Os Segredos De Pandora: As Quatro Misticas

80 Capitulo 80 - O Van Der Vinne de cabelo violeta.


Alguns meses se passaram.

— Fenix.

Fuxcia lendo, enquanto Bri brinca com seu filho, logo mais a rainha se junta a elas no jardim.

Fuxcia: Mãe?

Azula respira fundo então se senta com sua filha.

Azula: Vejo que a Bri gostou do garoto.

Fuxcia: É o que se espera das mães, não é?

Azula olha para Fuxcia, que muda a pagina de seu livro.

Azula: O que está lendo?

Fuxcia: Só estudando esse livro de Pandora, esse ano foi todo perdido, graças a invasão.

Azula: E como anda a reconstrução da escola?

Fuxcia abaixa o livro e diz: Sabe que eu não sei, faz meses que não falo com a Fernanda ou com outra pessoa que estude lá que não pertença a realeza.

Azula: Bom, você estava ocupada.

Fuxcia rir e diz: Ocupada...

Azula: Já passamos disso, lembra? Você me perdoou, eu e seu pai estamos tentando ter um filho, essas coisas.

Fuxcia: Eu sei, eu sei. Bom, vou ver se a Fernanda ou a Minerva estão por aqui.

Fuxcia se levanta e Azula se levanta em seguida.

Azula: Seu pai... – Fuxcia olha para ela. – ele disse se vai legitimar o Keahi?

Fuxcia: Ele vai assumir o meu irmão, mas ele não vai ter o titulo de príncipe, já que ele é o seu consorte.

Azula: Eu sei, mas... –

Fuxcia: Mãe, você tem três das filhas dele e você que está casada com ele.

Azula: Isso não o impediu de ter um filho com outra.

Fuxcia: Mas impediu você de quase não ama-lo.

Azula: O que?

Fuxcia: Não sei o que aconteceu entre você e o pai do Fogarion, mãe. Mas foram suas cicatrizes, alias, suas feridas ainda abertas que causou tudo isso a nossa família.

Azula olha nos olhos de Fuxcia.

Bri chega e pergunta: Vai sair princesa? – Ela se curva. – Majestade.

Fuxcia: Ainda não sei Lady Bri. Assim que souber eu te aviso, mas provavelmente vou te liberar, assim pode ficar com seu filho.

Bri sorrir, então diz: Princesa, não precisa me poupar do trabalho só para eu ficar com o Joás.

Fuxcia: Tudo bem. Que tal irmos a Vulcanics?

Bri olha seria para Fuxcia.

Azula: Pare de torturar a garota.

Fuxcia rir e diz: Eu só estou brincando, Bri.

Bri: Com sua licença, alteza. Majestade.

Azula: À vontade.

Bri sai, e Fuxcia pergunta: Você vai mesmo ficar com raiva? Bri?!

Azula cruza os braços e diz: Parece que tem mais em comum comigo do que pensava.

Fuxcia olha para sua mãe que sai logo em seguida.

Enquanto isso no salão de jogos do castelo.

Charmillion, Vulcaus e dois nobres jogando cartas.

Milli: Vamos lá Vulcaus, você está jogando todas as minhas cartas.

Vulcaus: Não por vontade própria, já que o lorde Janos não joga nenhuma para mim.

Todos riem.

Janos: Ora rapaz, tem que adaptar sua mão ao jogo. Veja o lorde Vanix aqui, toda carta que a princesa joga, ele pega. Não sei que jogo ele vai fazer, mas com certeza ele vai ganhar.

Todos do salão riem.

Vanix: Mas o que? Janos, você é um falador, e está longe de ganhar de mim.

Vulcaus: Vamos com calma, rapazes.

Milli rir e diz: Tudo bem, tudo bem. O jogo tem que continuar, e lorde Janos, quem vai ganhar sou eu.

Ela pisca o olho para ele o que o incomoda. Então a princesa Magmam e o lorde Kalazaram entram. Charmillion logo fica seria e Vulcaus percebe.

— Alteza, seja bem vinda de volta.

— Bem vinda de volta princesa.

Magmam: Obrigada mi lordes, mi ladies!

Dylan: Meu amor, já volto. Tenho que falar com alguns amigos.

Magmam avista sua irmã e diz: Tudo bem, vou falar com a Millia.

O lorde apaixonado beija a testa de sua princesa e ela sorrir, então seguem caminhos diferentes. Ao chegar a mesa de jogos de sua irmã, Magmam chama atenção.

