Os Opostos Se Atraem
46 Epílogo
Notas iniciais
Ok, ok
Oiiiiiiiiiiie!
Cooooooooooomo estão, amores?
Estou muito feliz! Quase tudo pronto pra fic do John começar, só falta a betinha betar o prólogo e o primeiro capítulo.
Então, quando estiver prontos, eu vou avisar AQUI, num AVISO, pra vocês irem ver, ok?!
O epílogo está graaaaaaaande! Espero que gostem e que comentem, por que eu AMEI.
OBRIGADA BETINHA, HallsDePimenta! Te amo ♥ Não seria nada se você!
E tem uma SURPRESA pra vocês, está PRONTA, e vocês ganham se reviewzarem MUUUUUUUUUUUUUUITO!
LEIAM AS NOTAS FINAAAAAAAAAIS!
Epílogo
4 anos depois
A manhã daquele dia ensolarado havia começado bem. Os pássaros cantavam felizes, as pessoas estavam animadas com a by Text-Enhance\">beleza do dia de sábado. Jassy, seus irmãos, John, Daphine e Brian, juntamente com Jamily, Arthur e os pais de John, estavam aproveitando o dia para um passeio.
John havia escolhido o lugar: uma bela estadia nos Estados Unidos. O local era enorme, com tudo que se podia imaginar, tanto em material como em by Browse to Save\">beleza.
A entrada os brindava com um lindo jardim de flores silvestres, onde borboletas das mais variadas voavam. Havia bancos e mesas confortáveis espalhados pelo local, para quem quisesse relaxar ao ar livre.
Uma trilha de pedras os guiava para a entrada da estadia, que era enorme. Muitos metros de largura e cinco andares de altura.
Sua fachada era branca com caramelo, agradável aos olhos. Um guia os encaminhava, falando sobre curiosidades do local e contando vantagem sobre os famosos que ali já se hospedaram.
Jassy rolou os olhos. O lugar era lindo, claro, mas não queria alguém os guiando. Não queria ninguém ali. Até porque o guia não tirava os olhos de seu decote.
A garota estava de vestido azul escuro com um decote que deixava claro que seus seios eram fartos. Ele ia até metade das coxas da garota. Um salto peep toe baixo enfeitava seus pés. Nos dedos o anel que John dera há quatro anos e um brinco de caveira nas orelhas.
— Nossas acomodações são equipadas com o melhor. Há suítes variadas de acordo com a preferência do cliente. Uma enorme piscina, saunas feminina e masculina, um pequeno SPA e um terraço com uma vista perfeita que poderão contemplar se me acompanharem.
— Não… não precisa. — interrompeu Jasmine. Estava de saco cheio daquele cara.
— Claro que precisa, Jassy! — disse Jackeline. — Quero ver. Adoro vistas. Vamos!
A rockeira fechou ainda mais a cara.
— Amor… — John a parou, enquanto os outros andavam, ficando de frente para ela. — Tira esse bico. Estão todos felizes. Por favor, vamos aproveitar. Não fique assim, vai?
Jassy olhou para John, relaxando instantaneamente. Olhou para as pessoas que ama e viu que haviam sorrisos estampados em seus rostos. Fechou os olhos e encostou a testa no peitoral de John, que a abraçou.
— Desculpa. Não quero estragar o dia de ninguém. É que eu pensei que finalmente teríamos o dia apenas para nós. Tanto tempo que não fazemos isso. — abaixou a cabeça, bufando.
Era verdade. Jasmine estava no último ano da faculdade de fotografia e quase não tinha tempo livre. John jogava profissionalmente numa das maiores ligas de futebol americano do país. Também era raro ter tempo sobrando.
A garota pensara que aquela estadia seria apenas para os dois, mas estavam todos ali.
— Rockeirinha… — mesmo depois de anos, o apelido não era deixado de lado. O garoto levantou o queixo dela. Sua face expressava cansaço, raiva e decepção. Ele se odiou por estar tão longe. — Confia em mim?
— Confio. — ela nem hesitou em responder o namorado e ele ficou feliz por isso.
— Nós teremos tempo! Sua faculdade já está no fim, vou dar um tempo nos jogos e vamos passar todo o tempo do mundo, sozinhos.
— Tem certeza?
— Tenho, garota. — John riu, seus olhos brilhando bastante. Beijou Jasmine, fazendo a garota se acalmar e depois de abraçá-la, entrelaçou suas mãos.
A rockeira respirou fundo e tentou continuar relaxada. Depois de anos, Jasmine continuava excepcionalmente linda. Quase não mudara, à exceção de seus traços estarem maduros, aperfeiçoando mais sua beleza.
Seu estilo continuava o mesmo.
Naqueles quatro anos, Jassy dedicara-se à faculdade e a um curso profissionalizante de empreendedorismo. O curso terminara em pouco mais de um ano.
Já John, fazia um enorme sucesso no futebol. Foi, consecutivamente, eleito o melhor jogador do país, desde que começara a jogar profissionalmente. Também entrara no ranking dos 10 mais bonitos do mundo em segundo lugar, perdendo apenas para um ator de Hollywood que estava fazendo bastante sucesso naquele ano.
Garotas de todos os lugares do mundo tentavam agarrar John, como se aquilo fosse garantir a continuidade de suas vidas.
Jasmine simplesmente surtava toda vez que via algo do tipo e quando estava com ele, com muitas fãs em volta, ela apenas lançava um olhar ameaçador a quem tentava se aproximar e estava tudo certo.
John adorava aqueles momentos de ciúmes dela. Apesar de provocá-la, na frente das fãs, ele a beijava com amor, provocando gritos histéricos e muitos flashes.
Sempre que ele a provocava, ela o ignorava. Tinha ciúmes mesmo, porra.
E daí?!
Os dois se juntaram ao grupo, que haviam dado uma pausa no passeio.
O guia voltou de onde tinha ido e sorriu.
— Vamos ao terraço?
— Vamos. — disse John, sorrido para Jassy.
— Jassy.
A rockeira vira-se para Daphine, que a havia chamado.
— Me empresta a máquina?
— Pra que?
Daphine revirou os olhos.
— Pra tomar banho que não é! Tirar fotos! Você não está usando.
Jasmine bufou e tirou a máquina fotográfica pendurada no pescoço.
John a fizera levar duas das melhores máquinas dela. Como uma não coubera em sua bolsa de mão, que John estava sendo obrigado a levar, teve que pendurá-la.
— Toma cuidado! Ela foi cara! — disse Jassy, entregando o objeto à loira.
Daphine rolou os olhos e se pôs a ligar a máquina, logo fotografando tudo.
Os cabelos da garota estavam curtos escorridos, de acordo com a tendência que estava por vir, enquanto os da rockeira caiam em cachos largos negros até o quadril.
O guia os levou até um elevador transparente, que dava para ver a metade de trás do local. A grande piscina que o guia falara estava instalada ali, com espreguiçadeiras e guarda-sol.
Pequeno John, que estava com 10 anos, e Valentina, com 4, ficaram encantados com o elevador. Nunca viram um elevador daquele tipo e em todo momento da subida soltavam risadas e apontavam.
Logo chegaram ao terraço. Todos saíram do elevador, se espalhando pelo local.
Realmente a vista era linda, de tirar o fôlego. Lá embaixo, até onde Jasmine conseguia ver, era tudo bem arrumado e calmo. No horizonte havia belas montanhas, e o céu estava de um azul claríssimo.
— Vou deixá-los admirando. Qualquer coisa há um interfone que conecta direto no balcão do primeiro andar, ao lado do elevador. Com licença. — O guia entrou no elevador e sumiu de suas vistas. Jassy deu graças a Deus por isso.
