Elesis havia acabado de terminar de fazer sua mala de viagem, que estava atolada de coisas e super pesada, quando Lothos apareceu.

-Elesis, vai à algum lugar?

-Estava pensando em ir à Canaban...

-Preciso que você pegue 6 pacotes, coisa pequena, para mim, você me faria esse favor?

-Claro, mas o que que é?

-Alguns papéis importantes. Quando passar pela Alfândega, procure pelo Lathos. É um código secreto para que entreguem os pacotes à pessoa certa.

-Está bem... Tchau Lothos!

-E mais uma coisa.

->.< Caramba eu quero ir embora T.T O que foi?

-Bem, normalmente eu peço pra Arme recrutar reforços, mas desta vez, quero que procure guerreiros que possam lutar em um exército. Parece que Cazeaje voltará a qualquer momento.

-Está bem, vou ver o que posso fazer.

-E mais uma coisa.

-Affe, o que é?

-Nada, hahahahaha!

-¬¬ T.C.H.A.U – Elesis sai do escritório, sai da base, anda até um ponto de ônibus próximo e espera chegar um ônibus. Enquanto isso, Lass chegava ao Castelo de Gaicoz.

-Castelo Gaicoz, então é aqui. Não me parece algo assustador... Mas o que é aquilo? – Lass acha uma placa pichada do começo ao fim. – Dojo Gaicoz (1500 – 1789), para jovens guerreiros. Vamos ver as pichações, só por curiosidade... Gaycoz? HAHAHAHAHA!!! Ele deve ser um fraco!!!

-Quem invocou meu apelido de faculdade? – Gaicoz aparece, do nada, na frente do castelo. – Só porque essa missão é 1 estrela, não quer dizer que pode me xingar a esmo!

-Ga-Gaicoz?

-Eu mesmo, de armadura chinesa, espada chinesa e botas do Paraguai!

-Porque você tem coisas da China e do Paraguai?

-Porque essa missão é 1 estrela e meu equipamento normal eu só uso em 5 estrelas, esse daqui é só pra enfeitar, não presta mesmo...

-Prepare-se para a derrota! Ataque Final!

-Ouch!! Não devia ter conversado tanto... Lâmina da espada! – Um vento azul sai da espada de Gaicoz e atinge Lass em cheio, mas nenhum dano é causado.

-Ué, era pra acontecer isso?

-Não, deve ser bug do jogo... Ou você está usando hp hack!

-Deixa eu ver se eu não tô usando... – Lass sai da janela do jogo, de um jeito non-sense, fecha o MSN e o Orkut, mas não acha nenhum arquivo hack aberto. – Não, não tenho nem o programa... Tenho que baixar...

-Hum, então... Golpe dúmaw ò.ó – Aquele ataque chato do Gaicoz, que mata todo mundo, novamente não causa dano em Lass.

-Acho que é bug... Melhor pra mim! Ataque Final! Lâmina Afiada! Critical Hit!

-Ouch, não agüento mais! (também, isso aqui é 1 estrela ù.ú) Dado de clones!

-Hum... Vamos ver... – Lass joga o dado, e tira o número 6. – Ô azarzinho, tinha que vir na hora errada...

De repente, 6 Gaicoz’s sem nenhum equipamento aparecem na frente de Lass, que estava queimando de fogo.

-Ah, que legal, deu outro bug e agora a gente tá sem o equipamento. O garotinho, a gente ta cansado, toma aí seu selo e vai embora, nós vamos mandar um ticket pra Level Up! ou pra Kog para que elas consertem isso.

-Anh... Tá bem né? Que coisa estranha, selos de graça, Gaicozes revoltados e sem causar dano algum? Moderador, uma ajuda aqui! – Lass sai do Castelo Gaicoz, e se dirige para a trilha do Pântano Esquecido.

Enquanto isso, Elesis chegava na Alfândega de Canaban.

-Oi, eu sou Elesis, filha de Sieghaat, e procuro a Lathos.

-Lathos? Ela está naquela cabine, e só ir até o número 6.

