Os Perfeitos E A Escrava
30 Casamento s
Notas iniciais
Acordei de madrugada e coloquei uma calça jeans preta, blusa negra e jaqueta de couro negro, ainda não tinha amanhecido, mas eu coloquei meu óculos escuro e calcei o tênis.
[...] Capítulo anterior...
Avistei Niklaus sendo pendurado pelos braços em correntes e suas pernas também estava correntes o segurando, ele gemia de dor com a faca ainda cravada no peito dele.
– Olá Niklaus – Peguei uma furadeira e apertei o botão a ligando e ela fez um barulho de motor sinistro, Niklaus me olhou e eu sorri doentio para ele – Agora é nós dois- Ele me olhou aterrorizado e logo com medo para a furadeira.
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[...] Agora...
Ele engoliu em seco e eu dei um sorriso perverso.
– Então quer dizer que você sequestrou, bateu e violentou a MINHA mulher? – Dei ênfase no minha.
– Não fiz nada que você não tenha feito – Mesmo com dor e medo, Niklaus conseguiu dar um sorriso debochado.
– E eu me odeio por ter feito isso, te odeio mais ainda por ter repetido, causado dor a ela e tocado nela – Prendi a cabeça daquele ser desprezível em uma espécie de argola de aço que impossibilitava a movimentação da mesma. Liguei a furadeira e Niklaus gritou ao perceber o que eu iria fazer. Perfurei a sua testa e o sangue espirrou em meu rosto seus gritos de dor eram lancinantes, a cada perfurada gritos agoniados preenchiam o ambientes, e eu me deleitava no prazer da vingança.
– Para Eros, por favor, eu lhe imploro – Ele gritava e eu ria.
– Ela pediu para você parar, não pediu? E você parou? – Gritei — Claro que não parou, então irei fazer o mesmo com você – Retirei a furadeira do buraco em sua testa, com certeza a dor que ele sentia era imensa, mas Sermancleano só morre com decapitação e depois tem que queimar. –Então, qual será a nossa brincadeirinha agora? – Murmurei perto dele com um olhar doentio. Eu poderia compará-lo com uma menininha, contudo nem a minha Scarlet tinha aquele olhar amedrontado ao conhecer-me...
Droga, Scarlet. Balancei a cabeça para espantar as lembranças afiadas como navalhas.
Fui até a mesa e peguei uma faca que brilhava e me aproximei dele que me olhava como se visse a morte a sua frente.
– O que você vai fazer seu doente! – Ele tentou gritar, não deu muito certo.
– Você gosta do seu pênis? Acho que sim – Dei uma risada.
Não, por favor, acabe com isso logo – Sorri e rasguei sua calça. Segurei o seu pênis com nojo e o cortei. Lamentos sofridos e lamuriantes ecoaram a minha volta.
Sorrindo doentiamente disse:
– Está com fome? – O meu sorriso se ampliou mais ainda – Tomara que esteja, pois você vai comer isso aqui.
SCARLET
Quando acordei Eros não estava deitado a o meu lado e aquilo me encheu de medo. Medo de Niklaus.
Levantei da cama rapidamente, eu não queria ficar sozinha, logo ouvi o barulho o chuveiro sendo desligado, dois segundos depois Eros aparece na porta do banheiro com uma toalha enrolada na cintura.
– Bom dia pestinha– Ele tinha um sorriso bonito no rosto, não era frio ou calculista, era verdadeiro.
– Bom dia E.T – Dei-lhe um sorriso pequeno. Eu ainda estava meio mexida com o que havia me acontecido, logo a minha felicidade foi embora e a tristeza me tomou e uma lágrima solitária caiu dos meus olhos.
– Ei, não fica assim, ele nunca mais irá encostar em você, eu prometo – Eros sussurrou me abraçando mantendo-me segura ali, pois eu praticamente deixei-me cair em seus braços fortes.
– Foi horrível...- Solucei.
– Eu sei, mais não irei mais deixar que nada te machuque, nunca mais – Assenti e ele acariciou os meus cabelos bagunçados e deu um beijo carinhoso e minha testa – Agora vá tomar banho para que nós possamos almoçar, juntos – Ele sorriu para mim e eu concordei com a cabeça, limpei o meu rosto com as minhas mãos e ele me deu um selinho.
