"Às vezes, as pessoas esquecem as coisas, até que estejam prontas para lidar com elas."

Pretty Little Liars

Eu e Liliane saímos à procura de Liz e Audrey, mas nada.

— Talvez elas estejam no salão comunal. – Sugere Anne.

— Ou com Oliver e Patrick. – Diz uma voz atrás de nos. Patrick, Oliver, Liz e Audrey todos ali olhando para nos.

— Não acredito que estavam todos juntos e nem... – começo, mas sou interrompida por um pigarreio de Anne. – Resolvemos isso depois, mas não pensem que vai ficar assim. Muito bem, precisamos ir à biblioteca. – Completo fazendo os arregalarem os olhos. – Eu sei, eu sei. Liliane explica no caminho. Vamos.

— Ok, elas surtaram de vez – Cochicha Oliver para Audrey.

— Eu ouvi isso, e não, não surtamos. Liliane da pra contar logo?

— Só quando estivermos na biblioteca, alguém pode ouvir. – Como se não tivesse a chance de alguém nos ouvir na biblioteca. Reviro os olhos.

Ao chegar à biblioteca Madame Pince arregala os olhos. Digamos que não costumamos aparecer aqui com frequência. Audrey e Lizbeth sim, já o resto de nós... ai é outra historia. Liliane nos manda para uma mesa enquanto vai falar com Madame Pince. Sentamos-nos e ficamos nos encarando em silencio.

— Já perceberam que nos já viemos aqui umas cinco vezes só esse mês? – Pergunta Lizbeth.

— É deve ser por isso que Madame Pince está estranhando. Quem diria Alexandra Jaekins, Patrick e Oliver Miller em uma biblioteca. – Diz Audrey.

— Cala a boca. – Dizemos juntos.

— Pronto. – Diz Liliane com alguns livros na mão. – Ok, deixe me explicar. Eu estava na sessão reservada...

— Sessão reservada? – Pergunta Audrey. — Como você conseguiu permissão pra ir lá? Nem eu consigo.

Olho para Lizbeth que está com um sorriso um pouco sinistro no rosto.

— Oh, Audrey. Não sei se você já percebeu, mas Liliane tem um método de persuasão um pouco diferente. – Diz Lizbeth.

— Ela é fofa – Digo complementando o que Lizbeth quer dizer. – Qual é. Você diria não para esse rostinho? – Pergunto segurando o rosto de Liliane com uma das mãos.

— Não foi bem assim que eu consegui, eu só conversei com a Madame Pince...

— Ta vendo, o quanto de coisa errada que tem nessa frase? Madame Pince não é simpática com os alunos.

— Da pra vocês pararem de discutir sobre a fofura da Anne e voltar a explicar porque estamos aqui em um sábado? – Indaga Patrick.

— Obrigado Patrick. Como eu ia dizendo, eu encontrei um livro falando sobre a educação magica e sobre o ministério da França. – Diz mostrando um livro com a capa branca. – Comecei a folhear ele e encontrei isso. – Diz Abrindo o livro em uma pagina em especial.

...As grandes famílias magicas que consideravam acima de tudo a educação de jovens bruxos surgiu uma classe ministerial que tinha o intuito de garantir educação de qualidade, uns dos mais importantes bruxos Vector Sarin vindo de uma importante familia com uma longa linhagem de educadores na área de feitiços, tornou se assim ministro da educação...

Sarin.

Lizbeth, Patrick e Audrey ficaram chocados, como podia a família trouxa de Liliane aparecer num livro sobre educação magica?

— Espera, espera. Por que estão tão perplexos? – Como ele conhece essa palavra? – Quer dizer é só um livro falando sobre a educação magica na França.

— Oliver, às vezes eu tenho vergonha de ser seu irmão. Sarin é o sobrenome da avó da Liliane. – Explica Patrick.

— Mas não é possível, quer dizer ela vive na França e é francesa, mas são trouxas não são? – Pergunta ele depois de um tempo em silencio.

— Isso nem é o mais estranho, vocês lembram no final do quarto ano em que o profeta diário estava falando sobre alguns desaparecimentos? – Concordamos com a cabeça. – Durante as férias assinei o profeta para poder ver se eles iam descobrir sobre quem era o responsável por isso, contei para os meus pais sobre o que estava acontecendo e minha mãe perguntou sobre Azkaban e eu perguntei como ela sabia sobre isso porque eu nunca mencionei Azkaban para ela e ela me disse que eu estava enganada e que já tinha falado para ela e quando eu insisti ela disse que eu provavelmente não lembrava, mas que tinha sim falado para ela.

— Ok, isso é estranho. Será que tem uma pequena chance de sua avó ser uma bruxa puro sangue? – Pergunta Oliver.

— Ah qual é. Mesmo que isso seja possível porque é que você teria sido criada como trouxa? Se sua avó for mesmo bruxa ou sua mãe é um aborto ou se abdicou da magica, o que eu não acho que seja provável. Quem faria algo assim? – Argumenta Audrey.

— Alguém que tem alguma coisa a esconder. – Digo.

— Olha nos podemos ficar aqui criando mil teorias e ficar com a duvida ou podemos simplesmente perguntar. Mande uma carta para sua avó ou para seus pais. BAM, problema resolvido. – Diz Patrick.

— Patrick se isso for verdade o que os impede de mentir outra vez? De falar que deve ser um engano ou que é coincidência? – Indago.

— Não custa tentar.

— Acho que vocês tem razão, os dois. Nada os impede de mentir, mas se não tentarmos nunca vamos saber se eles falariam a verdade. – Considera Liliane.

— Seria uma carta interessante. “Olá mãe, olá pai então eu achei um livro que cita o sobrenome da vovó engraçado né? Então gostaria de saber vocês mentiram durante toda a minha existência sobre o fato de serem trouxas? Um beijo Liliane”. – Comento com sarcasmo.

— Acho que vou mandar uma carta para minha avó primeiro, ela é mais direta, pelo menos pelo que eu lembro. Não falo com ela há quatro anos. – Diz Liliane Ignorando meu comentário.

— Isso! Ignorem a Alex, finjam que ela não existe – murmuro.

— Eu vou pegar um pergaminho, pode usar Alpha, faz tempo que ela não faz uma entrega. – Diz Audrey também me ignorando.

— Então vamos. Estamos esperando o que? – Diz Patrick se levantando.