Notas iniciais
Ohayoo! Bem eu hoje publiquei muito mais cedo, porque não sabia quando podia postar :/ Finalmente o tão esperado reencontro... Este foi de todos os capítulos o que me deu mais trabalho. Espero que gostem. Boa leitura*

Mundo Humano

Ulquiorra acabara de entregar o gigai emprestado na loja. Já tinha eliminado o hollow fugitivo. Como ele esperava, não era muito forte… Só era bom para fugir e esconder-se por algum tempo. Lixo.

Abrira uma garganta, pronto para regressar ao seu mundo. Estava farto de estar ali, onde tantas memórias perturbavam a sua mente. Voltaria para casa, e por fim ter o seu merecido descanso. Ou não. Muitas surpresas ainda o aguardavam.

Hueco Mundo

Orihime estava no topo de uma das torres do palácio. Sentia o vento a dançar com os seus cabelos. Sentia-se livre. Em paz.

Aguardava pacientemente o retorno do seu amado, enquanto imaginava a sua reacção e como ela própria agiria. Tinha receio que ele a odiasse. Era estúpido, mas não evitava ter alguns pensamentos negativos. Quando desabafava sobre esses temores qualquer um ria da cara dela. Acham que estou a fazer uma tempestade num copo de água. Talvez tenham razão.

Sentiu uma presença poderosíssima e a reconheceu de imediato. Sorriu, o seu sorriso mais bonito que dera desde que chegou.

– Ulquiorra, voltaste…

Ulquiorra entrou no palácio e viu que todos estavam à sua espera com sorrisos de orelha a orelha. Todos esperavam uma atitude sua e ele não percebeu o porquê. Neliel disse de uma forma suave, que pareceu mais uma mãe para Ulquiorra naquele momento.

– Sinta…

Ele continuou sem perceber mas decidiu fazê-lo. Ele fechou os olhos para concentrar-se melhor. E foi nesse momento que ele a sentiu. Abriu os olhos de forma brusca. Não acreditava.Aquela era a reiatsu… dela? Estava ligeiramente diferente mas era ela!

Ele desapareceu no sonido e apareceu um pouco atrás dela. A surpresa ainda era evidente no seu rosto… E felicidade?

Ela virou-se lentamente na sua direcção e deu-lhe o seu maior e melhor sorriso.

– Estava à tua espera, Ulqui-kun!

Ela esperava uma reacção da parte dele, mas nada! Ele não se mexia um centímetro sequer. Olhava paralisado para ela. Começou a entrar em pânico… Ele não gostaria dela naquela forma? Não a amava? Lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.

Ulquiorra desfez o olhar surpresso. E caminhou na sua diracção devagar, como quando um felino estava pronto para atacar. Não desviavam os olhos por nada deste mundo. Orihime tinha-se esquecido como o seu olhar era penetrante e intimidador, de como era difícil respirarcom ele tão perto!

Ulquiorra com uma mão limpou as lágrimas dela e olhava tenramente para ela. Num tom de voz repreendedor mas ao mesmo tempo carinhoso:

– Demorou muito, onna…

Orihime riu com as palavras do espada, e por um breve momento parece que viu umligeiro sorriso na face dele.

– Perdoas a minha demora?

Olharam-se intensamente.

– Nunca mais me faças sofrer desta maneira. Esta angústia consumia-me todos os dias... Pensei que tinha-te perdido para sempre. Nunca mais saias do meu lado. Amo-te demais onna, amo tanto que chega a doer…

Os olhos da arrancar brilhavam intensamente, como nunca antes o fizeram.

– Por momentos, de fato, perdeste-me. Gostarias de saber como é o céu, Ulqui-kun?

– Mais tarde, por agora quero a minha recompensa pelo teu atraso.

Orihime ia dizer algo mas o espada a interrompeu. Beijou-a como tanto tempo sonhou, pensando que nunca teria outra oportunidade para o fazer.

Pegou-a pela cintura e agarrou-a com força, como se ela pudesse fugir a qualquer momento. Essa realidade esteve tão próxima dele que ainda o atormentava. Orihime acariciava com uma mão o rosto do amado e com a outra brincava com os cabelos da sua nuca, sentindo-o arrepiar.

Tiveram-se de afastar pela falta de ar, não abrindo sequer os olhos. Tentavam normalizar as suas respirações descompassadas. Orihime abriu vagamente os olhos e olhou para o rosto de Ulquiorra banhado pela luz da lua, prendeu a respiração… Lindo.

Uma das suas mão contornava as lágrimas eternas do quarto espada que não se mexia,aproveitando a carícia dos pequenos dedos.

– Uma vez disseste-me que eras vazio, que não podias sentias nada. Que não tinhas coração. Ainda acreditas nisso?

– Eu não tenho um coração perdi isso quando quebrei a corrente e transformei-me em um hollow… – os ombros de Orihime murcharam, ela acreditava que Ulquiorra tinha mudado esse seu lado, baixou a cabeça tentando não transparecer a sua decepção. Missão falhada.Ele notou e obrigou-a a olhar para ele- Não tenho um coração como o dos humanos. Mas tenho-te a ti… Orihime Inoue, o meu coração és tu. Tu és a fonte de todas as minhas emoções. O meu refúgio. Enquanto existires, não serei derrotado. Porque o motivo de voltar é mais forte. Eu sempre voltarei para ti. Porque tu mostras-te que a minha existência ainda podia ter significado. Tu és tudo para mim. Não esperes de mim declarações ensaiadas, prendas fúteis e festas de dias comemorativos. Não sou disso e tu bem o sabes. Mas podes contar com um amigo, com a minha lealdade, o meu respeito total e o meu amor Hime. Aishiteiru, hoje e sempre.

Orihime não acreditava no que ouvia. Estava incrédula. Este era o mesmo que a sequestrou, o servo mais fiel de Ainzen? O que aconteceu no tempo em que ela esteve “fora”?Ele bateu com a cabeça? De repente lembrou-se do que Aporro lhe disse e teve vontade de rir.

Colocou a cabeça no seu peito e chorou de felicidade. O seu sonho tornara-se realidade. Tudo estava perfeito agora. Eles estavam juntos. E ele amava-a!

Com uma ternura que só ele despertava nela, ela sussurrou só para ele ouvir, como se contasse um segredo.

– Aishiteiru mo.

A luz da lua parecia abraça-los, como se apoiasse a sua história de amor. Ela era atestemunha de tudo o que tiveram de sofrer para ficarem juntos.

Notas finais
Espero não ter desiludido ninguém... Beijinhos*