Abri o chuveiro deixando com que a água morna caísse sobre a minha cabeça levando os meus problemas, não deu muito certo já que lágrimas e mais lágrimas caíam de meus olhos, eu poderia morrer seca.
Todas as atrocidade que aconteceram comigo viam em minha mente como canhões saídos do inferno para me atormentar e a cada tiro, ou seja, lembrança ruim, eram milhares de lágrimas, desespero e tristeza.
Negro. A parte negra de minha existência, a parte mais sombria que eu vivi e uma destas foi o acontecimento com N...Não consigo nem pensar no nome dele.
E eu de novo pergunto. Por quê? Por que acontece isso comigo? Beleza é uma desgraça, ainda mais para mim, talvez seja uma maldição caída sobre mim por algum motivo desconhecido e muitas me invejam por isso...
Desliguei o chuveiro quando percebi a minha pele ficando enrugada e sai do banheiro enrolada em uma toalha. Eros estava a minha espera, sentado na cama e mexendo em seu celular. Ele olhou-me preocupado, tentei dar o meu melhor sorriso que foi pequeno demais, talvez nem tenha saído como um sorriso. Troquei-me colocando uma calça negra e uma blusa de frio pois o inverno estava chegando e o tempo já estava ficando frio, claro esse não era o único motivo, era também para tampar os hematomas em meu corpo que ele...deixou.
O meu cabelo estava batendo na minha bunda e comecei a ter um pouco de dificuldade para penteá-lo então Eros retirou o pente de minhas mãos e penteou os meus cabelos com delicadeza algo que ele não tinha, mas naquele momento, parecia que estava mexendo em algo precioso para ele. Ele estava mexendo em mim.
– Obrigada – Murmurei quando ele terminou. Passei uma maquiagem para retirar as olheiras e a aparência de morta de meus rosto e calcei uma sapatilha.
– Está pronta? – Eros perguntou-me e eu assenti, não estava querendo falar muito, acho que eu estava distante e não seria uma boa companhia mas tenho pessoas que gostam de mim a minha espera.
– Sim – Ele beijou a minha testa e saímos porta a fora.
Todos estavam no salão de jantar que era enorme com uma mesa bem grande paraumas 30 pessoas ou talvez mais no centro do local. E todos, sim todos estavam lá, sentados a mesa a nossa espera. Maria, Clara, Oriel, Ariadna e Cléo. Todos sentados na parte direita da mesa e tinha duas cadeiras praticamente juntas desocupadas, as cadeiras se situavam na ponta direita da mesa, normalmente só tinha uma que era para o rei, mas hoje tinham duas.
– Não quero me afastar de você – Disse Eros no meu ouvido e segurando a minha mão firmemente, dei um pequeno sorriso para ele.
–Que bom, eu também não.
Eros puxou a cadeira para eu sentar como um bom cavaleiro e logo se sentou.
– Minha menina, está tudo bem com você?- Maria foi a primeira a falar, ela estava com os olhos marejados e com uma boa aparência.
– Sim mãe, estou bem, não se preocupe. Vejo que você está ótima – Tentei parecer normal e bem o que não deu muito certo.
– Oh querida , está tudo bem mesmo? Ficamos tão preocupados – Ariadna murmurou me olhando ternamente como Maria.
– Nunca mais fuja sua doida – Oriel falou fazendo cara de bravo logo depois piscando para mim.
– Depois conversaremos dona Scarlet – Clara murmurou sorrindo para mim e logo entendi, eu iria ter sessões com ela.
– Estou bem e prometo nunca mais fugir. Oi Cléo, a quanto tempo, aonde você anda mulher? – Perguntei tentando ser sociável e tentando esquecer-me de tudo.
– Eu e Aria estamos viajando um pouco, vamos nos casar – Olhei para o dedo dela e para o dedo de Ariadna e sorri, elas pareciam felizes.
– Parabéns, isso é uma ótima notícia! – Elas sorriram e se abraçaram de lado. Olhei para Oriel e Clara que estavam bem juntinhos. Ela tinha feito um corte Chanel bonito no cabelo e não tinha nenhum hematoma em seu rosto. Eles se olhavam apaixonadamente – Vejo que não são apenas vocês duas que estão apaixonadas – murmurei olhando para os dois.