A garota olhava a vista pensando em como estava sua vida, como tudo estava indo bem, apesar das saudades que sentia de John e do cansaço.
Seus pensamentos viajaram, lembrando-se dos quatro anos que havia passado desde que Valentina nascera.
Seu irmão, pequeno John, tinha os cabelos loiros que ele mesmo deixara crescer até os ombros. Eram finos com cachos nas pontas. Ele estava indo muito bem na escola, era apaixonado por astronomia e, volta e meia, lia livros e mais livros sobre o tema. Conhecia nomes de estrelas, galáxias, planetas... Queria ser astronauta.
Também era louco pela pequena Valentina, que de vez em quando estava ao seu lado olhando o céu, à procura de estrelas e qualquer surpresa que aquela imensidão podia os oferecer.
A pequena adorava ficar sentada no colo do irmão, ouvindo tudo atentamente, muito embora muita coisa do qual ele falava, ela não guardava. Tinha os cabelos numa mistura de loiro e castanho, tornando-o loiro acinzentado e os olhos verdes como os da irmã.
Ela era bem parecida com Jassy, quando criança. Com exceção que o cabelo de Jasmine eram mais loiros.
Valentina dava bastante trabalho. Adorava colo, só comia se o irmão estivesse por perto a olhando fazer bagunça e só dormia depois que Jasmine tirasse uma foto dela.
Jassy gostava de tirar fotos dela, mas já conversara com a irmã. Aquelas coisas que ela tinha agora não seriam para sempre, por que ela cresceria.
A menina chorara e Jassy deixou. Ela estava muito mal acostumada. Achava que chorar era a solução para conseguir as coisas. E conseguia. Tanto do pai, quanto da mãe, mas a rockeira dera um jeito nisso. Depois que Jassy a deixara chorar sozinha, a menina parou quase que de vez de chorar para conseguir as coisas.
Jassy foi tirada de seus pensamentos com a voz de John a chamando.
— Jasmine. — Ela virou-se para a sua direita, onde John estava de pé na beirada do terraço, onde o cimento era mais alto.
Ela ergueu a sobrancelha direita. Todos estavam com a atenção em John. Parecia que ele tinha algo a dizer.
— Estamos juntos a mais de quatro anos. Durante todo esse tempo, você tem me deixado maluco, tanto nas coisas boas quanto nas ruins. Tem me feito feliz, tem estado do meu lado, apertando minha mão, me dizendo que sempre fará isso quando eu precisar. Faz-me enxergar a verdade quando é necessário, cuida de mim quando eu estou doente, me bate, me xinga, me beija, me ama. Isso tudo foi muito bom, mas… Eu quero mais. Quero você para a vida toda. Quero ter filhos com você, chegar em casa e te encontrar linda e nervosinha perguntando por que eu demorei para chegar, mesmo que eu chegue uma hora antes. Quero que agora seja oficial. Brian? — Ele olhou pra Brian, que enfiou a mão em um dos bolsos e retirou uma caixinha de veludo.
Espera! Ele ia a pedir em casamento? Ela se virou para todos, que continham sorrisos no rosto. Daphine filmava tudo. Olhou para Brian, que jogou a caixinha para John. Jasmine olhou pra frente e então seu coração perdeu uma batida.
A caixinha passou por entre os dedos de John, que tentou pegá-la, mas se desequilibrou e… Caiu.
Jasmine deu um berro estridente, fazendo seus próprios ouvidos e cordas vocais doerem. Seu coração falhou miseravelmente, afundando-se tanto dentro do peito que parecia que ela não aguentaria.
Como plano de fundo ouviu pessoas chorando.
Tudo isso durou apenas um segundo, porque, após a queda de John e o grito que o seguiu, o que fez foi correr até o parapeito, encostou-se e olhou para baixo.
Não queria vê-lo morto, de pescoço quebrado e sem vida lá embaixo, mas fora reflexo.
E quando viu o que tinha, não acreditou.
Lá embaixo, num colchão inflável gigante, estava John. Acima do colchão, no chão, placas enormes com os dizeres:
Você quer se casar…
A placa era completa com uma que estava nas mãos de John:
Comigo?
Jasmine não acreditou. Seu coração estava a mil. Ela não sabia se ria daquele idiota, chorava ou se o socava com muita força. Quem sabe os três?
Pelo que ela entendeu, ele fizera tudo aquilo de propósito. Olhou pra trás e viu todos sorrindo. Então eles sabiam? Os únicos que realmente choravam eram os pequenos que não entendiam.
Olhou novamente para baixo.
“Você quer se casar comigo?”
— Eu quero é te matar, seu filho da puta. — sussurrou para si mesma, agora rindo daquele paspalhão.
— Jassy.
A garota se virou para Brian, que tinha duas enormes placas nas mãos. Uma com “sim” e a outra com “não”.
Por um momento, por causa do susto, a garota cogitou mostrar placa que dizia “não”. Mas pensou melhor e pegou a do “sim” e mostrou ao garoto lá embaixo.
Mesmo com cinco andares os separando, foi possível ver o sorriso mais lindo que ela já vira naquele rosto perfeito.
Eles iriam se casar.
Jasmine sorriu quando percebeu o que estava acontecendo.
— Filho da puta... — sussurrou novamente.
Correu para o elevador, sendo seguida por todos, incluindo os irmãos, que depois que viram John lá embaixo se acalmaram um pouco.
Ficou batendo o pé enquanto esperava o elevador chegar ao térreo. Daphine ria e filmava tudo. Então Jassy percebeu que Brian estava com a outra máquina que ela trouxera e mostrava fotos pros outros.
Mas que merda! Estavam achando o susto que ela tomou bonito? Ela achou que ele tivesse morrido! Seu coração quase fora junto.
Filho da puta! Jassy riu, ainda não acreditando no que acontecera.
Todos dentro do elevador falavam, dizendo como o jogador fora corajoso e criativo e que eles estavam super felizes pelo noivado, mas para Jassy tudo não passava de um falatório. Ela estava interessada mesmo em ir até o namorado.
As portas do elevador se abriram e Jasmine correu para encontrar John. Assim que o viu, sorrindo glorioso olhando-a, correu para seus braços, pulando em seu colo, com algumas poucas lágrimas escorrendo.
— Filho da mãe! Eu pensei que tinha perdido você pra sempre. — ela o abraçou apertado, fechando os olhos com força.
Sua garganta doía horrores pelo grito, seu coração ainda estava acelerado e doendo por vê-lo cair daquela altura.
— Jassy… Meu pescoço — disse John com uma voz engasgada.
— Cala a boca, porra. — Jasmine disse, ainda de olhos fechados, mas mesmo assim afrouxou um pouco o aperto.
Depois de ficar um tempo abraçada a ele, sentindo que ele estava vivo e bem, sentindo seu cheiro e sua respiração em seu pescoço, arrepiando-a, toma coragem para sair um pouco do abraço e olhá-lo nos olhos.
John tinha um brilho sapeca e feliz. Seu sorriso estava tão lindo que Jasmine não parava de encarar e ficar mais apaixonada por aquele cara, o idiota que quase a matara há alguns minutos atrás.
Não se deixando levar pela beleza estupenda que o garoto tinha, ela tirou os olhos de seu rosto e começou a socá-lo com força.
— Seu idiota! Babaca! Burro! Feio! Gostoso! — John ria enquanto tentava se proteger.
Então ele a abraçou, imobilizando as mãos da garota contra seu peito e com aquele sorriso ainda presente. Disse:
— Quase morreu, não é?! Você não vive sem mim.
— Argh! Claro que não! Só estou dizendo isso porque meus irmãos começaram a chorar por você! Eu nem ligo.
