Os Perfeitos E A Escrava
29 Tristeza e felicidade
Notas iniciais
Peguei a nave, pois era muito rápida e consegui descobrir um galpão abandonado que ficava um pouco distante da cidade, mas ainda não saia do estado.
Estacionei a nave um pouco distante da casa velha, sai da mesma e caminhei lentamente e com cuidado até a casa, peguei a minha arma e olhei para trás vendo os Diafenix escondidos e três estavam atrás de mim para entrar na casa.
Um, dois, três... Chutei a porta e dentro do local não tinha nada, achei estranho, o carro que narraram estava abandonado perto daqui, inspirei e senti o cheiro inconfundível de Scarlet, ele estava muito fraco ali.
SCARLET
Niklaus me levou para um galpão abandonado que tinha uma passagem secreta embaixo do chão, o local que estava no subterrâneo era praticamente uma casa até que bonita e bem mobiliada. Ele me colocou em um quarto branco e em cima de uma cama e me deixou ali.
Escutei barulhos vindos do lado de fora da porta, mas acho que estávamos a 15 metros abaixo do chão ou mais.
Não aguentei, estava cansada e dormi.
[...]
– Acorda Scarlet – Escutei a voz de Niklaus e rapidamente pulei na cama para longe dele e eu estava algemada ainda, ele subiu na cama e se aproximou de mim, prendendo-me em seus braços e me fitando com aqueles olhos vermelhos aterrorizantes. Niklaus tocou o meu rosto com a sua mão direita e o acariciou.
– Tira as suas mãos de mim – Gritei me esquivando dele que segurou a minha mandíbula firmemente me causando dor.
– Olha aqui querida, você vai fazer o que eu quiser – Ele falou entre dentes cerrados, tentei sair de suas mãos, mas ele as apertou ainda mais em minha mandíbula.
– Nunca, eu te odeio – Gritei o que foi burrice, pois Niklaus deu um baita tapa em meu rosto que me fez cair da cama fazendo-me bater a cabeça fortemente ao chão.
– Não, você não me odeia, você me ama e iremos nos casar – Ele sorriu doentio e me levantou, retirou as algemas de meus pulsos e eu tentei correr até a porta, ele me jogou na cama e rasgou as minhas vestes, tentei me soltar dele a qualquer custo, era impossível, ele era maior e bem mais forte do que eu, com certeza.
– Por favor, não faça isso, por favor – Gritei já sentindo as minhas lágrimas descendo de meus olhos e o pânico ou trauma que eu havia conseguido trancar dentro de mim se soltou, as lembranças de Eros me violentando, me espancando, me machucando vieram a tona e me causou desespero, agora não era Eros, era Niklaus agora.
Eu já estava nua e Niklaus também, o pânico estava me deixando surtada, eu gritava e chorava igual a uma louca e tentava tirar ele de cima de mim e me tampar, mas não dava certo.
Senti-o se encaixando entre as minhas pernas, o seu membro não era do tamanho de Eros, era menor, com certeza, bem menor, mas mesmo assim grande.
Ele chupava os meus seios violentamente deixando-os doloridos, eu com certeza não sentia agora, o meu corpo estava ficando dolorido com as mordidas fortes e chupões que ele me dava, era horrível, ele puxava o meu cabelo fazendo o meu couro cabeludo arder como o inferno e ainda me dava tapas fortes por todo o meu corpo, o pior foi quando ele me penetrou sem aviso prévio mas eu esperava o que? Isso é um estupro.
– Que delicia você é, geme para mim – Ele gemia o meu nome e eu sentia cada vez mais dor, nojo, repulsa e ódio, queria o tirar de dentro de mim a facadas, mas eu era apenas uma humana frágil. As estocadas dele eram dolorosas e não havia mais lágrimas a qual eu poderia soltar , acho que não aguentei a dor e desmaiei antes dele gozar.
[...]
Acordei em cima da cama, olhei para o meu corpo e eu estava limpa e vestida com um vestido florido rosa igual a de uma boneca e as sapatilhas redondinhas igual a de uma boneca também. Tentei me levantar, senti uma dor horrível e me lembrei de ontem, me senti tão suja neste momento que deixei lágrimas cair de meus olhos, será que está tudo se repetindo? Caminhei com dificuldade e sentido dores em meu corpo todo até um pequeno banheiro, quando adentrei o mesmo, tinha um espelho gigante aonde eu pude me olhar, eu estava com a aparência de uma boneca mas tinha marcas roxas em meu rosto que tentaram esconder com a maquiagem, tinha em meu pescoço, braços e nas pernas, e isso era o que estava amostra.
Os meus cabelos estavam com as pontas com grandes cachos e tinha presilhas nele. Isso era assustador. Sai do banheiro e fui até a porta, ela estava aberta por incrível que pareça.
O corredor era pequeno e com apenas três portas, caminhei nele e avistei a sala aonde tinha a grande escada que dava na cabana abandonada, caminhei com esperança de conseguir sair, não tinha ninguém no local, corri para as escadas e quando estava chegando na porta senti alguém agarrando a minha cintura, comecei a gritar e me debater.
– Aonde pensa que vai ? – Era a voz nojenta de Niklaus.
– Me solta seu idiota, eu te odeio –
–Não, você me ama – Ele gritou mais alto.
– Nunca irei amar um inseto igual a você -
– Você ama o Eros não é? Então consegue me amar, pois ele pode ser até pior do que eu – Sim, isso era verdade, Eros mesmo mostrando o seu lado carinhoso comigo ele ainda era malvado e o lado negro da coisa.
