Os Segredos De Pandora: As Quatro Misticas

85 Capitulo 85 - A que mais se saiu bem.


— Teermystic.

Após o velório de Aramina, Terque e sua irmã retornam para casa.

Tereza: Ah minhas filhas. – a rainha vai até ela de braços abertos e as abraça. – Eu sinto muito por sua amiga, Terrerina.

Terque: Elas não eram amigas, mãe.

Terrerina calada sai do abraço de sua mãe e sobe para seu quarto.

Toohr: Que bom que está em casa, Terrerina.

Ela entra em seus aposentos e fecha a porta. O rei logo desce para ver Terque.

Terque: Será que pode pegar um pouco mais leve? A Terrerina está péssima.

Tereza: Eu sei filha, eu vi. Ela não dorme há dias, não é?

Terque: Ela não saiu de perto do corpo, nem em Arsvard.

Toohr: Minha filhinha!

Terque corre para abraça-lo, gritando: Pai!

Tereza revira os olhos e caminha até eles.

Tereza: Estávamos tendo uma conversa.

Terque: Ah mãe qual é, faz semanas que não os vejo.

Tereza: Não estava tão feliz em me ver.

Toohr: Ciumes?

Terque: Bem capaz.

Os dois riem e Tereza sai resmungando.

Toohr: E então, treinou esses dias que estava fora?

Terque: Ah um pouco. Eu meio que estava ocupada cuidando da Terrerina.

Toohr: Ah sim, é claro.

Tereza sobe e entra no quarto de Terrerina, e a encontra deitada na cama em posição fetal.

Tereza: Filha? – Terrerina respira fundo. – Está dormindo, não? – a rainha vai para o outro lado da cama e se deita com sua filha. Alisando seu cabelo. — Eu sinto muito por ela, sei que você a amava.

Terrerina: Só me deixa em paz, mãe. Por favor.

Tereza: Você precisa ficar com as pessoas que te amam agora.

Terrerina se levanta, dizendo: É mesmo? E onde estavam essas pessoas que me ama quando eu disse que era gay, ou quando eu disse que tinha uma namorada, ou quando minha namorada ficou doente e me destruiu?

Tereza se senta na cama, dizendo: Espera, não coloque a culpa de ter se mudado em nós, eu não me importaria se a trouxesse aqui. E não sabíamos que a princesa estava doente, só ficamos sabendo depois, e pela Terque, não por você, por sua irmã. Então se não estávamos presentes, não nos culpe.

Terrerina coloca mão na barriga chorando e diz: Outra coisa pela qual sou culpada.

Tereza logo corre até ela e abraça.

— Arsvard.

Arthorius entra no quarto de seu filho e o vê dormindo.

Arthi: Enlil. Sua mãe escolheu um belo nome para você.

A babá sentada na cadeira diz: Quer que eu os deixe, alteza?

Ele se vira assustado, e diz: Ah eu não sabia que tinha mais alguém aqui.

— Sou Ania, alteza, a babá do seu filho.

Arthi: Certo, certo, Ania. Tudo bem. Eu vou indo.

Ania se levanta dizendo: Eu nunca o tinha visto aqui, alteza. Por favor, fique. O pequeno príncipe sente falta do pai.

Arthi: E eu da mãe dele.

Ele sai e Ania olha para Enlil então se senta novamente.

Armistica encontra seu filho no corredor escorado na parede.

Armistica: Arthi, você está bem?

Arthi: Eu fui ver o Enlil.

Armistica: Ah que bom, isso é muito bom.

Arthorius sai, e Armistica estranha, então ela segue para o quarto do bebê.

Ania se curva e diz: Majestade.

Armistica: Meu filho veio aqui?

Ania: Sim, rainha. Ele falou algo sobre a princesa Violet, e o nome do príncipe. Mas quando me viu foi embora.

Armistica alisa o rosto de seu neto, dizendo: Entendo.

Enquanto isso, Artamis em seu quarto.

Artamis: Arlet, e agora?

Arlet: Nada, assim como a cinco minutos.

Artamis: Você tem certeza?

Arlet: Princesa, estou olhando seu corpo a cada cinco minutos, acho que tenho certeza.

Artamis: Da ultima vez.- a raposa a interrompe.

Arlet: Olha só eu já falei, eu não detectei nada por que você quis que eu ficasse fora das suas coisas.

Artamis fica cabisbaixa e diz: Eu sei. Desculpe-me. É que...

Arlet: Sente falta dela, eu sei.

Artamis: Podemos ao menos treinar?

Arlet: Pega seu arco e vamos.

Artamis sorrir e pega o arco, então ela sai e da de cara com um guarda, e fica paralisada.

Arlet: Artamis? Princesa? O que houve?

— Ah princesa Artamis, quanto tempo.

Ele encosta no braço de Artamis e ela perde o controle.

Arlet: São eles!