Janos: Princesa Magmam, seja bem vida!

— Ah princesa Magmam!

— Bem vinda de volta princesa!

Vanix: Bem vinda de volta, alteza.

Vulcaus: Bem vinda, alteza.

Ela sorrir e diz: Obrigada, meus queridos. Então quem está ganhando?

Milli: Eu. – As duas se olham. – Bem vinda de volta.

Magmam: Obrigada, irmã. Posso falar com você?

Milli: Estou no meio de uma partida, não está vendo?

Magmam: É importante.

Vulcaus: Alteza, eu creio que os lordes não vão se incomodar de espera-la.

A princesa logo olha para o cavaleiro.

Vanix: Por mim tudo bem, princesa.

Janos: Por mim também princesa.

Milli: Ótimo. – Ela se levanta e sai com sua irmã. – O que foi agora?

Magmam: Sou sua irmã há bastante tempo pra saber que algo que eu fiz te incomodou. — Milli cruza os braços. – É serio Milli, diz o que foi?

Milli: Magmam, não foi nada.

Magmam: Então porque você me olha diferente, e agora mal fala comigo?

Milli rir e diz: Mal falo com você? Como eu vou falar com você se sempre que está perto de mim, está com aquele cara e vive viajando com ele, voltam semanas, às vezes meses depois.

Magmam: Está com ciúmes?

Milli: O que? Claro que não.

Milli se vira e Magmam a abraça.

Fogarion chega dizendo: Ah que momento comovente!

As duas olham para ele.

Magmam: Fogarion! – Ela corre para abraça-lo. – Que bom te ver.

Fogarion: É? As vezes nem parece que você tem família, vive com aquele cara ou então viajando.

Magmam: Até você?

Milli: Eu disse!

Fogarion: Vocês se casaram a o que? Três meses?

Milli: Quatro na semana que vem.

Magmam: Nossa, tudo isso?

Milli: É e desde que se casou só parou no castelo uma vez.

Fogarion: Bom, já vi que vão brigar, eu vou caçar com o rei e o filho dele.

Magmam: Ainda tá nessa, Fogarion?

Milli: Você não faz ideia. Fogarion, o papai já disse para parar com isso, é besteira, e o Keahi é só uma criança, ele não tem culpa de nada.

Fogarion: E você, quantas vezes vai dizer isso?

Charmillion olha para ele.

Magmam: Cadê a pirralha?

Milli: Essa tá quase como você, só vive coma dama de companhia.

Fogarion: Mais cedo a vi com a mamãe no jardim.

Milli: O que não trás tanta paz assim, já que a mamãe está tentando engravidar e não consegue.

Magmam: Ainda nada?

Fogarion: estou indo, até mais.

Ele abraça suas irmãs e sai.

Magmam: Então, pra te compensar vamos passar o dia juntas, amanha. O que acha?

Milli revira os olhos e retorna para a sala de jogos.

— Teermystic.

Terque levando Terrerina para a carruagem.

Terque: Tem certeza de que não pode ficar mais uns dias?

Terrerina: Terque, você sabe que não.

Terque: Nem me contou como a Aramina está.

Terrerina rir e diz: Ela está bem, e para de tentar me prender aqui.

Terque: Ah é que você veio tão pouco aqui, achei que poderia ficar mais.

Terrerina: Mana eu já passei duas semanas, tenho que voltar pra Aramina.

Terque: Ué mais duas semanas formam um mês.

Terrerina: O que? Não claro que não. Vai me deixa ir.

Terrerina entra na carruagem, mas Terque tão teimosa continua agarrada em seu braço.

Toohr chega perguntando: O que está acontecendo aqui?

Terque: Pai, manda a Terrerina ficar!

O rei e a princesa trocam olhares, mas ele logo vira o rotos. Desce de seu cavalo e adentra o castelo.

Terrerina: Tinha que o meter nisso?

Terque: Vocês vivem brigando, o que foi dessa vez?

Terrerina: Terque, por que não vem passar uns dias comigo em Arnendel?

Terque: O que? E segurar vela pra vocês duas?

Terrerina rir e diz: Uma forma de passarmos mais tempo juntas.

Terque fica pensativa então diz: Espera eu fazer as malas? Você sabe que é rápido.

Terrerina: Tá, mas anda logo, quero chegar lá ainda hoje.

Terrerina sai da carruagem e Terque diz: Não e preocupa, qualquer coisa a gente se tele transporta.

As princesas entram e logo mais no quarto de Terque, elas riem até Tereza entrar no quarto.

