— Arsvard.

Artamis treinando enquanto seus pais a observam de longe fazendo um piquenique.

Armistica: Não acha que ela está parecida com a Aramina?

Arthur: Em que sentido?

Armistica: Bom, ela está quieta, calada, mais reservada. Daqui a pouco vai aparecer vestindo tons escuros e maquiagem pesada.

Arthur: Agora que você falou, faz tempo que não a vejo dançar.

Armistica: Ela só treina meu amor.

Arthur: E mais agora, a irmã se foi e o irmão se mudou.

Armistica: Ai nem me lembre, que saudades do Enlil e do Arthi.

Arthur: Espero que ele e a Ania estejam se dando bem.

Armistica: Pois eu não. – Arthur olha para ela. — Do jeito que ele tem queda por serviçais e mulheres abaixo dele.

Arthur: Armistica?

Armistica: Estou mentindo? Tanta princesa por ai, ele veio se apaixonar pela filha da matchmaker.

Arhur: Ainda sim, eles se amaram, e olha no que deu.

Armistica: É, olha no que deu...

Artamis termina seu treino com o arco e flecha, então se senta na sombra de pernas cruzadas para meditar um pouco.

Arlet: Tudo bem, princesa?

Artamis: Não sei o que é, mas algo me incomoda.

Arlet: Em seu corpo? Posso ver o que é.

Artamis: Não, na minha alma. — Arlet fica cabisbaixa e Artamis percebe. – O que foi raposa velha?

Arlet: Sou eu.

Artamis: Como assim?

Arlet: Sou quem está mudando você, princesa.

Artamis: Claro que não, passamos até um tempo sem se falar, como é você que está me mudando?

Arlet: Aconteceu á sua irmã também.

Artamis: Do que está falando, Arlet?

Arlet: Minha aura está se mesclando com a sua, assim como eu estou falante, você está reservada, assim como eu sorrio você está seria, assim como eu estou preocupada com você, você está distante.

Artamis: Foi assim que a Aramina ficou tão... Diferente?

Arlet: Isso mesmo. Ela era como você, você pode não lembrar pois era muito pequena, mas ela era como você. Mas então, quando a escolheram para ser minha portadora, ela foi mudando com o decorrer dos anos.

Artamis: E você não falou com ela?

Arlet: Falei, mas ela tinha medo de mim, então a gente não conversava muito.

Artamis: Deve ter sido solitário para você.

Arlet se surpreende com a princesa.

— Marvita.

A família real no salão de jogos.

Ester: Ah pai!

Heitor rir e diz: Vamos, sua vez.

Perola: Vai filha, joga!

Aqua rir então Maria diz: Não acredito, Ester vai perder para o papai?

Os criados olhando de longe sorriem.

— Eles são de longe a família real mais unida.

— Com certeza.

— Não sabemos como é, nos outros castelos.

— Não, não sabemos, mas pelas poucas reuniões que eles já fizeram da pra perceber que eles não tiram um dia para ficar com a família toda e jogar Gamon.

— É isso é verdade.

April chega e pergunta: O que vocês estão fazendo?

— Ah Lady April.

— Lady April.

— Lady April, nos perdoe.

April: Tudo bem. Vocês estavam admirando minha família, não estavam?

— Estávamos Lady April.

April sorrir e diz: Tudo bem, eu também gosto de admira-los.

Então ela se junta aos criados e fica olhando eles jogaram. Enquanto isso, Alina, Aaron e Mayim terminam a mudança.

Mayim: Agora eu tenho um quarto.

Aaron: Não sei por que, você não mora com a gente.

Alina: Aaron?

Mayim: Se não percebeu, faz um tempo que não volto para casa.

Alina: É verdade. O que aconteceu, Mayim?

Aaron: E sua avó?

Mayim: Ela mandou que eu fosse viver. Minha mãe na minha idade já tinha saído de casa.

Aaron: Você não é sua mãe.

Alina: E você não é seu pai. Vida que segue. Você tem sim um quarto, Mayim, e será sempre bem vinda aqui.

Aaron: É isso ai. – Mayim abraça os dois. – Tudo bem, já chega. Agora que vendemos vasos para a realeza temos que melhora-los e moderniza-los.

Mayim e Alina se olham.

Alina: Que é isso agora meu filho?

Mayim: Não gosta desses vasos?

Aaron: São vasos para vender ao povo da nossa rua, agora vendemos para a realeza.

Alina: Mas também vendemos para o povo da nossa rua, Aaron. Não se preocupe filho, as coisas vão dar certo.

Aaron: Eu sei mãe.

Mayim: Calma, a princesa não foi prometida para ninguém.

Alina lha para Mayim.

Aaron: Do que está falando?

Alina: É, Mayim. Do que está falando?

