Os Quatro Dominadores

9 A Festa Começa


Olhei para os escombros do meu antigo castelo. O céu escuro estava mais escuro do que nunca. Não importa se estivesse de dia ou noite, naquele lugar sempre estava estava escuro As lembranças daquele dia vieram em minha mente.

Finalmente... Nos encontramos, Cazeaje! –Elesis gritou com um pouco de felicidade e um tanto de raiva.

O que foi? Você tem problemas comigo? Algum ressentimento? Hahahaha! – Provoquei a ruiva, o que mexeu com Lire

Por que você está tentando começar uma guerra em Vermécia? –Ela disse.

Hahahaha! Guerra, eu? Não, não... Não são vocês os responsáveis por ela? – Tentei confundir eles. Em parte eu estava certa, mas a maioria era minha culpa.

Do que você está falando? – A maga berrou.

A guerra acontece porque os humanos a desejam e a realizam. Não sei por que vocês vêm me culpar por ela. – Eu disse.

Não! Nós queremos paz! – Arme gritou novamente.

Humanos... Vocês não acham que a paz que vocês desejam é algo egoísta? –Continuei a perturba-los.

Como querer paz pode ser algo egoísta? –Lire questionou.

A paz para os humanos é o extermínio de outras raças, dos monstros... Vocês nunca pensaram nisso? Sério mesmo? –Eu encarei um por um.

Nós... Bem... Não, se as outras raças também buscarem a paz... – A loira tentou achar a razão.

Hahaha! Se vocês querem tanto a paz, lutem por ela! – Gritei.

Bom, isso agora é uma batalha, certo? Ao combate, então!- Logo começava a luta.

Dei uma risadinha.

-Como eu era tola. –Falei comigo mesma.

Passei os olhos pelos escombros do meu antigo castelo, novamente. Era muito estranho estar lá. Onde um dia, eu havia matado, causado mal e agora era tudo um passado. O meu objetivo de dominar Ernas falhou. Graças a Grand-Chase. Naquele momento começei a agradece-los em minha mente. Talvez se eu tivesse conseguido, eu não encontraria Krako. Ou Thanatos e Gaicoz. Nós não seriamos amigos. Ou talvez a Grand-Chase morresse. Onde estaria esse mundo. Astaroth ou Duel poderiam me derrotar. A Grand-Chase os derrotou. Será que eu conseguiria?

Parei de pensar no passado e pus minha mente no futuro. O real motivo de estar ali. Descobrir pistas sobre “A”. Que lugar seria melhor para começar do que o lugar onde tudo começou? Eu tinha câmeras lá, podia ver o que aconteceu no dia em que “A” me salvou.

O meu castelo fora destruído. Porém, eu ainda tinha alguns Laços com aquele lugar. Laços que agora eu gostaria de romper. Passei por cima de algumas pedras e logo estava no meio dos escombros.

Eu estava bancando a detetive Cazeaje para descobrir quem era “A”. Quem dera eu tivesse com o Sherlockcão naquele dia. Eu até pensei em chama-lo, mas ele não viria, pois é um parceiro da Grand-Chase. Então me restou voltar ao “Castelo de Cazeaje“ destruído e descobrir se a câmera das sombras que eu instalei ainda estava lá.

-Vamos ver se isso realmente funcionou. – Enconstei minhas duas mãos, como se estivesse rezando.

Bem na minha frente, no centro do catelo destruído, a câmera das sombras piscou. Ela iluminou o local. Encostei no objeto que parou de iluminar o local e emitiu uma luz para frente, como uma lanterna. E nessa luz era possível ver uma cena. Era eu. Eu estava no corpo de Lass e bebia um coquetel. Um Amon chegou perto do meu ouvido e sussurrou algo. Me lembrei daquilo imediatamente. Em seguida, eu descontei a raiva no Amon e o matei. A má notícia que ele havia dado era da chegada da Grand-Chase.

Encostei na câmera e pedi em meu pensamento que ela fosse para o momento onde “A” me dava vida. E lá estava ele:

-Morra – Elesis gritou e desferiu o último de muitos golpes. – Nunca mais se meta com a família Sieghart.

Aquele golpe me tirou da forma monstro e me pôs na humana. Eu ri. A espadachim me segurou pelo pescoço enfurecida e levou a mão para trás, pegando força para um soco.

-Elesis, não. – Lire interrompeu sua amiga.

A ruiva hesitou e me empurrou no chão. E então, finalmente todos começaram a andar. Menos um, que foi diminuindo a velocidade, até parar e voltou até mim. O garoto levantou a mão e materializou um totem na mão direita. Ele colocou o totem na minha testa e eu recuperei energia. Quase levantei, mas ele aperou o meu ombro, em um nervo talvez, então desmaiei. O garoto deu um sorriso maligno e voltou para Grand-Chase.

A câmera ficou um tempo mostrando apenas eu desmaiada por alguns minutos e de repente, fui teletransportada para outro lugar.

-Então, no fim das contas, Ryan era “A”- Pensei.

Juntei minhas mãos novamente e a câmera desligou, voltando a se esconder nas sombras. Pronto, foi mais rápido do que eu pensei. Eu ia voltar para base da Grand-Chase para acertar as contas com Ryan, mas lembrei que ele havia desaparecido. Logo eu seria obrigada que procura-lo. Porém, todo o trabalho que eu teria foi poupado quando apareceu, bem na minha frente. Era o druida. Com seus mascotes, uma gosma e um texugo.

-Vejo que você descobriu o segredo ,não? –Ele falou, enquanto pegava seu machado.

-Você... –Sussurrei, ainda surpresa pela descoberta, e mais um pouco por Ryan ter aparecido – Por que? Por que me salvou, Ryan? Ou melhor ,"A"?

-Há! Sinceramente, eu não te salvaria. – Ele respondeu – Porém, era preciso. Eu tive que obedecer meu mestre. E na verdade ele é "A", eu sou apenas um servo.

-Seu mestre? Quem é seu mestre? – Eu fiquei confusa.

- Ainda é muito cedo para revelar. A festa está apenas começando. Que tal começarmos retomando aquela luta. E dessa vez, eu vencerei. –O druida voltou a ficar como naquela outra vez. Um sorriso maléfico e um rosto mórbido.

-Então, pode vim.

Ryan pigarreou e começou a se transformar. Naquela transformação desconhecida. Não tive outra escolha a não ser me transformar também.

Tive a sensação de Deja-vu. E assim Retomamos a luta.