Os Rejeitados
14 E o premio de babaca do ano vai para...

As pessoas não podem te ferir se elas não significam nada para você.
(Desconhecido)
POV LILIANE
Alex saiu da aula de poções xingando Alvo enquanto eu e Rose apenas nos divertíamos com a situação. Seguimos em direção ao salão principal para o almoço, Rose se encaminhou para a mesa da grifinória enquanto eu e Alex fomos em direção à mesa da lufa-lufa onde nossos amigos estavam.
— E ai manes? – Sim senhores, esse é o jeito extremamente carinhoso que Alexandra Jaekins cumprimenta seus amigos.
— Está me chamando de mane Jaekins? – Pergunta Patrick com uma cara de falsa indignação.
— Sim. – Responde dando de ombros.
— Escute aqui queridinha... – Começa com uma voz de basic bitch, sim eu aprendi esse termo com a Alex, não eu não sei o que significa.
— Ah não vem não Patrick, estou irritada demais para ouvir os seus dramas. – Responde bufando.
— Quem foi que te deixou assim? – Pergunta Patrick enquanto eu troco olhares com as meninas.
— Me deixa adivinhar: Potter. – ‘Sugere’ Liz enquanto toma seu suco de abobora.
— Não, porque vocês acham isso? – olhamos desconfiados para ela. – Tá, é ele. Mas eu ganhei outra detenção daquele anão raivoso.
Oliver solta uma gargalhada.
— Não é para menos né Alexinha? – Oliver e sua mania de apelidos idiotas (N/Oliver: EI!) — O que você fez dessa vez?
— Nada... Ok, talvez eu tenha me exaltado um pouquinho e interrompido a aula e chamado o Potter de idiota para a sala toda ouvir, mas não é motivo para me deixar de detenção! – Alex estava a ponto de explodir de raiva.
— Tem razão Alex, motivo nenhum. – Murmura Liz ao meu lado ironicamente o que passa despercebido por Alex.
Começo a me servir com uma porção de purê de batatas quando sinto um olhar sobre mim. Olho para cima e vejo Audrey me lançando o olhar numero 5. Vou explicar, a Audrey tem uma mania de não se comunicar com o sentido da fala, mas sim pelo da visão e como bons amigos aprendemos a interpretar cada um deles. Até criamos uma lista, na verdade nos criamos lista para tudo, criamos ate uma lista listando as listas. Mas aqui algum dos olhares mais utilizados por Audrey Spencer:
1. Se você não parar com isso agora minha mão vai ter um encontro com a sua cara.
2. Não Oliver, eu não vou te emprestar os meus brincos.
3. O que foi que você disse?
4. Não se atreva.
5. Precisamos conversar.
6. É MELHOR VOCÊ CORRER ALEX!
7.Nunca mais repita isso ou eu vou afogar sua cara no vaso sanitário.
8. BATATA FRITA?
9. Ow, Ow, Ow. Ferrou.
10. Eu avisei.
Eu pessoalmente me preocupo mais com os olhares 1, 5 e 8. Mas porque devo me preocupar com ‘batata frita’? Longa historia. Assinto com a cabeça para Audrey que olha para os outros.
— Preciso terminar um trabalho de runas, vem comigo Anne? – Pergunta.
— Mas Rey, você terminou esse trabalho ontem. – Argumenta Oliver que recebe um olhar numero 1 de Audrey, ele apenas engole em seco e volta a encarar o prato. As vezes ela me dá medo.
— Eu disse trabalho? Eu quis dizer estudar para a prova. É isso. – Mas ela continua uma péssima mentirosa.
— Mas Rey, não temos prova... – começa Alex.
— É SURPRESA!
— Mas...- Insiste Liz.
— Ah, calem a boca, Anne preciso falar com você, vem logo. – Diz se levantando, levanto-me também e saímos sendo acompanhadas pelos olhares de nossos amigos.
— Você é uma péssima mentirosa. – Digo assim que saímos do salão, ela murmura um ‘ah cale a boca’ enquanto me arrasta ate um corredor vazio. – Rey, você não esta pensando em me sequestrar e roubar meus órgãos para vender no mercado negro está? Porque se for isso saiba que vou te retirar do meu testamento e você vai ficar sem meu par de sapatilhas vermelhas que você tanto ama.
— Não Anne, não vou roubar seus órgãos, preciso te contar uma coisa. – Diz seriamente.
— Então conte.
— Não é tão simples. – Fala um pouco... Constrangida?