John soltou uma sonora gargalhada e beijou Jasmine.
— Admita, rockeirinha. Você morreria se eu tivesse morrido.
Jassy tentou se soltar e virar as costas, mas os braços de John pareciam de aço.
— É, seu idiota! Eu admito! Você quase me matou! Está pensando o que? — A garota conseguiu se desvencilhar e voltou a bater nele. Depois de várias tapas fortes e xingamentos, ela parou, respirou fundo e deu outro abraço nele. — Nunca mais faça isso, entendeu? Nunca!
O garoto ficou sério e a afastou, fazendo-a olhar em seus olhos.
— Eu te amo, garota. E o pedido é sério.
— Minha resposta também foi séria, moleque.
John voltou a sorrir e pegou a caixinha que Brian havia jogado. Abriu-a e lá dentro havia um anel que ao mesmo tempo era delicado e meio bruto. Como Jassy. Mas era lindo e valioso. Um diamante em formato oval estava incrustado num anel de ouro branco.
Jasmine arfou e o garoto transferiu o antigo anel para o dedo indicador, pondo o novo no lugar correto.
— É lindo...
— Não mais que você.
— Beija! Beija! Beija! — Daphine insistia enquanto ainda filmava tudo.
Os adultos riam, prestando atenção na cena. Jamily e Jackeline secavam lágrimas, afinal, não é todo dia que seus filhos se casam.
Brian tirava foto a cada segundo e os outros observavam sorridentes.
John afastou uma mecha de cabelo do rosto de Jasmine e colocou a mão em sua nuca, aproximando seus lábios, olhando o tempo todo no fundo dos seus olhos. Quando finalmente seus lábios se tocam, Jassy escuta fogos de artifício sendo lançados no céu.
Ela beijou John, ignorando a bebida que foi jogada nos dois, a barulheira, a gritaria e tudo em volta. Só se importava com ele. Iriam se casar, teriam mais tempo para eles mesmos, construiriam a própria família...
Quando se soltaram, Jasmine olhou em volta. Estavam todos ali, todos que ela amava. Infelizmente, os amigos de John não estavam, por causa da correria de faculdade e emprego, mas logo todos se veriam. E faltava seu pai. Ela queria que ele estivesse ali presente, mas sabia ser impossível.
Apesar disso, sorriu e olhou o céu, onde fogos das mais variadas cores eram disparados em plena manhã. Ela sabia que onde quer que ele estivesse, ele estava feliz por ela.
…
Na hora do almoço, todas as mulheres estavam em volta de Jasmine, suspirando pelo momento, pelo anel e pelo pedido. Jassy não estava gostando da atenção e das perguntas, então deu graças quando o almoço chegou e todos se concentraram em comer.
Já com John, os homens casados em volta dele davam dicas de como manter um casamento feliz e sem brigas.
— Nunca aperte a pasta de dentes na metade! — disse Arthur — Se ela ver, ficará um monstro! Principalmente se estiver na TPM.
— Nunca, em hipótese alguma, chegue atrasado querendo ir direto pra cama. — Aconselhou seu pai. — Queira pelo menos um carinho, ou então ela pensará que você está a traindo ou que não a acha mais atraente.
— Se vocês brigarem enquanto ela estiver na TPM, peça desculpas! Mesmo que você esteja certo! Nesses dias ela choram, gritam, berram e tudo, você não vai querer tudo em cima de você. — Arthur falou, fazendo cara de cansado.
John franziu o cenho. Parecia mesmo que Arthur não gostava de TPM.
— E quando ela estiver grávida, é imprescindível que você não deixe faltar nada na geladeira, se não é muito provável que vá ter que caçar algo pra comer no meio da madrugada, quando tudo estiver fechado!
— Hey, gente, vão com calma! Eu mal a pedi em casamento! Filhos só depois e eu quero as coisas boas! Não é possível que só tenha TPM e brigas?
O pai de John riu da ingenuidade do filho.
— Claro que não, meu filho! Elas são mágicas. Fazem tudo de uma vez. Sabem sua comida favorita, o que está acontecendo, o que você está precisando. — disse ele, olhando Jackeline conversar com Jassy.
— Sabem a hora certa de te deixarem sozinhos, se preocupam com você e são as mães mais perfeitas do mundo. — completou Arthur enquanto admirava Jamily dando comida na boca de Valentina, fazendo careta para a criança.
Brian, que ouvia tudo, olhou Daphine conversar com Jassy. Sua cabeça começava a formar ideias. A loira ficara linda com o cabelo curto. Deixara seu rosto mais amostra, e fizera com que ela parecesse ser mais alta.
Ficaram todos aqueles anos juntos na Europa, ele estudando música e ela moda.
Brian morava num apartamento ao lado do dela e, mesmo assim, era difícil se verem, por causa dos horários. Mas tudo que passaram juntos lá, as brigas, as novidades, os estudos, os passeios, os momentos, foram especiais para ele.
Ele acabara a faculdade há quatro meses, enquanto ela tinha terminado há pouco mais de três semanas.
Voltaram para suas famílias e com todo aquele acontecimento de noivado, ele ficara cheio de vontade de pedi-la em casamento também.
O rockeiro foi tirado dos pensamentos pela voz de Arthur.
— Não se esqueça de abaixar a tampa da privada depois que for ao banheiro.
John olhou Jasmine, buscando por socorro, e percebeu que ela também estava na mesma.
— Com licença. Vou ficar um pouco com minha futura esposa.
Assim que ele levantou, Jassy também o fez, e foram juntos para um lugar sossegado. Andaram de mãos dadas até um dos bancos que tinha perto das flores silvestres.
— Feliz? — pergunta ele.
— Impressionantemente, muito.
— Já lhe disse que não é impressionante eu te fazer feliz, meu amor. — disse ele, fazendo carinho no rosto da rockeira. — é meu dever, então você não tem que se surpreender.
Jasmine suspirou e ficaram num silêncio confortável, apenas contemplando a presença um do outro, olhando o bonito ambiente.
— Gostei daqui. Quero algo parecido pra nossa casa. — disse Jassy, observando tudo.
— É, rockeirinha? Também gostei. — disse ele dando uma cheirada no pescoço da noiva, fazendo-a rir.
— Para, John!
John riu e começou a distribuir beijinhos pelo pescoço dela, fazendo-a se arrepiar e tentar afastá-lo.
— Vamos ficar aqui até amanhã. — disse ele, abraçando-a de lado depois de parar de atacá-la.
Jasmine tremeu um pouco, ainda arrepiada pelos beijinhos que ele a dera, e depois o olhou.
— Vamos? Mas não trouxemos nada. Roupas, chinelo... Nada.
John revirou os olhos.
— Acha mesmo que viemos até aqui pra olhar e almoçar? Claro que não. Daphine arrumou sua mala e nós dois iremos dormir no mesmo quarto. Um dos melhores.
Jasmine sorriu.
— Finalmente!
John sorriu. Estava fazendo muito isso aquele dia. Mas havia motivo:
— Eu sou o homem mais feliz do mundo.
Jassy ergueu uma sobrancelha: — Ah é?! Por quê?
— Por que eu tenho os melhores pais do mundo, os melhores amigos, os melhores sogros, os melhores cunhados e, principalmente, a mais linda e a melhor mulher do mundo.
Jasmine olhou no fundo dos olhos dele.
— Que bom saber disso. — então ela o beijou.
Um beijo calmo e longo. Sentiram saudades daqueles lábios macios, das mãos do outro, do cheiro. Quando o ar faltou, Jasmine deitou a cabeça no peito de John.
