginny, apenas estou me sentindo prazerosamente feliz – Gina torceu a boca. A cara da amiga, estava pior do que quando se apaixonava. Parecia travessa, quase endiabrada.
– Tudo bem. Se não quer me contar, vou descobrir – Hermione deu de ombros – E já que não quer compartilhar suas coisas comigo, eu compartilho as minhas. Harry veio me dizer que está afim de mim.
Hermione parou o que estava fazendo e encarou a amiga, chocada. Sabia dos sentimentos de Harry, só não esperava que ele os revelasse.
– O que você disse?
– Bom – A ruiva suspirou – Eu disse a verdade. Disse que não gostava dele da mesma forma, mas disse que poderíamos ser amigos.
– Credo Gina! – Hermione exclamou exasperada – Custava você ter dado uma chance a ele?
– Claro que custava. Eu não gosto dele e pronto. – Ela deu de ombros, como quem diz ‘o que posso fazer?’.
Hermione não segurou a risada.
– Você é uma vadia mesmo. Um dia você vai se apaixonar, Ginny, e vai doer.
– Eu sei disso... mas até lá eu apenas curto.
Não muito longe dali, dois amigos também se arrumavam para as aulas. Draco, amarrava a gravata, sem realmente ver o que estava fazendo. Ainda não conseguia acreditar no que ocorreu no dia anterior. O corpo dela, o gosto, os gemidos, o sexo... Estava tudo impregnado nele. Não fazia ideia de que aquilo era possível... Sentir tamanho prazer, e ter vontade de fazer com ela de novo, de novo e de novo.
– Ei cara... você está me ouvindo? – Blás falou, estalando os dedos em frente ao rosto do amigo.
– O que foi Blás? – O louro sussurrou meio distraído.
– Estou aqui dizendo, que estou afim de dar uns pegas na ruiva da Grifinória.
– A Weasley?
– Essa mesmo. Ela está bem gostosa esse ano. E um amigo disse, que um cara da Corvinal pegou ela, e ele declarou que havia sido o melhor fica de todos.
– Eu duvido muito disso. – Draco falou apenas para si mesmo – Faça o que quiser cara, o cacete é seu.
Blás gargalhou.
– Não ficou interessado? – o moreno quis saber.
– Não mesmo.
As aulas se iniciaram, sem que Draco e Hermione pudessem, sequer, cruzar os olhares. Boa parte disso poderia ser culpa de seus amigos, que não paravam de falar de seus interesses, alheios com o que se passava com eles. As aulas terminaram, e o alivio foi geral.
Hermione guardou seu material, com uma pressa desesperadora. Sua sorte, é que nenhum de seus amigos cursava runas. Estava com pressa, pois antes de ir almoçar e ver certo louro, precisa ir ao corujal. Ela tinha que contar essa experiência para alguém, e nada melhor do que sua prima trouxa, que não fazia ideia de quem era Draco Malfoy.
Ela correu desembestada pelos terrenos, e só parou para tomar fôlego, quando havia chegado ao seu destino. Estava tão atarantada, que nem reparou na garota que estava ali. Parkinson, ao notar Hermione, arregalou os olhos de susto. Rapidamente jogou na mochila seus pergaminhos, tinteiros e penas e correu dali, como se a castanha fosse uma aparição.
– Bizarro – Hermione sussurrou ao ver a reação da outra.
Mas apenas deu de ombros, e pegou seu próprio material, para redigir a carta. Sentou-se, mais ou menos, onde a outra estava e pôs-se a escrever. Ao terminar, ela estava vermelha e ofegante, foi como se tivesse revivido cada segundo do dia anterior. Varreu os olhos pelo corujal, como se checasse se alguém havia lhe visto e pudesse, de alguma forma, conhecer o seu segredo. Em sua varredura, notou uma bola de papel amassada. Ela se levantou e a recolheu, lendo-o logo em seguida.
“Harry, querido, eu...”
Hermione levou a mão a boca, contendo seja lá o que queria expressar... Aquilo era de Parkinson. A castanha não soube o que sentir, estava em estado total de choque... Quando foi que Cobras e Leões passaram a se entender? De repente, o mundo havia perdido todo o rumo.
Hermione analisou novamente o pergaminho. O que iria fazer com essa informação? Então lembrou-se do que aconteceu a ela. Draco encontrara um pergaminho dela, e não a chantageara, nem a humilhou, e nem contou a ninguém. Ele havia sido gentil com a situação dela, então porque não retribuir a amiga dele? Ela sentou-se novamente e pegou a sua pena e escreveu.
