Um grupo de pessoas cercava um rapaz que estava ali, caído no chão, tinha cabelos negros e com o comprimento no meio das costas, estava desacordado e suas roupas todas rasgadas, todos perguntavam o que havia acontecido, porém, ninguém tinha respostas para o tal fato, um homem alto e esguio, meio moreno por causa do sol, e de olhos puxados, aparentava ter por volta de 30 anos, se aproximou do garoto caído, e logo o mesmo, começou a abrir os olhos de leve, e viu as pessoas ao seu redor, ficou meio assustado, e sua face deixava isso claro.

–Hey, está tudo bem, vamos te ajudar! Você se machucou? O que houve com você?! -Questionou o homem ajudando o rapaz a se levantar.

–Estou bem sim... Bom, eu acho... Não sei muito bem como houve, só me lembro de uma luz forte, e depois de estar com esses humanos em volta de mim! — Respondeu ele colocando a mão em sua cabeça, deu uma gemida baixa ao sentir uma dor onde sua mão encostou.

Se passaram alguns minutos e chegou a polícia local junto com a ambulância para examinar o rapaz.

–Como o senhor se chama? — Perguntou o policial para o homem que ajudou o garoto a se levantar.

–Bom eu me chamo Ken Ouguciko! -Respondeu à pergunta.

–Sr.Oguciko, o que aconteceu aqui? — O policial pegou uma caderneta na mão, para anotar as palavras de Ken.

–Bom, eu não sei muito bem o que houve aqui, quando cheguei ele já estava jogado aqui...

–Hm... E o que... — Foi interrompido pela sua ajudante, que o informou que o garoto estava sem os documentos, e não tinham mais informações sobre ele. -Então, como dizia, o que ele é seu? — Retomou as questões.

– Ele é... — Deu uma leve olhada para o rapaz, engoliu seco, e voltou a encarar o policial. -Primo? ... É, ele é o meu primo... Passei por aqui, e por coincidência, ele estava ai...

–Primo? — Questionou o homem. — E como ele chama?

–Ele? Ah... ele chama... Augustus, Augustus Oguciko.

–Bom, teremos que levar ele pra delegacia pra fazermos algumas questões, e também... — Foi interrompido por Ken.

–Está tudo bem... Do jeito que ele é, deve ter arrumado confusão com alguma gangue por ai, vou leva-lo pra casa, eu me responsabilizo por qualquer coisa! — Disse o homem com um sorriso preocupado no rosto.

Depois que a população saiu do local, o homem pensou em ir conversar com o garoto, por que afinal, havia dito que era responsável por ele, e achava estranho o fato de um rapaz desconhecido por todos da vizinhança, estar lá, jogado sem nenhum tipo de documento ou algo que pudesse ajudar a identifica-lo. Aproximou-se dele com um sorriso amigável em seu rosto.

–Me chamo Ken, Prazer! — Disse o homem, estendendo sua mão para o garoto.

–Me Chamo Damon, Damon Scarlet. — Ficou olhando para a mão do Ken, sem entender absolutamente nada, afinal, para um anjo recém caído, formas de cumprimento humano eram, até então, desconhecidas. -O que você quer mero mortal? — Ficou encarando a mão dele.

–Bom, nós nos cumprimentamos assim, mas pelo visto você não parecer ser daqui, estou certo? — Meio acanhado, abaixa a sua mão, e se senta ao lado do garoto, que já havia encostado em um banco na praça. — Bom, e onde mora?

–É... não sou daqui... Digamos que não tenho mesmo um lugar pra morar...

–Você poderia vir comigo... Se quiser, claro! Minha mulher iria adorar te conhecer! — O homem sabia que havia algo de estranho com aquele garoto, e quem melhor do que a esposa de Ken?

–Tudo bem... vamos?! — Disse com um pouco de receio.

Eles foram até a casa de Ken, no caminho não falaram sobre absolutamente nada, o homem parecia não confiar em Damon, isso era recíproco.

Chegaram na casa dos Ougucikos, como de costume, os filhos do Homem correram para abraçar o pai.

–Papai! — Gritaram os dois.

–Boa tarde crianças! — Ao ver que o Damon estava acanhado, ele se abaixou e falou baixinho no ouvido de seus filhos -Crianças, aquele é o Damon, um amigo do papai, vão lá chamar ele pra entrar.

–Tio! — Era Anne, a caçulinha de 4 anos -Entra Tio Damon, queremos te conhecer!

O rapaz então entrou, afinal, uma criança é o ser mais puro que existe no mundo, pelo menos, segundo o que ele tinha aprendido. Logo ao entrar se deparou com uma mulher, provavelmente esposa de Ken, a mesma se virou e ao "ver" o garoto, derrubou um copo que estava em sua mão.

–Não pode ser... — A mulher estava com uma cara de aflita. — Cerviel? Por que você esta aqui?!

Um clima então, pesou sobre o local.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.