– Sim, eu o amo, mesmo depois de tudo , eu o perdoei, posso ser uma idiota, humanos são idiotas não? Então, eu sou humana – Tentei sair de novo de seu aperto, mas escutei passos perto da porta, comecei a gritar para ver se alguém me ouvia, Niklaus tampou a minha boca.
EROS
Escutei gritos. Gritos de Scarlet e vinha de baixo do chão, logo vi que era um fundo falso, puxei a porra da alavanca que estava trancada, a quebrei com as minhas mãos. Havia uma escada, adentrei liderando os 20 soldados diafenix armados até o dente. A escada era longa, tinha muitos degraus, parecia que havia uma casa ali em baixo e ali tinha uma profundidade de mais ou menos 15 a 20 metros. Adentrei atirando nos sermancleanos que estavam atirando também, as balas não adentravam em meu corpo, davam um pouco de dor comparada a uma picada de formiga, nada demais.
Os Diafenix se espalharam no local que não havia mais nenhuma sermancleano vivo.
– Se separem e vamos procura-la, mate todos os Sermancleanos e não a machuquem, em hipótese alguma – Ordenei e eu fui seguindo o cheiro dela que estava se confundindo com um outro cheiro nojento, caminhei e cheguei a um corredor que havia umas quatro portas , parei na última onde eu ouvi a batida, o som que eu nunca iria esquecer , o coração dela. Arrombei a porta encontrando Niklaus a arrastando para uma porta que havia perto do guarda-roupas, rapidamente atirei nele que caiu ao chão, Sermancleanos podem ser mais fortes ,resistentes, rápidos e tudo mais do que Humanos, mas do que Diafenix e ainda mais do que um Rei Diafenix, nunca.
– Eros – Scarlet gritou com lágrimas escorrendo de seus olhos vermelhos haviam marcas roxas nos braços dela e poucas em seu rosto, ela correu até onde eu estava e me abraçou , dei um beijo na testa dela e limpei as suas lágrimas.
– Nunca mais fuja de casa – Ela concordou com a cabeça rapidamente.
– Nunca, eu prometo – Ela falava rapidamente e embolado devido ao choro – Eu estava com saudades, me desculpa – Dei um beijo em cada olho dela e acariciei o seu rosto.
– Não chore, tudo vai ficar bem, não irei deixar ninguém machuca-la, jamais.
– Eu te amo, obrigada – Ela falou rapidamente, ouvi algo vindo rapidamente na minha direção não na minha direção, na direção de Scarlet , era uma faca lançada por Niklaus e com certeza a força que ele arremessou a faca poderia mata-la e me perfurar, com rapidez e ela ainda abraçada a mim, girei nos dois e ficando de costas para a faca, no lugar de Scarlet e ainda abraçado a ela, senti a faca sendo crava em minhas costas, aquilo doeu pra caralho.
– Eros – Scarlet gritou ao ver uma rápida expressão de dor em meu rosto, mas rapidamente retirei a faca, eu estava frio como um gelo a joguei no chão e ouvi o barulho de outra faca sendo arremessada no ar por Niklaus, soltei Scarlet, calculei rapidamente e me virei pegando a faca a sentimentos de mim, dei um sorriso debochado para Niklaus que arregalou os olhos, arremessei nele a faca que se cravou no peito dele, lógico que não o matei, eu queria tortura-lo.
– Niklaus, saiba que a sua morte está providenciada, seu lixo – Fui até ele e dei vários chutes no mesmo mas o deixando vivo.
– Eros...- Lembrei dela. Virei-me ela estava com medo, fui até ela e três soldados adentraram no quarto e mandei que eles pegassem o Rei Sermancleano e o levassem para a concentração de seres espaciais presos de segurança máxima, aproveitei e mandei preparar os meus brinquedinhos...Peguei Scarlet no colo e a carreguei para fora da casa subterrânea e para fora da cabana, a coloquei na nave, ela estava em choque.
[...]
O médico examinou Scarlet. Aquele Sermancleano a violentou e isso me deu um ódio tão grande que quebrei a porta do consultório. Eu me arrependo muito de a ter violentado, a machucado e de tudo o que eu fiz, sou uma filho da puta.
– Vai ficar tudo bem, ninguém nunca mais machucará você, eu prometo – Murmurei a abraçando carinhosamente, apenas faço isso com ela, e era engraçado e estranho ser educado e carinhoso com alguém, logo eu , Eros.
Ela foi tomar um banho e vestiu uma camisola. Deitei com ela e a abracei.
Ela se virou para mim , olhou nos meus olhos , acariciou o meu rosto e deu-me um selinho.
– Eu te amo – Sorri ao ouvi-la. Ela fechou os olhos com sono e eu beijei a testa dela.
– Eu também te amo – Ela deu um sorriso de olhos fechados e eu tive certeza, eu a amava mais do que qualquer coisa.
[...]
Acordei de madrugada e coloquei uma calça jeans preta, blusa negra e jaqueta de couro negro, ainda não tinha amanhecido, eu coloquei um óculos escuro e calcei o tênis.
[...]
Avistei Niklaus sendo pendurado pelos braços em correntes em suas pernas também estava correntes o segurando, ele gemia de dor com a faca ainda cravada no peito dele.
– Olá Niklaus – Peguei uma furadeira e apertei o botão a ligando e ela fez um barulho de motor sinistro, Niklaus me olhou e eu sorri doentio para ele – Agora somos nós dois- Ele me olhou aterrorizado e logo com medo para a furadeira.
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