Os Sacrifícios de Alice

2 Capítulo 2 - Andy - Parte 1


Notas iniciais
Acho que esse será o capítulo mais longo e o mais forte que farei desta fanfiction. Obrigada por lerem!

Andy estava mais uma vez tocando com sua banda em seu bar favorito, o Yoshida’s. A razão deles sempre tocarem ali era por causa do sorriso cativante das pessoas, para Andy era uma sensação muito boa estar ali e tocar para fazer várias pessoas sorrirem. Assim que eles terminaram de tocar a última música, todos desceram do palco.

- Nossa cara, eu acho que dessa vez arrasamos! Você viu meu solo? Foi muito bom! – disse Chuck empolgado – Você e James também foram muito bem!

- Sim, é verdade – disse Andy sorrindo gentilmente – Parece que estamos evoluindo e todos estão gostando e nos conhecendo mais.

- Ei, eu já vou indo para casa pessoal. Estou muito cansado, não consegui dormir direito. – disse James pegando as chaves de seu carro e sua bateria – Até amanhã, não se atrasem para nosso ensaio!

- Tudo bem cara, até mais. – disse Chuck observando James ir embora – Andy, eu preciso ir também, eu vou ensaiar um pouco em casa.

- Empolgado demais para dormir?

- Concerteza! Bom, até amanhã – disse Chuck pegando sua guitarra e indo embora com um sorriso em seu rosto.

Andy decidiu continuar ali no bar, era um lugar confortável para ele. Logo, ele pegou um banquinho e seu violão e levou-os para o palco. Andy tocou então uma música que ele mesmo tinha feito, o mesmo começou a pensar em seus amigos. James parecia realmente muito cansado de tudo isso, será que ele apenas queria trabalhar e ter uma vida normal? Ou seria apenas emoção e ansiedade pela apresentação que eles fariam? E quanto á Chuck, ele parecia muito feliz e empolgado com tudo isso. Andy havia reparado até certo brilho em seus olhos. Tudo isso passava pela cabeça de Andy enquanto ele tocava aquela música que era triste, mas ao mesmo tempo cativante, assim como aquele bar. “Estar sozinho de vez em quando é bom” pensou Andy, até escutar um barulho vindo de trás do palco.

O mesmo levantou vagarosamente do banco e resolveu ir checar, mas é claro levando seu violão junto. Poderia ser um ladrão tentando roubá-lo, afinal, o bar estava vazio e o dono sempre está para os fundos “checando coisas”, segundo ele. Andy foi caminhando lentamente até as cortinas que davam para de trás do palco, o mesmo apertava o violão com tanta força que sua mão chegou até a ficar branca. Andy estava com medo, seu coração acelerava a cada passo que ele dava para perto daquela cortina. Então, assim que ele chegou bem perto rapidamente o mesmo puxou a cortina apenas para encontrar... Um gato.

- Ainda bem que é um gato, achei que poderia ser coisa pior – disse Andy para si mesmo, aliviado.

Logo quando Andy estava virando para trás, rindo da situação ele escutou o barulho da porta se abrindo. “A porta não estava trancada?” pensou consigo mesmo, engolindo seco. Seu coração então acelerou novamente. Andy foi virando bem devagar, mas quando ele olhou para a entrada do bar... Ele levou o maior susto de sua vida. Lá estava uma figura encapuzada, parada olhando fixamente para ele e sorrindo, uma espada ensanguentada estava em sua mão. Andy se jogou para trás, seu coração estava batendo tão rápido dessa vez que o mesmo pensou que teria um ataque cardíaco. Podia não parecer, mas Andy era uma pessoa bem medrosa. O mesmo então correu para trás do palco. Ele estava dominado pelo medo, Andy se sentou no canto abraçando seus joelhos e ficou ali por uns 5 minutos. Ele então respirou fundo e foi engatinhando até a cortina que dava para o palco e deu uma pequena espiadinha. A figura encapuzada havia sumido, ela não estava lá fora e nem no bar.

- Deve ter sido minha imaginação – disse Andy respirando fundo – Acho melhor eu ir para casa, já chega de ficar sozinho aqui.

Na manhã seguinte, James e Chuck já estavam no bar esperando por Andy. Eles todos deveriam ensaiar como toda vez que fazem antes de suas apresentações. Andy estava uma hora atrasado.

- Cara, cadê o Andy? Ele está demorando demais, você sabe que ele nunca se atrasa para nossos ensaios. Pelo contrário! Ele é sempre o primeiro a chegar – disse Chuck preocupado

- Você acha melhor irmos até o apartamento dele?

- Eu acho melhor, né cara.

James então pegou suas chaves do carro e foi caminhando até a porta, não era nada pessoal, mas ele gostava mais de ficar sozinho. Chuck logo o acompanhou até o carro e James dirigiu até o apartamento de Andy.

Ainda um pouco assustado com os acontecimentos da noite passada, Andy estava ainda dormindo e também estava no meio de um horrível pesadelo. Nele, Andy corria o mais rápido que podia. Pois ele estava sendo perseguido por aquela figura encapuzada. O mesmo só ouvia o som de uma espada sendo arrastada e quanto mais ele corria, mais alto o som ficava. Sua respiração estava ofegante e seu coração acelerado, igual á noite passada. Seu medo também aumentava conforme o som da espada ficava mais alto. Andy estava em um labirinto e enquanto ele corria, o mesmo conseguia reparar que o local estava cheio de sangue e de vítimas brutalmente assassinadas (Possivelmente pela figura encapuzada). Andy então chegou a um lugar sem saída do labirinto e quando ele olhou para trás... A figura estava lá, bem pertinho de seu rosto.

- Andy, chegou a sua vez. Hi hi hi hi – disse a figura encapuzada levantando sua espada.

- Por favor, NÃO! – disse Andy gritando e colocando a mão sobre seu rosto.

Foi então, que nesse exato momento... Andy acordou com batidas em sua porta. O mesmo podia sentir o Sol em seu rosto e sua respiração estava ofegante. Andy caminhou até a porta, seu coração ainda estava acelerado. Quando ele abriu... Apenas se deparou com seus amigos, Chuck e James. Eles pareciam preocupados e irritados ao mesmo tempo.

- Cara, porque você demorou tanto? Nós estávamos preocupados com você, sabia? – disse Chuck frustrado

- Eu... Eu...

- Bom, não importa. Apenas se arrume e venha conosco ensaiar, você sabe que teremos uma plateia maior no bar hoje á noite. – disse James, calmo como sempre.

Andy então se arrumou e foi ensaiar com seus amigos, apesar de ainda estar um pouco assustado com a figura que ele havia visto lá. Mas não seria por isso que ele deixaria de frequentar o bar favorito dele.