Mayim: Aaron está assim porque quer ficar a altura da princesa para poder se casar com ela sem impedimentos.

Alina: Ora mas que besteira.

Aaron: Que besteira mesmo. Nós só temos 18 anos, Mayim.

Mayim: A tia dela se casou com essa idade. Acho que até sua mãe se casou com essa idade.

Aaron olha para Alina, que diz: Eu não. Mas fiquei noiva com essa idade, como não fui para Pandora por não ser nem dominante nem ter magia, fiquei em Marvita e trabalhei no cais, onde conheci seu pai.

Mayim: Namoraram por alguns anos e depois ficaram noivos, então se casaram- Aaron a interrompe.

Aaron: E ai veio sua mãe.

Mayim e Alina olham para ele.

Alina: Aaron!

Mayim: Eu não tenho culpa pelos pecados do nosso pai, Aaron.

Alina: Nenhum de vocês tem. Parem com isso, já.

Aaron: Vou dar uma caminhada.

Aaron sai.

Alina: Você não sabe, Mayim, mas seu irmão é muito inseguro, e namorar uma princesa e ser vendedor de vasos não facilita. Falar como se a qualquer momento a princesa fosse ser tirada dele, não o ajudou e por isso ele falou daquele jeito com você.

Mayim: Eu sei Alina, me desculpa.

Alina: Não é a mim que tem que pedir desculpas.

Mayim encara Alina, então sai.

— Teermystic.

Tereza tomando banho, quando Toohr entra no banheiro e pede para que as criadas saiam.

Tereza sorrir e diz: Mas o que é isso?

Toohr tira suas roupas e entra na banheira junto com ela, e diz: Faz tempo que não tomamos um banho juntos.

Os dois sorriem e ele a traz para perto dele, então se beijam.

Enquanto isso Terque e Talita conversam no jardim.

Talita: E como foi?

Terque: Não muito agradável.

Talita: Nem imagino, Terque.

Terque: Mas e você? Seu Marido foi solto e vocês voltaram para a casa de vocês, o que aconteceu?

Talita: Ah é que ele não gostou de ter sido preso, obviamente, então quis voltar para casa. Eu o deixe em casa e voltei.

Terque olha para ela e sorrir.

Terque: Então quer dizer que...?

Talita: Ah não, nós ainda somos casados.

Terque: Credo, Talita, porque não deixa logo esse paspalho?

Talita: Ele não quer.

Terque olha para ela novamente, então pergunta: Por quê?

Talita: Ele disse que tenho que dar um filho homem a ele primeiro.

Terque: Que babaca.

Talita: Desde que nos casamos que não dormimos juntos.

Terque: Ué, por quê? Você me disse que queria esse casamento.

Talita: Sim, e queria mesmo. Mas também disse que eu fiz coisas que acabaram o forçando a se casar. No noivado ele ficou distante e frio comigo, quando nos casaram ele não me beijou, e quando fomos para o quarto na nossa noite de núpcias, ele subiu em mim bêbado, mas não conseguiu fazer nada. Desde então nosso casamento, vem sendo só de aparência.

Terque: Pelo que vi no baile nem de aparência está sendo mais.

Talita fica cabisbaixa e Terque pega em sua mão, então as duas sorriem uma para a outra. Enquanto isso Terrerina, Jenny e Tievon do outro lado do jardim.

Terrerina: ... E ai a Jenny se envolveu com George, que é o mordomo da propriedade.

Jenny: Não foi só isso.

Terrerina olha para ela sem entender.

Tievon: O que está dizendo, mi lady?

Jenny: Eu me envolvi intensamente com ele.

Terrerina sorrir e logo em seguida Jenny.

Tievon: Agora vai começar o papo de mulher?

Terrerina: Não seja bob, Tievon. – ela se vira de volta para Jenny. – Porque não em contou?

Jenny: Eu tentei, mas vossa alteza me deu um fora tão grande que não quis mais te incomodar.

As duas se abraçam.

Terrerina: Perdão minha amiga.

Tievon vai saindo devagar. E ao passa pela entrada do jardim, esbarra na rainha.

Tievon: Ah majestade, perde-me.

Tereza: O que faz aqui?

Tievon: Ah eu... – Terrerina e Jenny chegam.

Tererina: Estava comigo, mamãe.

As duas se encaram então a rainha sai.

Tereza: Agradeça ao seu pai por eu estar de bom humor hoje.

A rainha sai e logo em seguida suas damas.

Tievon: Eu devo muitos agradecimentos ao rei.

Terrerina rir e diz: Não precisa, ele gosta de fazê-la feliz, assim ela não enche o saco dele.

Jenny: E nem o de vocês.

Terrerina: Isso ai. Vamos?

Os três seguem caminho até encontrar com Talita e Terque.

Tievon se curva e diz: Alteza.

Jenny a reverencia a saldando: Princesa Terque.