Clara envergonhada corou e Oriel que é cara de pau apenas deu um sorriso malicioso e deu um beijo no rosto de Clara que parecia que ia morrer de vergonha.
– Estou apaixonado por esta mulher – Oriel, sempre será Oriel. Dei um pequena risada. Olhei para o dedo de Clara que estava com um anel de ouro que tinha um solitário bem grade e para o dedo de Oriel que tinha um anel de ouro bem charmoso. Eles só se conheciam a o que, dois dias? Três no máximo!
– Oh meu Deus, vocês estão noivos! – Murmurei e sorri – Parabéns!
– É, ele me pediu hoje, não tive como recusar, amo este Diafenix – Eles estavam completamente apaixonados e senti uma pequena inveja de Clara, logo a descartei, pois eu amo Eros e ele me ama.
– E você maninho, quando vai colocar um anel no dedo da pestinha? – Oriel falou e me senti desconfortável, se Eros não me pediu em casamento é por que ele não deseja fazer isso ,por que Oriel tinha que abrir a enorme boca? Senit Eros se mexendo na cadeira também.
– Oriel, entope a sua boca com comida e a mantenha fechada – Disse Eros ríspido percebendo o meu desconforto, acho que ele não queria responder.
– Foi mal maninho, foi mal – Oriel levantou as mãos e eu sorri para amenizar as coisas.
– Eros! – Me levantei rapidamente da cadeira deixando todos assustados.
– O que foi? Está sentindo algo? – Ele se levantou também assustado.
– Não, não é nada disso é que ele...é...Niklaus levou um garotinho humano também, você o achou? Algum soldado o achou? – Perguntei desesperada.
– Sim, acharam um garoto de quatro ou cinco anos e o levaram para o orfanato da madre que denunciou o Sermancleano – Eros falou aliviado.
– Graças a Deus! Me leve até lá Eros, preciso vê-lo – Ele me olhou questionador.
– Quem é o menino?
– Eu o encontrei naquele dia quando fui levar mantimentos para as pessoas que sofreram com a chuva, ele estava com a mãe dele, mas ela faleceu de doença.
– O Mathews, o menino moreno de cabelos cacheados? – Oriel perguntou e eu assenti.
– Eu o encontrei na pracinha que eu fui quando fugi. Ele estava brincando com as outras crianças do orfanato e sendo vigiados pela a Madre, eu...eu quero adota-lo. Por favor, Eros – Ele me olhou como se eu tivesse ficado louca ou excepcionalmente insana.
– Claro que não Scarlet, ele não é o seu filho, ele não é o nosso filho.
– Você quer tocar mesmo neste assunto de nosso filho Eros? – Perguntei ficando um pouco amarga. Ele olhou-me arrependido e respirou fundo.
– Você não o conhece, não pode adotar uma criança Scarlet.
– Eros, por favor, eu posso adotar uma criança sim, ele não pode ficar em um orfanato. Ele não tem pais e pode ser adotado por um casal ruim que pode algum dia vende-lo e... – Os meus olhos lacrimejaram, pois eu praticamente estava falando o começo do que aconteceu comigo, tirando o orfanato, pois eu apareci na casa dos Green, mas os meus olhos estavam lacrimejantes, talvez eu esteja baseando a vida de Mathews na minha.
– Querida... — Maria murmurou.
– Não Scarlet, você não está pronta para cuidar de uma criança de cinco anos – Eros falou firme e eu o olhei por dez segundos em silêncio.
– Eu não estou pronta para cuidar de uma criança...Mas estou pronta para muitas coisas. Ok.
Muito certo isso, com certeza você está certo. Quer saber, perdi a fome, com licença- Sai do salão de jantar escutando Eros me chamar, eu não dei ouvidos, não queria que as pessoas que se importam comigo me vissem chorar.
Eu apenas queria garantir que ninguém machucasse Mathews ou garantir que ele não tivesse o mesmo futuro que o meu, não que eu hoje não amasse Eros, contudo...acho que ninguém iria querer sofrer como eu sofri no começo de nossa história.
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