Terrerina: Mãe?

Tereza a abraça e diz: Por que não me avisou que vinha? Tive que ficar sabendo pelo seu pai que estava no castelo, filha.

Terque: Achei que tinha dito a ela.

Tereza: E você, porque está fazendo as malas? Não me diga que vai embora também?

Terque: Não, só vou passar uns dias com a Terrerina e a Aramina.

Tereza olha para Terrerina.

Terrerina: Eu não fui embora, lembra?

Terque olha para elas duas, mas continua fazendo as malas.

Tereza: Não, claro que não, só me abandonou aqui com esses dois loucos.

Terrerina: Isso não teria acontecido se não tivesse deixado ele falar daquele jeito comigo.

Terque: Quem?

As duas olham para Terque.

Tereza: Quando você volta?

Terque: Quem falou de que jeito com você, Rina?

Terrerina: Já terminou, Terque? – Ela se levanta e enxuga as lagrimas. – Vamos, já disse que quero chegar lá hoje ainda.

Terque pega sua mala e diz: Tá, to pronta.

Tereza: Espera, já vão?

As três saem do quarto e seguem para a carruagem novamente.

Toohr lá fora conversando com o cocheiro, vê Terque com uma mala.

Toohr: Aonde você pensa que vai?

Terque: Como é que é?

Tereza: Toohr!

A rainha o beija.

Terrerina entra na carruagem enquanto o cocheiro pega a mala da princesa.

Toohr: Vai embora também?

Terrerina baixa a cabeça.

Terque: Gente, quando a Rina viajou, ela levou três malas e uma bolsinha de mão. Vocês estão me vendo só com uma mala, acham mesmo que isso é tudo que eu tenho?

Terrerina: Eu não fui embora.

Todos olham para ela.

Toohr: Hum.

Terque: Olha só, eu vou passar uns dias com a Rina e a Mina, depois eu volto e tá tudo bem.

Toohr a abraça e Tereza se despede de sua outra filha.

Então Teque entra na carruagem e acena para seus pais, e logo elas partem.

Tereza: Você podia ser – o rei se retira. -... Toohr!

— Arnendel.

Aramina com um vaso nas mãos, quando suas damas entram no palacete.

Aura: Ah alteza, deixe-me ajuda-la.

Aramina: Está tudo bem, Aura.

Aura pega o vaso enquanto Alipa pergunta: Como está se sentindo hoje, alteza?

Aramina: Estou melhor, meninas. É serio.

Aura: A princesa Terrerina chega hoje, devemos avisa-la? – Ela coloca o vaso em cima da mesa de jantar.

Aramina: O que? Não, claro que não.

Alipa: Princesa, a senhorita está muito doente, ela logo vai perceber.

Aramina: Preciso falar com minha irmã...

Alipa: Venha, vamos para o jardim, lá a senhora faz o feitiço de comunicação, alteza.

Aura chega para acompanhá-las. As duas damas levam a princesa para o jardim, onde ela se senta na espreguiçadeira e relaxa sentindo o sol tocar sua pele ressecada e seus cabelos sem vida.

Aura cochicha para Alipa: Como vamos fazer para a princesa Terrerina não perceber?

Alipa: Como assim?

Aura: Ela não está nos ouvindo, Alipa. Pode falar você também está vendo o estado dela.

Alipa: Ela disse que está bem, Aura.

Aura: Alipa, olha o estado dela, ela não está bem.

Aramina abre os olhos então diz: E estou tão horrível assim?

Alipa olha para Aura, que se vira para a princesa se desculpando.

Aura: Princesa Aramina, não sabia que estava escutando, me desculpa.

Aramina: Ah então só fala a verdade sobre mim quando eu não estou por perto?

Aura: O que? Não alteza, jamais. É só que...

Alipa: Ela tem razão, princesa.

Aramina se levanta e pergunta: Ah tem é?

Alipa se aproxima e diz: Tem. Seu cabelo está horrível, sua pele está ressecada, seu lábio está rachado e a senhorita não tem dormido bem. Está com dor, não está?

Aramina vira o rosto relutando em dizer.

Aramina: Deixem-me, vou falar com a minha irmã.

Alipa e Aura a reverenciam e saem. Aramina então desmorona na espreguiçadeira.

Aramina: Comunicou mentales.

Alipa e Aura sobem para seus quartos.

Aura: Sabia que você também estava vendo.

Alipa: Cala a boca, Aura.

