Os Segredos De Lord Henry
1 Capitulo - Início da noite
Notas iniciais
Tudo gira em torno das mortes que não deveriam ter acontecido e que o destino tenta dar um jeito, dando uma brecha de acerto ou erro a todos os personagens.
OBS: Nada é o que parece, tudo será explicado e eu usei o filme misturado com o livro.
A nova Inglaterra do século XXI havia abraçado as mudanças dos séculos que se seguiam, a época da revolução havia se passado e agora um novo mundo abria suas portas, para novos jovens, adultos e crianças.
Era a mesma porta que Darin Gray abriria naquela noite de sexta-feira, ao comemorar seu aniversário de 18 anos, certa vez disse um homem “Devemos fazer por onde para diminuir a dor do envelhecimento”.
Até as estrelas pareciam rendidas aos caprichos do formoso Darin Gray, tão brilhantes naquela noite, tão belos como seus descendentes esquecidos através da história do nosso século esse era Darin, de beleza inefável, mal sabia que estava vivo tão somente por uma peça infeliz do destino, e feliz quem sabe a outros.
Em seu quarto o belo jovem se arrumava, e quão formoso havia ficado, os cabelos pretos mediano ainda molhados soltos no rosto, a pele branca tão perfeita e rosada, os olhos negros, sem dúvidas eram os mesmos olhos negros. Usando o seu terno feito especialmente para a sua festa com temática do século XIX, com uma rosa vermelha no bolso:
-Darin? – Uma voz doce chamou a porta aberta, cuja dona ele conhecia bem.
Contudo a doce voz aos ouvidos do jovem Darin era sem dúvida inebriante, era a de sua Cibele Vane, uma jovem bonita e inocente que conhecia a muitos anos, de cabelos loiros e olhos azuis. E naquela ocasião estava ainda mais bonita vestida com a roupa da festa, era um longo vestido amarelo com mangas curtas, coberto de pedras no busto farto e sandálias de salto que faziam parecer mais alta.
— Cibele? – O jovem ganhara um tom sedutor ao pronunciar o nome da dama, porque sabia o quanto era desejável aos olhos de todos.
— Eu vim te desejar um feliz aniversário antes dos outros! – Dizia Cibele com total inocência sem notar a mudança do tom do jovem cheio de segundas intenções.
— Então, não pode fazê-lo de longe? – respondeu Darin, fitando-a com os olhos que apareciam examinar a alma.
O jovem Darin estendeu a mão para a moça, que hesitou, mas aceitou. O receio dela a estava consumindo, podia se controlar podia se manter calma, mas não podria negar e nem o fazia, que assim como os outros também desejava o formoso rapaz galanteador, e quando os corpos se tocaram para um abraço, as palavras saíram quase sufocadas:
— Parabéns Darin. –Disse com as mãos tremulas ao entregar a caixa.
— Obrigada Cibele. – Darin fez questão de dizer ao pé do ouvido da moça, sorrindo satisfeito com os fatos que se seguiram anteriormente.
Logo a porta chegaram Harry e Amy Wotton, dois irmãos de personalidades diferentes, de cabelos e olhos castanhos trajados como mandava o convite, compareciam antecipados a comemoração, como de costume dos amigos, assim como o casal de professores a cozinha conversando com o tutor do aniversariante:
-É bom mesmo que comemoremos com uma boa festa, afinal estamos ficando mais velhos e perto da morte! – Dizia Harry cheio de si, em sua sabedoria arrogante.
— Sempre agradável! –Ironizou o professor Baron, chegando a sala a ponto de ouvi-lo.
— Sr, Baron! – Exclamou Amy com sincera felicidade. – Sra. Violett.
— Olá Amy. – Cumprimentou Baron sorrindo.
— É um prazer revê-la. – Disse Violett segurando a mão do marido.
— Igualmente.
— Vamos, enquanto ainda somos jovens! Deixemos para depois a conversa. – Dramatizou Harry de propósito. — Onde está o infeliz aniversariante?
— Feliz Aniversariante! – Disse Cibele, alfinetando de leve Harry.
— Oh Cibele, espero que a primeira dança seja minha! – Disse Harry.
— Mas o que é isso? – perguntou Violet sorrindo.
-Estou entrando no espírito da coisa! – Harry pegou a mão de Cibele e a beijou.
— Quem sabe de uma próxima vez! – Disse Daren.
— O aniversariante dá as ordens! – Disse Amy com certo medo de ter sido esquecido pelo jovem.
— A minha primeira dança é de Amy, mas a primeira dança de Cibele é minha. – Disse Darin se retratando com as moças.
— Quanto egoísmo exposto.- Disse Baron.
— Só por esta noite aceitaremos esse insulto! –Disse Amy já indo para perto da amiga sorrindo.
Entre comprimentos e felicitações dividias ao íntimos amigos, Darin recebia seu presente. Um estranho quadro embrulhado com uma caixa de aparência antiga sem remetes ou qualquer escrita:
— Sr, Gray, este presente é para o senhor. –Disse o mordomo.
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