Os Segredos De Lord Henry

9 Capítulo 9 - Sonho ou Pesadelo?


Notas iniciais
Postagem dupla para compensar o atraso!

O frio se intensificou pelas 2 da manhã, não havia mais sequer ninguém fora dos quartos, a não ser a empregada preocupada com a chegada da filha àquela hora da madrugada.

Amy ainda não havia dormido sentia-se de certo modo culpada e pecaminosa, ao ver a amiga Cibele Vane tão inquieta em seu sono profundo, perguntou a si mesma , se de alguma forma a moça pudera sentir que fora trocada. Desejava muito saber o motivo da inquietação dos sonhos, mas contentou-se em dormi e esperar pela manhã para que lhe perguntasse. Contando com o cavalheirismo do jovem sabia que ninguém no mundo havia de saber o que havia se passado.

Sem muito se delongar a jovem foi envolvida em um sonho antigo, uma mulher um pouco mais velha que ela chegava a uma mansão, era a mansão Gray Amy tinha certeza mais com uma decoração diferente, a semelhança entre ela e a mulher era nítida.

Amy ficou quase hipnotizada vendo-a ali:

— Dorian? – Chamava. – Dorian?

Então a mulher começou a subir as escadas, onde um homem velho, a segurou pelo braço:

— Vamos embora Emily! –Pedia o homem. – Por favor Emily.

Mas algo atrás da porta de barras de ferro chamou a atenção da moça, fazendo a se liberta, Amy não conseguia enxergar estava escuro demais e um cheiro de queimado invadia fazendo arder a garganta:

— Dorian, vamos me dê a chave! – O tom de voz da Emily era quase implorativo. – Me dê a chave!

— Vamos embora Emily! – O homem a envolveu pela cintura, mas suas mãos agarraram a barra de ferro em desespero. – Por favor!

E então uma branca tocou a mão da mulher, Amy pode enxergar um pouco melhor. Como se em um passo se viu dentro da mulher, sentindo o que ela sentia e vendo o que ela via.

Seu coração acelerado queimava dentro do peito, a mulher o amava portanto Amy também, ao olhar reto, viu então o rosto pela primeira vez, era o homem do retrato:

— Você é a dona do meu coração Emily! De todo o meu coração!- Foi o que ele disse antes que começar a soltar as mãos da moça.

Desespero! Amy precisava de mais tempo para entender, não queria ir embora, não podia ir, então o homem começou a puxá-la com força para fora, as lágrimas rolavam enquanto ela gritava “Não!” Deu tempo apenas de ver o belo rosto do rapaz pela última vez... e então despertou.

Harry Wotton não havia conseguido dormi ainda o relógio marcava 3 da manhã, deveria dormi, mas porque não conseguia? Sentou-se na cama pensando em Cibele Vane, por que de alguma forma o sentimento de culpa o perseguia em questão dessa moça? Sim, ela era jovem bonita, nova e inocente. Mas isso não justificava a culpa que ele sentia no momento! O que tinha Harry com ela? Pra que suas ações refletissem nele?! Deixou-se deitar novamente...

Uma jovem se abriu em seus olhos, possuía cabelos loiros e enrolados, cumpridos usando um belo vestido azul. Ela estava sorrindo, ela estava feliz e corria, Harry seguiu a moça por qualquer motivo desconhecido, chegou a beira de algum lugar onde havia águas em baixo. A jovem havia sumido.

— Cibele? – chamou com preocupação.

Ao se virar novamente para o caminho que vinha, lá estava ela, pálida, molhada e morta:

— “Da abundancia á fome, do paraíso ao inferno, do prazer ao desgosto, de risadas á lagrimas, de bela á fera.” –Disse a jovem olhando no fundo dos olhos. – Você é o culpado Lord Henry, seus segredos...

O medo apoderou-se de Harry, a moça deu um passo a frente, erguia a mão iria empurrá-lo:

— Não sou Lord Henry! – Gritou. –Não sou Lord Henry!

— Mas compartilham a mesma alma imunda. – Disse em um tom calmo e doce, que era ainda mais assustador.

E o empurrou, um gritou escapou pelos lábios:

— Não sou Lord Henry... – Enfim despertou suando frio em profundo medo.

Violet dormia pesadamente sem contato nenhum com o passado, sua consciência estava limpa e livre de sombras, não havia contas pendentes. Baron estava tranqüilo e calmo em seu sono profundo, era uma festa, e por algum motivo seu subconsciente lhe transformara em um pintor chamado Basil. Até que um ar sombrio chegou , os convidados pararam de falar, as risadas se tornaram nulas, e as expressões de felicidade se tornaram tristeza:

— Violet? – Chamou, vendo-a parada olhando a frente.

— Não... – Sua voz assumira um tom triste e morto, não desviava o olhar da frente – Lady Victoria Wotton, se enganou pintor.

— Harry! –Disse voltando ao homem da frente. – Esta mais velho, mas ainda é o Harry.

— Sim, sim Harry... – Mas não era o mesmo Harry, era o Lord Henry.

Notou-se então que dos convidados era o único a olhar pra trás, virou-se por impulso:

— Eu sinto tanto... –Dizia o verdadeiro Basil olhando o quadro. – Jamais deveria tê-lo feito!

— Eu tentei mudar, eu juro que eu tentei mudar... –Ouvia a voz não sabia de quem...

Cibele dormia inquieta, sonhava com uma jovem muito parecida com ela, pelo contrario do que imaginara medo algum sentiu da jovem, ficaram sorrindo por muito tempo sem dizer nada, percebeu que estavam no seu quarto de hospedes:

— Vá! Vá por nós... –Disse a jovem fazendo sinal para que saísse do quarto.

Cibele não queria deixar a moça, nunca se sentira tão completa mesmo que nada tivesse sido dito, todas as razões e motivos pareciam ter sentido agora. Notou que a jovem tinha uma coisa enrolada em formato de bebê, o olhar de Cibele foi notava, mas outra apenas sorriu, fazendo novamente o sinal.

A jovem desceu as escadas com pressa, estava curiosa para saber o que a esperava na sala principal, assim que chegou notou o retrato vazio, a moldura estava lá, mas o belo jovem, já não estava:

— Sybil? Eu preciso do seu perdão...

Virando-se rapidamente notou o rapaz, não, a sua frente ali, não era o Darin, em seu coração notara que nunca foram realmente parecidos, era o próprio Dorian ali.

Enquanto despertava uma frase ecoava era a voz da mulher “ Tudo aquilo que eu deveria ter tido”