“Seu segredo está seguro comigo.
– H.G.”
Fez um origami com o papel, e o soprou para dona.
Draco havia terminado de comer pela segunda vez, e nada de Hermione aparecer. Ele meio que estava ansioso por esse encontro na hora do almoço. Bom, agora iam ter que esperar até o jantar. Ele suspirou em frustração. A cada hora que passava ele desejava ainda mais o corpo dela, não saberia se isso é apenas causado por primeira impressão, ou se realmente nunca mais ia se livrar da visão de Hermione, entregue ao seu bel prazer.
– Eu nunca vi coisa mais nojenta que isso – Pansy exclamou ao seu lado.
– Do que você está falando garota? – Blás perguntou.
– Do Weasley e a sem graça da Brown. Será que eles não podiam se engolir em outro canto? Não sei como a Granger gosta dele. Duvido que isso seja um beijo decente.
Ao ouvir o nome de Hermione, Draco começou a prestar atenção na conversa dos amigos. Logo se voltou pra cena que apontavam. No meio da mesa da Grifinória, Rony e Lilá se beijavam desesperadamente. Dava até para ver a língua deles se encontrando, era nojento e desnecessário.
– O que você disse, sobre a Hermione gostar dele? – Draco perguntou a Pansy.
– É tão obvio que dói. Os olhos dela brilham quando ele estar perto, ou pelo menos brilhavam.
Ele ia perguntar mais alguma coisa, mas nessa hora Pansy recebeu um origami e ao ler, saiu correndo desenfreada. Garotas.
Faltando dez minutos para as aulas, Hermione entrou no Salão Principal. Draco a seguir com os olhos. Ela se sentou, e jogou no prato tudo o que viu pela frente e comeu rapidamente. Ela não parecia incomodada com o casal melação, na frente dela.
O sinal bateu, e todos correram para as aulas.
Hermione mal botou os pés pra longe da torre de Astronomia, e Gina já estava ali lhe esperando. A ruiva parecia agitada e quase quicava de ansiedade.
– Conheço essa expressão. – A castanha veio logo dizendo – Quem é o cara da vez?
– EU NÃO SEI! – Gina berrou em meio ao corredor. – Eu recebi esse bilhete e quero muito que você vá comigo até lá.
Hermione franziu a testa em dúvida. Ela pegou o bilhete que a amiga mostrava e leu:
“Seus cabelos são vermelhos
E a Corvinal é azul
Queria o prazer de explorar o seu...”
– GINA! – Hermione gritou antes que seus olhos pudessem ler tamanha ofensa.
– Ah Hermione qual é. Ele até rimou... Enfim, no ‘p.s’ diz pra eu me encontrar com ele na biblioteca. Tipo agora!
– Ginevra você é louca. Ainda bem que não está com o Harry – Gina balançou a mão, fazendo pouco caso.
Hermione tentou persuadir a amiga, mas nada deu certo. Então ela acompanhou a ruiva.
Blás e Draco caminhavam apressadamente, cada um com um objetivo. Ao chegarem perto da biblioteca, Blás estancou:
– Draco? – Ele chamou o amigo – Cara, você podia fazer um favor?
– Depende. – O louro disse meio irritado – Vai demorar?
– Não... Apenas veja se a Weasley está ai dentro.
Draco arqueou a sobrancelha.
– O que foi? – O moreno falou – Eu disse que daria um jeito de ficar com ela.
– Tanto faz. Eu vou ver... Apenas porque você já fez isso por mim.
Draco entrou na biblioteca, e tudo indicava que ela estava vazia. Até Madame Pince estava fora. Todos estavam jantando aquela hora. Ele seguiu pelos imensos corredores de livros, e pela metade ele a viu. Hermione estava com uma cara de tédio, enquanto Gina andava em sua frente.
Ao se sentir observada, a castanha levantou o olhar e o viu. Ele estava sexy, com os cabelos bagunçados e a postura relaxada. Draco escreveu com a varinha no ar, que Blás queria Gina e ele queria ela. E pediu para que ela fosse para o último corredor da biblioteca. Hermione mexeu a cabeça afirmando.
– Gina, quer parar de andar? Vai me deixar zonza – A ruiva estava elétrica demais, para ver o que tinha passado.
– Ai estou ansiosa, só isso.
– Olha... – A castanha começou. – Ele já deve estar chegando, então eu vou ali pro fundo da biblioteca. Vocês não vão me ver, mas eu estarei de olho em tudo. Se precisar, vou estar ali.
