Os Sentimentos de Um Objeto
1 Capítulo 1
Os sentimentos de um objeto.
Talvez seja só carência, essa minha necessidade de você.
O está pensando agora?
Gostou da minha roupa?
Arrumei o cabelo de forma diferente,
Será que nota quando mudo meu tom de voz?
Sinto que percebe quando quero seu abraço,
E acerta como se já fosse planejado,
Seus braços, seu corpo, são quentes e aconchegantes,
É tudo tão convidativo,
Para pegar a presa, sei como é, os predadores,
São assim, por natureza, cobiçados,
Com uma certa pose, um ar de superioridade,
Tudo aquilo que precisamos, mas que desejamos distância.
Quem sabe o que aconteceria, se acaso eu falasse não,
Olhando fixamente em teus olhos? Mesmo que me abraçasse agora,
Indo de encontro aos meus lábios;
Hei acho que esses milhões de pensamentos estão inundando minha mente,
De forma que eu me afunde em você. Eu escutaria a razão, ou a minha emoção?
Razão? A minha razão de uns meses pra cá tem sido você!
A razão pela qual eu venho sorrindo,
Mas também a razão pela qual meu rosto é involuntariamente banhado por lágrimas.
Nunca quis viver um amor clichê, de filme, em que viveríamos felizes para sempre, porém essa idéia me agrada bastante tenho de confessar. Se fosse tudo perfeito, lindo e romântico todos os dias, a gente poderia até se sentar no sofá e ir ver tv, pois seria a mesma coisa todo dia, como decorar as falas e poses de um teatro. Mas eu queria ao menos que valesse à pena, isso que sinto por você, sei que terá momentos difíceis, e é nessa hora que quero você aqui, seria melhor se os momentos bons compensassem os ruins, mas só tenho sentido desgaste.
Estou tirando este vestido rodado, em que tem seu nome escrito nele, e vou saindo do seu armário, sem que tenha de sentir minha falta, me pegar no colo e tirar-me daqui, para que eu me sinta viva outra vez. Estou indo. Quando se sentir só, note tem apenas aquele vestido que possuía seu nome, pois era a única coisa realmente sua, quem sabe se de conta de que a boneca que o vestia, era mais que um brinquedo, e que quem foi o bobo da história foi você, perdeu quem estava ali, aguardando para que você sentisse falta.
Acho que eu quero que precise de mim, que corra atrás, é sua vez agora, venha me procure e não se esqueça que tem de correr..Corra! Pois a está altura estou cada segundo mais distante de você, mais livre, não estou só, tenho mais pessoas, muitas, antes eu só tinha você. Veja, você cria coisas inanimadas e diz amá-las, com o tempo vai as trocando quando se cansa delas, e as guarda num armário qualquer, e quando perceberem que você é assim? Não adianta mentir, é a si mesmo que acaba enganando, você diz por sua vida em minha mão, porque estou indo embora, por temer a solidão. Sabe você nunca teve ninguém, nunca amou ninguém, no fundo só fugia de si mesma.
Sabe, chore, se mate mesmo, já que repete que é o que fará! Não importa quantas vezes que jogue a culpa em mim, não sou responsável por sua felicidade ou vida, faça o que quiser dela, encare seus erros, criança mimada, se vai fugir da realidade, o que está esperando? O faça. Não adianta bater o pé no chão, dizer o quanto sofre, quem escolheu assim foi você. E se alguém colocasse cordas em você, seria agora que ia se sentir como me senti, torço pra se apaixone, para que realmente ame com todo o seu coração, e que se sufoque pelas cordas desse amor, que lhe guiariam, como um fantoche.
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