Os Rejeitados - Reescrevendo
1 Prólogo - A casa no fim da rua
Notas iniciais
Depois de pensar muito eu decidi reescrever a historia (por favor, não me odeiem). Após uns 3 meses sem atualização, muitas coisas mudaram, inclusive as minhas ideias acerca de várias coisas, por esse motivo, resolvi excluir os capítulos e fazer algumas mudanças. Aas hoje vim só para dar o aviso, postar o novo prólogo e para mostrar o trailer da fanfic feito pela minha amiga (Te adoro Carol ♥) eu espero que vocês gostem, eu particularmente amei (Sem puxar saco) mas queremos ouvir a opinião de vocês e o que esperam da nova historia. Acho que é só isso.
De novo, peço desculpas e espero que não tenham desistido da fanfic por que ainda tem muito pela frente, como já disse não vou abandonar ela por mais que demore para postar as vezes.
Trailer: https://youtu.be/--_9PRRUh7k

Com um estalo, três garotos materializaram-se na estreita ruazinha com apenas um poste velho servindo como fonte de luz. Por um momento eles apenas ficaram imóveis comunicando-se silenciosamente, enquanto lançavam olhares receosos a antiga casa no final da rua que parecia estar caindo aos pedaços. Os garotos começaram a andar em sua direção de forma hesitante, suas longas capas pretas esvoaçavam com o movimento. Conforme se aproximavam mais intimidadora a casa ficava, sua arquitetura era mórbida e gélida, as escadarias pareciam carvão de tão queimadas, mas se mantinham solidas, as janelas quebradas davam um aspecto de abandono, e não mostrava nenhum sinal de presença humana.
— Vocês tem certeza? – perguntou um dos garotos. Ele era magrelo e uma franja caia sobre seu rosto escondendo a fina linha de uma cicatriz. Seu nariz era cumprido e oleoso o trazendo um aspecto descuidado.
— Não me diga que está vacilando agora, Arthur. – retrucou o mais velho dos três com um cigarro pendendo de sua boca, esse tinha os cabelos loiros e sujos que contrastavam com seus olhos verdes límpidos. Era o mais forte dos três e possuía uma postura rígida e autoritária.
— Eu só estou dizendo que talvez não seja uma boa ideia ter vindo aqui. – murmurou como se pedisse desculpas.
— É, mas nos viemos não viemos? Agora, se algum de vocês dois quiser ir para casa e esconder-se embaixo da coberta resmungando com medo do bicho papão, não vou impedir. – os dois trocaram olhares rápidos antes de voltar-se para ele. — Hugo? Arthur?
— Vamos entrar de uma vez. – resmungou o outro pronunciando-se pela primeira vez até então. Ele tinha uma postura indiferente, seus cabelos ruivos brilhavam conforme a luz do poste o iluminava, sua aparência era jovial, mas cansada e seus olhos traziam um brilho de desesperança.
— É assim que se fala. – ele virou-se para livrar-se do cigarro e subiu as escadas que rangeram sob seus pés. Um desgastado capacho encontrava-se sob a soleira da porta cujo em letras desgastadas lia-se “Seja Bem-vindo”.
Lentamente ele bateu a porta, três vezes na esquerda, duas para cima, uma para baixo e quatro para direita. Um rangido foi ouvido conforme a porta foi entreaberta revelando um rosto que os espiava sob a pequena fresta. Era o de uma garota, seu rosto era jovem, mas era quase impossível de perceber devido à camada de sujeira e poeira que o cobriam, seus cabelos castanhos e rebeldes ressaltavam seus enormes olhos pretos que pareciam saltar de sua face.
— Nomes? – perguntou, sua voz saiu rouca e áspera, como a de quem não falava há dias.
— Ebby, somos nós.
— Nomes?! – repetiu dessa vez de maneira bruta e selvagem. Arthur sentiu um frio percorrer sua espinha e novamente questionava-se o porquê de ter concordado em vir.
— Jeremiah Anderson, Arthur Nott e Hugo Weasley. – os olhos da garota faiscaram entre os três, especialmente em Hugo que parecia extremamente concentrado em seus sapatos.
— Só um minuto. – respondeu a garota, destravando a porta e revelando o interior empoeirado e acabado da casa. O cheiro de mofo era evidente e conforme a porta ia se abrindo mais e mais deixando a luz invadi-la era possível ver enormes rachaduras nas paredes, dando a sensação de que um simples sopro colocaria toda a casa abaixo.
— Vocês estão atrasados. – disse uma voz feminina no canto da sala.
— Tivemos alguns problemas na hora de buscar Hugo. – respondeu Jeremiah para a garota. Hugo encostou-se contra a parede e Arthur mexia a perna sem parar num gesto de ansiedade.
— O que? Estava dando uma de babá para os seus primos? – algumas pessoas na sala soltaram risadinhas fazendo Hugo ranger os dentes.
— Sempre engraçadinha não é Delphi? – questionou.
— Eu trabalho com o que eu tenho. – Delphi piscou para o garoto que abriu a boca para responder, mas foi interrompido por uma voz cortante e aguda.
— Já basta. – A dona da voz estava no topo das escadas. Devido à escuridão era quase impossível distinguir mais do que sua silhueta. A mulher deu um passo à frente onde a luz alcançou seu rosto revelando suas feições duras e impassíveis, mas ainda assim bonitas e desafiadoras. – Sejam todos bem vindos, A Legião.
Notas finais
Trailer: https://youtu.be/--_9PRRUh7k
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