Os Segredos De Lord Henry
16 Capítulo 16 - Final
As estrelas brilhavam no céu escuro da Nova Inglaterra, uma jovem acabara por dormi com um livro sobe a barriga esquecida de seus compromissos da noite:
— Srta. Vane? – A empregada adentrara o quarto. – Vai se atrasar para o aniversário de seu primo! — Ah... Eu já vou... – A jovem sorriu ainda sonolenta levantando-se. — Antes que eu acabe por me esquecer eu devo lhe entregar algo... – A empregada disse passando-lhe uma caixa pequena. É parece que o correio ainda era misterioso naquela casa... — Obrigada. – Agradeceu abrindo-a, era uma chave enferrujada pendurada em um cordão. Não sabia o que aquilo significava, mas sabia que era importante ou ao menos significativo de alguma forma, pois seu coração queimou no instante em que o tocou, pensou até sentir um perfume diferente, desde então passou a carregar aquela chave em um cordão junto ao coração, deixando o queimar. Há não muito longe dali estava Baron e Violet, ambos se arrumavam para o aniversário de Darin Gray, seria uma festa longa, mais estimavam muito o rapaz para não prestigiá-lo neste dia. Baron estava procurando o presente que escondera para dar a sua esposa, acabou encontrando algumas caixas antigas de sua casa, quando uma em especial lhe chamou atenção, havia nela pinceis, tintas secas já estragadas pelo tempo, e algumas cinzas em uma espécie de frasco, deveria ser uma obra muito pessoal. – Pensava Baron, e mal sabia que estava certo, olhando-as com cuidado: — Querida... — Sim? — O que acha deu virar pintor? – Brincou. — Um professor de Artes não engloba tudo isso?! Vem vamos nos atrasar... – Chamou a esposa. Na casa dos Wotton Harry e Amy discutiam, como bons irmãos comuns: — Você não pode ficar com ele Amy! É um bobo! – Argumentava Harry. — Ele é seu melhor amigo! — Sim, e você é minha irmã! Isso seria traição! — Para de perturbar e vai logo atrás da Cibele. – Amy revirou os olhos. — Quem te falou isso? — Todo mundo sabe! – Provocou a moça. A empregada olhando os dois começou a rir: — Harry, Harry, deveria se acostumar, como se não soubesse que desde muitos anos as famílias Vane, Gray e Wotton se misturam. – Disse a mesma. – Agora acho melhor saíram antes que fiquem atrasados! Na casa do feliz aniversariante, Lourene o ajudava a terminar de se arrumar: — Pronto, perfeito... –Disse a mesma com um sorriso engraçado. — O que foi: — Espero que não destruam a casa afinal de contas esta gravando sua independência. — E você aonde vai? – Perguntou o jovem Gray com um sorriso cúmplice. — Hum... É melhor descer. – Respondeu, em seu olhar passou um brilho de juventude e em seus lábios se abriram um sorriso travesso. — Por favor, mãe! Parece até que vou fazer 5... — Se ainda quer saber onde vou, vou me encontrar com alguém que não vejo desde o seu nascimento por motivos familiares. – A mulher jovial e bela sorriu. – Mas agora como uma mulher divorciada... estou livre. — Esse alguém tem nome? — Klaus, mas vai preferir chamá-lo de pai. – Ela deu outra risada. – Não se preocupe, terei tempo para explicar... A música estava tão alta que Darin mal ouvia os elogios e felicitações, apesar de que se ouvisse mal faria diferença, sua mente estava nas belas mulheres que o esperavam na pista de dança, loucas para ter seus momentos com ele. Logo ao terminar de receber as felicitações o jovem se encaminhou para a pista de dança. Para começar sua noite, havia escolhido a bela Amy Wotton, com a qual o perigo o extasiava mais que a própria moça, era irmã mais nova de seu melhor amigo os cuidados necessários deveriam ser tomados: -Amy? – O modo como jovem sedutor pronunciara o nome, causou arrepios na moça. Por sua vez Cibele Vane sentia-se diferente naquela noite, quando Harry a tirou para uma dança aceitou, e por fim ficou sabendo que ele não era tão ruim assim, que para um resmungão também tinha seus encantos... Cibele pensou ouvir algo vindo do sótão, o que era tecnicamente impossível com toda aquela barulheira, pediu licença a Harry e subiu, mas deparou-se com a porta trancada, pensou uma coisa bem maluca, E se aquela chave que jazia em seu peito abrisse aquele porta? Assim o fez, obtendo uma resposta positiva, a porta rangeu um pouco mais logo deu origem a um cômodo vazio a não ser por um retrato. Era um homem muito bonito o retrato, sem duvidas fazia parte da família Gray, era tão semelhante a Darin, mas antes que tal pensamente lhe entrasse na cabeça, sentiu uma sensação terrível de saudade, quase como se tivesse em algum momento conhecido aquele homem. Algo queimou dentro de si enquanto lia o nome do pintor Basil: — É... acho que temos um segredo Sr. Gray! Tão secreto que nem mesmo eu sou capaz de me lembrar!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
Fale com o autor