-Obrigada. – Elesis se anda pelas cabines, mas não acha a cabine nº 6, só existem cabines até o nº 5. Onde deveria ser a cabine nº 6, havia uma placa de “em construção”. Elesis entrou mesmo assim, e achou 6 pergaminhos. Ela pegou os 6 e continuou a viagem. Logo, ela se deparou com uma escola militar de espadachins. Aqui deve ser um ótimo lugar para procurar soldados dispostos a lutar contra Cazeaje! – pensou. Ela deixou as malas no chão, e decidiu bater à porta da escola.

-Toc toc...

-Quem é? – pergunta uma voz de dentro da escola.

-Sou Elesis, da Grand Chase, e vim aqui recrutar um exército.

-Grand Chase? Entre, por favor... – Uma mulher abre a porta para Elesis, que se depara com uma grande recepção, com as paredes pintadas de camuflado. Elesis se dirige até a mesa, e encontra uma secretária meio estranha.

-Sim, o que queres? – pergunta a secretária.

-Lothos me mandou recrutar um exército, e visto que vocês têm essa escola, não vejo melhores soldados do que os que já estudaram e que vêm direto de uma escola militar!

-Entendo. Bem, as aulas de hoje estão acabando, portanto você pode ver as salas de aula e escolher as pessoas que você precisa.

-Muito obrigado. – Elesis passa por uma porta ao lado e começa a visitar cada sala de aula. Cada sala de aula tinha, mais ou menos, 40 alunos, e Elesis escolhia 10 de cada sala, de preferência os com notas maiores e melhores. Mas, ao passar pela última sala de aula, ela se depara com um antigo amigo de infância.

-Olá, posso interromper a aula um pouco professor?

-Pode, claro. Alunos, essa é Elesis, filha de Sieghaat, o inventor das montantes que estudamos hoje. Ela está recrutando um exército para ajudar a Grand Chase a lutar contra Cazeaje.

-Bem professor, posso escolher já os soldados?

-Pode. Aqui está o boletim de cada um.

-Obrigada. Elesis passou pela classe, do mesmo jeito que passou pelas outras, e quando ia escolher o último soldado, reconheceu um antigo amigo de infância.

-Blá blá blá, todos falam do seu pai sempre não é Elesis? – diz um garoto que olhava para Elesis, confiante.

-Não acredito! A quanto tempo! Mas você não disse que nunca ia estudar em uma escola militar Ahtary?

-Vamos dizer que acabei mudando de idéia. Mas, mudando um pouco de assunto, você não ia escolher os soldados?

-Ah é. Bem, eu escolho os números 3, 35, 18, 40, 7, 10, 17, 19, 25 e... *cochicho discreto on* Você quer participar?

-Com toda a certeza Elesis ^^ — diz Ahtary.

-Qual seu número?

-27.

-*cochicho discreto off* e o número 27. Parabéns aos escolhidos. Vocês devem se apresentar na Base daqui a uma semana, as 13:00, treinados e prontos para obter a segunda classe. Os que tiverem antecedentes criminais não poderão ser alistados. Caso eu não esteja na Base, procurem pela comandante Lothos, que passará suas missões. – Elesis saiu da escola, e continua a viagem, com suas responsabilidades feitas. Enquanto isso, no conselho, parece que finalmente Lire, Ryan e Arme serão ouvidos.

-4-FGH, favor encaminhar-se a sala 8. 4-FGH, favor encaminhar-se a sala 8. – dizia uma voz robótica, toda cansada. Mesmo assim, a voz causava um grande frio na barriga de nossos heróis, até de Lire, que mesmo desacordada ouvia e sabia de tudo à sua volta.

-Bem, então é isso né? Temos de ir! – Ryan incrivelmente estava animado, depois de 3 horas sentado esperando. – Vamos Arme?

-Vamos. Eu levo a Lire, você mostra o caminho.

-Não. Os elfos vão estranhar. Todos têm o poder de cura, que fariam Lire andar. Eu a disfarçarei enquanto você me dá cobertura. Vamos. – Ryan levantou, pegou a mão de Lire, passou o braço dela pelo ombro e fingiu que ela estava andando, usando o corpo dela como uma marionete. Arme saiu atrás, colando neles, para disfarçar os pés de Lire sendo arrastados.