Olhou em volta e disse:
— Parece que não podemos mesmo ficar sozinhos. — riu ao ver o pequeno John trazendo Valentina até eles. A garotinha chorava e o pequeno parecia estar se controlando.
Jasmine se ajeitou no banco e os olhou.
— O que houve agora? — disse indo pegar Valentina, mas a menina se desvencilhou e correu para os braços do jogador, que se equilibrou para não deixá-la cair.
Jassy, assim como John, ficaram embasbacados. Assim que a menininha sentiu os braços do cunhado a abraçarem, abriu mais o berreiro. O pequeno olhando, também começara a chorar e abraçara Jasmine apertado.
Nenhum dos dois entendeu nada, até que o pequeno nos braços de Jassy explica:
— Por que fez aquilo? Pensamos que tinha morrido. — disse escondendo o rosto na roupa da irmã.
A garota deu um pequeno sorriso e começou a acariciar os cabelos do irmão. Olhou John, esperando ele responder aos pequenos.
O rosto do jogador se iluminou de compreensão e ele ajeitou Valentina no colo, dando um beijinho em seu rosto manchado de lágrimas.
— Fiz aquilo para assustar a Jassy e fazer uma surpresa, que foi a pedir em casamento de um modo diferente.
— Bem? — perguntou Valentina, parecendo se acalmar.
— Sim, estou bem. Vê? — disse John, mostrando o muque para a pequena, que abriu um sorriso. Jasmine revirou os olhos e o pequeno John bufou.
John o olhou, franzindo o cenho. — Inveja, xará?
— Não!
— Acho que sim, hein. — disse dando um cascudo no pequeno.
O garoto riu e deu um abraço no jogador.
— Vamos, maninha. Eles querem ficar sozinhos. — O jogador colocou a pequena no chão e mini John foi passear com ela pelo local.
Jasmine ficou os olhando enquanto eles se afastavam.
— Eles são demais. — disse John também olhando.
— São sim. — Jasmine encostou-se nele, abraçando-o e aproveitando o fraco sol que aparecera.
O resto da tarde foi de diversão em família.
John começara a ensinar o xará a nadar, enquanto Jassy ensinava à Valentina. Ao lado dos dois, Brian ensinava Daphine, que fazia mais escândalo que os dois pequenos quando não conseguiam boiar.
Jamily, do lado de fora da piscina, tirava fotos deles. Quando ficaram cansados, os pequenos saíram da piscina e foram brincar num pequeno parquinho que havia ali perto com o pai.
Brian e Daphine resolveram ir ao SPA. Ela queria massagem e ele iria para tomar conta. E se o massagista fosse um homem malhado metido a gostosão?
Acabou sendo uma mulher que mais parecia homem, mas de qualquer forma ele permaneceu lá.
Jasmine aproveitou ao máximo o tempo com John. Brincaram na piscina, correram pelo local, foram massageados, mas sempre juntos.
Finalmente o dia terminou e a lua cheia apareceu.
Todos estavam cansados. Cada um fora para seus respectivos quartos tomar um banho e desceram para jantar.
Depois que comeram, Jassy e John voltaram para o quarto. Ficaram assistindo filmes, agarrados um ao outro, enquanto comiam pipoca de manteiga até tarde da noite.
Os créditos do quarto filme começaram a subir na tela plana.
— Finalmente! Filme chato.
— Você que escolheu, rockeirinha. — Disse John, chamando a faxineira para levar tudo o que sujaram.
Depois que ela recolheu tudo e foi embora, John se vira para Jasmine bocejando.
— Vamos dormir, amor?
Jasmine olhou-o de cima a baixo. Dormir? Com aquele homem gostoso só de calça de moletom, com o corpo todo malhado? Dormir?
A rockeira riu.
— Você é tão inocente às vezes, amorzinho. — Jasmine levantou, pegou algo na mala que Daphine havia preparado e foi até o banheiro. — Você sabia que nosso quarto é um dos únicos que tem sauna particular?
— Sabia.
A rockeira apareceu na porta do banheiro vestindo uma lingerie roxa rendada. O sutiã deixava seus seios bem salientes e sexys e a calcinha mal aparecia na parte traseira.
O noivo engasgou, comendo-a com os olhos. O sono já havia ido embora há muito tempo.
— Está afim de usar? — perguntou a rockeira, mordendo o lábio inferior enquanto brincava com um laçinho da calcinha fio dental.
— Com certeza.
John avançou e pegou Jassy pela cintura.
— Está ligada, apenas esperando por nós.
O garoto então deu um sorriso malicioso, atacando a boca de Jasmine com sofreguidão e desejo.
Soltou os longos cabelos dela, que antes estavam num rabo de cavalo e segurou os que estavam próximos à nuca, fazendo a garota gemer. Ela sentiu o membro dele apontar em sua coxa e passou a mão bem de leve nele.
Foi a vez de John gemer. Separou-se da garota para tirar o moletom e voltou a beijá-la, apertando o bumbum empinado de Jasmine.
Foram andando cegamente até a sauna, esbarrando nos objetos, até que sentiram bater na porta da mesma.
Entraram e John continuou a beijá-la com paixão, pegando-a no colo e levando-a até o assento de madeira que tinha ali. Sentou-se, colocando a garota em seu colo.
Ela o abraçou apertado, arranhado suas costas e mordendo seus lábios, enquanto pressionava sua intimidade, coberta pela calcinha ínfima, contra o membro do noivo.
As mãos do garoto estavam apertando sua cintura, coxas e bunda. Quando o ar foi necessário, seus lábios passaram para o pescoço da garota, deixando mordidas, chupões e beijos cálidos e molhados.
Jasmine gemia, apertando seu sexo no membro de John e puxando seus cabelos.
Ele desabotoou seu sutiã, fazendo-o descer pelos seus braços, e jogou-os longe.
A sala estava quente, o vapor fazendo com que seus corpos começassem a suar. O cheiro do suor deu tesão aos dois, fazendo-os mais loucos um pelo outro.
O jogador desceu os beijos pelo colo de Jassy, chegando até seus seios. Um ele tomava em cheio nas mãos e no outro dava pequena sucções e mordidinhas.
Jasmine jogou a cabeça para trás e gemeu, rebolando em cima de John, que ainda estava de cueca. O garoto rosnou e passou para o outro seio, sugando com força.
A garota puxou com força seu cabelo e ele a tirou de seu colo, deitando-a na madeira. Os beijos molhados foram descendo pela barriga quente da garota e quando ele chegou à fina calcinha de seda, deixou um beijo simples por cima.
Riu quando Jassy rosnou e sem enrolar mais, tirou a calcinha com os dentes, jogando-a longe. Deu um leve assopro em seu clitóris, fazendo a garota se contorcer. Finalmente dá um beijo quente em seu sexo, arrancando gemidos altos e um revirar de orbes da rockeira.
John lambia com vontade, a língua fria contra o sexo quente a deixava louca. A língua era lenta e cada vez mais molhada lá. Ele introduziu um dedo nela e começou a bombear.
— Gostoso... — gemeu Jassy.
A língua de John aumentou a velocidade e ele retirou o dedo do sexo apertado da noiva. Concentrou-se em seu clitóris, lambendo, sugando, beijando, a cada gemido mais rápido e molhado.
Jassy gemia alto. Segurou os cabelos de John quando sentiu um pequeno choque subir de seu sexo até sua barriga, fazendo-a experimentar um orgasmo intenso.
John subiu de volta, beijando o corpo suado de Jasmine até chegar à sua boca, dando-a o gosto de sua intimidade. Depois de alguns minutos, Jassy se separou e retirou a cueca de John. Quando ia colocar aquele membro pulsante na boca, ele a repreendeu.
— Não. — sussurrou — Hoje iremos nos concentrar só em você.
