Os Piratas Da Floresta Negra
1 Capítulo 1 - Hiro
Notas iniciais
O céu brilhava à luz da lua e o pequeno garoto fitava aquele pouco de estrelas que era possível ver. As nuvens as tampavam, mas mesmo assim ele continuava a admirar as que ainda resistiam. Ele estava apoiado em uma grande árvore, que o matinha escondido e seguro, pelo menos era o que ele pensava.
Ele tinha 14 anos, e com cabelos negros e pele branca. Todas as garotas de sua vila diziam que ele era o garoto mais bonito que elas já viram na vida, e seu corpo musculoso garantido pelos anos de treinamento só aumentavam o amor das meninas. Ele não ligava para isso, pois de acordo com seu mestre, era um completo idiota.
Uma enorme explosão ocorreu na árvore ao lado da dele e com um salto, ele desviou da enorme árvore que caíra e batera em sua árvore, que gemeu e ameaçou cair, mas continuou de pé. Ele olhou para os lados tentando identificar seu atacador, mas não vinha ninguém.
Foi quando uma flecha passou assobiando em sua nuca e ele desviou com dificuldade, olhando para de onde ela havia vindo. Com uma bazuca ainda saindo fumaça nas costas e um arco na mão, estava um senhor velho, de estatura mediana e cabelos brancos como a neve.
- Seu maldito! – O rapaz gritou correndo na direção dele e tentou dar um chute no rosto do homem, que desviou com facilidade. Ele agarrou a perna do garoto e o girou, jogando o de encontro com uma árvore pequena que nascera a poucos meses. Ela quebrou facilmente com o impacto, fazendo o garoto a continuar rolando pela lama, terra e grama que estava naquela floresta.
- Seu ataque ainda está lento, Hiro! – O velho disse. – Mas você melhorou bastante. Poucos piratas do inicio do North Blue conseguiriam detê-lo. E olha que você tem apenas 14 anos.
- Leitomaru! Eu vou te pegar! – Hiro disse correndo na direção do velho e ameaçando dar um soco nele, mas o homem facilmente segurou o soco do garoto e o jogou no chão.
- Hiro, você ainda tem muito que evoluir. Fique calmo! – Leitomaru disse. Uma dor estranha surgiu em seu coração, mas ela rapidamente sumiu. “Isso é comum... É comum...” Ele pensou.
- Tente me pegar, seu velhote idiota! – Ele disse correndo para o outro lado da floresta. Leitomaru deu uma risadinha e correu atrás do garoto, claro que muito mais lento do que ele podia correr por completo.
Hiro era muito rápido e esquivo, conseguindo passar facilmente pela densa floresta da pequena ilha Tirkana, uma floresta vizinha a cidade simples de Uri, única cidade da Ilha praticamente deserta de animais. Mas mesmo deserta, ainda havia um grande perigo.
Hiro parou subitamente. Ele viu a mancha negra que aquele enorme bicho parecia ser no verde da floresta. Seus olhos cor de laranja encantaram o rapaz, mas ele arregalou os olhos ao perceber que criatura era aquela. Ele só conseguiu gritar o seu nome:
- PUMA! – Hiro gritou com força. Mas ele não gritou de medo e sim de alegria. A animação de poder lutar contra o grande puma, enchia as veias do menino de adrenalina. Mas o grito de animação parou de repente e se tornou um olhar de medo. Ao lado do puma, apareceu outros 7 pumas maiores do que o original.
Eles estavam prestes atacar. Com os dentes arreganhados, as patas levantadas e o pelo eriçado, como um grande gato preto. Só que esse gato preto estava multiplicado por 8, tornando tudo aquilo aterrorizante. Quando Hiro estava prestes a desistir, apareceu sua salvação.
Como um raio, descendo de um galho de uma árvore, apareceu Leitomaru, com uma enorme espada em punho. Ele cortou ao meio o menor e original dos pumas, fazendo com que o sangue do animal tingisse a grama e as árvores de sangue.