Chegando na sala 8, eles abrem a porta e entram em um quarto meio escuro, com 3 mesas altas na frente deles. A sala devia ter uns 7 metros de altura, e as mesas deviam ter 3 metros. Três elfos idosos, mas aparentando poder e experiência, estavam sentados perante as mesas, encarando as três figuras.

-Ora ora, vejo que alguém voltou. Ryan, você não havia perdido os poderes e sido proibido de voltar a falar com Lire, que está aqui? – Dizia Oreal, o elfo da mesa da ponta direita.

-Sim senhor, mas o problema é bem pior agora, Lire est...

-Não demos ordens nem permissão para que fale, jovem insolente. – Dizia Jel, o elfo da ponta esquerda. – Vamos reler seu caso, para relembrar o que aconteceu para que não faça burrices como da última vez. Hill?

-Trecho 3, emenda 14, Parágrafo 94 dos casos de perda de poderes. – Começava Hill, o elfo do meio, que parecia ser o mais importante e poderoso. – “Ryan e Lire, habitantes nº 12998 e 14968, respectivamente, estão limitados a só poderem usar cinco dos seus nove poderes de elfos, pela infração da lei #97, que diz que em hipótese alguma, um elfo pode amar como os humanos, os elfos devem ser puros. Nenhum elfo nasce com o sentimento de amar, mas o contato com humanos os contaminou. Graças a esse contato ilegal com humanos, os dois ficam com a pena de: não poderem falar com nenhum elfo, e em caso de alguma trombada ou apresentação, devem se recusar a dizer que se conhecem. Também não poderão usar os poderes élficos restantes em território humano. Os dois só poderão voltar quando ficarem puros, caso contrário eles não poderão voltar a Eruel.” Agora podem falar.

-Conselheiro Hill, eu devo explicar o que aconteceu do começo ao fim? – dizia Ryan.

-Sim, você deve.

-Bem, tudo começou quando...

-Eu explico. – Arme interrompe Ryan, tirando suas orelhas falsas de elfo. – Conselheiros, sinto dizer que sou uma humana, e que estou “contaminando” vocês, mas eu posso dizer exatamente como tudo aconteceu. Meu nome é Arme, sou uma maga formada pela Escola Violeta de Magia, e entrei na Grand Chase junto com Lire e Elesis. Elesis entrou para procurar o pai, Lire entrou dizendo que vocês a mandaram lutar contra Cazeaje e eu entrei centrada em deter a deusa das trevas. Nós a derrotamos, mas ela está juntando forças para voltar. Bem, Ryan entrou na Grand Chase quando foi envenenado por Cazeaje e nós o curamos, e como agradecimento ele nos ajuda na luta. Em uma de nossas missões, nossos amigos Elesis e Lass foram capturados por um servo de Cazeaje, Gorgos, que Lire viu na floresta dos desafios. Ela usou sua magia para se proteger e nos avisar do perigo, e perdeu os quatro poderes restantes, menos a cura, que ela perdeu quando estava me ajudando a me curar quando Gorgos entrou em contato com a gente. Algo aconteceu com ela pois ela está desacordada desde nossa partida da Base, e cada vez mais ela parece pior. Viemos aqui para pedir ajuda, ouvir suas sabedorias e ouvir seu julgamento de Ryan e Lire, e talvez de quebra, meu.

-Belas palavras menina. – Jel dizia. – Embora seja uma humana, você é muito esperta. Vamos curá-la, mas vocês infrigiram a lei #97 novamente, ao entrar em contato com Arme. Curar! – Jel levantou as mãos e Lire ficou de pé imediatamente, sem fazer um pio.

-Lire, nossa melhor arqueira! Há alguns anos atrás não acreditaria que você poderia ir contra as leis, mas hoje não duvido disso. – dizia Oreal. – Acho que os dois deviam ser punidos severamente, para que nunca se esquecessem do que fizeram.

-Concordo com você, Oreal. – Dizia Jel. – Acho que essa punição é a certa.

-Bem... eu não sei... – Hill estava em dúvida.

-Senhores, qual era o nome do antigo conselheiro, que encurralou Lire e Ryan? – Arme se lembra de um caso que um humano havia entrado em Eruel secretamente, e que lá desapareceu.

-Seu nome era Kalvin. – disse Hill, curioso com Arme.