Jasmine queria dar prazer a ele, mas não reclamou. Seus cabelos estavam encharcados, grudados no corpo e no rosto. O do garoto estava caindo sobre a testa, todo desgrenhado. Os olhos de ambos estavam claros, contrastando com a sala escura, iluminada apenas pela luz da lua, oriunda de uma pequena janela embaçada no alto da parede.
Os cheiros de seus corpos estavam bem acentuados e ambos estavam amando tudo aquilo.
John deixou-a de costas para ele, em pé e grudou seu corpo ao dela. Tão suados e quentes, que ambos gemeram mesmo sem um contato mais profundo.
A garota jogou a cabeça pra trás, encostando-a no ombro dele, quando sentiu as mãos másculas dele subirem lentamente por sua cintura e segurarem seus seios com firmeza.
Ela empinou o bumbum, seu sexo tão molhado de prazer que fez o membro do noivo escorregar para dentro.
Ambos gemeram alto e John a trouxe para mais perto de seu corpo. Apertou seus braços ao redor da garota, sem tirar as mãos de seus seios, e começou a se movimentar dentro dela.
As estocadas eram bem fortes, mas lentas.
Jassy sentia-se flutuando. Aquele membro dentro dela fazia-a gemer alto e querer mais. Seus corpos escorregavam, quentes.
John encostou Jasmine na parede da sauna, fazendo-os ficarem mais colados e aumentou a velocidade e a força.
A rockeira enlouqueceu, espalmando as mãos na parede, gemendo bastante em conjunto com o noivo.
— Mais rápido e mais forte, John! — implorou a garota com a voz rouca.
John grunhiu de tesão e a suspendeu no colo, aumentando a força e a velocidade como nunca.
Por essa, Jasmine não esperava. O prazer era tanto que cravou as unhas nos braços que a rodeavam e gozou em seu membro, tremendo, fazendo John tremer também e gozar em seguida.
Relaxaram e Jasmine jogou-se no assento, puxando John com ela.
Abraçaram-se e esperaram a respiração acalmar.
Jasmine voltou a beijá-lo, ficando agora sentada em seu colo, passando os beijos para a jugular dele.
John apalpou seus seios e sua bunda.
— Como eu amo apertá-los. — sussurra John, dando uma tapa no bumbum da garota, que sentou sem aviso prévio em seu membro. — Porra!
O prazer continuava ali, mesmo que tenham acabado de gozar. Eles queriam mais. Uma vez não era suficiente para aplacar a saudades do corpo um do outro.
Jasmine começou a rebolar, com John gemendo embaixo dela. Ele pegou em sua cintura, ajudando-a a cavalgar.
A garota aumentou o ritmo e a pressão em volta do membro do noivo, arrancando gemidos de ambos, que não demoraram muito em gozar novamente.
— Eu… Nunca cansarei disso. — disse Jasmine, caindo por cima do corpo de John.
— Nem eu. — ele responde ao abraçá-la apertado.
…
Meses depois.
O grande dia chegara. O casamento iria ser realizado ao ar livre, como o de Jamily.
Era primavera. Havia flores por todos os lados. O grande arco de casamento estava enfeitado de belos jasmins.
O grande tapete vermelho estava banhado de pétalas brancas. Bancos, como os de igreja, estavam dispostos de frente para o arco. Tecidos de seda na cor lilás os ligava, com pequeninos ramos de rosas.
A festa seria no interior da grande casa alugada, ao norte do arco do casamento, onde Jasmine estava terminando de ser arrumada por Daphine e mais duas assistentes.
Sua maquiagem fora feita com o intuito de destacar seus belos olhos verdes. Suas pálpebras estavam pintadas de um branco perolado esfumaçado com preto. Suas maças do rosto num rosa pêssego enquanto sua boca fora pintada de rosa terroso com um gloss transparente por cima. Bastante rímel preto nos cílios superiores e inferiores completavam o look.
Em suas orelhas havia um par de brincos de diamantes que combinava com o colar. Ganhara-os de sua futura sogra.
Os cabelos compridos estavam cacheados, envoltos num enfeite branco intricado, e soltos até o quadril.
O vestido era completo e impressionantemente branco. Tomara-que-caia enrugado, com detalhes em pedras, bem armado. Um salto bem alto branco adornava seus pés.
— Pronta. — disse Daphine assim que acabara de ajeitar o vestido. Olhou a prima com orgulho. — Você está perfeita, Jassy. John vai ter um treco antes de dizer sim.
Jasmine deu um tapa no braço da prima. — Vira essa boca pra lá, garota.
Então a rockeira se vira para o espelho e arfa com a visão de si mesma. Estava linda e tão diferente...
Finalmente. Ela iria se casar com o grande amor de sua vida. Aquele que odiara, xingara, batera, ameaçara e, acima de tudo, amara.
Seu coração inflou de contentamento e ela sorriu, dando mais beleza ao seu reflexo. Olhou para Daphine:
— É real?
A loira assentiu. Seus cabelos haviam crescido e estavam na altura dos ombros. O vestido que usava era de sua autoria, assim como o de Jassy, Valentina, Jamily, Jackeline e o de sua mãe. Os ternos dos rapazes também.
Seu vestido era roxo, na altura das coxas, com um decote no formato de coração. Pedras faziam sua cintura, indo ao meio dos seios. A saia era rodada e leve. Nos pés, no colo e no cabelo enfeites prata.
— Sim. É real, Jasmine.
Jackeline e Jamily entraram no quarto onde estavam as duas primas, junto com um dos fotógrafos. Haveria cinco na festa. Um estaria fotografando a noiva. Dois estariam fotografando os familiares dos noivos. O quarto fotografaria o noivo e o quinto, a festa e os convidados.
Todos eles teriam a função de fotografar Jasmine e John quando ambos estivessem juntos.
— Anda Jasmine. — disse Jamily que estava com um longo e elegante vestido verde escuro. — Faltam duas horas para o casamento e você ainda não fotografou. — Foi então que ela parou para realmente olhar a filha e seus olhos encheram-se d’água.
— Mãe! Vai borrar a maquiagem!
— É que… há poucos anos você era apenas uma menina. Agora é uma linda mulher formada, que está se casando. Queria que seu pai estivesse aqui, vendo isso.
Jasmine sentiu um nó na garganta.
— Obrigada, mãe. Eu também queria que ele estivesse presente.
Jamily abraçou Jassy, com cuidado para não estragar nada.
— Você está linda, minha norinha. Meu filho tem muita sorte em ter você. — Sorriu Jackeline, com um vestido longo vermelho tomara-que-caia, também abraçando Jasmine.
Ambas sorriram e logo se apressaram para as fotos. Enquanto Jasmine ficaria ali, onde tinha tudo arrumado com fios de pedras pendendo do teto, flores de todos os tipos, máquinas de bolhas de sabão e tudo o que fosse preciso para as fotos, as mulheres e o resto dos familiares iam tirar fotos no lado de fora.
As duas horas passaram rápido com as fotos sendo tiradas. Minutos antes do momento tão esperado, Adelaide entra no quarto, onde uma Jasmine muito nervosa respirava fundo. O fotografo não saia de perto dela.
— Você está linda, minha bisnetinha.
Jassy virou para a bisavó, surpresa, e foi abraçá-la, emocionada.
— Pelo menos você e o vovô ainda estão aqui, da parte da mamãe. — disse abraçando-a apertado.
Atrás de Adelaide vinha o pai de Jamily e os avôs paternos de Jassy.
Todos abraçaram a garota, dizendo que a amavam muito e que tudo daria certo, até que Arthur entra.
— Está na hora, princesa.