Os olhos de Artamis começam a brilhar, e ela solta o arco no chão, então um furacão começa a ganhar forma.

Arlet: Artamis! Artamis, se controla!

Armistica chega perguntando: O que está acontecendo aqui?!

Alisio: Eu não sei majestade.

Artamis: Tirem-no daqui!

Armistica: Artamis, filha, o que está – Artamis lança uma rajada de Ar, que sua mãe defende. – Artamis?!

Artamis escuta Enlil chorando e começa a voltar a si.

Arlet: Isso, respira fundo.

Artamis: Eu abri a porta, por que não saiu?

Arlet: Você não merece isso.

Artamis se surpreende, então sua mãe a ajuda.

Alisio sai correndo, até achar Ernest.

Alisio: Ernest, ela sabe. Ernest?

Ernest: Oi? O que foi?

Alisio: A princesa sabe.

Ernest: Claro que sabe, nós não a dopamos.

Alisio: Então porque aceitamos o emprego de volta?

Ernest: Acha mesmo que se corrêssemos algum perigo por causa daquilo, eles teriam nos contratado de volta? Ela não contou a ninguém. É só evitarmos ela, e pronto.

Alisio: Certo, certo.

Enquanto isso, Armistica coloca sua filha na cama.

Armistica: O que foi aquilo, Artamis?

Artamis: Por favor, mãe. Me deixa em paz.

Armistica estranha, então sai do quarto.

Arlet: Você não pode perder o controle, princesa.

Artamis: Você também, me deixe em paz por um momento, tá bem?

Arlet se cala.

— Fênix.

Fuxcia, Keahi, Magmam e Charmillion, nos jardins.

Fuxcia: E então Keahi, tem planos para estudar?

Keahi: Ah eu quero ser um grande guerreiro como o tio Vulcaus.

Magmam e Charmillion logo olham para Fuxcia.

Fuxcia: Não pode ser como ele, que tal ser como nosso pai?

Keahi: O papai é rei, eu não posso ser rei.

Milli: Mas talvez seja um grande lorde.

Magmam percebe que Fuxcia está cabisbaixa.

Magmam: Ah Keahi, por que não vai jogar com o Fogarion e os amigos dele?

Keahi: Tá!

O garoto sai sorrindo e as duas irmãs focam em Fuxcia.

Fuxcia: O que foi?

Milli: Cadê o Vulcaus?

Fuxcia: Eu não sei, porque estão me perguntando isso?

Magmam: Fuxcia, faz muito tempo que não vemos vocês dois juntos.

Fuxcia: E o que eu tenho haver?

Milli: Vocês terminaram?

Magmam: É só pode.

Fuxcia: Eu perguntei a ele, se ele queria continuar comigo, enfrentando tudo junto comigo, toda a dor, preconceito, armadilhas da minha mãe, e ele fez a escolha dele.

Milli: Como assim?

Magmam: Que armadilhas?

Fuxcia: Você estava em lua de mel e a Milli estava com o Keahi em Fogueiral. Nossa mãe armou para parecer que eu estava com um lorde não sei das quantas, e o Vulcaus acreditou, mas depois o lorde confessou que era mentira, enfim. Nós nos acertamos, ma snão foi o suficiente.

Magmam: Nossa.

Milli: Nossa mãe pode ser cruel quando quer.

Fuxcia: Fico m perguntando quem herdou o gene da loucura.

Milli: Fuxcia?

Fuxcia: O que? O vovô era louco, vocês sabem. Nossa mãe logo mais se tornará, isso se não já tiver ficado. Quem será de nós que herdou o gene da loucura?

Magmam: Provavelmente o Fogarion.

Milli: Ou eu.

As duas olham para Milli.

Fuxcia: Acho mais fácil a Magmam.

Magmam: Ei porque eu?

Fuxcia: Você tinha um comportamento um tanto estranhos, até se casou.

Magmam: Eu me casei porque eu gosto do Dylan.

Milli: Ah pelos deuses, chega de falar de homem.

Fuxcia: Ah então quando o assunto é o meu tudo bem, mas se passamos para o casamento que você não aprova temos que mudar?

Magmam: Nunca entendi porque não aprovou meu casamento.

Fuxcia: Porque ela acha que você e ele não vão durar, porque ela tem ciúmes de você, porque ela queria que você fosse mais forte e não cedesse. Sabe essas coisas. — Magmam e Charmillion se encarando. – Então o Vulcaus me trocou por um cargo mais alto.

Milli: Como é?

Fuxcia: A mamãe ofereceu para ele se tornar capitão do exercito flamejante. E bom, ele não está aqui comigo.

Magmam: Homens. — Milli resmunga. – O que foi?

Fuxcia: Meninas, parem.

Milli: Nada.

Um mensageiro chega e entrega um bilhete a Fuxcia.

Fuxcia: Obrigada. – Ele se curva e sai, enquanto Fuxcia abre o bilhete.