-Senhores, acho que vocês foram enganados. Um humano chamado Kalvin havia invadido e sumido em Eruel. Não há nenhuma possibilidade de vocês terem sido enganados?

-Arme!!! – Começava Lire – Desculpe-me senhores, mas ela não nos conhece e...

-Deixe-a Lire. – interrompe Hill. – Ouvi boatos sobre isso, mas sempre achei que era uma mentira para convencer-nos a deixar que os humanos entrassem em nosso território.

-Ora Hill, isso é um boato, puna-os logo! Há mais casos lá fora! – disse Jel.

-É verdade, vamos logo com isso! – concordou Oreal. – Os dois foram pegos quase se beijando, isso é um ultraje!

-Mas e se o conselheiro fosse um humano, tivesse contaminado-os e tivesse armado tudo isso?

-Isso é impossível! Vamos acabar logo com isso! – Dizia Jel, irritado.

-Bem, então o caso está encerr...

-Espere senhor! – Arme interrompe no último segundo. – Se eu conseguir provar que o conselheiro antigo era humano, vocês os liberam e devolvem seus poderes?

-Está bem, mas se você falhar, os dois serão punidos mais que severamente, e você será punida junto.

-Arme, não! Você não precisa entrar no meio, deixe que o conselho nos puna normalmente! Você não precisa provar nada! – dizia Ryan, apavorado.

-Vocês estão sendo punidos por serem bons! Por terem sentimentos! Poder ter sentimentos bons é a coisa mais pura que existe! Vocês perderam o resto dos poderes me ajudando e ajudando os outros! Vocês estão sendo injustiçados, e como sua amiga, não deixarei que isso aconteça! – Arme gritava, aflita, não acreditando que os elfos admiravam aquele Conselho de nada. Como eles podem ser tão medrosos e tão injustiçados? Foi provado que o humano que se infiltrou queria fazer com que seus dois elfos preferidos ganhassem o 1º lugar como druidas e arqueiros! Agora tudo se encaixa! Ninguém havia provado antes o que aconteceu, mas agora eu posso!

-Combinado então. – Hill bate o martelo na mesa. – Você tem 48 horas para procurar por ele dentro de Eruel, e nada mais. Agora vão, há mais casos que temos que julgar.

(Aqui vai um resumo pra quem ficou com preguiça de ler XD: há suspeitas que um cara se infiltrou no Conselho e armou para Lire e Ryan para que seus elfos preferidos fossem os primeiros nas categorias de druida e arqueiro. Elfos nascem sem sentimentos de amor, só ganham esse sentimento com contato com humanos. Lire e Ryan tiveram contato com o humano infiltrado, começaram a se apaixonar e foram pegos numa emboscada, e punidos. Arme agora tem 48 horas para provar que o Conselheiro que pegou seus amigos era um humano e devolver os poderes de Lire e Ryan.)

Lass, a esse ponto, havia chegado ao Pântano Esquecido. Dois Gorgos podiam ser vistos mortos no chão, com muitos cortes frenéticos. Um pouco à frente, podia-se ver três Gorgos enormes cercando um pequeno humano, que cortava e atacava os três ao mesmo tempo.

-Vamos lá time! – disse um dos Gorgos. – Fogo! – Os três Gorgos lançam fogo em Lass ao mesmo tempo.

-Argh! Vocês vão ver! Ataque final! – Lass pula e ataca os três, e acaba por matar o líder do grupo.

-Nããããããããão! Irmãos, peguem-no!

-Está bem chefe! Vamos te vingar! Chega agora, humano, você vem conosco. – Os dois Gorgos restantes imobilizam Lass e o colocam em um saco.

-Ei, isso é hack! Gorgos não tem esse ataque! Lothooos, bane esses Gorgos aqui!

-Não, não nos bana! – diz um dos Gorgos, tirando Lass rapidamente do saco. – Demoramos muito pra formar a gangue e pegar nossos levels 10! A gente deixa você nos matar, mas não nos denuncie TT.TT

-Puts, o bug ta forte ou o hack ta ficando constante! Tá bem, então se suicidem!

