Os Seis Guerreiros - O Início
12 Rainha Elsa?
Notas iniciais
Anna observa bem o local. Ela imaginava que Svartalfheim fosse um lugar totalmente sombrio, como é chamado, cheio de doendesselvagens e demoníacos, mas no final era um mundo cinza, seco e praticamente sem sinal de vida por perto.
– Será mesmo que Elsa está aqui? – diz Merida.
– Ela precisa estar, se não nada disso terá feito sentido algum. – diz Anna.
– Svartalfheim é um mundo subterrâneo? – pergunta Soluço.
– Foi o que Flynn nos contou. – responde Anna. – Especificando melhor: “ Um reino sombrio e secreto, composto por longos e intermináveis túneis que jamais conheceram a luz...” .
– Mas nós estamos na superfície... – diz Jack.
– Então vamos cavar! – diz Anna.
– Anna... – Rapunzel cutuca Anna que se vira e vê um redemoinho se formando no chão, e do nada sai um doende nego do chão que arrasta soluço até o subsolo. Em seguida Merida, depois Rapunzel, Jack e por fim Anna.
Eles são levados por um túnel até uma sala enorme e fria onde tinha um trono no qual estava Elsa com um lindo vestido azul, apesar de não combinar muito com o local estava perfeito nela.
– Anna? O que faz aqui? – pergunta Elsa.
– Elsa! Nós viemos te salvar!
– O que?
– Nós estamos aqui por você Elsa! – diz Jack.
– Não... não vocês não deveriam estar aqui!
– Como assim? – pergunta Anna.
– Eu não quero ser salva.
– O que? – diz Jack. – Mas você foi sequestrada e...
– Eu sei! Mas eu quero ficar.
– Você está loca? – diz Soluço.
– Nunca estive tão racional na minha vida!
– Mas... – tenta dizes Anna.
– Não Anna. Apenas volte de onde vocês vieram e me deixem em paz!
– Não Elsa! Eu não vou voltar sem você... quer disser... nós! – diz Anna.
– Será que você nunca me escuta Anna! Vá embora Anna!
“Vá embora Anna!”, Anna nunca pensou que ouviria essa frase de novo, essa foi praticamente que definia sua relação com Elsa.
– Você quer se livrar de mim Elsa? – pergunta Anna.
– O que?
– Você me ouviu Elsa...
– Anna, eu não quero me livrar de você, eu quero apenas que fique segura...
– Como? Ficando longe de você? Para mim isso e querer se livrar de alguém.
– Anna... pare.
– Elsa, eu entendo, agora eu entendo!
– Ah... entende? Você sabe o que é viver com medo a vida toda? Sabe como é ficar trancada a sua vida toda no seu quarto sem manter algum contado com as pessoas? Pagar uma vida inteira por um erro? Sabe como é Anna? – Diz Elsa caminhando de seu trono até Anna. – Eu acho que não. Então minha querida irmã... deixe eu te mostrar o que é dor.
Elsa ergue sua mão e coloca sobre o peito de Anna e começa a congelar seu coração. Anna começa a gritar de dor, mas Elsa não hesita e continua. Os outros ficam pasmos com a cena, aquilo era algo insuportável até de ver.
– ELSA PARA! VOCÊ ESTÁ MACHUCANDO A SUA IRMÃ! – grita Jack, mas Elsa continua.
– ELSA PARAAAA! – grita Anna, e então Elsa tira uma mão. Anna cai no chão totalmente fraca.
– Levem eles daqui! – diz Elsa.
Os guardas arrastam os cinco até o calabouço e lá eles ficam.
Enquanto isso em Asgard...
Kristoff caminhava de um lado para o outro todos os dias, ele não tinha nada melhor pra fazer naquela sela. Todos os dia ele acordava com dor, e as vezes nem dormia. Todos os dias guardas traziam e levavam prisioneiros inocentes. Ele nunca sentiu tanto medo. “Porque vocês tiveram que partir? Porque tiveram que me abandonar?” questionava em relação ao seus pais. Ele sentia muita a falta dos dois, principalmente agora nessa situação, a voz doce da sua mãe iria conforta-lo, e seu pai iria destrai-lo, de qualquer forma todas as preces não iria adiantar, já que seu Deus estava morto também.
– Kristoff? – diz uma voz muito fina.
– Sally? É você?
– Kristoff, ainda bem que vocês está vivo!
– Como entrou aqui?
– Isso não importa. O que importa é que você está bem.
– Por hora...
– Puf... Kristoff eu só fiz isso para...
– Para... o meu bem? Sally... olhe para mim! Olhe para onde eu estou!
– Eu...
– Sally, não importa o que você faça, você me trancou aqui! Você dedurou a existência das únicas pessoas que poderiam nos salvar! Você nos condenou Sally. Vá embora.
Essa palavras entraram na cabeça de Sally e se repetiam como eco. Sally sai do calabouço correndo, senta no chão junta os joelhos e chora. Ela sabia que seu irmão estava certo, ela tinha os condenado a uma prisão eterna, o sentimento de culpa começou a crescer dentro dela. Ela sabia o que tinha que fazer, ela tinha que concertar tudo o que fez.
De volta à Svartalfheim...
No calabouço todos ficaram em selas diferentes, Anna ficou na primeira e Merida na sua frente, do lado esquerdo de Anna ficou Soluço e na sua frente Jack, e por ultimo Rapunzel.
– Anna, você está bem? – pergunta Merida.
– Estou com frio... – responde Anna.
– Ela foi enganada. – diz Jack.
– Sim... – responde uma voz fria, sombria vinda do final do corredor do calabouço onde estavam os cinco. Era Loki. – Estão confortáveis? – diz Loki com um sorriso.
– O... o que... você... fez... com... a... minha... irmã Loki? – diz Anna totalmente fraca.
– Nada de mais. Eu apenas dei um ponta pé inicial para que ela pudesse liberar a dor, raiva e medo que ela sentiu durante toda a sua vida até então. – diz Loki se abaixando para falar com Anna, que estava no chão, em sua sela.
– Você só contou mentiras a ela! – diz Jack.
– Contei? Saiba que a vida de Elsa sempre foi difícil! Ela viva trancada no quarto, sem manter contato com ninguém! Com medo.
– Fizeram isso para protegê-la! Meus pais fizeram a mesma coisa comigo! – diz Rapunzel.
– Oh... eu sei, mas não é isso que Elsa acha agora. – Diz Loki com um sorriso na cara.
– O que... você quer... que... ela faça? – diz Anna.
– Você sabe que ela é sensível, não é? Então use isso a meu favor. Foi só convencer Elsa de que tudo que ela viveu até agora foi para que ela sofresse fazendo com que você, Anna, fosse a vilã da historia. Daí em diante foi fácil. Eu sabia que se ela simplesmente sumisse diante de seus olhos mais cedo ou mais tarde vocês viriam atrás dela, mas ai... bem vocês já sabem. Agora é só esperar que os meus amigos, doendes negros, venham até Asgard e anunciem a morte de vocês e eu volto para cá mato Elsa e ponto. Final feliz para mim.
– Você não vai... escapar... dessa! Elsa não é tão... ah... i-di-ota. – diz Anna.
– Vendo bem o seu estado minha cara, eu acho que eu já escapei dessa. – Loki sai andando pelo corredor rindo da situação, e deseparece.
Continua...
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