Os Rejeitados
4 A Corrente Nebulosa
A tríade que continua correndo, seguindo o caminho, novamente interrompe sua jornada.
— Que lugar sinistro — Comenta, Serpente Marinha
— O caminho mudou exatamente como no caso do Golfinho, o que significa que teremos outro inimigo. — Geist comenta.
— Apareça! — Geist eleva sua voz com autoritarismo.
O local apesar de ser um campo aberto se assemelha a uma prisão, um calabouço. Há várias paredes em estado lamentável, nelas há grilhões e muitas correntes, há esqueletos presos em alguns.
— Hahaha, vejo que aquele incompetente do Golfinho não conseguiu deter vocês. É o que se espera de alguém que fala muito e gosta de brincar. — O Inimigo debocha.
Bruscamente todos olham para a direita, local de onde veio a voz e lá está o inimigo, sentado em uma das paredes com uma perna dobrada e a outra esticada.
— Bem, eu sou diferente, não gosto de nada disso, pelo contrário, eu tenho pressa. Pressa em derrotar vocês e depois torturá-los até a morte. Seus gritos serão um ótimo acompanhamento para minha refeição. — De maneira séria e tensa o inimigo fala.
— O que disse maldito? Retruca, Cabeça de Medusa
— Você é Geist não é? Já ouvi falar muito de você, é um prazer conhecê-la e espero que grite bastante, hahaha — Aponta para a amazona ao centro da tríade.
— O que disse? Como me conhece? Quem é você? — Pergunta, Geist. Sem alterar sua postura.
— Eu sou Semiramis, o cavaleiro negro de Peixe Austral. — Fala o inimigo.
Sua estatura é mediana, pele bronzeada, seus cabelos são moicanos de cor negra, seus olhos também são negros.
— Então, quem quer ser o primeiro a experimentar minhas correntes? Que tal você? — O Cavaleiro Negro fala com empolgação.
Semiramis lança sua corrente em direção a Geist, mas no meio do caminho o ataque é interceptado pelos tentáculos de seu pupilo, o Cavaleiro de Cabeça Medusa. Surpreendendo a ambos.
— Hun?! — Semiramis dirige o olhar ao seu interceptador.
— Não vou deixar que ataque nossa mestra — Diz Acrísio.
— Interessante, então o recurso da sua armadura é semelhante ao da minha. — Semiramis murmura.
O Cavaleiro Negro resolve aceitar o desafio e salta da parede se posicionando à frente de Acrísio e conseqüentemente de costas para os outros dois.
— Não nos de as costas! Nos menosprezar é o maior dos erros — Grita Serpente Marinha já com o punho cerrado preparado para o ataque.
— O que? Porque Mestra? — Ascano pergunta, confuso.
— Não é que ele esteja nos menosprezando ele simplesmente decidiu lutar contra Acrísio. — Explica, Geist.
— Vão embora, eu me contento em lutar apenas com ele, vai ser delicioso fazê-lo gritar. — Diz, Semiramis. Sem olhar para os outros dois, se mantendo firme em sua postura.
— Como é? Acha que pode nos dar ordens? — Novamente serpente Marinha indaga, indignado.
— Serpente, venha, vamos logo — Ordena, Geist. Já se preparando para correr.
— Mas mestra.. — Ascano resiste.
— Acrísio é capaz de se cuidar, temos trabalho a fazer — Ordena Geist, partindo.
— Entendido — Serpente Marinha a segue
Os que ficam se mantém imóveis até que os dois que partiram desapareçam na vegetação.
— Agora que já foram vamos ver qual é o mais forte, minhas correntes ou seus tentáculos. — Diz o Cavaleiro Negro.
Semiramis ataca com o punho esquerdo, a corrente avança até o oponente se multiplicando. Em contrapartida Cabeça de Medusa faz a mesma coisa com seus tentáculos que também se multiplicam.
O barulho de ambos se movendo rapidamente em diversas direções é engolido pelo barulho de suas armas se chocando constantemente pelo ar. Ambos bloqueando e atacando transformando a disputa em perfeito equilíbrio.
Percebendo que nesse ritmo não haveria fim o Cavaleiro Negro salta para trás.
— Interessante — Diz, Semiramis.
— Você ainda não viu nada — Afobadamente, diz, Acrísio.
— ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS— Grita o Cavaleiro de Bronze.
Os tentáculos avançam, se enrolando nas correntes, e deles saem uma grande descarga elétrica.
O ataque é disparado constantemente parecendo não surtir efeito. Semiramis está imóvel, tranqüilo. Permanecendo assim até o cessar da técnica.
— Impossível! Você acabou de receber meu golpe e continua de pé. — Acrísio diz em tom bem surpeso.
— Esse é o seu melhor golpe? Estou decepcionado. — O Cavaleiro Negro debocha.
— Eu não entendo. — Diz, Acrísio, confuso.
— O golpe mais forte deveria ser como esse aqui. CORRENTE NEBULOSA— Grita, Semiramis.
O Cavaleiro Negro faz a posição de dar um soco mas quem ataca é sua corrente da mão esquerda, se multiplicando e com ferocidade acerta seu adversário em vários pontos.
— Aaaaaahhhhhhhhh — O Cavaleiro de Bronze grita.
— Já morreu? Nem me deu o prazer de ouvir seus gritos. É, não se faz mais cavaleiros como antes. — O Cavaleiro Negro debocha, virando as costas.
Cabeça de Medusa começa a se levantar com dificuldade. Ofegante.
