Os Sentinelas De Lorien
6 Capítulo 6 - O Refugio
Estamos voando a cerca de 3 horas. Setrakus parece menos cansado que antes, Estella se mantem atenta ao volante e eu me preparo para mais ataques surpresas. Logo avistamos algo.
-Você sabe o que tem ali? -Estella pergunta para Setrakus.
-Sim, é uma antiga base militar. Está inativa há alguns anos, os sobreviventes devem estar lá.
-Ou pode ser uma emboscada. -Acrescento.
-Acho difícil, não há como terem preparado uma armadilha tão rápido.
-Talvez tenha razão. Mas não vamos baixar a guarda enquanto estivermos por lá.
Pousamos nos arredores da base, o lugar toda parece ter sido devastado. Estella segue na liderança, Setrakus está alerta, pronto para qualquer situação. Ele é bem diferente do que eu pensava, antes eu via ele como alguém parecido com Pittacus, do tipo paciente e preocupado com tudo, Setrakus parece ser mais do tipo que deixa os problemas se resolverem sozinhos, ou utiliza da força bruta para resolver o problema.
Paramos em frente a um portão de ferro. Tem cerca de 5 metros de altura e 7 de comprimento. A base é cercada por muros de 10 metros e há torres de vigia em cada canto da base. Quando estamos prestes a avançar, uma voz surge dos auto-falantes.
-Quem são vocês e o que querem?
Setrakus da um passo a frente e diz:
-Sou Setrakus Rá. Viemos para encontrar abrigo!
-Podem entrar.
Nesse momento ouço uma voz mandando abrirem os portões. Assim que entramos um mog de jaqueta verde nos espera, ele e Setrakus se cumprimentam.
-É ótimo saber que ainda está vivo Setrakus. Após o incidente no laboratório de pesquisas da Capital, pensava que nunca mais o veria novamente.
-É bom velo novamente Lex. -Setrakus se vira para Estella e eu.- Estella, Dereck, esse é Lex, o cientista que pesquisou sobre o vírus antes de ser roubado ou utilizado em experimentos. Lex, esses são dois soldados de Lorien, Dereck e Estella.
-É um prazer conhecê-los.
-O prazer é nosso.
Lex nos mostra o lugar. É uma base grande, porém, há apenas 8 sobreviventes nela. eles estão usando apenas 5% da base, o resto fica do jeito que está, Setrakus conversa com ele sobre o vírus, perguntando se há uma maneira de curar os mogs infectados, infelizmente Lex diz que não existe uma cura no momento.
-A unica forma de conseguir uma cura é extraindo o vírus de algum infectado. Mas infelizmente não temos o vírus ou equipamento para analisar o vírus já que todos o laboratório principal foi destruído.
-Laboratório principal? -Estella pergunta.
-O laboratório onde o vírus foi desenvolvido. Estávamos pesquisando sobre possíveis efeitos colaterais em plantas e animais quando o vírus foi roubado. Desde então tudo se tornou um caos. O primeiro lugar que foi destruído foi o próprio laboratório em si, no dia em que terroristas invadiram.
-Vocês tem ideia de onde os terroristas podem estar agora, ou melhor, se eles ainda têm o vírus? -Pergunto.
-Não, ou pelo menos não mais.
-Como assim?
-Assim que o vírus foi roubado, -Setrakus começa a explicar num tom serio.- mandamos um esquadrão interceptar o vírus, porém como eu disse a vocês, esse esquadrão nunca voltou. Então mandei meus 5 melhores soldados em busca dos terroristas. Quando eles encontraram a base, só encontraram mogadorianos infectados.
-Vocês acham que eles se auto infectaram com o vírus?
-Não, é mais provável que tenham deixado o vírus escapar. Ou um deles foi infectado e deu um jeito de infectar os outros. Mas o fato é que não temos mais o vírus, a menos que capturemos um deles não teremos o vírus.
-Então esse é o plano! -Estella se manifesta.- Iremos até a cidade mais próxima e capturaremos um deles. Assim que o troucemos para a base Lex extrairá o vírus.
-Não há como fazer isso. -Lex acrescenta.
-Como não?
-Além de não termos o equipamento necessário, também não temos como mante-lo prisioneiro por muito tempo. Creio que estamos em um beco sem saída.
Nesse momento o alarme soa, uma legião de rugidos toma conta do ar. Sei oque está acontecendo, estamos sendo atacados. Mas não por mogs, e sim por bestas.
-Lex, proteja-se em algum lugar. Dereck, Estella vocês vem comigo proteger os portões e pegar a nave.
Assim, corremos para uma das torres do portão principal. Sem saber oque nos espera do lado de fora.
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