Terque: Lady Jenny, Tievon.

Talita faz uma reverencia, dizendo: Princesa Terrerina.

Terrerina: Lady Talita.

Terque: Agora podemos parar com isso? Está me dando agonia.

Todos riem.

Terrerina: Nossa mãe está de bom humor.

Terque: Que os deuses sejam bons.

Jenny: E seu pai também.

Terrerina: Jenny?

Todos riem quando alguém aparece correndo e gritando por Terque.

Tay: Terque?!

Jenny: Tay?

Terque se vira, então o vê e seu coração dispara.

Talita: Minha senhora?

Terque: Tay?!

Ele corre ate ela e os dois então se abraçam.

Tay: Você está bem? Estão todos bem? Eu fiquei sabendo do sequestro, eu... Me desculpa não está aqui para lutar por você, meu amor.

Todas as meninas ficam com cara de bobas e Tievon ergue a sobrancelha.

Terque: E onde você estava?

Tay: Viajando a negócios com meu pai. Ninguém me contou nada, eu achei que vocês estavam bem.

Terque: Está tudo bem.

Talita e Terrerina sentem o tom da voz de Terque mudado.

Terrerina: Tudobem, vamos embora, vamos deixar os pombinhos.

Talita: Alteza?

Terque: Tudo bem, Talita. Pode ir.

Ela a reverencia e sai junto a Terrerina, Jenny e Tievon.

Tay beija as mãos dela e diz: Senti muito a sua falta.

Terque: Taywki, vamos resolver de vez essa nossa relação.

Tay fica serio, então pergunta: E o que tem para resolver?

Terque: Você está viajando muito com seu, e isso sinceramente, não me incomoda. Mas devido tantas viagens, você está perdendo tudo aqui, incluindo eu.

Tay: Do que está falando, Terque? Eu sempre venho te ver quando chego de viagem.

Terque: É e logo em seguida some, e so dias depois é que sei que você já viajou de novo. E por outra pessoa.

Tay: Perdão minha princesa, achei que não fosse do tipo que sempre quer saber onde o namorado está.

Terque: E não sou, só que, quando meu namorado viaja a trabalho e vai demorar alguns dias ou algumas semanas, eu preciso saber. Assim não fico esperando sua visita.

Tay: Entendi. Não se preocupe, sempre que for sair em viagens eu aviso, e se for demorar mais que uma semana eu mando avisar, ta bom?

Terque sorrir e os dois se beijam.

— Em algum lugar de Fenix.

Fabrizio brincando com Keahi em uma fazenda.

Fabrizio: Vamos lá filhão!

Os dois riem e caem no chão, e ele faz cosquinhas no garoto. Até que uma mulher surge num alto de uma colina e fica os observando.

Keahi: É a mamãe!

Fabrizio olha para ela, então diz: Então é melhor irmos até ela, em?

Os dois apostam corrida até chegar nela.

Kiteria: Ah olha só, estão enérgicos hoje em?

Ela pega o garotinho nos braços e ele diz: Sim mamãe. Eu e o papai brincamos muito.

Kiteria: Eu vi. — Os dois trocam olhares. – Então majestade, vai ficar para jantar de novo?

Fabrizio: Sabe que acho que não sou mais rei, Kiteria.

Kiteria: Mas ainda sim é um lorde.

Keahi: Se o papai é um rei, eu sou um príncipe?

Kiteria: É meu amor, você é o que você quiser ser.

Keahi grita festejando e seus pais riem.

— Fenix, Palacio de Rubi.

Azula em sua banheira, tomando manjá, olhando para o teto.

Milli entra no quarto a chamando, e não a encontra, então percebe que a porta do banheiro está aberta e vai lá.

Milli: Mãe?

Azula: O que foi agora?

Milli: O que está fazendo ai?

Azula: Lamentando, meu fracasso como mãe, como esposa, e como rainha.

Milli se incomoda um pouco, então vai para o lado de sua mãe e segura sua mão.

Milli: Vai ficar tudo bem – a rainha ainterrompe.

Azula: Não preciso da sua pena. — Milli se incomoda. – Sei que todos os meus filhos me odeiam, exceto, eu acho, o Fogarion.

Milli: Ele é o seu primogênito, eu acho que é por vocês terem mais conexão, não?

Azula: Eu não sei. Minhas filhas me odeiam. Você me acha louca, a Magmam me acha insuportável e chata, já a Fuxcia acha tudo isso e mais um pouco.

Milli: Mãe, não fala assim.

Azula: Deixe-me em paz, sim?

Milli: Você sabe que tem um reino para governar, não sabe?

Azula: O reino, não é nada sem mim, então ele que espere eu ficar melhor para se que pensar em me cobrar algo. — Milli se levanta e sai. – Por onde será que anda aquele desgraçado?