Jasmine respirou fundo e todos saíram. Deu o braço ao padrasto, se preparando para sair.
— Vamos!
Ela sentia suas pernas fracas e, desde que acordara aquele dia, sentia um nervoso grande no estômago.
— Está linda. E eu me sinto honrando em poder levá-la ao altar.
Jasmine sorriu para Arthur. — Obrigada. Você merece essa grande responsabilidade.
Seu padrasto sorriu e ouviram a marcha nupcial começar.
Seu irmão adotivo, John, com os cabelos compridos presos na nuca, estava na frente dos dois com um terninho preto, levando uma almofadinha roxa de veludo com a aliança da noiva, de mãos dadas à Valentina, que estava com um vestidinho branco cheios de detalhes roxos e o cabelinho preso numa tiara também roxa, que levava a aliança do noivo, numa almofadinha igual.
Andaram lentamente até lá, com os pequenos na frente e quando os opostos se viram todo o resto foi esquecido.
John estava lindo e gostoso num terno preto, bem desenhado. Seus cabelos castanhos claro estavam penteados para trás, mas um mecha insistia em cair em sua testa, deixando-o sexy.
Assim que a rockeira entrou em seu campo de visão, ele abriu um sorriso de tirar o fôlego. Vendo a felicidade do homem que amava estava tendo só por vê-la vestida daquele jeito para ele, por ele, Jasmine sorriu.
O sorriso mais lindo que ela já dera em toda a sua vida.
Os olhos verdes estavam conectados e Jassy não queria que nada no mundo os desconectassem.
Lembrou-se de todas as briguinhas que tiveram e teve vontade de rir da idiotice dos dois. Lembrou-se dos beijos, dos momentos de carinho, das saudades, de tudo, e ali, vendo-o no altar com os olhos cheios d’água e felizes, percebeu que tudo valera a pena.
Quando finalmente estava à sua frente, ela pode ter certeza de que era real. De que tudo daria certo.
Arthur passara o braço de Jassy para John e, quando sentiram o toque um do outro, a felicidade estava completa.
A cerimônia ocorreu como qualquer outra. Não hesitaram em dizer sim no momento em que foram questionados, nunca quebrando o olhar.
Chegara o momento dos votos de casamento.
Jassy não era muito de palavras. Seu amor era mais demonstrado por ações. Quando o ajudava, batia, xingava. Já John tinha sempre lindas frases para dizê-la. Mas ali Jasmine finalmente colocaria em palavras o que sentia por John.
Foi passado à garota um microfone.
— Quando nos conhecemos, você invadiu minha vida. Questionava tudo, me seguia, me enchia o saco. Provocava, irritava. Por um tempo pensei que te odiasse, mas aí o tempo foi passando e eu percebi que o sentimento que eu possuía por você era mais que ódio. Era, e ainda é, amor. Você com seu jeito provocador, irritante e, na época, nerd, fizeram com que eu me apaixonasse por você. E o jeito malicioso, carinhoso e sorridente juntado aos outros, me fizeram amar você. A cada dia passado você tinha uma surpresa a me fazer, mesmo que eu repetisse trilhões de vezes que odiava surpresas. — Os convidados riram. John estava emocionado, ouvido cada palavra da garota. — Todo dia, era um dia diferente do outro, mas todo dia eu gostava mais e mais de viver. John, se você não tivesse aparecido na minha vida, nada do que sou e do que tenho hoje seria possível. Eu não tenho nem coragem de tentar ver como seria minha vida se você fosse embora. Você me deu um baita susto naquele pedido.
Todos riram novamente. Depois que John a pedira em casamento, Daphine depositara o vídeo na internet, e por John ser mundialmente famoso, logo o vídeo tinha milhões de curtidas, comentários e visitas.
— Eu prometo te amar, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, nos altos e baixos, na alegria e na tristeza, em todos os momentos de minha vida. Quero te ter daqui até a eternidade. Eu te amo.
Todos aplaudiram de pé o discurso de Jasmine. Minutos se passaram até que John pudesse finalmente falar.
— Rockeirinha, preciso dizer que você está linda vestida assim? Você mudou minha vida radicalmente, fazendo com que ela nunca ficasse monótona. Sempre me apoiou nos meus sonhos, sempre esteve presente nos momentos importantes, sempre presente quando eu mais precisava. Cada minuto ao seu lado conta como cada precioso minuto do dia. Agora, finalmente, você vai ser minha esposa, minha, somente minha. Prometo te amar, na saúde e na doença, em todos os momentos de nossas vidas, até a eternidade. Eu te amo, rockeirinha.
Jasmine sorriu.
Johnzinho e Valentina vieram trazer as alianças e cada uma foi colocada no seu devido lugar.
— Pode beijar a noiva. — disse o padre, e John, de bom grado, obedeceu.
…
Jasmine foi até Apollo, que estava de terno para a ocasião. Fez um carinho na cabeça do enorme cachorro.
— Hey, bonitão, cadê meu irmão? — O cachorro latiu para o carinho e depois apontou John com Valentina na mesa de salgados. — Obrigada, Apollo. Continue tomando conta e não deixe nenhum repórter ou fã fanática entrar, está bem?
O cachorro balançou o rabo, como se estivesse assentindo para a dona e depois de dar um aperitivo para Apollo, Jassy foi até os irmãos.
— John, vocês estão comendo direito?
— Sim, maninha. Você está linda assim.
— Obrigada. — Jassy sorriu. — Cadê nossa mãe? — perguntou olhando em volta.
— Está falando com a vovó, mãe do pai. E antes que você pergunte, ele foi ao toalete.
Jasmine assentiu. Sempre se surpreendia com a inteligência do irmão.
— Está gostando Valentina?
A menininha que rodopiava com o vestido parou e olhou a irmã, tão alta e tão linda.
— Tô, mine. — A garotinha ainda estava aprendendo a falar, e não conseguia falar Jasmine. — Linda. — Apontou a irmã.
Jasmine a pegou no colo e deu um beijo em sua bochecha.
O fotografo responsável pelas fotos da família, juntamente com o responsável por tirar fotos dela apareceu, batendo foto dos três. Depois de várias fotos, de todos os ângulos, Jassy saiu de lá, pegou o microfone e chamou a atenção dos convidados.
— Está na hora de achar a aliança! — As mulheres deram gritinhos.
Em vez da tradicional jogado de buquê, Jasmine escolheu fazer um grande bolo redondo com várias fitinhas de seda saindo de seu interior. Todas as mulheres não casadas da festa escolheria uma fitinha e ao comando de Jassy puxariam. A que encontrasse uma aliança teria sorte para casar.
Todas se colocaram em volta do bolo e escolheram uma das muitas fitinhas.
— Já!
As mulheres puxaram e Jassy tampou os ouvidos.
Um grito entusiasmado foi dado e John e Jassy viram Daphine pular feliz com a aliança na mão.
A rockeira riu, indo até ela.
— De novo hein, Daphy?
A loira a abraçou. Por trás dela vinha Brian, todo sorridente. Ela se virou e deu de cara com ele, que a agarrou e a beijou apaixonadamente.
Jassy olhou em volta, e viu que o fotografo destinado a família batia fotos. Assentiu satisfeita e se virou para John, abraçando-o e beijando-o também.
— Jogador gostoso e irritante.
— Rockeira safada e ciumenta.
— Você me ama.
— Você também.
Sorriram, beijando-se de novo, tendo a certeza que nada estragaria o casamento dos dois.
…
4 anos depois
Naquela noite ocorria o jogo mais importante do ano. Jogo decisivo. Faltavam poucos minutos para o final e estava empatado. Um dos técnicos pedira tempo e John andava pelo campo tomando água, tentando se acalmar.