— Audrey você esta me assustando. – Olho-a preocupada.
Ela abre a boca varias vezes como se tivesse decidindo se me contava ou não, lanço um olhar encorajador para ela que suspira.
— Muito bem... JacksonMeChamouParaIrAHogsmeadNoSabado. – Ela falou tão rápido e atropelado que eu não consegui entender nada.
— Jason está trancado no carro? – Quem por Merlin é Jason? E porque ele esta trancado num carro? Será que ele perdeu as chaves?
— Jason trancado no... Não, Anne eu disse... – começa, mas a interrompo.
— Quem é Jason?
— Não tem nenhum Jason Anne. – Encaro-a confusa.
— Mas então por que...
— Eu disse que... JacksonMeChamouParaIrAHogsmeadNoSabado. — repete.
— Olha Rey, eu juro que ouvi um Michael Jackson nessa frase. – Ela não podia falar com mais clareza? Anne é a Audrey com quem estamos lidando. Ah, é verdade.
— Michael quem? – Pergunta agora confusa. Como assim ela não sabe quem é Michael Jackson?
— Por Merlin Audrey! Não vai dizer que não sabe quem é o Michael?
— Anne...
— O rei do pop amiga, serio você precisa se atualizar!
— Anne...
— Conhece o MoonWalker pelo menos né? Caralho Anne você mora numa caverna?
— ANNE – Grita irritada.
— Ta, parei. Vai me contar logo ou a gente vai ajudar esse Jason a sair do carro? – Pergunto ainda mais confusa do que antes.
— Anne, não tem nenhum Jason trancado em um carro. – Ela começa calmamente.
— Mas você disse....
— ANNE EU NÃO DISSE ISSO! EU DISSE QUE O JACKSON ME CHAMOU PARA IR A HOGSMEAD COM ELE! – Ah...
— Ah, era isso? Por Merlin Rey, pensei que fosse algo mais serio. – Balanço a cabeça em negação.
Só para esclarecer, Jackson é um corvino –lindo- que a Rey é afim desde o ano passado. Serio, a garota consegue ficar mais vermelha que o cabelos dos weasleys so de ver ele.
— Como assim algo mais serio? Anne o passeio é amanha e eu nem sei o que vestir e...
— Rey... – ela continua murmurando algo sobre patos ou seria sapatos? Vai saber. – REY! SE ACALMA MULHER! Eu vou te ajudar, mas se você continuar com esse surto psicótico falando sobre patos, ou seja, lá o que for eu vou fazer os patos psicóticos do parque perto da minha casa te atacarem ouviu bem? E outra... – Mal termino de falar e uma Audrey eufórica se joga em cima de mim murmurando ‘Obrigado. Obrigado. Obrigado’ enquanto eu ria. Depois eu sou a louca.
— Mas espera... Patos psicóticos? – pergunta.
— É eles são cruéis quando querem.
POV ALEXANDRA
Depois das aulas fiquei no salão comunal com Anne que ficava falando sobre um tal de Jason que estava trancado num carro. Ja mencionei que e Anne é doida? Não? Pois bem, ela é. Fiquei conversando com ela até a hora da minha detenção. Saio do salão e caminho até a sala do professor Flitwick, encontrando o Potter encostado na parede em frente à sala.
— Pelo menos chega no horário. – Resmunga o Potter assim que me vê.
— Claro Potter, não sou você. – Retruco.
Ele bufa irritado. Entramos sem falar mais nada na sala do Professor de feitiços.
— Muita bem – começa ele – A sala dos troféus precisa de uma limpeza...
— Pensei que era pra isso que existia o zelador... – Ele me lança um olhar de advertência. – O que? Só estou dizendo que não precisaria de limpeza se ele cumprisse com seus deveres.
— Senhorita Jaekins, a senhorita gostaria de ficar mais uma semana de detenção? – Finjo pensar um pouco.
— Agradeço a oportunidade, mas creio que terei que rejeitar, sou uma garota muito ocupada.
— Os itens de limpeza já estão lá, Argo ira avisa-los quando o tempo da detenção acabar podem ir. – As pessoas adoram me ignorar né? Saímos acompanhados do Zelador Filch que ficava resmungando sobre alunos petulantes e ursinhos de goma, (Ok, talvez ele não tenha falado sobre ursinhos de goma mas eu acho tão fofinho), ele recolhe nossas varinhas e nos tranca na sala sem dizer mais nada.