- Corra, Hiro! Eu irei cuidar deles! Não se preocupe! – Ele disse, com fervor.
Hiro não conseguiu pensar em mais nada e correu como um louco. Só quando já estava a metros de Leitomaru, ele percebeu que o homem já não era tão forte quanto ele dizia em suas histórias. Ele pensou em voltar, mas a aterrorizante imagem daquilo o fez parar.
Um puma, completamente diferente dos outros, com a cor caramelo vibrante e as garras mais potentes e protuberantes, apareceu. “É o líder!” Hiro pensou logo. Ele podia detê-lo, mas seu estômago o lembrou de algo. Sua fome. Desde 7 horas da manhã do outro dia Hiro treinava, e não havia comido nada.
Ele caiu no chão de exaustão. O puma começou a se aproximar lentamente, com saliva escorrendo pelo canto da boca. A visão de Hiro começou a ficar turva, mas eles conseguiu enxergar uma fruta, bastante parecida com um abacaxi, mas tinha detalhes que ele não conseguia identificar.
Sem pensar em nada, Hiro engoliu quase que metade da fruta. Ela tinha um gosto horrível, mas ele continuou a comê-la. Então, uma força que ele nunca havia sentido tomou conta de seu corpo e ele começou a se sentir forte.
Como se fosse uma árvore, ele começou a crescer, até ficar com mais de 3 metros. O puma começou a correr, mas toda a floresta convergia para pará-lo. Com o olhar assustado, ele olhou para Hiro uma última vez e um galho atravessou seu peito. Ele morreu na hora, e Hiro não aguentou e desmaiou.
Xx
- Finalmente... – Hiro ouviu na escuridão. Era a voz de Leitomaru, que parecia estar aliviada. Aos poucos, uma luz branca começou a invadir aquele lugar e Hiro percebeu que na verdade seus olhos estavam fechados e ele foi abrindo os aos poucos. – Parece que você está bem. Fico feliz com isso.
- Leitomaru... – Hiro disse com a voz fraca. Ele percebeu que estava deitado em uma cama, e essa cama era a sua. Hiro tentou se levantar, mas Leitomaru o parou e o fez deitar novamente.
- Fique calmo. Está tudo bem. – Leitomaru disse. Hiro então sentiu o aroma quente e saboroso de carne frita, um aroma diferente de qualquer outra carne que ele já tenha sentido. Sua barriga roncou alto e Leitomaru lembro o da janta.
Hiro comeu uns 5 pedaços de carne, junto com bolinhos de arroz e uma salada mal feita de alface e arroz velho torrado. A carne era muito saborosa e fez com que o gosto da salada saísse. Depois de comer, Hiro se lembrou do ataque ao puma.
- O que aconteceu depois que eu apaguei? – Hiro perguntou.
- Eu cheguei lá e o puma estava com o coração perfurado por um galho grosso de árvore. – Leitomaru começou a dizer. –Achei aquilo estranho, então olhei para uma árvore caída e vi que você estava dentro dela. Quando fui tirá-lo, a árvore começou a sangrar e então se diminuiu até desaparecer dentro do seu corpo.
- Que maluquice é essa?! O quanto você bebeu seu velho maluco! – Hiro interrompeu Leitomaru indignado para as idiotices que ele dizia. O homem deu um soco na cabeça do rapaz, que sentiu muito a dor.
- Não sou maluco e só bebi um pouco! Espere eu explicar. Eu achei uma casca de fruta bastante peculiar ao seu lado. – Ele continuou a dizer. – E me lembrei de sua forma. Já havia visto em uma de minhas viagens e lembro de seu poder. Era uma Akuma no Mi do tipo Paramecia, sendo a Mori Mori no Mi (Fruta da Árvore). Você agora pode transformar qualquer parte de seu corpo em uma árvore de qualquer tipo.
