Os Segredos De Lord Henry
3 Capítulo 3 - A festa
A música estava tão alta que Darin mal ouvia os elogios e felicitações, apesar de que se ouvisse mal faria diferença, sua mente estava nas belas mulheres que o esperavam na pista de dança, loucas para ter seus momentos com ele.
Logo ao terminar de receber as felicitações o jovem se encaminhou para a pista de dança. Para começar sua noite, havia escolhido a bela Amy Wotton, com a qual o perigo o extasiava mais que a própria moça, era irmã mais nova de seu melhor amigo os cuidados necessários deveriam ser tomados: -Amy? – O modo como jovem sedutor pronunciara o nome, causou arrepios na moça. A bela Amy havia abandonado seu, sobretudo azul, fazendo os olhos de Darin passearem por seu corpo, não era como o de Cibele, pois seu decote mostrava que não havia problemas com vergonha. O vestido era azul, o decote era provocante deixando a mostra o necessário provocando a curiosidade dos rapazes. Com alguns detalhes prateados, era justo no tronco se estendendo pelo meio das coxas, com uma abertura para a perna branca pálida e desejável, e as sandálias prateadas da moça faziam com que o jovem pudesse olhá-la nos olhos, mesmo que os olhos não fossem de fato o seu interesse: — Pra que tudo isso? – Perguntou Amy, mostrando sua personalidade forte nada fácil de se enganar, por um tom diferente de voz. -Hum... – O rapaz sorriu. – Talvez devesse cobrar minha dança agora? — Talvez devesse. –Respondeu mostrando pouco interesse. A jovem Amy, só estava fazendo-se de difícil, porque mais que a todas a li presente, era a que mais apreciava o jovem Darin, talvez até o amasse: — Amy? – O jovem estendeu sua mão pra ela, que aceitou sem hesitação. Do outro lado do salão uma jovem loira se sentia frustrada e enciumada, ficou ali sentada a cadeira cumprindo sua promessa, mesmo que se sentisse desconfortável com isso: — Foi deixada de lado? – Perguntou Harry se sentando ao lado da moça. – Ainda está de pé o meu convite. — Não, desculpe, vou cumprir minha promessa! — Isso! Como uma boa menina! – Disse com tom de desdém. -Sempre um ser tão gentil! – Disse Baron que estava sentado á mesa ao lado. — Deve parar de me elogiar! – Disse Harry saindo da mesa. O Sr Lestranger entregou uma bebida a moça, um pouco forte demais. — Você precisa se acostumar a ele. – Disse Baron. — Na verdade é bem agradável! – A moça sorriu. — Estou falando de Harry. As luzes da festa começam a deixar as mentes confusas após alguns drinks, a música alta incomodava alguns e iluminavam a outros. As jovens com suas diferentes belezas e roupas deixavam o jovem Darin entretido, havia loiras, ruivas e morenas, com olhos claros e escuros, todas disputando sensualmente seu tempo, seu esforço sua atenção, querendo uma fração de tempo, sozinhas com ele para mostrar tudo o que sabiam. Ele não mais sabia o que estava acontecendo, quando já estava beijando a metade delas. Cibele tentava obter coragem para se levantar, não aguentava mais aquela tortura pessoal que fora imposta naquela celebração, ao ver o rosto sorridente de sorriso irônico de Harry, levantou-se, ignorando a confusão. Ela sabia que não poderia chegar a saída e não era programado, todos os amigos favoritos de Darin passariam o fim de semana lá. Magoada e até mesmo com raiva se perguntava o porquê daquele garoto ter tudo o que queria? Sua beleza não parecia mais uma justificativa aceitável, pensava nisso enquanto caminhava deixando as lágrimas traiçoeiras lhe banharem o rosto. De repente a jovem estava no corredor que levava aos quartos no segundo andar da Mansão Gray, apreensiva com a escuridão que se via, notara que as luzes não funcionavam, mas que as velas decorativas mesmo que quase inúteis ainda podiam fazer-lhe enxergar o caminho a frente. Lembrou-se então do quadro, pensando que poderia ao menos vê-lo, aquilo talvez pudesse fazê-la parar de chorar, ao menos só a ideia disso já lhe arrancava sorrisos involuntários. E assim o fez, tão calada, ao abrir a porta do quarto de Darin, prendendo a