Tinha que ganhar aquele jogo. Nunca poderia deixar tudo ir por água abaixo. Os jogadores, sua mãe e seu pai, seus amigos, seus fãs, sua mulher, todos confiavam nele. Ele precisava ganhar, até por que era seu último jogo.
Iria seguir a carreira do pai, empresário. Ele gostava de jogar, mas sabia que aquilo não duraria para sempre. Era um dos jogadores mais bem pagos do mundo, mas queria algo duradouro, que não pudesse cair de uma hora para a outra. Com a fama que tinha, todos gostariam de tê-lo à frente de seus negócios, que com ajuda de Jassy — que entendia sobre empreendedorismo — montara uma empresa e cuidava das finanças da família.
John deu um último longo gole e retirou o capacete, jogando o resto da água no rosto, até que ouviu seu nome passando pelos autofalantes do telão.
— John Viatte.
Ele virou-se em direção ao telão e viu o rosto de Jasmine nele. A garota já era linda, refletida num telão enorme com a melhor imagem que a tecnologia oferecia, fez o coração do jogador falhar uma batida. Quando as torcidas perceberam que era a mulher do jogador no telão, todos gritaram, indo à loucura.
— O que você está esperando para ganhar? Quer que eu vá aí, ensinar você a jogar? — John riu, balançando a cabeça, incrédulo. — é o seu último jogo e espero mesmo que você ganhe. Estou torcendo por você. Torcendo muito. A propósito… estou grávida. Parabéns, papai.
John escancarou a boca e a imagem do telão foi cortada. Seu coração acelerou, ameaçando sair do peito. A torcida gritava, aplaudia e pulava. Ele olhou em volta, para a torcida, e não acreditava que aquilo estava acontecendo.
PAI! Ele ia ser pai! Sorriu feliz e procurou Jasmine em volta, que olhava pra ele da arquibancada vip.
Ela estava séria e olhava seus olhos. Assentiu e colocou a mão no ventre. O jogador viu-a proferir palavras que, mesmo longe, soube definir o que era:
— Ganha essa porra e vamos embora.
O tempo de pausa acabou e todos os jogadores de seu time passaram por ele, dando tapas de parabéns.
Ele balançou a cabeça, tentando acordar e foi jogar.
Quando faltava um minuto para o fim da partida, John colocou todas as suas forças nas pernas e nos ombros, chocando-se contra o jogador que tinha a bola nas mãos. Ambos caíram sentindo dores, mas o futuro pai não se deu o luxo de aproveitá-las. Pegou a bola e avançou para a endzone, arremessando-a.
— TOUCHDOWN! JOHN VIATTE FEZ UM TOUCHDOWN EM SEU ÚLTIMO JOGO, MEUS QUERIDOS TELESPECTADORES! PARECE QUE O VIDEO DE SUA ESPOSA O INSPIROU PROFUNDAMENTE. ELES VENCERAM!
…
7 Meses depois.
John Viatte corria madrugada afora o mais rápido que podia, com um pacote nas mãos.
Quando chegou à rua de sua casa, viu Jasmine, com sua enorme barriga de grávida, de braços cruzados, cabelos soltos ao vento e Apollo do seu lado, rosnando.
Ela disse alguma coisa e o grande rottwailer correu em direção ao John, derrubando-o no chão.
—Merda, atrasei... — gemeu John, que conseguira salvar o pacote de cair não chão.
Jasmine aparece ao seu lado.
— Porra, moleque! Você não liga para os desejos de uma grávida, John? Por que demorou?
Ele se levantou, antes que ela se atrevesse a abaixar e pegar o pacote.
— Desculpa, rockeirinha. Vim o mais rápido que pude!
— Me dá logo esse caralho, antes que seu filho nasça com cara de jujubas roxas!
John respirou fundo, com sono, e deu o pacote a ela que sem nem hesitar o abriu e começou a comer. Ela fora bem específica: queria jujubas roxas em menos de uma hora, às três e meia da manhã e caso ele se atrasasse, ela soltaria Apollo — que fazia tudo que a dona mandava — em cima dele. Onde diabos ele iria arranjar isso àquela hora?
Sua sorte foi ter um mercado 24 horas a alguns quarteirões de sua casa. Chegando lá, ele pagou quatro grandes pacotes de jujubas, abriu-os e separou somente as roxas, deixando as outras para o caixa que suspirava o olhando.
Agora estava ali, com Apollo rosnando para ele, enquanto Jasmine comia as jujubas.
— Ingrato. — murmurou para Apollo que virou a cabeça de lado e chorou, abaixando as orelhas.
Jasmine o ignorou, entrando em casa, sendo seguida pelos dois. Seus cabelos continuavam compridos, passando dos quadris. Ela não queria cortá-los de jeito nenhum.
Ela passou a noite comendo as jujubas enquanto John dormia cansado.
Mal via a hora do bebê nascer e ele finalmente poder dormir a noite inteira, sem ter que acordar de madrugada para realizar desejos loucos de uma grávida estressada.
Os meses passaram-se e o bebê finalmente nasceu. Ou melhor dizendo, os bebês finalmente nasceram.
Eram um casal, Ariana e Christopher. Os pais só souberam quando nasceram, pois os médicos não haviam percebido. Tinham os cabelos castanho claro do pai e os olhos verde folha da mãe.
Assim que soubera dos gêmeos, Daphine correu para o shopping mais próximo, arrastando seu marido, Brian — que se casaram alguns anos antes —. Teriam que comprar tudo de novo!
Era noite e o pequeno John, com quatorze anos, estava do lado de fora do hospital, desenhando o universo para a irmã mais velha. Valentina, com oito aninhos, estava lá dentro com os pais.
Enquanto desenhava, sentiu alguém sentando no banco ao seu lado.
— Desenho bonito do Universo. É assim que você o imagina? — perguntou uma voz feminina ao seu lado.
— É assim que ele é. — respondeu, então virou-se para a voz, encontrando uma garota ruiva com sardas e olhos cinzentos.
A bela garota sorriu e olhou o céu.
— Como sabe?
— Eu estudo astronomia desde pequeno.
— Legal. — então ela o olhou.
Johnzinho havia crescido. Estava com o corpo forte, de tanto que malhava, querendo ser como seu cunhado. Seus cabelos loiros iam até metade das costas, presos. Seus traços infantis quase não existiam mais e seus olhos castanhos eram muito profundos, fazendo quem os olhasse perceber que havia muito conhecimento por trás deles. Sua voz engrossara e era tão profunda quanto seus olhos. Gostava de rock, como as duas irmãs, e vestia-se a caráter.
Estava com uma camisa do Pink Floyd e um bracelete de spike grande no pulso. Suas calças largas tinham rasgões e ele usava um all star preto.
— John. — apresentou-se. — John Salmerón.
A garota sorriu. — Melissa Pardo.
— Gosta do céu? — perguntou ele, reparando que ela olhava o céu com um brilho nos olhos.
— Gosto. Mas não sei quase nada sobre ele. — olhou-o.
O loiro sorriu. — Não é um problema.
…
John Viatte estava louco. Os bebês choravam, o leite estava demorando a esquentar, o celular de Jasmine chamava e ela não o atendia e ele não conseguia achar as fraldas.
— Mas que merda, Jassy, atende! — ele segurava o telefone sem fio no ombro, enquanto caçava fraldas. Quando a ligação caiu de novo, ele deixou o telefone em cima da bancada da cozinha e correu para os bebês, ninando-os um pouco e depois voltou para a cozinha, procurando as fraldas na dispensa.
Jasmine saíra para o shopping com Daphine para comprar o enxoval da loira, com a permissão dele. Ele dissera:
— Pode ir, meu amor. Você precisa de um descanso. Eu cuido de tudo.