Aura revira os olhos e diz: Sabe, não precisa ficar se achando por que é a preferida dela, ela nos trouxe.

Alipa: O que quer dizer?

Aura: Vocês estiveram aqui juntas um tempo atrás.

Alipa: Aura, sabe o que você acabou de fazer lá em baixo? Foi isso que te impediu de vim para cá da primeira vez. E ela não nos trouxe, eu trouxe você porque ela nem pensou se quer em você ao escolher os criados. Você me deve o emprego, então por favor, aja como um membro da corte, você serve a uma princesa e não a uma lady que precisa da sua aprovação para tudo, ela está cansada, doente e tudo que ela não precisa ouvir agora é de como ela está feia, mesmo que ela não esteja!

Aura chocada com o tom da voz de Alipa que sempre falou pouco e com tom baixo fica para no corredor enquanto ela vai para seus aposentos.

— Arsvard.

Artamis treinando com seu arco quando Aramina chega em sua cabeça, fraca.

Artamis: Mina?

Aramina: Artamis, você estava doente?

Artamis: O que? Não, não sei. Por quê?

Aramina: Como estão as coisas ai?

Artamis: Mina, o que você tem? Mal estou conseguindo sentir você.

Aramina: Preciso que venham me ver.

Artamis: Aramina?!

Aramina rompe o feitiço, pois desmaia. Artamis logo solta um impulso com os pés que a leva direto para a entrada do castelo.

Artamis: Arlet?

Arlet: Sim, princesa?

Artamis: Eu estava doente?

Arlet: Como vou saber?

Artamis se irrita então adentra o castelo. Arthorius passa por ela correndo.

Artamis: Arthi, aonde vai?

Arthi: A Violet precisa de mim.

Artamis: Viu a mãe ou o pai?

Arthi: Sala do trono!

Ele sai correndo e Artamis estranha. Então ela segue para sala do trono onde seus pais conversam com alguns nobres.

Arthur: Pois é meu amigo, foi o que eu disse.

Todos riem.

Armistica: Pois é, mas esse será nosso ultimo filho, já estou farta.

Artamis: Mãe, eu posso falar com você?

Armistica: Ah claro filha. – a rainha gravida vai até sua filha. – O que foi?

Artamis: A Aramina está doente, precisamos ir para Arnendel.

Armisitca: Ah é serio? Bom, podemos ir quando seu irmão nascer.

Artamis: Mãe, eu acho que não está entendendo, eu mal senti ela no feitiço de comunicação, e depois o bebê só vai nascer em oito meses.

Armistica: Sete meses, querida. E depois, Arnendel é longe, Artamis.

Artamis: É serio isso? Vai espelhar essa criança na Aramina? Pra você tudo bem perder uma filha se já tem outra a caminho.

Armistica: Agora chega!

Todos olham para a rainha.

Arthur vai até elas e pergunta: Está tudo bem?

Armistica: Pergunta a Artamis.

A rainha se retira.

Arthur: O que foi agora?

Artamis: A Mina tá doente, precisamos ir vê-la.

Arthur: Doente? De que? Ela estava bem quando veio aqui da ultima vez.

Artamis olha para seu pai e vê que vai igual a como foi com sua mãe, então ela simplesmente sai.

Enquanto isso, no palacete de Violet.

Arthi: Cheguei!

Violet: Quem chamou o senhor preocupação?!

As criadas ficam sem jeito.

Arthi: Ora V, não fique assim. Me disseram que tem alguém que se recusa a sair do quarto. O que foi?

Violet: Eu estou horrível, Arthi. E depois tenho que ficar na cama mesmo, pra que sair do quarto? — O príncipe entra no quarto e a olha. – O que?

Arthi: Você está linda, meu amor. Olha esse barrigão!

Ele se deita com ela e a beija e logo em seguida a barriga.

Violet: Preciso mesmo?

Arthi: Se tivesse mandado os pedreiros fazerem um banheiro mais perto da sua cama, isso não seria tão difícil.

Violet: Meu primeiro decreto como princesa: movam a cama para dentro do banheiro!

Os dois riem, e Arthorius encosta a cabeça na cabeça dela, então a sente quente.

Arthi: Chamem um medico!

Violet: O que? Não chamem!

As criadas fora do quarto ficam sem enteder.

Arthi: O que está fazendo?

Violet: Impedindo você de fazer alarde.

Arthi: Está no final da gravidez, está com febre e indisposição.

Violet: E minha mãe teve tudo isso quando foi me ter.

Arthi: Como sabe? Você estava do lado de dentro.