-Ah, finalmente uma oportunidade pra virar emo! Vamos miguxo, vamos soltar a franja chapada e vamos nos cortar! Miguxinho humano, empresta um pouco suas adagas?

-0_0’ S-sim! HELP ME!!! DEU ATAQUE DE LOUCURA NO JOGO X.X

-Obrigado! Vamos Miguxinho! – Os dois Gorgos começam a se cortar, e depois se jogam de um barranco próximo.

-Puxa... Como a vida deles foi curta... Acho que vou me jogar também... – Lass pega suas adagas, e quando ia virar emo, o celular toca. Era Lothos.

-Parapapapapapaparapapaparapapapapapaparapapa... (tropa de elite) – Lass pega o celular e atende.

-Alô? Lothos?

-Sim, sou eu, seu imprestável, vem cá pra Base agora!

-0_0’ Tá bem!

-A propósito, já que eu liguei e tô gastando dinheiro, aproveita e pega uns manjericões do pântano.

-0_0’ Tá bem.

-Tá chegando?

-Não.

-ENTÃO CORRE!!! – Lothos desliga na cara de Lass.

-0_0’ Ela deve estar meio estressada... Vai saber... Mas, por via das dúvidas, melhor não desobedecer! – Lass guarda as adagas, pega as coisas e vai correndo para a Base.

Durante o caminho de volta, Lass vê Lire correndo e Ryan e Arme atrás. Ele se esconde corre disfarçadamente, seguindo-os.

-Rajada de flechas! Chuva de flechas! Tempestade de Flechas! Ahhhhh!!! – Lire corria em direções randômicas, soltando flechas para todos os lados e gritando.

-Lire, pare! – gritava Arme.

-Voadora! Chuva de Flechas! Iaaahh! – Lire continuava a correr, sem ouvir as palavras de Arme.

-Temos que segui-la! Vamos, rápido Arme! – dizia Ryan, correndo.

-Tempestade de Flechas!

-Cuidado Arme! – Ryan empurra Arme para longe de uma flecha, que estava perto demais de Arme.

-Ufa! Obrigada Ryan! Petrificar! – Arme petrifica uma flecha que ia acertar Ryan por trás.

-Mas o que... – Ryan olha atrás dele, e vê a flecha sendo petrificada. – Obrigada Arme, vamos continuar, temos de seguir a Lire!

-Vamos! Mas... onde está ela? – Lire não estava em lugar algum, ela tinha sumido.

-Ela está a... ué, ela sumiu! – Os dois olham para o pântano, e não conseguem ver mais Lire. – Perdemos tempo demais!

-E agora?

-Bem, Lire tem que aparecer na Base de algum jeito. Temos que voltar agora, e começar a procura. Arme, você pode nos teleportar?

-Claro! Me dê suas duas mãos, teleporte em um lugar meio fechado pode ser perigoso, por isso fique sabendo que você pode se ferir, embora as chances sejam pequenas.

-*Gulp* Vamos andando então...

-Certeza? As chances são pequenas, e nenhum caso foi confirmado até agora...

-Eu prefiro não arriscar. Mas vamos logo, Lothos deve estar ficando preocupada! – Ryan pega a mão de Arme e sai correndo, seguindo a trilha de terra do pântano.

-Mmmmf! – Tenta falar Lire.

-Quieta Lire, espere até que eles se distanciem o bastante!

-Me solta Lass! – grita Lire.

-Pronto, eles já foram. O que deu na sua cabeça pra você quase atingir eles com suas flechas em???

-Eu não queria atingi-los! As flechas ricohetearam!

-Mas o que aconteceu pra você correr feito uma desembestada atirando flechas???

-Eu... e-estou com medo... – Lire começava a derramar algumas lágrimas, contra sua vontade.

-Medo do que?

-De que eles sejam punidos no meu lugar...

-Do que você está falando?

-Se nós não conseguirmos provar que um humano se infiltrou em Eruel... Eu e Ryan seremos punidos severamente...

-Mas ué, que eu saiba os elfos não são tão ruins em punições, ou são?

-Sabe porque eu não vou a Eruel visitar meus pais? – Lire começava a soluçar.

-Falta de tempo?

-Não.

-Então o que é?

-Eles receberam a minha punição por mim, e estão em coma até hoje.

-...!