Os Selos Do Destino

11 A criação dos Zevs - parte 2


Notas iniciais
Última parte do cap. Desculpem o final estranho x.x
Era isso ou a escola inteira saberia que eles estavam ramando algo :D
Para os curisosos: Zev significa lobo em Hebraico, na frente terão mais explicações -q

Samantha estava em choque, paralisada. Conseguiu. Estava em seu dormitório. Ouviu algo caindo atrás. Saiu do transe.

– Cloe! – De alguma forma a ninfa surgira alguns centímetros acima do chão. – Não conseguiu se concentrar direito?

– A-acho que foi isso. – Levantou-se. Tentou correr, mas tropeçou.

– Calma. O que foi? – Samantha reparou que os cabelos da ninfa não estavam em seu tom calmo.

– O-o bi-bi-bibliotecário chegou na – respirou fundo – nossa cabine. – Foi para o corredor.

O corredor dos dormitórios estava tumultuado, era quase hora do jantar. Diversos olhares se juntaram para ver Cloe, que abriu a porta aos gritos com Sam agarrada a seus pés. “Não mereço isso”, pensou a garota enquanto tentava levantar a gêmea Loup, que segundos antes de sair do quarto se jogou aos pés de Cloe.

– Anda logo, Sam! – As mechas da ninfa tomaram tons escuros de vermelho. – Não me faça jogar uma poção em você.

– Oi? Falou comigo? Estou morta de fome. – A reação foi mais rápida do que o esperado. Samantha saiu do chão em um piscar de olhos, estava totalmente diferente. – Vamos chamar os meninos.

“O que a ameaça não faz”, pensou Cloe enquanto batia na porta do quarto dos garotos.

– Já vai! – De fora se ouvia barulhos de coisas caindo e uma voz que pareciam ser de Martin.

Os garotos saíram. O leprechaun estava com os cabelos cor de fogo despenteados e com uma revista em mãos, que foi rapidamente capturada por Allan e jogada de volta ao quarto.

– A operação falhou, capitã. – Martin bateu continência para Samantha.

– Sem problema, minha parte também falhou.

– Do que estão falando? – Perguntou Allan enquanto fechava a porta.

Sem resposta, foram para o refeitório. Sentaram-se, fizeram seus pedidos e minutos depois chegaram flutuando como de costume. As conversas pareciam estar mais calmas em relação à área de caça. Estavam todos famintos, só foram parar para conversas depois de um bom tempo.

– Ainda estou preocupada, será que ele viu a gente? – Disse Cloe depois de tomar um gole de seu suco.

– Duvido, a gente saiu no momento em que ele começou a abrir a porta. – Allan estava tão preocupado quanto ela, mas preferiu mostrar calma. – E Martin, como você conseguiu surgir dentro do guarda-roupa?

– Não sei, acho que o nervosismo me desconcentrou.

– Você não foi o único a aparecer no lugar errado, essa daqui – Apontou para Cloe. – despencou do nada, literalmente. Mas justo no armário, que azar, a próxima operação irá funcionar, escute o que eu digo, soldado.

– Mas que...? Se isso me envolve, não venha me acusar se sua pele mudar de cor.

– Cloezinha, o que você disse? Quer mais suco? Eu vou pegar se quiser. – Mais uma vez o humor de Samantha mudou com a ameaça de Cloe, que riu ao ver a cena se repetir.

– Agora é sério, não podemos nem pensar em fazer isso de novo, e se formos pegos na próxima? – Sussurrou a ninfa.

– Já pensei nisso, e tive uma ideia.

– E qual seria, gênio? – Ironizou Allan

– Cada vez que formos praticar usamos robes com capuz. – Disse o duende.

– Isso não faz o menor sentido, se forem nos procurar basta procurarem por encapuzados correndo. – Respondeu Allan.

– Posso terminar? – Deu um tempo. – Obrigado. O robe não vai ser como os outros. Digamos que sei como cultivar algodão e fazer robes.

– Martin, mais uma vez, isso não faz o menor sentido. – Allan já estava se cansando dos comentários sem sentido.

– Não posso nem fazer mistério. Bando de impacientes. Vejam bem, o algodão é um algodão mágico. Nisso, pensei se não poderíamos enfeitiçar o robe para que fique invisível. É aí que entra a nossa ninja em livros. – Olhou para Cloe. – E assim, só precisamos usar os robes para praticar, e caso formos levemente desviados como hoje não haverá perigo de nos verem.

– Tive uma ideia melhor, e nem precisamos pesquisar em livro algum. Sei de uma poção de invisibilidade, só precisaríamos usar ela na hora da lavagem do pano. – Todos se animaram. – Mas tem um porém, fazer a poção não é o problema, e sim, conseguir os ingredientes, alguns só vou conseguir no laboratório, os outros posso pedir para que mandem de casa, só preciso dizer que é para um dever de casa.

– É, o tempo. Cultivar o algodão não é difícil, o encantamento que, por sorte, muda as propriedades do algodão no final faz com que o processo de três meses diminua para menos, mas ainda assim precisaria de um mês, no máximo, para cultivar e fazer as lavagens, talvez mais, agora depende da poção de Cloe.

– Então, vamos ter que nos aventurar noite afora a partir de hoje? Ótimo. – Samantha foi tomada pela animação. – Já sabemos nosso próximo destino de treino.

– Não é tão simples ir e voltar, não sabemos fazer tudo certo ainda, sem contar que podemos acabar ficando sem energia. Só temos uma chance e não vai ser hoje ou amanhã que iremos tentar, precisamos treinar, sem que ninguém nos veja. – Allan parecia sério. – Tentem todos os dias em seus quartos, mudando de cama ou indo ao banheiro sem precisar abrir a porta, se não houver ninguém por perto tentem também, se houver muita gente, também, se vamos fazer isso precisamos nos misturar as pessoas e usar o teleporte sem que elas percebam, se ficarmos bons o suficiente poderemos conseguir os ingredientes e investigar o campo de caça o quanto antes.

– Já que todos estão dando ordens também quero dar uma. Não quero ser reconhecida como uma mera encapuzada. Se realmente vamos fazer isso, precisamos de um nome, e um bom. – Ao terminar sua fala Samantha percebeu que o refeitório estava levemente quieto e, de alguma forma, percebeu olhares. – Ai que sono. – Fingiu um bocejo. – Vamos?

Os três ainda sentados levantaram-se em um pulo e foram, apressados, em direção aos quartos.

– Mas é sério, quero um nome. Não algo como Power Rangers força mágica ou coisa do tipo, quero algo impactante. Imaginem a cena: passamos pelo bibliotecário e ele ouve passos, mas não vê nada. Pergunta se tem alguém ali e, nós, vozes do além, respondemos com um nome super-hiper-mega-master-blaster cool e no dia seguinte somos o foco das atenções e ninguém sabe de nossa identidade. – Tomou a frente e se virou para os amigos. – Já sei. Zev. A partir de hoje seremos os Zevs!


Notas finais
Que os Zevs tenham uma próspera carreira, ou não. O futuro é tão incerto.
Acho que tô ouvindo vocaloid demais.
- E o que isso tem a ver?! - Disseram em uníssono.