Violet: Acha que ela não se martirizava todo dia, dizendo como passou um dia e meio em trabalho de parto.

Arthorius rir e a beija, então diz: Só quero ter a certeza de que você está bem.

Violet: E eu estou. Vamos, me leve ao banheiro.

O príncipe se levanta eufórico, e a ajuda a sair da cama, e logo que ela se levanta sente sua calcinha molhada.

Arthi: O que foi?

Violet: Acho que estou mais feliz por te ver do que eu pensava.

Os dois riem.

Arthi: Vamos para a banheira engraçadinha.

Ela rir. Então ele a coloca dentro da banheira e as criadas entram para arrumar a cama e ajuda-la no banho, mas Arthorius não permite.

Violet: Viu meninas? Eu tirei a sorte grande. O futuro rei me dando banho, isso vocês não vão ver em qualquer reino não.

Ela sente um desconforto na barriga e ele percebe.

Arthi: O que? O que está sentindo? — Violet passa a mão em sua vagina e sente a dilatação. – Violet?

Ela olha para ele sorrindo e diz: Acho que é bom chamar a parteira.

Arthi: O que? Vai nascer agora? — Ela sorrir e balança a cabeça dizendo que sim. – Ah meus deuses! Chamem à parteira, rápido!

As criadas correm, enquanto Arthorius e Violet ficam na banheira rindo um para o outro. E minutos depois a parteira chega, e já encontra Violet deitada na cama e o príncipe sentado ao seu lado segurando sua mão.

— Altezas!

Violet: Olá, tudo bem?

— Sim princesa. – ela se posiciona.

Violet rir e diz: Ainda não me acostumei com isso de princesa.

Arthi: Vai ter muito tempo pra isso meu amor. Então como está ai?

— Está tudo bem, mas ainda não está dilatado o suficiente.

Violet levanta a cabeça e pergunta: E isso é ruim?

— Não princesa, é mais normal do que a senhora pensa. – ela vai para a lateral da cama — Mas aviso logo que vai sentir algumas dores fortes, vou preparar um feitiço contra a dor.

Arthi: Certo, faça isso... Qual seu nome mesmo?

— Anila alteza.

Arthi: Certo, Anila. Por favor, capriche.

Violet: Isso não é hora pra flerte, Arthorius.

Ele rir e diz: Sorte sua que vai dar a luz.

Ela rir e sente o desconforto novamente.

Arthi: Ah Anila, as dores.

Anila: Calma, alteza.

A parteira faz um movimento circular em cima da barriga de Violet e sussurra algo. Enquanto isso o casal se olha apaixonados e ansiosos para ver o filho tão esperado.

Anila: Muito bem. Sente algo, alteza?

Violet: Não.

Arthi: E isso? – ele a belisca.

Violet: Ai! Anila, ele me beliscou.

Arthi: O feitiço não funcionou.

A parteira fica olhando para eles dois e pensa “onde eu me meti”. Os dois começam a rir ao ver a cara da coitada.

Anila: Vocês formam um lindo casal.

Os dois sorriem.

Horas depois, o rei e a rainha, a princesa e alguns nobres e criados no saguão, esperando o nascimento do primogênito, e todos escutam dali os gritos de Violet.

Arthi: Anila, isso está muito demorado.

Violet: E o feitiço não funciona mais!

Anila: Não está dilatado o suficiente, vamos ter que abri-la.

Arthorius e Violet: O que?!

Anila: É isso ou esperar mais. Mas devo avisa-los o bebê não vai aguentar ficar ai dentro por muito tempo.

Arthi: O que você me diz?

Violet: Vamos esperar, caso não mude você me abre.

Arthi: Mas você está sentindo muita dor, Violet.

Violet: Ele vai ouvir eu me martirizar por muitos anos.

Os dois riem e ela encosta a cabeça na dele. Anila vendo a situação começa a se preparar para o pior.

Armisitca com a mão na barriga, quando Arthur chega.

Arthur: Está tudo bem?

Armistica: Sim, só estou nervosa. Daqui a sete meses sou eu.

Arthur rir e diz: Eu vou ficar com você, não se preocupe.

Armistica: Vai nada, você parce que sempre adivinhou quando eu ia dar a luz, sai pra caçar e quando voltava fingia surpresa.

Artamis escuta e pergunta: Não esteve com a mamãe nos partos, pai?

Arthur: Eu nunca adivinhei, Armistica. Você que sempre deixava para dar a luz quando eu saia para caçar.