respiração, torcendo para que a porta não rangesse como se estivesse fazendo algo proibido, ou melhor, fazendo algo que não deveria fazer, o que de fato não era de todo uma mentira. Assim que a jovem estava no interior do quadro, fechou a porta respirando fundo pela primeira vez. Dando de cara com o desejo de seu coração, o quadro, ali estava, tão belo que o tudo pareceu não importar mais. Uma única lágrima lhe rolou pelo o rosto com o dedo a limpou. Com certo temor foi se chegando ao quadro, que parecia observa-la enquanto o fazia. E algo inesperado e totalmente impossível, e irracional dos olhos do quadro lágrimas rolavam, ela tocou com o mesmo dedo para limpar, e eram sem dúvidas reais. Não era algo tenebroso era fascinante: — Sybil... –Uma voz bonita, porém cansada ecoou demoradamente no quarto. E então der repente com um surto de sanidade, Cibele Vane correu, sem saber que a cada passo dava as costas para o seu destino naquela noite. Na sala se concentravam os últimos convidados da festa, estavam todos de pé no salão principal, preocupados com a jovem Cibele que sumira nas últimas horas da festa. A música agora era clássica, na tentativa de acalmar os ânimos: — Não se preocupe, ela deve ter encontrado um par por aí. – Disse Harry com um sorriso malicioso, se servindo de um pouco de vinho, enquanto fingia apreciar a música. Com toda a certeza Harry estava apenas mantendo as aparências, quando na verdade estava mesmo preocupado com a jovem:
— Como levantar este testemunho de Cibele? – Perguntou Darin se irritando, mesmo a defendendo tinha medo de Harry estar certo. — Por favor, Harry, não vê que Darin já está nervoso? – Pediu Baron. — Respeito sabe que não tem. Tenha no mínimo complacência. –Disse Violet com grosseria, àqueles modos a irritava tanto quanto a divertia. — Eu pensei que Cibele já não era mais de seu agrado, após demonstrar tanto afeto a minha irmã. – Harry manteve seu tom de voz calmo e provocante. — Harry! Não é hora de se mostrar um irmão prezado. – Disse Amy revirando os olhos, tentando esconder sua vergonha. — Já procuramos em todos os lugares? – Perguntou Darin pela quinta vez. — Sim, senhor. – Disse o mordomo. – Menos nos seus aposentos. — É porque está trancado. – Respondeu Darin. – E, e eu não quero perder tempo. Logo a jovem apareceu, correndo pelo corredor do segundo andar, descendo as escadas rapidamente, como se fugisse de alguém, e nem notara que passara hora admirando o quadro, o coração bati acelerado, quando foi parada por Darin que a segurou pelos ombros com mais força do que deveria: — Onde você estava? – O tom da voz de Darin assustou a moça, que se limitou a arregalar os grandes olhos azuis. –Nunca Cibele, Nunca mais faça isso comigo! Darin abraçou a jovem com tanta força que causou um pouco de inveja em Amy que apenas sorriu, Harry sorriu debochadamente e se aproximou de sua irmã; — Que pena Amy! Tente sumir da próxima vez... –Disse. – E agora Darin vai finalmente cumprir sua promessa de dançar com Cibele? Harry se prontificou em ajeitar a música lenta, não que ele quisesse torturar sua irmã, mas faria qualquer coisa pra deixá-la longe de Darin Gray, que tinha uma péssima fama com as mulheres. Cibele se sentia agora muito seguro nos braços de seu amor, pousou a cabeça em seu peito, e deixou com que a guia-se na música escolhida por Harry, aos poucos estavam dançando de verdade: — Me daria a honra dessa dança? – Pediu Baron entrando novamente no espírito da festa, se curvando um pouco e oferecendo a mão. — Mas é claro. – Respondeu Violet sorrindo e aceitando de bom grado o convite. — A festa recomeçou! – Disse Amy, fingindo não se importa, não daria esse gosto ao seu irmão mais velho, em sua cabeça a intenção dele era magoá-la. — Não seja resmungona, vamos dançar. – Brincou Harry, convidando a irmã. E assim a festa terminava para os novos jovens, com uma boa música instrumental, uma dança lenta, um momento dividido aos íntimos amigos do Sr. Gray.
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