— Ah, ótimo, receba meu ataque mais uma vez e grite pra mim. CORRENTE NEBULOSA. — Semiramis se vira novamente para o adversário e lança seu golpe.
Novamente as correntes avançam, com uma ferocidade inarrável. A luta já parecia decidida até que a expressão do Cavaleiro Negro se altera de satisfação para frustração.
As correntes tiveram sua trajetória interrompida por uma muralha de eletricidade.
— BARREIRA.— Diz, Acrísio.
Cabeça de Medusa estica ambos os braços à sua frente e cria uma barreira defendendo o ataque inimigo.
— Minha barreira é impenetrável, esse seu ataque jamais conseguirá transpassá-la. — Diz, o Cavaleiro de bronze.
— Hun — O Cavaleiro negro se alegra.
— CORRENTE VAMPIRA.— Grita, Semiramis.
Novamente faz a posição de desferir um soco mas quem ataca é sua corrente do braço direito.
A corrente avança até o oponente. Abre suas presas e ataca a barreira, e em instantes a mesma se desfaz.
— Mas como...? — Acrísio novamente se surpreende.
— Hahahaha. — Semiramis, gargalha.
— A corrente da mão direita suga o cosmo do inimigo, por isso que sua barreira se desfez e é por isso que não senti seu primeiro golpe. A corrente da mão esquerda ataca ferozmente, matando o inimigo instantaneamente. — Explica, o Cavaleiro Negro.
— Pode entrar em desespero se quiser hahaha. CORRENTE NEBULOSA— Novamente Semiramis ataca.
— Ahhhhhhhhhhh — Grita, Acrísio.
O ataque foi tão violento que fez Cabeça de Medusa ser arremessado para trás, tendo partes de sua armadura quebradas e machucados pelo corpo.
— ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. — Novamente Acrísio ataca.
— CORRENTE VAMPIRA. — Semiramis contra ataca, anulando o golpe.
— Você não entendeu o que eu disse? — Pergunta o Cavaleiro Negro de Peixe Austral.
— ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. — Novamente Acrísio ataca.
— CORRENTE VAMPIRA. — Semiramis contra ataca, anulando o golpe.
— ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. — Novamente Acrísio ataca.
— CORRENTE VAMPIRA. — Semiramis contra ataca, anulando o golpe.
— ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. — Novamente Acrísio ataca.
— CORRENTE VAMPIRA. — Semiramis contra ataca, anulando o golpe.
— ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. — Novamente Acrísio ataca.
— CORRENTE VAMPIRA. — Semiramis contra ataca, anulando o golpe.
O cenário permaneceu o mesmo, todos os ataques foram anulados.
— Você ficou louco ou é burro mesmo? Porque insiste em algo que não funciona? Só está se cansando. — Comenta, o Cavaleiro Negro.
Sem dizer nada Acrísio ataca novamente
— ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS.
E novamente Peixe Austral Negro lança seu ataque, anulando-o.
— CORRENTE VAMPIRA.
— Argh! — Semiramis sente o ataque.
— O que? Impossível, eu senti uma parte do ataque. — Diz confuso, o Cavaleiro Negro.
Cabeça de Medusa apenas sorri.
— ATAQUE ELÉTRICO DE 1 MILHÃO DE VOLTS. — Novamente Acrísio ataca.
— CORRENTE VAMPIRA. — Semiramis contra ataca
— Ahhhhhhhhhhhh — O Cavaleiro Negro grita
Semiramis sente o ataque total e se ajoelha. Ofegante.
— Não entendo, isso nunca aconteceu. — Diz confuso e ofegante.
— Depois de receber seus ataques eu percebi uma coisa, sua armadura suga a energia do adversário e depois a libera no próximo ataque. Seu segundo ataque foi mais poderoso do que o primeiro, isso porque sugou minha energia. — Comenta, Acrísio.
— Foi então que percebi, o que aconteceria se ela se sobrecarregasse? Por isso lancei meus golpes repetidamente sem dar tempo de contra ataque. E o resultado foi esse, sua armadura não suporta mais sugar, está transbordando e o seu corpo sofre todos os danos. — Conclui, Acrísio.
— Seu erro foi confiar demais em sua armadura, principalmente nessa cópia fajuta. — Diz Acrísio, com confiança restabelecida.
— Hun, então é só eu atacar e pronto. — Diz Semiramis, se restabelecendo.
— O que? A armadura não me obedece. — Novamente é pego surpreso, o cavaleiro Negro.
— Sua armadura está pesada, digamos que ela comeu além da conta. — Diz Acrísio, com um leve sorriso
— Agora é hora de terminarmos isso. Receba o meu golpe mais poderoso. TORNADO ELÉTRICO. — Grita Acrísio.
Cabeça de Medusa cerra seu punho direito e da um soco mirando o céu, lançando seu golpe. Semiramis é envolvido e sugado por um tornado elétrico.
Por alguns instantes só se ouve os gritos do Cavaleiro Negro. Quando o ataque cessa há um buraco no solo e do céu o inimigo cai, chocando-se no fundo da pequena cratera com força e velocidade avassaladoras.
O Cavaleiro Negro está inerte, morto. Coberto por pedaços da própria armadura e seu próprio sangue.
— Hun, pelo visto foi você quem gritou. — Ironiza, Acrísio.
Após a batalha o Cavaleiro de Bronze deita, seu corpo também está sobrecarregado devido a tantos ataques consecutivos.
FIM DO CAPÍTULO
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