Gina apreciou muito o gesto da amiga, sem desconfiar. A castanha correu para o fundo da biblioteca, e aguardou. Já estava excitada.
Draco correu até Blás eufórico:
– Blás, ela está ai sim. – O moreno deu um sorriso largo – E cara, eu acho melhor eu ficar por aqui, sabe? Para o caso de alguém aparecer.
– Sério? Cara, isso seria ótimo.
Então Blás correu pra dentro da biblioteca e segundos depois Draco o seguiu discretamente. Seguiu até o ultimo corredor, e lá estava ela, de costas pra ele, em pé, com metade do corpo apoiado na mesa.
Sem fazer barulho, Draco deixou seus materiais no chão e a abraçou por trás. Hermione se arrepiou ao senti-lo tão perto. Ele nada disse, apenas começou a beijar sua nuca exposta, pelo rabo de cavalo. A mão esquerda dele, se infiltraram por sua blusa e apertaram seus seios por cima do sutiã, e ela arfou baixinho. Enquanto isso, a mão direita subiu pelas coxas dela e sem hesitar, adentraram a calcinha. Os dedos dele deslizaram por seus raros pelos e depois se afundaram em sua fenda encharcada, automaticamente ela abriu mais as pernas e gemeu mais alto.
Ela não esperava que fosse assim, mas estava ela, totalmente indefesa, quase sem ter como se mexer, totalmente entregue a ele. Os dedos de Draco passaram a se movimentar mais rápido, e ela remexia o quadril, tentando aumentar o seu prazer. Draco, ora ria ora gemia em seu ouvido. Ele estava se divertindo bastante com a situação. Quando os picos de prazer aumentaram, ele parou o movimento e ela grunhiu irritada.
– Calma... tenho que me divertir também. – Ele sussurrou em seu ouvido. Ela tentou virar, para ficar de frente pra ele, mas ele não deixou.
Ela tentou se livrar do peso dele e daquela situação, mas ela não tinha como medir forças com ele. Em um suspiro, ela se rendeu e ficou ali jogada na mesa, de pernas abertas e totalmente excitada.
Ele estava tão inebriado pelo cheiro dela, pelo gosto da pele e a quentura descomunal do seu sexo, que ele não podia mais adiar. Rapidamente expôs seu membro e se acomodou na entrada dela.
Hermione gemeu de alivio, quando o sentiu quente e pulsante dentro dela. Seu quadril começou a se mexer, involuntariamente, em busca do seu próprio prazer. Mas Draco pôs as duas mãos firmes em sua cintura, e começou a ditar o ritmo. Ele ficou com todo o ‘trabalho’, ela apenas o acompanhou e ficou concentrada em não gemer muito alto. As mãos dela espalmavam a mesa em busca de apoio, mas ele acelerava cada vez mais, fazendo-a perder os sentidos aos poucos. Draco bombeava fortemente até o útero de Hermione, estocou mais duas vezes e se derramou dela. Hermione sentiu o gozo dele o invadir, e ela própria atingiu o orgasmo.
O mundo inteiro sumiu, até ela própria sumiu, só havia sensação de deleite e nada mais. Minutos se passaram e ela aos poucos foi voltando a si. Draco estava jogado por cima dela, sussurrando coisas desconexas. Ele também foi voltando a si e se retirou se dentro dela. Hermione se viu livre se seu peso e se ergueu.
Sem olhar para ele, ela ajeitou seu uniforme, e se pôs em ordem. Lançou um olhar para onde a ruiva estava, e agora que as coisas estavam esquentando para eles. Nem acreditava que ela havia topado ficar com Blás. Finalmente virou-se para Draco, e se sentou na mesa.
– Bom, estamos presos até os dois terminarem ali.
– Quem diria não é? Eles dois... – Ele se aproximou dela o suficiente, Hermione o puxou pela gravata e o fez encarar seus olhos.
– Nunca mais faça isso. Não que eu não tenha gostado. Mas não invente de me deixar sem ação, sem minha permissão.
Draco arregalou os olhos surpresos. Nenhuma garota, jamais havia reclamado disso. Ele apenas consentiu com um balançar de cabeça.
– Muito bem. – Ela disse.
E como pra provar que o controle era dela, ela o puxou pela gravata, até as suas bocas se chocarem. Ela o beijava vorazmente, e o invadiu com a sua língua atrevida. Draco ficou surpreso outra vez, mas deixou ela o beijar como queria. Ela fechou suas pernas ao redor da cintura dele e assim ficariam até que Gina e Blás o chamassem, ou até que se cansassem de ficar só nos beijos.
Fale com o autor