Artamis: E por que você saia para caçar no final da gravidez da sua esposa? — Os dois olham para ela. – Que foi?

Armistica: Tá vendo?

Arthur rir e diz: Já vi que estou em desvantagem aqui.

Enquanto isso no quarto.

Arthi: Já passou muito tempo, não acha, Anila?

Anila: Tudo bem, princesa. – Ela pega uma ferramenta medica com semelhança a um serrote, só que menor. Então sobe na cama pelo outro lado e se posiciona rente a barriga de Violet. — Isso vai ser pior que todas essas dores que sentiu até agora juntas, está preparada?

Violet: Não.

Arthorius segura na mão dela.

Anila: Posso começar?

Violet fecha os olhos chorando e acena com a cabeça. Anila então começa a cortar a barriga da princesa, o que faz com que ela grite muito mais alto do que já estava gritando.

Arthi: Não tem nenhum feitiço ou remédio para isso?

Anila: Quanto mais rápido eu for, mais rápido acaba.

Artamis chega correndo, e pergunta: O que está acontecendo?

Arthi: Artamis, vem cá. Não sabe algum feitiço para dor nível 9?

Violet: Nivel 15! — Ela grita ainda mais. – Isso ainda não acabou?

Artamis chega perto e diz: Ah meu deus!

Arthi: Artamis?!

Artamis cai desmaiada no chão. Violet grita.

Arthi: Anila!

Anila: To quase lá.

E o sangue de Violet começa a escorrer pela cama é na hora que Armistica e Arthur chegam. Violet olha para eles e tudo se apaga para ela.

Arthi: V? Violet?!

Alina: Aqui – O bebê chora. – É menino!

Arthur e Armistica comemoram.

Arthi: Violet?! Por que ela não está acordando, Anila?

A parteira logo rompe o cordão umbilical do bebê e o entrega as criadas que saem junto com os avós.

Anila: Alteza sabe fazer massagem cardíaca?

Arthorius com os olhos vermelhos e inchados, pergunta: O que?

Anila preparando tudo, diz: Massagem cardíaca, agora!

Arthorius desperta e logo solta a mão de Violet, ele começa a massagear seu peito, enquanto Anila com magia devolve o sangue da princesa, que lentamente perde a cor violeta de seu cabelo.

Arthi: Não, não, não Violet. Seu cabelo está perdendo a cor. Artamis! Artamis acorda!

Anila costurando a barriga de Violet, quando Artamis acorda.

Artamis: O que houve?

Arthi ainda na massagem cardíaca, grita: Preciso do seu poder, agora!

Artamis se levanta e corre pra cima da cama, então pergunta: O que você fez?

Anila: Um parto, arriscado.

Arthorius olha para ela, mas não deixa de massagear sua amada.

Arthi: Artamis, não tem nada que possa fazer?

Artamis: Arlet?

Arlet: Eu não tenho o poder da vida. Talvez sua amiga da Fenix.

Artamis: Não temos tempo até ela chegar.

Arlet: Eu sinto muito, mas não posso ajudar.

Artamis olha para Arthorius e balança a cabeça dizendo que não.

Arthi: Não! Violet não me deixe! V!

Anila termina de suturar, então diz: Alteza. Para.

Arthi: Não! — Artamis se encolhe no chão e começa a chorar. — Artamis, o que tá fazendo? Levanta! Ela não morreu!

O rei e a rainha chegam com o bebê nos braços, limpinho e calado.

Arthur: Olha só quem veio conhecer... – ele vê Artamis chorando no chão, Arthorius ainda em negação fazendo massagem cardíaca, e a parteira recolhendo seus materiais de trabalho. — Mas o que é isso?

Armistica: O que está acontecendo?

Arthi: Violet não!

Arthorius pende para trás e seu pai o segura.

Armistica: Anila?

Anila: O parto foi demais para ela, majestade. Eu sinto muito.

Arthorius tenta voltar para cama para continuar fazendo massagem cardíaca, mas seu pai o segura e o envolve em um abraço. Anila logo corta uma mecha de cabelo ainda violeta da princesa, então enrola em uma fita e coloca na mesinha ao lado da cama, assim que ela faz isso o cabelo de Violet fica branco por completo, menos a mecha retirada.

Arthorius aos prantos acorda seu filho, que logo é retirado dali pela avó, que percebe o cabelo violeta do garoto.

Armistica: O único Van Der Vinne que não tem o cabelo prata, não é garotão?

Ela sorrir para ele enquanto ele volta a dormir.