Magmam: O que diz ai?

Fuxcia: É do Vulcaus. Ele quer que eu o encontre.

Magmam: Então vai.

Milli: Ainda pouco estava reclamando dos “homens” agora manda nossa irmã ir vê-lo?

Magmam: Seu problema não é com o Vulcaus, deixa-a.

As duas olham e Fuxcia já tem saído.

— Marvita.

Perola, April, Netuno e as princesas no jardim, quando Minerva e Raina chegam.

Minerva: Majestade, altezas!

Maria: Diretora Minerva?

Perola: Lady Raina, Minerva.

Aqua: O que fazem aqui?

Ester: Estão aqui desde a apresentação do Netuno.

Aqua olha para sua mãe.

Perola: Sentem-se, vamos tomar uma hidra.

Elas se sentam e os servos enchem seus copos.

Raina: Rainha, soube que passou uns dias enferma, está tudo bem?

Perola: Estou bem melhor. Obrigada por perguntar.

Minerva: Meninas vão gostar de saber que em breve a escola reabrirá.

April: Espero que com uma nova segurança.

Raina: Sim, eu e o Major cuidamos disso.

Minerva: Segurança de ponta e uma nova cúpula.

Aqua: Mãe.

Perola: Calma, não é o que está pensando.

Aqua: Pra mim parece que é sim.

April: O que está havendo com vocês duas?

Ester: Vem Maria, vamos deixar as adultas conversarem.

Maria: Espera, o que? Como assim? Temos a mesma idade que a Aquamarinne.

Ester: Mas não temos a mesma mentalidade.

April: Levem o Netuno.

Ester passa carregando seu irmão por Minerva e ela se incomoda.

Perola: Meu filho a incomoda, Minerva?

Raina: Perdão, rainha?

Aqua: Mãe, para com isso.

April: Agora já chega, parem as duas.

Minerva: Há algo que devemos saber?

Aqua e Perola se encaram.

Heitor chega perguntando: Uma reunião? Porque não fui chamado?

Minerva fica eufórica e Raina segura sua mão.

Aqua: Sente-se aqui, pai.

Aqua sai do lado de sua mãe e seu pai se senta.

Perola: Isso não é uma reunião querido, é só um grupo de mulheres se reunindo para conversar.

Heitor: Lady Raina, Minerva.

Raina: Majestade.

Minerva: Majestade.

Heitor: E a escola?

Minerva: Ah está bem, estamos terminando os últimos detalhes. Em breve as meninas voltarão a Pandora.

Perola: Estaremos lá na reinauguração.

Minerva: Ah que ótimo, majestade.

Aqua: É mãe, que ótimo.

April: Eu vou bater em vocês duas.

Perola se levanta e sai.

Aqua: Vou falar com ela.

A princesa sai e April olha para Heitor.

Heitor: O que foi?

April: O que ainda faz aqui?

Heitor: Ah eu pensei em conversar um pouco com minhas amigas, eu posso?

Minerva fica contente.

April: É claro.

April se levanta e sai, então Minerva diz: Mãe, pode nos deixar?

Heitor: Na verdade eu queria que você nos deixasse Minerva.

Ela estranha então se conforma e sai.

Raina: O que quer majestade?

Heitor: Saber como andam as defesas da escola, sem está na presença da Minerva. Sei que enfeita as coisas quando está com ela.

Raina o encara.

Aqua: Mãe, você pode ser mais discreta? Não pode ir atrás do Irving.

Perola: Eu sou uma rainha, eu posso tudo o que eu quiser. E não volte a me desafiar mocinha, ou sofrerá.

Perola sai e Aqua se surpreende com as palavras de sua mãe.

— Teermystic.

Terrerina fazendo trilha sozinha.

— Quem vem lá?

Terrerina: Terrerina Woods, quem está ai?

Um homem sai de detrás das pedras.

— Me chamo Tievon.

Terrerina: Bom Tievo, pode me dizer o que faz aqui? Essa é uma trilha privada.

Tievon: Eu sei, alteza – Terrerina estranha. – mas precisava falar com você.

Terrerina: E você me conhece?

Tievon: O Demétrio e a Ila nos mantinham juntos.

Terrerina: É claro, Tievon! — Eles se abraçam. – Mas o que veio fazer aqui? Achei que estava trabalhando com seu pai nas docas de Marvita.

Tievon: E eu estava até saber de você. Sua amiga, a princesa. Eu sinto muito.

Ela sorrir e ele a abraça.

Terrerina: Mal se lembrava de você, como pode vim para outro país só para ver se estou bem?

Tievon: Não foi só pra isso. — Ele bate na cabeça dela com uma pedra o que a deixa inconsciente, então pega seus pertences e sapatos. — Desculpa princesinha, mas você foi a que mais se saiu bem de nós.

Ele sai correndo a deixando inconsciente e sangrando.