Agora estava ele ali. Com o leite queimando, os gêmeos sujos e com fome, ele cansado e nada de Jasmine.
Correu para apagar o fogo do leite, mas já era tarde. Havia queimado.
— Mas o que está acontecendo aqui, John? Quer colocar fogo na casa? — perguntou Jasmine, entrando na cozinha.
— Er... Oi, meu amor, minha linda, minha vida, minha rainha...
— Pode parar! Eu não posso sair um dia que você quase mata meus filhos e põe fogo na casa! — berrou Jassy, indo até o quarto dos bebês.
John conseguira fazer com que ela não enchesse o lugar de caveiras, mas ele nada poderia fazer quanto às roupinhas dos dois.
— Onde estão as fraldas? — perguntou ele seguindo-a.
— Onde estariam, John? No armário deles!
John pigarreou e correu até lá.
— Vá trocar de roupa e tomar um banho! Deixarei eles limpos pra você!
Jasmine revirou os olhos, mas fez o que o marido aconselhou. Seus seios doíam, indicando que seus filhos deveriam estar com fome, mas não conseguiria amamentá-los enquanto estivessem sujos e ela cansada do jeito que estava.
Tomou seu banho, relaxou, vestiu um algo folgado e foi até o quarto das crianças, vendo John falando com eles, enquanto colocava um Christopher mais calmo no berço.
— Vocês desculpam o papai? Sabe, eu sou novo nisso e nunca tinha ficado sozinho com vocês. Não sei como sua mãe consegue tudo isso e ainda dar atenção ao papai e ao trabalho.
— Né?! — riu Jassy. Ela pegou um peito falso, que fora feito na medida dos seus, e entregara a John, que olhara aquilo sem entender. — Coloque e dê leite para o Chris. — disse, indo até Ariana e amamentando-a.
John olhou-a como se fosse um extraterrestre, mas resolveu obedecer, afinal, fizera tudo errado.
Dar leite a uma criança era legal, mas ele era homem! Quase desistiu quando Jasmine começara a gargalhar e tirar fotos, mas ficou com pena de Christopher e continuou a amamentá-lo.
Aquela seria a vingança dela, de anos atrás, quando ele a fizera se vestir de líder de torcida.
John Viatte com um peito falso, amamentando. Aquilo com certeza renderia muito na internet.
Depois de colocarem os dois para dormir, os pais, cansados, foram dormir também, depois de colocarem comida para o Apollo.
— Eu te amo, Jassy. — disse John ao se deitar. — Você é uma mãe perfeita.
— Eu te amo, John. E você também é um pai perfeito, apesar de não saber esquentar um leite, trocar uma fralda ou colocá-los pra dormir.
Os dois riram e dormiram, abraçados.
Mais 4 anos depois...
Jassy e John estavam no parque, com os filhos e os irmãos de Jassy, Valentina e Johnzinho.
O loiro estava com a namorada, Melissa, tomando um sorvete enquanto observavam os gêmeos.
Valentina acabara de fazer doze. Estava correndo atrás de uma criança que pegara o brinquedo de Ariana quando esbarra em alguém e cai.
— Ai!
— Desculpa! — o garoto que havia a derrubado estende a mão, ajudando-a a se levantar.
Ele era rockeiro, tinha olhos azuis claríssimos e uma boca carnuda. Tinha um corpo fortinho e lembrava muito a Brian.
— Presta atenção, caramba. — responde a garota, mal humorada, tentando achar a criança que pegara o brinquedo da sobrinha.
— Na verdade, foi você quem esbarrou em mim.
A garota cruzou os braços e olhou-o. — Claro que não.
O garoto riu. — Foi sim. Estava correndo atrás do pivetinho ali e esbarrou em mim.
— Claro, claro. Quem é você?
— Sou Afonso. Vim com meu tio pra cá. E você?
— Valentina.
— Gosta de rock? — perguntou ele, analisando-a.
Valentina vestia um vestido apertado e curto, com detalhes rosa. Seu cabelo loiro acinzentado estava com uma trança embutida. Usava um all star de cano longo e um colar de caveira no pescoço.
— Gosto.
Afonso sorriu, até que Jasmine chega até a irmã.
— Valentina, olha quem veio nos ver.
A mais nova se vira, dando de cara com Brian e Daphine. Ela sorri e corre para abraçar os dois.
— Já conheceu meu sobrinho, V.? — perguntou Brian.
— Quem?
— Ele. — Brian apontou Afonso, que sorriu para Valentina. — Veio passar um tempo com a gente.
Valentina arregalou os olhos.
Mas que droga.
— E o Breno, Daphy? — perguntou Valentina a prima, sobre o irmão dela.
— Está bem, Val. E a Lisa está ali com os gêmeos.
Lisa era filha de Brian e Daphine. Tinha quatro anos, poucos meses mais nova que os gêmeos. Tinha olhos azuis claros ao mesmo tempo que escuros e os cabelos pretos do pai.
— Vou lá. — disse Valentina, querendo sair de perto de Afonso.
Todos sorriram para ela.
—Vou também. — Afonso disse.
Valentina grunhiu e o sobrinho de Brian riu.
Jassy, vendo aquilo, sorriu e olhou para Brian.
— Parece que está surgindo uma nova paixão?
O rockeiro riu. — Com certeza.
E eles estavam mais que certos. Valentina era estressada como a irmã. Afonso era lindo e provocador, e ficara encantado com a irmã mais nova de Jasmine. Ele com certeza iria persegui-la, como John fez com Jasmine, e quem sabe o que poderia sair dali?
John Viatte estava bem sucedido no emprego, assim como Jasmine, que fotografava os mais lindos e famosos modelos do mundo.
Jassy era reconhecida profissionalmente, e todos pagavam caro para conseguir um trabalho com ela.
Sua vida estava perfeita. Tinha filhos lindos, com o homem que amava. Seus sonhos estavam realizados. Sua mãe e Arthur estavam bem e felizes. Seu amigo e sua prima, casados e radiantes. Seus irmãos, vivendo paixões.
Tudo estava perfeito, e ela desejava que continuasse assim. Puxou John para andar pelo parque, lembrando-se de sua adolescência ao lado dele. Vira-se para ele, e o beija apaixonadamente.
— Eu amo você. — disseram em uníssono.
Eles provaram a qualquer um que quisesse ver que por mais que não admitissem, sim, os opostos se atraem. Brigam, discutem, tem suas diferenças. Mas se atraem. Era a peça do quebra-cabeça que faltava, a metade da laranja, a metade da alma, não importa.
Eles se amavam e eram felizes. E seriam… Felizes para sempre.
Fim.
Make Jassy: http://www.muitochique.com/wp-content/uploads/2011/09/Maquiagem-para-noivas-4.jpg
Valentina: http://www.escoladanoiva.com/wp-content/uploads/2010/06/vestidos-para-daminhas-17.jpg
Notas finais
Quem gostou do pedido de casamento? E do final do pequeno John e da Val? E de tudo? E da Jassy e John? Quero que comentem, pois aí, se TIVER muitos reviews, posto supresa!!!!
Quem quiser ver o pedido de John para Jassy, aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=xX2AZt96Dws
E bom, fiz uma ONE-SHOT ORANGE!
Quem curti, dá uma olhada e comentada, quem não curti, tenta ver, custa nada :p
http://fanfiction.com.br/historia/371654/Minha_Timida_Melhor_Amiga
Hm... acho que só! Qualquer coisa falo com vocês na surpresa!
Beijos, meus amores! Amo vocês! ♥
Comentem e recomendem, por que esse é o final, pessoal!
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