— Uau que educado, podia pelo menos ter dado um ‘Oi ’ ou um ‘Boa noite’ ou ‘Sejam bem vindos aos jogos vorazes’. – Resmungo. – Potter o que está fazendo? – Pergunto ao ver ele se sentar encostado na parede.
— Você nos colocou de detenção então você é que vai ter que cumpri-la. – Diz calmamente.
Que babaca. Calma Alex, não vale a pena lançar um Avada, muito menos um crucio, além do mais estou sem minha varinha então nem estuporar vai dar. Respira Alex, se acalma.
— Não, Potter, nos dois estamos de detenção e se você for ficar com frescura ao invés de ajudar o professor Flitwick vai ficar muito feliz em acrescentar mais tempo de detenção para você.
Ele levanta em silencio e começa a limpar os troféus do outro lado da sala. Ótimo, assim posso ignorar a existência dele. Ficamos uns 25 minutos num silencio desconfortável ate que ele decide se pronunciar.
— Sabe o que é engraçado? – Não respondo. – Estamos aqui há 25 minutos e você não me xingou nenhuma vez.
— Posso fazer isso com o maior prazer se você quiser. – Resmungo enquanto limpava um troféu de serviços prestados a escola.
— Não, eu prefiro assim. – Diz.
— Então porque você falou isso? – Ué.
— Queria puxar assunto, esse silencio todo esta desconfortável. – Oh, really?
— Estamos de detenção Potter, não é para ser confortável. – respondo-o do jeito mais irritadiço que consigo.
— Não estaríamos de detenção se você não tivesse começado com aquele escândalo. – retruca com um sorriso idiota no rosto.
— Escândalo? ESCANDALO? Potter eu so disse a verdade.
— Você não me conhece Violet. – Respiração de ioga. Respiração de ioga.
— Já disse para não me chamar assim Potter.
— Eu também já disse para não me chamar assim Violet. – Retruca.
— Porque insiste em me chamar assim? — Pergunto com uma falsa calma.
— Eu já te disse. – murmura quase em um sussurro.
— Sua resposta não foi totalmente esclarecedora, e além do mais como você sabe do meu segundo nome? So meus amigos sabem. – Pergunto me virando para encara-lo pela primeira vez desde que começamos a hm, “conversar”.
— Talvez Liliane tenha mencionado... – começa. Mas o que?
— Vou matar aquela traíra. – Balbucio indignada.
— Anne não é traíra. – Defende.
— O fato de você chama-la de Anne prova que sim. – Digo amargamente.
— Não entendi. – Ok, além de irritante é lerdo.
— Potter, você é pra mim o que o Batman é para o coringa. – Ele me olha confuso – O que? Você não pensou que eu ia ser o Batman pensou? Ele é muito sem graça.
— Então você me acha sem graça? – Pergunta ofendido.
— Pensei que já tivesse percebido. – resmungo voltando a limpar o troféu.
— Violet, Violet... – começa me fazendo perder a paciência.
— JÁ DISSE QUE PRA VOCÊ É JAEKINS, POTTER! – Grito me levantando.
— So vai ser Jaekins Potter...
— Se você terminar essa frase se considere um garoto morto, Potter – cerro os punhos de raiva.
— Que frase? — pergunta se fazendo de inocente. Respira.
— Idiota. – murmuro.
Ficamos um tempo em silencio até que o babaca quero dizer Potter, ah da no mesmo, volta a falar.
— Sabe Jaekins, eu não queria estar aqui, mas por sua culpa estou. Eu tinha planos sabia? – pergunta enquanto começa a dar voltas na sala.
— Planos de ficar com alguma das suas admiradoras no armário de vassouras?
— Talvez. Mas já que você interrompeu esses planos talvez nos possamos... – pergunta se aproximando com um sorriso.
Ah, não. Ele não está realmente insinuando isso. Conte até 10 Alex. 10... 9... 8... AH JÁ CHEGA.
— CALA A BOCA E SE AFASTA POTTER, NÃO OUSE TERMINAR ISSO.
— Você nem sabia o que eu ia dizer. – Diz novamente com aquele falso sorriso inocente.
— Não é preciso ser boa em adivinhação pra saber o que você ia dizer. – Respondo trincando os dentes.
— Então o que eu ia dizer Jaekins? – Pergunta. — Eu so ia sugerir que a gente converse sem você gritar comigo, mas se você quiser tentar outra coisa não vou impedir. — Completa com um idiota de um sorriso no rosto.
— Você é um babaca, Potter.
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