- Uou! Isso é fera! Agora sou super poderoso! Posso fazer o que quiser! Até mesmo realizar meu sonho! – Hiro disse animadamente. Leitomaru riu da afirmação do garoto.
- Qual é seu sonho? – Ele perguntou.
- Derrotar o lendário Monkey D. Luffy e me tornar o Rei dos Piratas! – Hiro disse com um sorriso determinado no rosto. Leitomaru riu e uma lágrima escorreu pelo seu olho. – O que foi?
- Nada... É que isso me lembra de seu pai. Ele também tinha um sonho idiota. – Leitomaru disse. – Pelo que sei, hoje em dia ele é um grande pirata famoso.
- Sério! Isso é legal. Quando eu tiver 18 anos irei sair por esse mar e ir para a Grande Line! Lá, me tornarei a o pirata mais poderoso de todos.- Hiro disse determinado. – Mas você nunca me contou o que aconteceu com meu pai.
- Isso é verdade... Acho que está na hora...
Flashback on:
Era uma tarde tediosa de verão. Estava sentado no sofá de minha casa, quando uma tempestade enorme começa a se formar. Ouço diversos passos de marinheiros por todos os cantos e o jornal do dia finalmente chega.
E na sua capa, uma noticia aterrorizante saiu. Monkey D. Luffy havia se tornado o Rei dos Piratas e conquistado o One Piece. Sua tripulação era a mais forte e bem preparada do mundo, mesmo com apenas 12 tripulantes. Foi quando minha porta se abriu com violência.
- Quem está aí?! – Eu gritei. Então o homem que eu tanto gostava apareceu com um pedaço de pano na mão. Ele estava envolto de uma coisa bem pequena e percebi que era um bebê recém-nascido.
- Você precisa cuidar do meu filho! Não sei o que fazer! Ela morreu! – Ele me disse desesperado. – Nessa nova Era, um filho de pirata vai morrer antes mesmo de seu primeiro aniversário!
- Eu cuido! Sou seu amigo, não é? – Um disse com um sorriso no rosto. Uma lágrima caiu do rosto dele, e sabia que era por três motivos: A morte de sua mulher, o nascimento de seu filho e por fim ter que entrega-lo. Ele saiu da minha casa como veio: Como um trovão.
Os marinheiros começaram a gritar e tiros e mais tiros foram ouvidos e aos poucos se distanciando, até que pararam de vez. Aquela criança linda de cabelos negros e pele branca estava agora nos braços dele. “Como combinamos, velho amigo...” Eu disse, com muito pesar.
Peguei meu pequeno barco e atravessei o Calm Beat, indo parar assim no North Blue. Me instalei em uma pequena e remota vila, treinando esse rapaz. E sempre me lembrando da promessa: Por favor, cuide de meu filho. E quando ele estiver pronto para ir para o mar, dê esse pano azul a ele e diga para colocar na cabeça. Assim, poderei identificá-lo.
Flashback off
- Leitomaru... – Hiro disse desolado. A criança na qual Leitomaru se referia era ele. Uma lágrima escorreu de seu olho e viu que na mão de Leitomaru estava o pano.
- Quando você estiver pronto, irei te entregar isto. – Ele disse, fechando a mão e guardando o pano no bolso. – Treine, e conseguirá!
- Sim, Leitomaru-sensei! – Hiro disse com determinação.
Xx
6 anos se passaram. Hiro, agora um rapaz ainda idiota e bonito de 20 anos, pegava um pequeno barco na costa norte de sua ilha e a costa mais deserta. Não havia povo para sua despedida. Leitomaru, morrera dois anos depois com um ataque cardíaco.
No bolso do seu casaco, ele tirou o pano, a última coisa que Leitomaru deu a ele. Nunca tirara do bolso. E finalmente, o amarrou na sua cabeça e saiu com o barco. Mas antes de ficar longe da ilha, gritou com todas as suas forças:
- EU VOU ME TORNAR O REI DOS PIRATAS! — E então seu navio partiu.
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